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Erro ou esquizofrenia?

{ Posted on 12:00 by Edmar Lyra Filho }
Por Arthur Virgílio*

Lisboa – As dívidas em atraso entre 15 e 90 dias saltaram de 5,5% em outubro de 2010, para 6,9% no mesmo mês deste ano. As que registram atrasos acima de 90 dias subiram de 4,7% para 5,5% em um ano.
         
No terceiro trimestre de 2009, quando o governo considerava a crise no “passado”, o dólar estava cotado entre R$1,85 e R$1,90, mais ou menos o patamar de hoje. Os preços das commodities recuaram, abrindo espaço para o Banco Central cortar os juros que desceram para 8,75% no mês de julho. Era a brecha também para a expansão do crédito.
         
No início de 2009, o petróleo caiu para US$33 o barril. Hoje, ele está em alta, em torno de US$100 o barril. Certamente continuará pressionado, em função do quadro de instabilidade no Oriente Médio e no Norte da África e da elevação da demanda pelos países emergentes.
         
Além dos sucessivos casos de corrupção, a inflação é a grande dor de cabeça do governo Dilma, que maquia os índices de 2011 para tentar fazê-lo caber no teto (já por si elevadíssimo) da meta: promoveu o corte na CIDE e adiou a entrada em vigor do imposto no setor de fumo.
         
Na crise de 2008, a forte queda nos preços do petróleo e das commodities fez a inflação cair de 6,41% em maio para 4,2% um ano depois. Em 2011, a inflação atingiu o “pico” de seis anos no IPCA de setembro: 7,31%, com leve desaceleração no ultimo trimestre. O terceiro trimestre deste ano teve PIB de crescimento zero. O quarto será parecido.
         
Como a gastança eleitoreira de Lula artificializou crescimento acima de 7% em 2010, o ano corrente nasceu crescendo mais de 2% pelo efeito carry over, transferência automática de um exercício para o outro. Ao final talvez não chegue a crescer 3%, contra inflação de, no mínimo, 6,5%. Em 2012, espera-se crescimento medíocre, em torno de 3%, contra inflação de quase 6%. Bem diferente do Peru, país pequeno, que vem crescendo, há anos, a taxas elevadas, com inflação reduzida. Em2011, por exemplo, crescerá mais de 7%, contra inflação de 2%.
         
Aqui a arrecadação aumenta absurdamente, levando a carga tributária para 37% do PIB. Os gastos públicos, igualmente, sobem sempre bem acima do PIB, descontada a inflação. Temo pelo superávit primário de 2012. Temo que venha mais maquiagem por aí.

O governo mantém comportamento errático e até esquizofrênico diante da crise mundial. Ora a presidente declara que o momento é grave e o Brasil será atingido. Ora pede aos brasileiros para gastarem mais, na idéia de que o consumo interno assegurará o crescimento. Repete o discurso de Lula, em 2008. Não leva em conta que aquele ano nada tem a ver com 2012.
         
A propaganda oficial é forte. Mas a economia vai mal e as pessoas começarão (se é que já não começaram) a perceber isso.

*Diplomata, foi líder do PSDB no Senado. É colaborador do blog de Edmar Lyra aos sábados.

Carne Clandestina.

{ Posted on 19:38 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes   
Pernambuco continua crescendo mais do que o Brasil – como ocorre desde 2003 – apesar da crise econômica que se abate sobre a Europa e já macula o PIB brasileiro. O estado tem também comemorado sucessivos recordes de receita do ICMS ,principal imposto estadual,  desde que os novos investimentos começaram a se instalar em Suape.

Mas, há pouco mais de uma semana, freqüentamos uma preocupante notícia negativa a nível nacional : ficamos sabendo, em plena hora do jantar, que mais de metade da carne comercializada no estado e, evidentemente, consumida por aqui, é clandestina.

Antes de chegar à mesa dos pernambucanos a carne passa por matadouros infectos como o que foi mostrado  na cidade de Vitória de Santo Antão, coincidentemente, um dos municípios interioranos que mais tem conseguido atrair investimentos privados nos últimos tempos.

Em Vitória, constatou-se que um servidor do município colocava, ele próprio, um carimbo de “inspecionado” na carne que saia do matadouro, sem que tivesse qualquer qualificação para tal.

Pego de surpresa com a informação em cadeia nacional, o Governo agiu com celeridade e interditou diversos matadouros mas uma pergunta se faz de canto a canto do estado desde então: por que não se cuidou antes de livrar a nossa população de tão vergonhosa constatação?

Na verdade, não se pode exigir do executivo uma atuação em todos os campos mas, no caso da higiene do que nos é servido, caberia pelo menos a continuidade de um programa de grande repercussão na administração do ex-governador Jarbas Vasconcelos: a construção de novos matadouros para substituir os antigos.

Nos oito anos de mandato, Jarbas entregou mais de 20 matadouros novos no estado, dando preferência aos municípios de mais baixo IDH, onde as Prefeituras, às quais cabe manter os matadouros, não tinham condições de arcar sozinhas com as obras.

Também se atendeu a médios municípios e se priorizou a realização das obras em forma de consórcio, fazendo com que um matadouro servisse a mais de um município ao mesmo tempo.

Como o programa foi estancado, resultado da verdadeira mania nacional de não dar continuidade a projetos iniciados pelos antecessores, saiu perdendo a população e perdeu Pernambuco, estado para o qual se voltam os olhos dos investidores.

Embora os matadouros, como se disse acima, sejam de responsabilidade dos municípios, é quase impossível que os prefeitos, cada vez mais premidos pela redução do Fundo de Participação motivada pelas constantes medidas do Governo Federal para beneficiar a industria de automóveis e eletrodomésticos, tenham condições de sozinhos resolver esta equação.

Cabe, evidentemente, uma providência urgente neste campo mas, por enquanto, a Adagro, agência estadual responsável pela fiscalização do setor, tem cuidado apenas de constatar o problema.

A secretaria da agricultura, que deveria tomar as providências para nos livrar do vexame, nenhuma medida objetiva tomou até o momento. Ou, pelo menos, se tomou não comunicou à nossa população.

CURTAS
Novo candidato -
Petistas de diferentes tendências não escondem, em conversas reservadas, a descrença na possibilidade do prefeito do Recife, João da Costa, ser candidato à reeleição. As apostas são feitas, em primeiro lugar,  no nome do senador Humberto Costa e, em segundo lugar, no do secretário e deputado federal Maurício Rands. João Paulo, da mesma forma que João da Costa, não teria chances de ser ungido pois veta o prefeito e o prefeito o veta. Ficam no 0 x 0.

Mesma moeda - Ao contrário do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que fez parcerias com João Paulo (Recife) e Luciana Santos (Olinda) e nunca cobrou dos dois qualquer reciprocidade, o governador Eduardo Campos tem mostrado que, não só deseja que os prefeitos dos municípios beneficiados por obras estaduais  reconheçam publicamente isso, como quer vê-los fazendo parte de sua base.

Olinda – O PSB tinha demonstrado até agora que, em pelo menos um município metropolitano era certa a sua preferência por um aliado, no caso o PCdoB. Nos últimos dias, porém, os socialistas olindenses colocaram o bloco na rua e estão tentando se articular para oferecer uma alternativa ao partido na eleição do próximo ano. Teria recebido do PSB estadual a ordem para se mexer até o final de março. Se conseguirem chegar lá com um nome competitivo podem ter o apoio do Palácio, senão o governador continuará apoiando Renildo.

Armando Monteiro no programa Argumento da TV Senado.

{ Posted on 10:01 by Edmar Lyra Filho }
Convidado especial do programa Argumento, da TV Senado, nesta sexta-feira (09), o senador Armando Monteiro faz uma avaliação dos últimos dados divulgados pelo IBGE, que apontam um desaquecimento da economia nacional. 

Segundo o instituto, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2011 não sofreu variação, enquanto a indústria teve retração de 0,9% e o setor de serviços caiu 0,3%. 

Para Armando, a crise econômica internacional já provoca impactos negativos no mercado interno brasileiro. Prova disto é a queda do consumo e a desaceleração de investimentos por parte do Governo Federal.

O processo de desindustrialização que o país vem sofrendo é outro aspecto que o parlamentar aborda na entrevista. 

Em Pernambuco, a TV Senado é transmitida pelo canal aberto 55 (UHF) e por TV's pagas como SKY (canal 118) e NET (canal 7).

O programa também pode ser acompanhado pelo portal do Senado: www.senado.gov.br/tv

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Liderança de Armando é elogiada na Fecomércio em São Paulo.

{ Posted on 00:36 by Edmar Lyra Filho }
O senador Armando Monteiro participou nesta segunda-feira (21) da mesa de debates “Formas Modernas de Contratação do Trabalho”, na FECOMÉRCIO, em São Paulo, que tratou da importância de regras flexíveis na relação trabalhista, especialmente para superar momentos de crises econômicas.

O polêmico tema foi objeto do estudo comparativo “O uso de medidas flexíveis para lidar com crise econômicas na Alemanha e no Brasil”, de autoria de Werner Eichhorst e Paul Marx, do Instituto de Estudos do Trabalho de Bonn, e José Pastore, da Universidade de São Paulo, apresentado no seminário. Participaram também da mesa o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Pedro Paulo Teixeira Manus, e o professor de Direito do Trabalho da Universidade Mackenzie e FAAP, Luiz Carlos Robortella.

A discussão foi coordenada pelo professor Pastore, que ressaltou a qualidade do trabalho do senador Armando Monteiro no Congresso Nacional, na busca de melhorar o arcabouço legal que rege as relações trabalhistas no País. “Armando Monteiro é uma liderança de quilate inquestionável e preparado para o avanço que necessitamos no trato das relações entre capital e trabalho”, disse ele, ressaltando que, no Brasil, diferentemente da Alemanha, as relações, balizadas por lei, são mais engessadas. Ele lembrou que o tema é caro ao senador, que lutou pelo mesmo ideário, nas duas gestões à frente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no período de 2002-2010, e no período anterior, como presidente de sindicato. “Armando sabe que a flexibilização é importante para a competitividade do País.”

Eichhorst pontuou, por sua vez, que, na Alemanha, “quase tudo é acertado por negociação coletiva. Não há interferência nem do Poder Executivo nem do Legislativo. Há um espírito construtivo entre o lado laboral e o do capital.” Na Alemanha, o uso de banco de horas, flexibilização de jornada e salário, tempo parcial, prazo determinado, trabalho temporário e outras formas de ajuste fazem parte da rotina das negociações entre empregados e empregadores. No Brasil, as resistências ainda são grandes e decorrem, em grande parte, da idéia de precarização dos direitos e do receio de que as decisões negociadas sejam posteriormente anuladas pela Justiça do Trabalho, o que não ocorre na Alemanha.

O senador Armando Monteiro reconhece que tabus e preconceitos permearam esse debate ao longo dos tempos, no Brasil: “O ímpeto reformista foi sempre barrado por forças localizadas nos setores mais atrasados e conservadores desse ambiente.” Para ele, há uma relação direta entre a qualidade do ambiente institucional e a maior dinâmica do trabalho nos países. “A façanha dos alemães, cuja economia opera quase de pleno emprego, é digna de nota.”

O desempenho das duas economias, brasileira e alemã, durante a crise de 2008-2009, chama a atenção como ponto comum. Em ambas, a geração de empregos foi retomada rapidamente e o desemprego ficou em torno de 7%, enquanto outras nações do G20 amargaram taxas de desocupação de 9%, 10% e até mais, lembrando-se que a da Espanha ultrapassou a casa dos 20%. O estudo apresentado deixou evidente que, ao lado de estímulos econômicos (redução de impostos, oferta de crédito, programas de investimento de emergência e outros), o uso de medidas flexíveis no campo trabalhista desempenhou um papel estratégico para manter empregados de boa qualidade nas empresas que realizaram ajustes de jornadas, de salários, de formas alternativas de contratação e outras.

“Avançar é difícil. Mas julgo que a sociedade brasileira está acordando para a necessidade de mudanças nessa área. Precisamos retomar a agenda de reformas que abandonamos e, entre essas, especialmente, a trabalhista e sindical”, disse o senador.

Emenda de Armando protege exportadores brasileiros.

{ Posted on 23:47 by Edmar Lyra Filho }
O senador Armando Monteiro apresentou uma emenda que isenta os exportadores da cobrança de IOF nas suas operações de seguro (hedge) contra os movimentos bruscos da taxa de câmbio. A emenda aperfeiçoa a Medida Provisória 539/11, aprovada nesta quarta-feira (16) no plenário do Senado, que traz medidas econômicas para tentar diminuir a especulação financeira no mercado brasileiro e a excessiva valorização do real frente ao dólar.

A MP, transformada em projeto de lei de conversão (PLV 26/2011), autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer condições específicas para a negociação de contratos de derivativos, para fins da política monetária e cambial. O projeto também já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Agora, segue para sanção presidencial.

Para o senador Armando Monteiro, a relevância da MP é inquestionável, porque reprime a especulação cambial e valoriza o real frente ao mercado de exportações. Porém, sem promover o ajuste nesta modalidade de cobrança do IOF, o texto do projeto ainda penaliza o exportador. Para evitar o retorno do projeto à Câmara dos Deputados, foi acordado que o Ministério da Fazenda editará um decreto nos moldes da emenda proposta por Armando.

De acordo com o senador Blairo Maggi (PR/MT), relator do projeto, a reunião com o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, será realizada na próxima quinta-feira, 24, para definir a redação do decreto. Segundo ele, essa decisão partiu após avaliação dos técnicos da Fazenda que chegaram à conclusão de que o impacto das mudanças nos contratos de derivativos não seriam tão benéficas para o setor exportador.

O contrato derivativo é um contrato financeiro cujo valor deriva de outro bem ou direito, como uma ação, uma moeda ou uma commodity - produtos básicos, como petróleo, minério de ferro e alimentos.

Semana Global do Empreendedorismo segue até o dia 21.

{ Posted on 23:42 by Edmar Lyra Filho }
A Semana Global do Empreendedorismo inicia a contagem regressiva para a sua edição de 2011, que ocorre no mês de novembro em mais de 100 países, com destaque para o período de 14 a 20 de novembro. No Brasil, desde 2008, mais de seis milhões de pessoas participaram de cinco mil atividades – o que faz da Semana brasileira a maior do mundo, com três premiações internacionais. Este ano, o movimento anunciou mudanças para ampliar ainda mais seu impacto no Brasil. Foi criado o Conselho Nacional da Semana, composto por SEBRAE, Junior Achievement, ANPROTEC, Aliança Empreendedora, CONAJE, Ashoka, Artemísia, Brasil Júnior, Organizações Globo e pela Endeavor, organização líder da Semana Global no Brasil. Coube ao Conselho a definição de uma agenda para o empreendedorismo no país, que prioriza as áreas de inovação, capacitação e mentalidade empreendedora.

“Um Brasil com maiores e melhores empreendedores” é o tema que mobilizará uma rede de mais de 500 organizações em todos os estados para desenvolver atividades que inspirem, conectem, informem e capacitem empreendedores durante a Semana Global. “Embora o Brasil tenha a maior atividade empreendedora entre os países do G20, a edição mais recente da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) mostra que o país está entre os últimos colocados nos rankings de inovação e educação empreendedora” afirma Juliano Seabra, diretor da Endeavor, organização líder da Semana Global. “Acreditamos que a Semana pode contribuir efetivamente com a melhoria das condições empreendedoras no país, e por isso definimos prioridades de ataque.”

Em Pernambuco, serão realizadas 213 atividades, ao longo da semana. De acordo com a coordenadora regional da Endeavor para o Nordeste, Ana Luiza Ferreira, só no ano passado, 594 organizações e parceiros apoiaram o evento e realizaram 3243 atividades, despertando o espírito empreendedor de 2,6 milhões de pessoas só no Brasil. “Com resultados tão expressivos, a Semana Global brasileira é reconhecida pela sua grandeza e inovação e já recebeu duas vezes o prêmio de campanha mais inspiradora do mundo”, destacou. Este mês, a Endeavor chega ao Nordeste e inaugura seu escritório no próximo dia 22, no Recife.

Os interessados em participar da Semana Global de Empreendedorismo devem fazer sua agenda através do site www.semanaglobal.org.br.

Endeavor abre escritório no Nordeste e quer promover o empreendedorismo de alto impacto.

{ Posted on 23:39 by Edmar Lyra Filho }
A Endeavor, maior organização internacional de fomento ao empreendedorismo de alto impacto, vai ampliar suas atividades no Brasil. Presente em 11 países, chegou ao Brasil em 2000 e já conta com escritórios nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Este mês, será a vez do Recife (PE) e de Porto Alegre (RS) receberem filiais da entidade. A unidade do Recife atenderá a todo o Nordeste. As inaugurações estão marcadas para dia 22 de novembro no Recife e dia 24 de novembro em Porto Alegre. Ambas acontecem durante a Semana Global de Empreendedorismo, que ocorre em mais de 104 países e no Brasil é liderada pela Endeavor.

No Nordeste, os mantenedores serão Américo Pereira (Rapidão Cometa), Nizan Guanaes (Grupo ABC de Comunicação) e Marcelo Alecrim (Ale).Já o escritório de Porto Alegre terá como mantenedores os empresários José Galó (Lojas Renner), Nelson Sirostsky (RBS) e Ricardo Vontobel (Vonpar). A coordenação da Endeavor no Nordeste ficará a cargo de Ana Luiza Ferreira, que é mestre em Políticas Públicas pela Universidade da Georgia (EUA), eleita a quarta melhor no assunto nos Estados Unidos, e graduada em Administração de Empresas pela Universidade de Pernambuco.

Com a expansão, a Endeavor pretende se aproximar ainda mais dos empreendedores locais, contribuindo para o crescimento das empresas e desenvolvimento das regiões. O depoimento do mantenedor Nizan Guanaes exemplifica a importância e o objetivo dessa empreitada. “O Nordeste é naturalmente empreendedor, mas os nordestinos sempre tiveram que ir para o Sudeste para desenvolver esse espírito. Agora, com o momento econômico favorável, vamos estimular que o empreendedorismo nordestino aconteça na própria região, gerando emprego, renda e inovação”, completa.

José Galó, CEO de Lojas Renner e mantenedor do escritório em Porto Alegre, destaca: “Uma das maiores riquezas de um País é o seu nível de empreendedorismo. A Endeavor incentiva e qualifica futuros empreendedores, fazendo com que realizem seus sonhos de forma mais rápida e eficientemente.”

Os mantenedores e voluntários da Endeavor contribuirão para disseminar suas histórias e lições aprendidas para inspirar e preparar uma nova geração de empreendedores. O objetivo é potencializar os negócios das regiões, promover inovação, criar novos mercados e gerar mais empregos.

A Endeavor atua em várias frentes, com uma variedade de programas para diversos públicos. O mais conhecido é o apoio direto a empreendedores com potencial de alto impacto. A Endeavor apoia 540 empreendedores em todo o mundo. No Brasil são apoiados 101 empreendedores de 49 empresas que apresentam um crescimento no faturamento entre 40% e 50% ao ano. Anualmente, a entidade costuma selecionar cerca de oito novos empreendedores.

“Mesmo antes de abrir oficialmente os dois escritórios, estamos conversando com empreendedores locais que têm interesse em se tornar Empreendedores Endeavor”, comenta Rodrigo Teles, diretor geral da Endeavor no Brasil.

Para fazer parte do grupo apoiado pela Endeavor, o empreendedor passa por uma seleção rigorosa, que inclui entrevistas e apresentações diante dos conselheiros da Endeavor, fundadores de grandes empresas nacionais e internacionais e pesquisadores de instituições como Harvard e Stanford, que avaliam o modelo de negócio da empresa segundo critérios como inovação, ética e comprometimento.

A empresa, por sua vez, deve atingir padrões mínimos de desenvolvimento - com faturamento anual entre R$ 2 milhões e R$ 50 milhões - potencial de crescimento e geração de empregos, além de espírito inovador. O processo seletivo leva de 6 a 18 meses.

O empreendedor selecionado tem acesso a uma rede de 300 voluntários e mentores que doam seu tempo para dar orientação em gestão e estratégia, que auxiliarão a alavancar os negócios. Em todas as atividades, voluntários da rede de relacionamento da Endeavor – composta por empresários que são referência em diversos setores - fornecem orientações práticas e conceitos de fácil implementação.

A Endeavor possui também uma área de Educação, Cultura e Pesquisa, responsável por disseminar e promover a cultura empreendedora no país. Difunde os cases dos empreendedores apoiados para que sirvam de exemplo e inspirem outras pessoas a empreenderem. Compartilha o conhecimento adquirido por meio de seu portal na internet, de eventos gratuitos e de programas de educação abertos ao público. A entidade promove também anualmente a Semana Global do Empreendedorismo, movimento global que visa estimular o empreendedorismo no país. [www.endeavor.org.br].

A Endeavor é uma organização internacional sem fins lucrativos, presente em 11 países, que promove o empreendedorismo de alto impacto como solução para o desenvolvimento. No Brasil, apoia empreendedores que revolucionam mercados e dissemina suas histórias e lições aprendidas para inspirar e preparar uma nova geração de empreendedores.

Minério de ferro dá o tom no balanço da CSN.

{ Posted on 17:41 by Edmar Lyra Filho }
Do Valor Econômico

O balanço da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no terceiro trimestre do ano mostrou que a empresa comandada pelo empresário Benjamin Steinbruch vem ganhando dinheiro de fato é com a mineração de ferro, e quase nada com aço. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) obtido com o negócio de mineração no terceiro trimestre respondeu por 59% do total de R$ 1,7 bilhão.

Essa linha do resultado da companhia saltou de R$ 831 milhões no mesmo trimestre de 2010 para R$ 1,04 bilhão no fim de setembro, com margem de 66%. Enquanto isso, a atividade siderúrgica despenca a cada trimestre: no mesmo período saiu de R$ 957 milhões para R$ 596 milhões, com margem Ebitda de 26%.

Na receita líquida, a siderurgia ainda se manteve preponderante, com R$ 2,3 bilhões (53% do total), resultado da venda de 1,22 milhão de toneladas de aço produzido na usina de Volta Redonda (RJ). Porém, exibiu uma retração expressiva frente aos R$ 2,5 bilhões do mesmo trimestre de 2010 e do segundo trimestre deste ano.

A mineração de ferro, com as operações da mina Casa de Pedra (100% CSN) e da controlada Namisa (60%), alcançou R$ 1,58 bilhão, o que representou 36,4% do total da receita. Um ano atrás, esse negócio faturava R$ 1,2 bilhão.

Todos os esforços da CSN nos últimos anos têm sido direcionados à mineração de ferro, com investimento pesado na expansão da mina Casa de Pedra, que está apta a produzir 40 milhões de toneladas. Também no porto de Sepetiba, que é a base de exportação. De julho a setembro, da venda de 8 milhões de toneladas, 96% foram embarcadas ao mercado externo, principalmente a Ásia. China, Japão e Coreia do Sul são os principais clientes.

No negócio aço, a companhia, como outras do setor, enfrenta a concorrência do importado no mercado doméstico, tanto de forma direta quanto indireta (via produtos acabados, como automóveis e máquinas e equipamentos). No caso da CSN, o ataque maior tem sido em aços mais nobres, como os galvanizados e pré-pintados.

A margem Ebitda dessa unidade de negócio caiu para 26%, três pontos percentuais a menos que no trimestre anterior. Isso não leva em conta que o minério é computado a preço de custo, por ser próprio. Se fosse a valor de mercado, a margem ficaria entre 12% e 15%, segundo analistas. Na mineração, houve também leve retração na margem, para 66% (foi 68% de abril a junho).

Os outros três negócios da CSN - logística (de portos e ferroviária), cimento e energia - responderam por 10,7% da receita líquida e por 7,7% do Ebitda da companhia no terceiro trimestre.

Na sequência da divulgação dos resultados, a direção da CSN traçou na sexta-feira um cenário de estabilidade em preços e vendas nos próximos meses, com recuperação mais consistente dos negócios a partir do início de 2012.

Para o próximo ano, as projeções da empresa apontam para vendas de produtos siderúrgicos na faixa de 5 milhões a 5,3 milhões de toneladas, além de embarques de minério de ferro ao redor de 33 milhões de toneladas, dando sequência à renovação de recordes pela operação de mineração do grupo.

Mesmo com a desvalorização do minério de ferro no mercado chinês - que pode desencadear um novo movimento de baixa no preço internacional do aço, na busca das siderúrgicas por competitividade -, a CSN informou que não visualiza o risco de contração nos valores de seus produtos.

Luiz Fernando Martinez, diretor comercial da empresa, disse que o preço já está "no chão". Ele disse, contudo, que não acredita em aumento de preços, dada a prioridade das siderúrgicas de bloquear a entrada de aço importado. Assim, a tendência é que os valores sigam nos patamares atuais.

Saneamento básico – ainda muito atrasados.

{ Posted on 19:52 by Edmar Lyra Filho }
Por Alexandre Jatobá*

O IBGE divulgou hoje em forma de release o Atlas do Saneamento 2011, que traz uma comparação entre os dados de 2000 a 2008. Embora seja ressaltado um pequeno avanço no número de municípios cobertos pelos serviços de esgotamento sanitário, as diferenças regionais permanecem. Observa-se que o Nordeste e Norte ainda estão muito atrasados se comparados ao Sudeste.

Em 2008, 55,2% dos municípios brasileiros contavam com a presença de alguma rede coletora de esgoto (em 2000 esse percentual era de 52,3%). Mas comparando-se o Norte e Nordeste ao Sudeste vê-se uma disparidade impressionante. Enquanto no Nordeste há alguma presença de rede coletora de esgoto em 45,7% dos seus municípios, no Sudeste este percentual é de 95,1%. No Norte, apenas 13,4% dos municípios tem alguma rede coletora de esgoto. Em termos de número de domicílios ligados à rede de saneamento básico, no Norte e Nordeste há ligação em apenas 3,5% e 21,9% dos domicílios, respectivamente. No Sudeste, este percentual é de 69,8%. O pior dessa estória toda é que, segundo o IBGE, os destaques em termos crescimento da rede de saneamento básico são o São Paulo (as maiores cidades do interior e a capital), o Triângulo Mineiro, as cidades de Goiânia e Brasília e as maiores cidades do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Do Norte e Nordeste foram destacados apenas os eixos Manaus-Santarém e Belém-Marabá-Imperatriz.

Além disso, ter rede de esgoto, não significa necessariamente que o esgoto é tratado. Apenas 29% dos municípios brasileiros têm algum sistema de tratamento de esgoto instalado. No Sudeste a média deste indicador é de 48% (com São Paulo a 78%). No Nordeste os destaques “positivos” são o Ceará (39%) e Pernambuco (28%). Os negativos são Piauí (2%) e Maranhão (1%), os piores resultados do país. Já que estamos falando de saneamento básico, podemos dizer (com o perdão da palavra) que ainda estamos na m... .

Obs: Vale ressaltar que não trouxemos mais dados ao texto porque o IBGE, que fez a pesquisa com recursos públicos, ainda não tornou pública a base de dados.

*Alexandre Jatobá é Mestre em Economia pela UFPE.

Incertezas na economia global.

{ Posted on 13:12 by Edmar Lyra Filho }
Por Fernando Henrique Cardoso*

Para quem já sofreu as consequências de várias crises financeiras internacionais, não chega a ser surpreendente o que acontece nos países mais desenvolvidos da Europa.

No passado recente, o receituário do FMI sempre se mostrou desatento às diferenças nacionais. Fazia ouvidos moucos à demanda por maior regulação do mercado financeiro internacional. Era o que pedíamos à comunidade internacional os que dirigimos os países naquela época de aflições.

Reclamávamos maior regulação internacional para conter a especulação contra as moedas nacionais, incluindo a criação de fundos de socorro maiores e de mais fácil acesso.

Alguns países emergentes tiveram melhores condições para enfrentar as turbulências econômicas, como foi o caso do Brasil. Com o Plano Real modificamos drasticamente as bases da política fiscal, saneando as finanças da União e as dos Estados, impusemos regras severas ao sistema financeiro, seguindo as recomendações de Basileia para controlar a “alavancagem”, isto é, os empréstimos sem uma base adequada de capital próprio nos bancos.

Ao lado disso, desde 1994 até hoje, os diferentes governos sustentaram um aumento constante do salário mínimo real e, a partir de 2000, foi possível criar uma rede de proteção social, da qual as Bolsas Família, iniciadas com nomes diferentes, se tornaram símbolo de inclusão social, diminuindo a pobreza e reduzindo um pouco as desigualdades.

Pela primeira vez os países mais desenvolvidos sentem as consequências da falta de regulação do sistema financeiro. Olhando o que ocorre na economia global, deparamo-nos com uma situação incerta. Cada banco central opera como melhor lhe parece.

O Fed inunda os EUA e o mundo com dólares e faz operações típicas de bancos comerciais sem se preocupar com a ortodoxia. Os responsáveis pelos desmandos financeiros não são punidos, recebem bônus (ao contrário do que ocorreu com o PROER, o programa brasileiro de saneamento do sistema financeiro, que puniu os banqueiros).

O Banco Central Europeu e o FMI exigem dos países em bancarrota virtual sacrifícios fiscais que impossibilitam a retomada do crescimento. Na Europa cada país faz a política fiscal que deseja, não há mecanismos de unificação. O desemprego e o mal-estar político minam esses países e a ameaça de default é sua parceira constante.

Desse quadro escapam as economias emergentes, China à frente de todas. Até quando?

É óbvio que uma recessão prolongada transmitirá às economias emergentes seus maus fluidos pelo conduto do comércio internacional. É preciso, antes que isso ocorra e o desastre seja maior, que haja um entendimento global.

Este deveria partir do reconhecimento de que as dívidas de alguns dos países europeus são impagáveis. É preciso aliviar já a situação da Grécia, de Portugal e, eventualmente, da Espanha e da Itália. Suas dívidas internas e externas e a penúria de seus bancos cheios de títulos de qualidade desconhecida não lhes dão alternativas de retomada do crescimento sem uma redução substancial dos valores de seus passivos.

Não haverá condições político-morais para proceder a tais reestruturações sem, ao mesmo tempo, distribuir melhor o custo da “socialização das perdas”. O grito de Warren Buffet, seguido por milionários de outros países, mostra o descalabro do Tea Party ao querer impor mais ônus aos mais pobres.

Por fim, ou o euro se derrete pela falta de unificação fiscal, ou esta se faz, ou a União Europeia se encolhe, autorizando alguns de seus membros a desvalorizar e usar outra vez uma moeda nacional.

Nada disso pode ser feito sem lideranças políticas fortes, dispostas a redistribuir o poder global e reorganizar suas bases decisórias. Terão força para tanto? Eis o enigma.

*Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e foi presidente da república entre 1995 e 2002.

Assista ao vídeo da Twitcam de Edmar Lyra.

{ Posted on 13:22 by Edmar Lyra Filho }












Se perdeu a Twitcam de Edmar Lyra, não tem problemas, acesse por aqui que temos o resumo dela. A partir de agora, toda sexta-feira realizaremos a Twitcam com o balanço da semana política em Pernambuco e no Brasil.

FMI projeta crescimento do PIB brasileiro em apenas 3,8% e inflação a quase 7%.

{ Posted on 17:16 by Edmar Lyra Filho }
Do Estadão


Em seu mais recente relatório sobre a economia mundial, divulgado nesta terça-feira em Washington, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu para 3,8% a projeção de crescimento para o Brasil neste ano. As incertezas sobre a recuperação da economia mundial também provocaram uma rodada de revisões nas expectativas para a expansão global.

De acordo com as previsões reunidas no relatório World Economic Outlook ("Perspectivas da Economia Mundial", em tradução livre), o Brasil terá o segundo menor crescimento na América do Sul neste ano, ficando atrás somente da Venezuela (com previsão de 2,8%) e abaixo da média da região, de 4,9%.

Segundo o FMI, o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro também será menor que a média prevista para as economias emergentes e em desenvolvimento (6,4%) e para o crescimento global como um todo (4%), mas ainda ficará à frente da previsão para as economias avançadas, de apenas 1,6%

A nova estimativa representa uma queda de 0,3 ponto percentual em relação à previsão anterior do FMI, de 4,1%, divulgada em junho, e está abaixo da expectativa do governo brasileiro, mas ainda acima do esperado pelo mercado.

Apesar de, oficialmente, o governo brasileiro ainda manter a expectativa de crescimento de 4,5% para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, a própria presidente Dilma Rousseff já declarou recentemente que o governo faria "um esforço para chegar a 4%, quatro e pouco (%)".

O mercado é menos otimista e, o mais recente Boletim Focus (levantamento semanal do Banco Central com base em consultas ao mercado), divulgado na segunda-feira, reduziu pela sétima semana consecutiva sua projeção de crescimento para a economia brasileira, passando de 3,56% para 3,52%.

Para 2012, o FMI manteve inalterada sua projeção para o crescimento da economia brasileira, em 3,6%, ligeiramente abaixo dos 3,7% previstos pelo mercado.

Inflação

O FMI afirma que, no geral, a perspectiva para as economias emergentes voltou a ser "incerta", em parte como reflexo de um cenário mundial menos favorável, especialmente nos Estados Unidos e na Europa.

No Brasil, economistas já vêm apontando a piora no cenário externo como um dos fatores para o crescimento menor, ao lado da desaceleração na indústria, provocada especialmente pela valorização do real frente ao dólar e das medidas adotadas pelo governo para conter a inflação.

O Banco Central do Brasil espera trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5% (com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo), até o fim de 2012.

A projeção do FMI, no entanto, é de que a inflação brasileira chegue a 6,6% em 2011 - acima dos 6,46% projetados pelo mercado e levemente acima do teto da meta, de 6,5% - para retroceder a 5,2% em 2012 (abaixo dos 5,5% previstos pelo mercado).

Riscos

Assim como em relatórios anteriores, o FMI voltou a apontar riscos do rápido aumento do crédito e de preços e da forte entrada de capital estrangeiro verificados no Brasil e em muitas economias da América Latina após a crise mundial de 2008.

"É necessário manter a vigilância para limitar os riscos à estabilidade financeira", diz o relatório.

Ao citar o Brasil ao lado de outros emergentes que enfrentam problemas semelhantes, o FMI afirma que "os riscos à estabilidade financeira em todas essas economias devem ser monitorados por algum tempo, devido ao grande volume de crescimento de crédito nos últimos cinco anos".

No caso do Brasil, medidas para restringir a concessão de crédito estão entre as ferramentas usadas pelo governo para tentar controlar a inflação.

Desde 2010, o governo também já adotou diversas medidas para tentar conter o fluxo excessivo de capital estrangeiro, que provoca a valorização do real frente ao dólar e acaba reduzindo a competitividade das exportações brasileiras.

O FMI reconhece essas medidas adotadas pelo governo, mas recomenda que o Brasil e outros países também tenham como uma de suas prioridades a reversão do deficit público. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Twitcam de Edmar Lyra.

{ Posted on 18:10 by Edmar Lyra Filho }


Caros amigos,

Depois de iniciar a participação em um programa de rádio, conforme já divulguei pra vocês, na Rádio Guabiraba FM, tive uma ideia que considero extremamente viável e que pode consolidar nosso espaço na web.

Estarei estreando a Twitcam de Edmar Lyra na próxima sexta-feira. Ainda irei anunciar o horário, mas deverá ser logo após a participação no Programa Revista da Semana com o quadro Política em Pauta, que geralmente tem sido por volta das dez horas da manhã.

Por enquanto ela ficará semanal, e poderá aumentar a periodicidade dependendo dos resultados obtidos.

Estaremos falando sobre Política, Economia e Atualidades. Não me furtarei de falar sobre questões musicais e culturais também. Será um espaço de discussão de ideias.

A Twitcam de Edmar Lyra se junta ao Blog, a Coluna e ao Rádio, bem como as Redes Sociais como Twitter, Facebook e Orkut que nos aproxima demais dos leitores.

Pernambuco cresce mais que o Brasil há uma decada.

{ Posted on 10:30 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Com base em uma entrevista do presidente da Agência Condepe-Fidem, Antonio Alexandre da Silva, a imprensa pernambucana registrou em manchetes esta quarta-feira que Pernambuco crescerá mais do que o país este ano. O próprio dirigente chegou a projetar para o ano de 2011 um crescimento de 5,5% da economia estadual contra os 4% do crescimento esperado para a economia brasileira.

É salutar que o nosso estado esteja com uma boa previsão de crescimento este ano quando a economia internacional e a nacional já começam a mostrar sinais de inflexão por conta da crise econômica que teve início na Europa, atingiu os Estados Unidos, e ameaça os países emergentes.

Imagina-se até que foi por isso que a notícia dada pelo sr. Alexandre da Silva acabou dando a impressão de ineditismo e não se buscou fazer uma análise histórica dos dados da própria Agência Condepe-Fidem, que, há décadas, acompanha os números da economia estadual.

E o que estes dados revelam?. Revelam que desde 1999, o primeiro da administração Jarbas Vasconcelos, que a economia pernambucana iniciou um constante período de recuperação tendo crescido mais do que a do Brasil em 1999 (0,3 e 0,7), 2001(1,3 e 1,6), 2002 (2,7 e 4,1), 2005 (3,2 e 4,2) e 2006 (4,0 e 5,1). Em 2000 o percentual de crescimento foi igual (4,3%). As exceções foram os anos de 2003(1,1 e 0,6) e 2004(5,7 e 4,1) quando o Brasil cresceu um pouco mais do que Pernambuco.

No ano de 2007, o primeiro da gestão Eduardo Campos, houve uma inversão na tendência que vinha sendo observada e o Brasil cresceu 6,1% contra 5,4% da economia pernambucana. Em 2008, o Brasil cresceu 5,2% e Pernambuco apenas um pouco mais chegando 5,3%. Os dados finais de 2009 e 2010 ainda não estão oficialmente disponíveis.

O que a exposição destes números históricos demonstra é que, assim como Suape foi construído por vários governadores e hoje permite que Pernambuco receba grandes investimentos que aqui não chegariam caso não tivéssemos o porto que temos, a recuperação da economia pernambucana, nos moldes atuais, não aconteceu como um passe de mágica. É obra de, pelo menos, dois períodos de Governo: os oito anos da gestão Jarbas e os quase cinco anos da gestão Eduardo Campos.


CURTAS

Barbas de molho
A grande festa dada pelo deputado estadual Luciano Siqueira em comemoração ao seu aniversário neste final de semana foi interpretada nos meios políticos como um sinal de que o PCdoB pode lançá-lo candidato a prefeito do Recife caso o PT não apóie a reeleição do prefeito Renildo Calheiros, em Olinda, optando pelo nome da deputada estadual Tereza Leitão. Isso demonstra que o jogo ainda não foi jogado na Frente Popular.

Herdeiro
Berenice Pereira, esposa do deputado federal Cadoca Pereira, deve ser mesmo candidata a vereadora do Recife pelo PSC. Lulinha, filho do casal e também muito entusiasmado com a política, vai ser resguardado para 2014 quando deve se candidatar a deputado estadual. O objetivo de Cadoca é deixá-lo em seu lugar, ou seja, ajudá-lo a conquistar no futuro um mandato de deputado federal.

Múcio em 2014 ?
Não teriam sido apenas balão de ensaio as notícias que surgiram na imprensa há 15 dias falando da possibilidade de José Múcio Monteiro vir a ser candidato a prefeito do Recife com as bênçãos dos governador Eduardo Campos. Na verdade elas chegaram apenas antes da hora. Comenta-se nos meios governistas que Eduardo pensa no nome de Múcio para candidato a governador em 2014 com o discurso de união de Pernambuco. Eduardo então alçaria vôo nacional. Faz todo sentido.

Vendas na indústria apresentam variação positiva.

{ Posted on 14:07 by Edmar Lyra Filho }
Após dois meses de queda, as vendas da indústria de transformação em Pernambuco apresentam variação positiva, com crescimento de 2,1%, impulsionado, sobretudo, pelo setor de alimentos e bebidas.

O resultado, referente ao mês de junho no comparativo com maio, foi apresentado hoje (5/9) na última edição do levantamento Indicadores Industriais, realizado pela Unidade de Pesquisas Técnicas da Fiepe.

A remuneração paga ao trabalhador da indústria de transformação também subiu, apresentado expansão de 6,2% no comparativo de junho com maio. Já na comparação dos seis primeiros meses de 2011 sobre o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 1,5%.

Outro indicador que se manteve positivo na indústria de transformação foi o nível de emprego, que apresentou variação de 0,3% em relação a maio.

As horas trabalhadas na produção, no entanto, apresentaram redução de 0,8% frente ao mês de maio e queda de 4,5%, no comparativo com junho de 2010.


Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo

Construção civil é a principal alavanca da economia de Pernambuco hoje.

{ Posted on 14:43 by Edmar Lyra Filho }
A VI Análise Ceplan mostra que a economia dos três principais Estados do Nordeste continuou crescendo acima da nacional. Em Pernambuco, o PIB do primeiro trimestre de 2011 subiu 7,6% sobre a já alta taxa de 2010, de 7,8% - maior do que a de 2009, ano afetado pela crise mundial. No Ceará, de janeiro a março deste ano, a elevação do PIB foi de 4,7% no comparativo com o 8,9% no mesmo período do ano anterior e, na Bahia, o aumento foi de 2,5% no primeiro trimestre de 2011 diante de 9,5% de 2010. Vale destacar que, no Ceará, a maior alta foi a do PIB Agropecuário que subiu 26,0% no comparativo entre o primeiro trimestre de 2011 e o de 2010.

Em relação à produção industrial, foi registrada uma desaceleração no primeiro semestre deste ano, com o Brasil, crescendo 1,7%, enquanto o Nordeste teve uma queda de -5,2%. No Ceará, a queda foi o dobro: -10,7%. Já Pernambuco registrou uma redução de - 4,2% e a Bahia, de- 4,7%. Na arrecadação do ICMS, Pernambuco revela a expansão da sua Economia com um crescimento de 9,9% de janeiro a junho de 2011 em relação ao mesmo período de 2010, quando Bahia e Ceará tiveram taxas negativas de -0,1% e -5,3%, de acordo com as informações do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A elevação do nível de emprego também aponta para os bons resultados da economia pernambucana. Mesmo com redução na produção, o emprego industrial apresentou resultados positivos em Pernambuco e na Bahia, com aumentos de 4,1% e 3,4%, respectivamente, no primeiro semestre de 2011 em comparação com igual período de 2010. No Nordeste, a média foi de 2,6%, superior à nacional, de 1,9%, enquanto o Ceará teve queda de -0,6%.

A geração de postos formais de trabalho também foi maior no Nordeste, cravando 6,9%, com destaques para os Estados do Maranhão, onde o estoque de empregos cresceu 10,1% em junho de 2011 sobre junho de 2010, ressaltando as contratações para a indústria extrativa mineral e a construção civil; e de Pernambuco, com aumento de 9,6%. No Brasil, o índice foi de 6,2% e em Sergipe, de 6,5%. Ceará e Bahia registraram alta de 6,1%.

Em Pernambuco, os empregos criados pela construção civil tiveram um aumento de 37,1% entre junho de 2010 e junho de 2011, elevando o estoque para 131.897 mil postos de trabalho formais, refletindo a implantação de empreendimentos e obras de infraestrutura.

“A economia pernambucana deve evoluir favoravelmente nos próximos anos devido aos novos investimentos públicos e privados e grandes empreendimentos como a Refinaria Abreu e Lima, novos estaleiros, siderúrgica e à montadora da Fiat, na cidade de Goiana, que abre um novo eixo de desenvolvimento ao Norte da Região Metropolitana do Recife”, analisa Tarcísio Araújo.

A apresentação da VI Análise Ceplan coincide com o momento em que a economia mundial sofre um novo revés, abalada pela crise que atinge a economia americana e européia e traz preocupações para o Brasil, apesar de resultados positivos no cenário econômico deste primeiro semestre de 2011, especialmente para o Nordeste.

A primeira conclusão dos diretores da Ceplan Consultoria é que a crise americana (e também a européia) atual é, de fato, um desdobramento da crise de 2008, quando os Estados Unidos gastaram ainda mais do que vinham gastando, historicamente, no socorro prestado ao sistema financeiro e às empresas do porte da General Motors, por exemplo, quase desmontadas pelo tremor iniciado com o estouro da bolha imobiliária e a quebra do Lehman Brothers. “A razão estrutural da atual crise nos Estados Unidos e na Europa é o endividamento público”, conclui Tania Bacelar, apontando o risco de uma nova recessão.

A crise fiscal na Zona do Euro que atinge a Grécia, Portugal, Itália, Espanha e a Irlanda, configura-se num horizonte de dificuldades crescentes, com um aumento da dívida pública, dessas economias, em relação ao PIB. A Grécia, para se ter uma ideia, registrou um PIB negativo de -4,5% em 2010, enquanto sua dívida líquida, em termos de PIB, foi de 142%. Nos Estados Unidos, o índice ficou em 64,8%.

A VI Análise Ceplan mostra que o crescimento de 4,2% do PIB nacional, no primeiro trimestre deste ano, corresponde à metade do mesmo período do ano passado, de 9,3%, que refletiu a recuperação da economia em 2010. Na comparação, segundo Leonardo Guimarães, há uma desaceleração do crescimento neste começo do ano. O PIB do setor de Serviços foi o que apresentou o melhor resultado, 4,0%, seguido pelo da Indústria, com 3,5% e o Agropecuário, com 3,1%.

Neste contexto, o recente recrudescimento da inflação, nos últimos 12 meses, superou o teto da meta de 2011 de 6,5%, em julho passado, chegando a 6,87%. “A expectativa é de que a inércia seja rompida no segundo semestre, ou seja, que a inflação acumulada fique abaixo do teto, refletindo as ações da política antiinflacionária do governo federal”, explica Jorge Jatobá. Como o Brasil continua crescendo em meio à instabilidade e a recessão mundial, segundo ele, continua a ser um país atrativo para os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), embora parte da entrada via empréstimos intercompanhias tenha caráter especulativo. No primeiro semestre deste ano, estes investimentos atingiram cerca de US$ 32 bilhões.

Mesmo sob ameaças de agravamento da crise fiscal na Europa e nos Estados Unidos, espera-se que o Brasil consiga manter sua estabilidade fiscal e monetária, e conter a valorização do Real para manter a competitividade das exportações brasileiras.

Armando comenta o ótimo momento da economia de Pernambuco.

{ Posted on 00:31 by Edmar Lyra Filho }




Do Portal Política Real

Por Francisco Lima Jr., especial para a Política Real, com edição de Genésio Jr.

O senador Armando Monteiro (PTB) declarou a Política Real estar empolgado pelo bom momento que passa a economia de seu estado, Pernambuco.

O parlamentar pernambucano declarou que o ótimo momento por que o seu estado passa deve-se a um exaustivo trabalho capitaneado pelo governador Eduardo Campos, em parceria com setores da economia do estado e segmentos da sociedade organizada.

“Tudo isso só foi possível por que nosso governador, Eduardo Campos, soube aproveitar a boa vontade do então presidente Lula, e é importante que se registre isso, que não mediu esforços para atrair diversos empreendimentos para nosso estado. Em todos eles, há a participação, de uma maneira ou de outra, do presidente Lula.”

Falando do novo modelo de gestão no estado, ele observou que: “O grande momento que Pernambuco vive, não seria possível sem, antes de tudo o governador Eduardo Campos não tivesse feito uma ampla reforma na gestão do estado. Imprimiu um novo e único modelo de gestão pública, proporcionado esta conjunção de investimentos públicos e privados”.

Armando destacou alguns projetos “de impacto estruturante” em andamento em Pernambuco: “Como a refinaria, o polo petroquímico com duas plantas que vão produzir rezina sintética, o estaleiro, a indústria naval passa a ter um destaque importante nessa área, e com o polo farmacoquímico, também na zona da mata norte do estado, com a Hemobrás. E agora, culminado com esse processo a instalação da montadora da FIAT.”

Armando Monteiro salientou que todo esse movimento proporcionou um “relançamento da indústria no estado” com a ampliação da participação industrial de Pernambuco no cenário nacional. “Isso tudo gera um impacto fantástico na economia do estado. Nossa economia já vinha crescendo a taxas superiores á mádia do país, e da média da região. Então, Pernambucano reconcilia-se com sua vocação histórica de crescimento e de liderança, pelo grande momento que nosso estado vive”.

Coluna Gazeta Nossa segunda dezena de agosto.

{ Posted on 18:23 by Edmar Lyra Filho }
Desgaste a vista para Dilma.

A presidente Dilma Rousseff, segundo as últimas pesquisas, segue com uma excelente aprovação. Pois, é natural que os acontecimentos econômicos ainda não tenham influenciado diretamente na aprovação do governo Dilma. Haja vista que a inflação, que tende a ultrapassar a casa dos 7% até o fim do ano, não é algo totalmente percebido pela população, mas que com certeza será visto por todos. A questão internacional também trará desdobramentos para a economia brasileira. A crise que afeta a Grécia, Portugal, Itália, Espanha e os Estados Unidos influenciará diretamente no ambiente econômico nacional, o que naturalmente terá papel predominante na política de governo da presidente. Não obstante, a questão da corrupção que já derrubou vários auxiliares de Dilma, continua em evidência e isso naturalmente traz desgaste. Como a presidente não tem o carisma do seu antecessor, podemos esperar que Dilma tenha dificuldades para manter a elevada aprovação que conseguiu nas últimas pesquisas.

Vereador - Edilson Silva, presidente estadual do PSOL, que já foi candidato a governador em 2006 e 2010 e a prefeito do Recife em 2008 disputará cadeira na Câmara do Recife em 2012.

Quociente eleitoral - O grande desafio de Edilson Silva, que provavelmente terá uma boa votação, será fazer com que o PSOL ultrapasse o quociente eleitoral para eleger ao menos um vereador, que seria ele.

Cláudio Carraly - Auxiliar do prefeito Elias Gomes, Carraly se filiou ao PCdoB para disputar um mandato de vereador de Jaboatão no ano que vem.

Jarbas Vasconcelos - Tem simpatizante do senador defendendo a candidatura dele a prefeito do Recife ano que vem. Será que Jarbas topa?

Turismo - André Campos elogiadíssimo pela retomada dos projetos culturais no Recife Antigo.

Robson Leite - O vereador petista recebeu carta branca do PT para ser candidato a prefeito de Jaboatão ano que vem. O único empecilho, que era uma eventual candidatura de André Campos, foi finalizado semana passada quando o secretário de turismo do Recife anunciou que não disputará a prefeitura em 2012.

PE Folia - Conforme antecipado nesta coluna, a micareta de Piedade será realizada nos dias 15 e 16 de outubro. Claudia Leitte, Timbalada e Elba Ramalho estão confirmados para esta edição. Para 2012, já estão confirmados Ivete Sangalo e Chiclete com Banana.
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