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FMI projeta crescimento do PIB brasileiro em apenas 3,8% e inflação a quase 7%.

{ Posted on 17:16 by Edmar Lyra Filho }
Do Estadão


Em seu mais recente relatório sobre a economia mundial, divulgado nesta terça-feira em Washington, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu para 3,8% a projeção de crescimento para o Brasil neste ano. As incertezas sobre a recuperação da economia mundial também provocaram uma rodada de revisões nas expectativas para a expansão global.

De acordo com as previsões reunidas no relatório World Economic Outlook ("Perspectivas da Economia Mundial", em tradução livre), o Brasil terá o segundo menor crescimento na América do Sul neste ano, ficando atrás somente da Venezuela (com previsão de 2,8%) e abaixo da média da região, de 4,9%.

Segundo o FMI, o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro também será menor que a média prevista para as economias emergentes e em desenvolvimento (6,4%) e para o crescimento global como um todo (4%), mas ainda ficará à frente da previsão para as economias avançadas, de apenas 1,6%

A nova estimativa representa uma queda de 0,3 ponto percentual em relação à previsão anterior do FMI, de 4,1%, divulgada em junho, e está abaixo da expectativa do governo brasileiro, mas ainda acima do esperado pelo mercado.

Apesar de, oficialmente, o governo brasileiro ainda manter a expectativa de crescimento de 4,5% para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, a própria presidente Dilma Rousseff já declarou recentemente que o governo faria "um esforço para chegar a 4%, quatro e pouco (%)".

O mercado é menos otimista e, o mais recente Boletim Focus (levantamento semanal do Banco Central com base em consultas ao mercado), divulgado na segunda-feira, reduziu pela sétima semana consecutiva sua projeção de crescimento para a economia brasileira, passando de 3,56% para 3,52%.

Para 2012, o FMI manteve inalterada sua projeção para o crescimento da economia brasileira, em 3,6%, ligeiramente abaixo dos 3,7% previstos pelo mercado.

Inflação

O FMI afirma que, no geral, a perspectiva para as economias emergentes voltou a ser "incerta", em parte como reflexo de um cenário mundial menos favorável, especialmente nos Estados Unidos e na Europa.

No Brasil, economistas já vêm apontando a piora no cenário externo como um dos fatores para o crescimento menor, ao lado da desaceleração na indústria, provocada especialmente pela valorização do real frente ao dólar e das medidas adotadas pelo governo para conter a inflação.

O Banco Central do Brasil espera trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5% (com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo), até o fim de 2012.

A projeção do FMI, no entanto, é de que a inflação brasileira chegue a 6,6% em 2011 - acima dos 6,46% projetados pelo mercado e levemente acima do teto da meta, de 6,5% - para retroceder a 5,2% em 2012 (abaixo dos 5,5% previstos pelo mercado).

Riscos

Assim como em relatórios anteriores, o FMI voltou a apontar riscos do rápido aumento do crédito e de preços e da forte entrada de capital estrangeiro verificados no Brasil e em muitas economias da América Latina após a crise mundial de 2008.

"É necessário manter a vigilância para limitar os riscos à estabilidade financeira", diz o relatório.

Ao citar o Brasil ao lado de outros emergentes que enfrentam problemas semelhantes, o FMI afirma que "os riscos à estabilidade financeira em todas essas economias devem ser monitorados por algum tempo, devido ao grande volume de crescimento de crédito nos últimos cinco anos".

No caso do Brasil, medidas para restringir a concessão de crédito estão entre as ferramentas usadas pelo governo para tentar controlar a inflação.

Desde 2010, o governo também já adotou diversas medidas para tentar conter o fluxo excessivo de capital estrangeiro, que provoca a valorização do real frente ao dólar e acaba reduzindo a competitividade das exportações brasileiras.

O FMI reconhece essas medidas adotadas pelo governo, mas recomenda que o Brasil e outros países também tenham como uma de suas prioridades a reversão do deficit público. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Coluna Gazeta Nossa terceira dezena de Setembro.

{ Posted on 20:00 by Edmar Lyra Filho }
A decisão de João Paulo.

Faltam poucos dias para o prazo final de filiações, 30 de setembro. A grande expectativa da política pernambucana compreende o destino do deputado federal João Paulo (PT). Eleito em 2000 para a prefeitura do Recife numa eleição atípica, João Paulo se consolidou como uma das maiores lideranças populares da história de Pernambuco. Sua gestão foi voltada para a população mais carente e o reflexo foi visto nas urnas, quando em 2004 o povo reelegeu João Paulo e elegeu João da Costa em 2008, ambos no primeiro turno. Sua vitória em 2000 teve papel fundamental para o esfacelamento da então toda poderosa União por Pernambuco, liderada pelo então governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e pelo então prefeito do Recife Roberto Magalhães (DEM). Em 2006, João Paulo viu uma possibilidade real de vitória para o Palácio do Campo das Princesas se esvair, quando foi rifado do processo para apoiar o seu correligionário Humberto Costa. Com a vitória de Eduardo Campos, João Paulo decidiu bancar a candidatura do seu então secretário de Orçamento Participativo João da Costa e foi vitorioso. Com isso, perdeu a chance real de ser o candidato da Frente Popular ao Senado na chapa do governador para o hoje senador Humberto Costa. Na disputa para a Câmara dos Deputados conseguiu uma votação consagradora, mesmo sem ter o apoio do Palácio e da Prefeitura do Recife, atingindo mais de 250 mil votos, sendo 150 mil na capital pernambucana. Pesquisas confirmam a liderança incontestável de João Paulo para uma eventual disputa a Prefeitura do Recife em 2012, porém, o petista não tem apoio do seu partido e muito menos do campo de forças ao qual faz parte. A decisão de João Paulo vai mexer diretamente com o processo do ano que vem. Se continuar no campo governista, continua como mero coadjuvante da aliança, se migra pra oposição tem possibilidade real de disputar a PCR ano que vem, ou até mesmo se resguardar para tentar o posto de maior cobiça do ex-prefeito do Recife: O cargo de Governador de Pernambuco. Cabe exclusivamente a ele esta decisão.

Estradas - O secretário de transportes Isaltino Nascimento decidiu mostrar serviço. Após receber inúmeras críticas, assinou diversas ordens de serviço para a construção de novas estradas e a requalificação de outras que quase inexistem.

Daniel Coelho - Conforme antecipamos nesta coluna e em nosso blog, o deputado estadual Daniel Coelho é o mais novo membro do PSDB de Pernambuco e deverá ser o candidato dos tucanos a prefeitura do Recife ano que vem.

Raul Jungmann - Com números modestos nas pesquisas iniciais e sem o respaldo do PSDB, o ex-deputado deverá arquivar o projeto de disputar a PCR no ano que vem pelo PPS.

Faxina - Dilma Rousseff começou a faxina no seu governo graças a denúncias da imprensa em relação a corrupção, o último a cair foi o ministro do Turismo Pedro Novais. E deve ter mais faxina, haja sabão pra limpar tanta sujeira.

Inflação - Todos estão percebendo, a inflação é um mal que os consumidores começam a sentir no bolso. Se continuar neste ritmo, pode ultrapassar os 7% que foram inicialmente previstos.

Rádio Guabiraba - Toda sexta-feira estaremos participando do programa Revista da Semana da Rádio Guabiraba FM com o quadro Política em Pauta. O programa vai das 09:00 às 12:00.
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