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Penitenciárias no limite.

{ Posted on 14:52 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Pouco mais de uma semana depois que o Governo do Estado anunciou a suspensão do indulto de Natal dos detentos pernambucanos para reduzir o número de homicídios e evitar que Pernambuco rompa o ano como mais assassinatos do que em 2010, caiu como uma bomba a notícia de que a Penitenciária Agrícola de Itamaracá organizou um réveillon para os seus detentos regado a funk, música brega e outros ritmos.

O mais inusitado foi a explicação dada pela direção do presídio surpreendida em saia-justa quando foi apreendido um veículo junto da penitenciária carregado de bebidas que seriam oferecidas aos presos. Segundo ela, a festa foi programada para “acalmar” os detentos obrigados a passar o final de ano no local.

O episódio da PAI, definido pelo promotor Marcelus Ugiette como “uma mistura de pão e circo”, é apenas uma mostra do que está acontecendo nas penitenciárias estaduais, em grande parte controladas, como acontece na maior delas – o Aníbal Bruno – pelos detentos.

Está certo que o problema da superlotação e dos desmandos não é de hoje, vem se agravando há vários governos, mas há de se convir que passou de todos os limites em 2011.

E a constatação não foi feita em Pernambuco mas por organismos de projeção nacional e internacional. No dia 09 de agosto último, por exemplo, a Organização dos Estados Americanos – OEA – deu 20 dias ao Governo brasileiro para resolver os problemas graves do Aníbal Bruno que definiu como superlotação, assassinatos, torturas, falta de assistência médica e – absurdo - a existência de presos atuando como chaveiros da unidade, ou seja, controlando a entrada e a saída das celas.

Não é preciso explicar que nenhuma providência foi tomada no prazo estipulado.

Veio então outra advertência. Desta vez do Conselho Nacional de Justiça – CNJ. No dia 23 de novembro último o CNJ classificou o Aníbal Bruno como o pior presídio do país, denunciando o comércio de celas e cantinas, a existência de presos que recebem salários da direção para trabalhar no local e o uso indiscriminado de celulares pelos detentos para o planejamento de crimes.

O juiz das execuções penais, Adeildo Nunes, em entrevista recente ao Jornal do Commércio afirmou de forma taxativa: “são os pesos que dão as ordens lá. O Aníbal Bruno é uma vergonha para o Brasil.”

A situação das penitenciárias e dos presídios pernambucanos,a exemplo do Aníbal Bruno, dificilmente vai ser resolvida a curto prazo mas nem mesmo a luz no fim do túnel que se viu quando o Governo
do Estado anunciou a construção de uma penitenciária para mais de 3 mil presos em Itaquitinga, na Mata Norte ( deve ser concluída em 2012) pode mais ser considerada como uma saída.

A nova penitenciária que seria destinada aos presidiários da Ilha de Itamaracá, não é mais suficiente para isso.

Segundo os juízes das execuções penais, quando estiver pronta, ela sequer vai ser suficiente para reduzir de forma razoável a superlotação já existente em todos os presídios do estado. Portanto, se as penitenciárias de Itamaracá forem fechadas como o Governo anunciou, a crise tende a aumentar.

Entre ter que reduzir o número de homicídios como prometeu, colocar na cadeia quem merece estar lá e livrar o estado da mancha nele colocada pela OEA e CNJ,O Governo tem muito a percorrer.

E, pelo que estamos vendo neste final de ano, o buraco é bem mais embaixo do que se possa imaginar. A não ser que a direção da PAI esteja cometendo um desatino sem limites ao promover uma festa para evitar rebeliões de Ano Novo, e pelo que deve ser exemplarmente punida, a situação pode ter chegando a um limite perigoso exigindo, talvez, um plano de emergência para resolvê-la.

CURTAS

Ayrton Senna

O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, vai concluir no primeiro semestre de 2012 a requalificação da avenida Ayton Senna, que serve de ligação entre aquele município e o Recife a partir do corredor da Domingos Ferreira. A obra, grandiosa, inclusive com ciclovia, vai deixar em maus lençóis o prefeito João da Costa pois, certamente, servirá de motivo de comparação entre as duas administrações.

Aliança

O PT praticamente se rendeu aos encantos do prefeito de Olinda e candidato à reeleição, Renildo Calheiros. No momento em que reconheceu, publicamente, que a condução da sucessão olindense é de Renildo, o vice-prefeito Horário Reis, do PT, e um dos que mais defendia a candidatura da deputada Tereza Leitão, deixou claro que a união das duas legendas no município vai continuar. O prazo de 15 de janeiro estipulado pelo PT para resolver a questão é mera formalidade.

Contas

O município de Abreu e Lima que comemorou em 2011 seus 25 anos de emancipação política, teve esta semana a primeira conta de um prefeito aprovada pelo TCE. Flávio Gadelha, o atual gestor, teve aprovadas suas contas de 2005 – o primeiro de sua administração (os outros anos ainda não foram a análise do pleno. Os ex-prefeitos que o antecederam levaram pau no Tribunal, principalmente Jerônimo Gadelha que chegou a ser preso por conta dos desmandos administrativos.

Ano começa com Dilma e termina com Eliana.

{ Posted on 14:31 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

O ano de 2011 começou sob o signo feminino, com a posse da primeira mulher eleita presidente do país, a gaúcha-mineira Dilma Roussef, catapultada para o mais alto cargo do país pela força do seu mentor político, o ex-presidente Lula.

Agora, o ano está terminando e é outra mulher que ocupa o noticiário nas vésperas do Natal e Ano Novo: a jurista baiana Eliana Calmon, que, mediante concurso público, chegou ao topo do poder judiciário, como ministra do Superior Tribunal de Justiça e corregedora do Conselho Nacional de Justiça.

Além da origem – uma nasceu no sudeste e a outra no nordeste – o que aproxima ou diferencia estas duas mulheres que, por caminhos diferentes, freqüentaram mais as manchetes dos jornais e do noticiário de TV do que qualquer homem do mesmo nível social e político das mesmas?

A presidente Dilma e a ministra Eliana, independente do que realizaram nos bastidores, apareceram aos olhos do país como pessoas dispostas a enfrentar os malfeitos no Poder Executivo e Judiciário. E, neste ponto, contribuíram para disseminar a impressão de que as mulheres agem de forma diversa dos homens já que antes delas, nem o ex-presidente Lula e nem qualquer jurista homem, teve atitudes parecidas.

A diferença mais forte entre as duas é que a presidente demitiu ministros que, antes de nomear, pelo menos em alguns casos, sabia serem pessoas de comportamento no mínimo suspeito, alguns já sendo investigados intramuros pelo Governo do qual ela foi uma das principais comandantes.

Já a ministra Eliana não contemporizou com ninguém. Embora sabendo do risco que esta operação poderia lhe trazer do ponto de vista pessoal, vem enfrentando, dia a noite, a força do corporativismo do Poder Judiciário que ela deseja ver expurgado dos que promovem malfeitos, como parece desejar a sociedade brasileira.

Sem meias-palavras, Eliana falou em “verdadeiros bandidos de toga”, referindo-se a membros do Poder Judiciário que, segundo ela, possuem patrimônio acima do que recebem pelos cargos que ocupam ou que estariam diretamente envolvidos no acobertamento de crimes.

Outra diferença é que a presidente, como política, não só passou a mão na cabeça e até aplaudiu ministros afastados sob suspeição, como parece estar agindo visando melhorar sua margem nas pesquisas de popularidade e com isso se fortalecer para continuar no poder, quem sabe pleiteando e conseguindo a reeleição.

A ministra Eliana parece agir com o simples desejo de ver o Brasil melhor e, como já repetiu diversas vezes - apesar de não estar conseguindo sensibilizar outros ministros de tribunais superiores - contribuir para limpar a imagem do Poder ao qual chegou por méritos próprios.

A presidente Dilma terá uma oportunidade para chegar ao patamar da ministra, mostrando-se decidida a melhorar o nível do Poder Executivo, independente do que possa vir a ocorrer nas próximas eleições.

Para isso vai precisar fugir do cerco dos partidos que escolhem ministros e transformam os ministérios em verdadeiros bunkers para proteger e enriquecer seus filiados e escolher uma nova equipe de folha corrida limpa e reputação ilibada.

Se assim agir, estará contribuindo, como já está fazendo Eliana, para colocar as mulheres em um patamar muito acima do que se poderia imaginar alguns anos atrás.

CURTAS

Bastidores

O deputado federal João Paulo pode não vir a ser o candidato do PT a prefeito do Recife mas pessoas próximas a ele confirmam que JP cumpriu todas as formalidades de bastidores para tentar chegar a isso. Teria tido, inclusive, uma conversa reservada com o governador Eduardo Campos se comprometendo a não ser candidato a governador em 2014 e apoiar o nome que o governador escolher.

Pioneirismo

O senador Jarbas Vasconcelos está curtindo, de forma especial, a escolha da conselheira Tereza Duere para presidir o Tribunal de Contas do Estado a partir de 2 de janeiro, sendo a primeira mulher a galgar tal posto. É que foi ele, como governador, que nomeou Tereza como conselheira do TCE, tendo avalizado seu nome junto aos deputados estaduais.

PSB em Olinda

O PT pode perder a vice na chapa do prefeito Renildo Calheiros, candidato à reeleição em Olinda. É que o PSB aproveitou o desgaste entre as duas legendas por conta das críticas feitas a Renildo pela deputada estadual Tereza Leitão e está pleiteando o lugar.

Violência causa perplexidade ao Governo.

{ Posted on 23:40 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Os policiais pernambucanos tiveram suas férias suspensas este mês de dezembro e o secretário de defesa social , Wilson Damásio, convidou esta semana, de forma enfática, os prefeitos metropolitanos a ajudar o estado a evitar um atropelo: fechar o ano de 2011 em Pernambuco com um número de homicídios maior do que em 2010, o que poria abaixo a promessa feita pelo governador em 2007 de reduzir em 12% a violência estadual, usando como instrumento o programa Pacto pela Vida.

Esses fatos acabaram causando perplexidade à população até então acostumada a ouvir e ver na propaganda governamental que Pernambuco vem se livrando da violência e investindo maciçamente para conseguir seu intento. Chegou-se a fazer desfilar na TV milhares de jovens policiais contratados e milhares de carros novos, agora locados.

O que teria levado o Palácio do Governo a acender o sinal vermelho de forma abrupta? Em primeiro lugar, o fato apontado pelo próprio secretário de um aumento em si da violência medida pelo número de homicídios. Na verdade,de janeiro a novembro de 2010, Pernambuco registrou 3.195 homicídios e no mesmo período deste ano o número chegou a 3.232, ou seja,37 a mais.

Em segundo lugar, e aí a informação não foi divulgada mas vazou entre os entendidos no assunto, seria que o Governo está com a posse do resultado de pesquisas que apontam um crescimento da sensação de insegurança da população, o que denotaria que, além do número de homicídios vir aumentando, os roubos e assaltos estariam crescendo bem mais.

Quem anda pelo nosso estado, não só no Grande Recife mas também no interior, sabe que o medo dos pernambucanos tem aumentado à proporção que se divulgam os assaltos a caixas eletrônicos e a agências bancárias em geral, sem falar no receio que os recifenses têm hoje de trafegar à noite pelos viadutos ou parar nos engarrafamentos após os arrastões que aconteceram na capital, principalmente na época do inverno.

Apesar das precauções e quase pânico do Governo, Pernambuco ainda é o estado do Nordeste que apresenta nos últimos anos maior redução da violência, como atestou o Mapa da Violência feito pelo Instituto Sangari e recentemente divulgado.

Nem mesmo os mais críticos ao programa Pacto pela Vida se arriscam a acompanhar o receio governamental e acham que o Pacto não fracassou porque conseguiu, se não reduzir drasticamente o índice de homicídios, como vem acontecendo em São Paulo e Rio de Janeiro (67% e 49% de redução de 2000 a 2010) pelo menos vem equilibrando o jogo.

O que então motivaria o medo governamental? Apontam-se dois fatores. Um deles o receio de que o aumento do número de homicídios deste ano em relação ao ano passado se repita nos anos seguintes o que, aí sim, traria uma grande frustração e sensação de fracasso. Pernambuco, por exemplo, conseguiu em 2004, mesmo sem Pacto, reduzir em quase 400 o número de homicídios em relação a 2003 e, mesmo assim, o crime voltou a recrudescer.

O segundo fator seria decorrente do primeiro. Com planos nacionais, o governador teria conseguido “vender” a nível local, regional e nacional a imagem de grande administrador e isso poderia ser maculado exatamente no setor mais sensível e preocupante: o da segurança.

Área, por sinal, cuja administração é exclusiva do governador. Nas demais, sobretudo no que se refere ao crescimento econômico, Eduardo teria que dividir os louros com o PT e o ex-presidente Lula.

Seja qual for o motivo que teria levado o Governo a reagir, inclusive publicamente, como foi o caso da entrevista concedida pelo secretário Damásio , a verdade é que o problema da segurança em Pernambuco não aconselha arroubos de comemorações como as que foram feitas quando houve uma redução real de homicídios, e, muito menos, o estabelecimento de metas, como a assinada embaixo por Eduardo de reduzir em 12% os homicídios.

Todos sabiam que no momento em que este percentual não fosse cumprido a sensação de fracasso poderia derrubar todo o otimismo ou substituí-lo por uma perigosa frustração, como acontece agora.
CURTAS

Em baixa - Embora sejam do conhecimento de todos as escaramuças que abalam o PT pernambucano por conta das desavenças entre João Paulo e João da Costa, o que se comenta entre filiados ao partido é que outras duas figuras importantes da legenda estariam sendo fritadas intramuros: os secretários Isaltino Nascimento e Maurício Rands. Motivo: seriam hoje mais eduardistas do que petistas, o que é considerado um pecado entre os sectários.

Dois no páreo – Se depender da opinião do senador Jarbas Vasconcelos as oposições terão dois candidatos a prefeito do Recife em 2012, garantindo de pronto a realização de um segundo turno. Mas Jarbas acha que é ainda muito cedo para definições até porque não há, no momento, clareza sobre o comportamento a ser adotado pelos partidos governistas no pleito.

Calados – O PT de Olinda, que assumiu ares de independência há cerca de dois meses no que se refere à aliança histórica com o PCdoB, deu uma mergulhada depois que o prefeito Renildo Calheiros deu prazo para que os petistas resolvam se ficam ou saem do governo municipal. Enquanto isso, o PSB olindense se insinua, nos bastidores, para disputar a vice dos comunistas, ocupando o lugar tradicional do PT em Olinda.

Carne Clandestina.

{ Posted on 19:38 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes   
Pernambuco continua crescendo mais do que o Brasil – como ocorre desde 2003 – apesar da crise econômica que se abate sobre a Europa e já macula o PIB brasileiro. O estado tem também comemorado sucessivos recordes de receita do ICMS ,principal imposto estadual,  desde que os novos investimentos começaram a se instalar em Suape.

Mas, há pouco mais de uma semana, freqüentamos uma preocupante notícia negativa a nível nacional : ficamos sabendo, em plena hora do jantar, que mais de metade da carne comercializada no estado e, evidentemente, consumida por aqui, é clandestina.

Antes de chegar à mesa dos pernambucanos a carne passa por matadouros infectos como o que foi mostrado  na cidade de Vitória de Santo Antão, coincidentemente, um dos municípios interioranos que mais tem conseguido atrair investimentos privados nos últimos tempos.

Em Vitória, constatou-se que um servidor do município colocava, ele próprio, um carimbo de “inspecionado” na carne que saia do matadouro, sem que tivesse qualquer qualificação para tal.

Pego de surpresa com a informação em cadeia nacional, o Governo agiu com celeridade e interditou diversos matadouros mas uma pergunta se faz de canto a canto do estado desde então: por que não se cuidou antes de livrar a nossa população de tão vergonhosa constatação?

Na verdade, não se pode exigir do executivo uma atuação em todos os campos mas, no caso da higiene do que nos é servido, caberia pelo menos a continuidade de um programa de grande repercussão na administração do ex-governador Jarbas Vasconcelos: a construção de novos matadouros para substituir os antigos.

Nos oito anos de mandato, Jarbas entregou mais de 20 matadouros novos no estado, dando preferência aos municípios de mais baixo IDH, onde as Prefeituras, às quais cabe manter os matadouros, não tinham condições de arcar sozinhas com as obras.

Também se atendeu a médios municípios e se priorizou a realização das obras em forma de consórcio, fazendo com que um matadouro servisse a mais de um município ao mesmo tempo.

Como o programa foi estancado, resultado da verdadeira mania nacional de não dar continuidade a projetos iniciados pelos antecessores, saiu perdendo a população e perdeu Pernambuco, estado para o qual se voltam os olhos dos investidores.

Embora os matadouros, como se disse acima, sejam de responsabilidade dos municípios, é quase impossível que os prefeitos, cada vez mais premidos pela redução do Fundo de Participação motivada pelas constantes medidas do Governo Federal para beneficiar a industria de automóveis e eletrodomésticos, tenham condições de sozinhos resolver esta equação.

Cabe, evidentemente, uma providência urgente neste campo mas, por enquanto, a Adagro, agência estadual responsável pela fiscalização do setor, tem cuidado apenas de constatar o problema.

A secretaria da agricultura, que deveria tomar as providências para nos livrar do vexame, nenhuma medida objetiva tomou até o momento. Ou, pelo menos, se tomou não comunicou à nossa população.

CURTAS
Novo candidato -
Petistas de diferentes tendências não escondem, em conversas reservadas, a descrença na possibilidade do prefeito do Recife, João da Costa, ser candidato à reeleição. As apostas são feitas, em primeiro lugar,  no nome do senador Humberto Costa e, em segundo lugar, no do secretário e deputado federal Maurício Rands. João Paulo, da mesma forma que João da Costa, não teria chances de ser ungido pois veta o prefeito e o prefeito o veta. Ficam no 0 x 0.

Mesma moeda - Ao contrário do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que fez parcerias com João Paulo (Recife) e Luciana Santos (Olinda) e nunca cobrou dos dois qualquer reciprocidade, o governador Eduardo Campos tem mostrado que, não só deseja que os prefeitos dos municípios beneficiados por obras estaduais  reconheçam publicamente isso, como quer vê-los fazendo parte de sua base.

Olinda – O PSB tinha demonstrado até agora que, em pelo menos um município metropolitano era certa a sua preferência por um aliado, no caso o PCdoB. Nos últimos dias, porém, os socialistas olindenses colocaram o bloco na rua e estão tentando se articular para oferecer uma alternativa ao partido na eleição do próximo ano. Teria recebido do PSB estadual a ordem para se mexer até o final de março. Se conseguirem chegar lá com um nome competitivo podem ter o apoio do Palácio, senão o governador continuará apoiando Renildo.

IBGE E PNUD - pobreza constrange o PT.

{ Posted on 18:34 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Festejado internacionalmente por conta do bom momento econômico em que vive, produto do programa de controle de gastos, responsabilidade fiscal, saneamento de bancos e fim do processo inflacionário, todos eles implantados no Governo Fernando Henrique Cardoso e continuados na gestão Lula, o Brasil ainda está longe de resolver o seu enorme problema social.

O PT, porém, vendeu ao país a idéia de que, após a implantação de projetos de distribuição de renda como as bolsas, iniciadas com FHC e ampliadas por Lula, estava tudo às mil maravilhas e agora só tínhamos que celebrar. Nos auditórios internacionais o ex-presidente Lula chegou a dizer que todos deveriam vir aprender no Brasil. Na falta de um programa econômico consistente para se contrapor ao implantado pelo PSDB, o PT se posicionou como o partido do desenvolvimento social.

Talvez por isso, o próprio Lula tenha tomado um susto há pouco mais de um mês quando o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – órgão subordinado à ONU, divulgou que o Brasil está na vexatória 84.a posição no IDH – índice de Desenvolvimento Humano – entre 187 países analisados pela instituição.

O ex-presidente chegou a fazer declarações iradas, instigando o Governo Federal a fazer uma reclamação pública junto à ONU. Na sua opinião, estaria havendo discriminação com o nosso país.

Menos afeita a comportamentos pirotécnicos, a presidente Dilma deu o dito pelo não dito. Nem disse que sim, nem que não.

Parecia que estava adivinhando ou mesmo já tinha conhecimento prévio do resultado do Censo 2010 divulgado há poucos dias pelo IBGE. E o que ele mostrou?

Mostrou que, embora tenhamos conseguido dar uma melhorada de 2000 para cá nas diferenças econômicas entre as regiões Norte e Sul, ainda é gritante e desafiadora a pobreza incrustada na periferia das nossas cidades médias e grandes, para onde migraram os trabalhadores varridos pelo desemprego no campo, e que a taxa de analfabetismo nos municípios de até 50 mil habitantes no Nordeste é de 28%, ou seja, quase um terço das pessoas residentes nestas cidades não sabem ler nem escrever.

Também no Nordeste 500 mil jovens entre 15 e 24 anos – em plena adolescência ou juventude – nunca freqüentaram uma escola. Embora no Nordeste o problema da pobreza seja bem maior, na verdade, na periferia das grandes cidades, mesmo do Sudeste,como mostrou o IBGE, o quadro de analfabetismo e pobreza é o mesmo.

Metade dos brasileiros recebiam até R$ 375,00 mensais em 2010 (menos que o salário mínimo que era de R$ 510,00) e 25% até R$ 188,00 por mês. Nas cidades médias, com entre 10 e 15 mil habitantes, 13% das pessoas viviam por mês com apenas R$ 70,00, pouco mais de R$ 2,00 por dia.

Um terço das cidades menores do país não contam com saneamento básico e o esgoto correndo a céu aberto, mas no Nordeste cidades grandes como Recife têm apenas 30% do seu território saneado. No Grande Recife, composto por 14 municípios, o índice é ainda menor.O quadro não é diferente no restante do Nordeste.

O IBGE não mediu ou não divulgou ainda os dados sobre a saúde mas salta aos olhos que a situação está de mal a pior.

Se a renda é baixa e distribuída de forma desigual, se a educação deixa a desejar e a saúde claudica, como poderíamos estar, como queria o ex-presidente Lula, num patamar melhor do que o apresentado pelo PNUD.

Na verdade, além de uma esmola ou uma compra camuflada de votos, o bolsa família, um programa importante, jamais iria celebrar o milagre de nos colocar entre os melhores IDHs do planeta, apesar de caminharmos para ser a 5.a economia do mundo.

CURTAS

Presídios

Embora uma lei, de nossa autoria, aprovada por unanimidade na Assembléia e sancionada pelo governador, proíba a construção ou ampliação de presídios nas áreas urbanas, setores do Governo Estadual continuam a fazer planos neste sentido. Primeiro em Afogados e agora em Caruaru, onde o presídio está para ser ampliado. Em Afogados a população reagiu, o MP citou a e o Governo recuou. O mesmo pode ocorrer em Caruaru.

Credo

O deputado federal Eduardo da Fonte, que já tem apoio dos evangélicos e busca uma aproximação com a Igreja Católica, tem deixado claro nos bastidores que deseja disputar um cargo majoritário, daí a intenção de juntar todas as igrejas. Sua postura, porém, ao invés de agregar, tem gerado desconfianças de um lado e do outro.

Verdes

O PV se comprometeu nacionalmente com o PSDB a não pedir o mandato do deputado estadual Daniel Coelho, que saiu do partido para virar tucano. Da mesma forma, o presidente estadual do partido Carlos Augusto Costa assumiu compromisso semelhante com a executiva estadual do PSDB. Portanto o recuo do PV, que havia solicitado o mandato de Daniel por pressão dos partidários de Sérgio Xavier, não foi surpresa para os tucanos e não teve participação do governador Eduardo Campos, como chegou a ser ventilado.

Coluna Gazeta Nossa primeira dezena de dezembro.

{ Posted on 23:22 by Edmar Lyra Filho }
Os desafios de Dilma Rousseff.

A presidente Dilma Rousseff assumiu o governo com uma perspectiva de continuidade ao que foi feito durante o governo Lula, do qual ela foi Ministra de Minas e Energia e da Casa Civil. Com o início efetivo do seu governo, tivemos a oportunidade de perceber que se tratava de mais do mesmo. Muitos auxiliares de Lula foram mantidos por Dilma, além do mais não houve uma ruptura efetiva com a questão da corrupção, fator arraigado no governo Lula. Diferentemente do seu antecessor, Dilma, após denúncias, demitia seus ministros, foi assim com Palocci, Alfredo Nascimento, Orlando Silva e alguns outros. As denúncias chegaram ao Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Carlos Lupi, presidente do PDT, ex-partido de Dilma. Infelizmente, Dilma não teve a mesma altivez das denúncias anteriores e manteve Lupi no cargo. Isso prejudica consideravelmente a sua imagem de boa gestora, e de presidente intolerante com a corrupção, que ela estava construindo. O governo está podre, os vícios dos governos FHC e Lula se mantêm no de Dilma, e se a presidente não tomar as rédeas da situação, poderá prejudicar diretamente os rumos do país. Cabe a Dilma conclamar os brasileiros no combate à corrupção e fazer uma ruptura com o modus-operandi dos governos anteriores, que se habituaram a entregar ministérios nas mãos de partidos. Loteando descaradamente o serviço público, e transformando o erário em extensões dos partidos da base aliada. Recentemente Jorge Gerdau apresentou um projeto de reestruturação do governo, enxugando a máquina através de diminuição da quantidade de ministérios, bem como cortando boa parte dos 23 mil cargos comissionados que estão diretamente ligados ao governo federal. Caso Dilma opte por isso, terá a chance de mostrar para o Brasil que é a presidente que faz diferente, que pensa no presente e no futuro do Brasil. Se fizer o inverso, deixará a imagem de que seu governo é um mero ajuntamento de usurpadores da máquina pública, que não estão nem aí para os avanços do país.

Assessores Especiais - Edelson Gomes e Adilson Gomes Filho, assessores especiais do governador Eduardo Campos, serão candidatos a prefeito de Passira e Moreno, respectivamente. Ambos são filiados ao PSB.

Recursos Hídricos - Com a ida de João Bosco para a Chesf, a Secretaria de Recursos Hídricos deverá ser ocupada por um membro do PSD. O nome mais cotado para o posto é o ex-deputado André de Paula que é presidente estadual do partido recém-criado.

PSDB - Também comenta-se que o PSDB poderia assumir a Secretaria de Recursos Hídricos, porém, com a candidatura de Daniel Coelho a prefeito do Recife, é provável que o namoro dos tucanos com Eduardo Campos só vire casamento depois das eleições.

UPAs - Os deputados Raul Henry (PMDB), Mendonça Filho e Augusto Coutinho (DEM) destinaram R$ 120 milhões de emendas ao Orçamento Geral da União para a construção de Unidades de Pronto Atendimentos.

Olinda - A ex-deputada Terezinha Nunes (PSDB) tomou gosto pela candidatura a prefeita de Olinda em 2012. Diante da alta rejeição do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) e do histórico da cidade em eleger mulheres, a tucana entende que é a melhor alternativa da oposição para a disputa.

João Alberto - O cronista social João Alberto passou por uma cirurgia cardíaca. Fica o nosso registro e a nossa torcida para que João se reestabeleça em breve para continuar brilhantemente o seu trabalho que orgulha a todos os pernambucanos.  

Olinda desaba no índice Firjan.

{ Posted on 20:06 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Patrimônio da Humanidade e uma das maiores atrações turísticas e culturais de Pernambuco, o município de Olinda, que já abriga mais de 400 mil pessoas – o terceiro em população no Estado – regrediu no índice Firjan, que vem medindo o nível de desenvolvimento municipal brasileiro desde o ano 2000.

O levantamento deste ano, divulgado há poucos dias, demonstra que o município, que ocupava o primeiro lugar no estado em desenvolvimento municipal no ano 2000, está agora no 7.o lugar, tendo sido ultrapassado por Recife, Ipojuca, Petrolândia, Caruaru, Jaboatão e Paulista.

Com base em três vertentes principais - emprego e renda, educação e saúde – o que permite analisar a situação do município do ponto de vista econômico e social, o índice Firjan mostrava em 2000 que Olinda alcançava o índice 0,79 no que se refere a emprego e renda, 0,58 em educação e 0,78 em saúde.

Passados 11 anos, o município apresenta agora o índice de 0,68 em emprego e renda – um decréscimo significativo – teve uma melhora em educação, embora tímida, passando a 0,66, e em saúde ficou em 0,79.

No cômputo geral, o índice total de Olinda, juntando estes três itens, foi, tanto no ano 2000 quanto agora, o mesmo: 0,71.

Para quem fosse analisar somente a situação do município poderia parecer que Olinda estava apenas estagnada. Não é o caso, como mostra o levantamento. Na verdade, nesses 11 anos, os demais municípios cresceram enquanto Olinda não saiu do lugar.

No que se refere à educação e à saúde, por exemplo, mesmo tendo tido uma melhora entre 2000 e 2011, o município não está agora nem entre os dez melhores do estado nestas áreas. O décimo em educação, por exemplo, é o pequeno município de Quixaba, com índice 0,74 – oito a mais do que Olinda – e o décimo em saúde é Caruaru com índice 0,84 – cinco a mais do que Olinda. No quesito emprego e renda, Olinda ficou em décimo lugar.

O que estaria acontecendo com Olinda? Esta não parece ser uma questão difícil de explicar. Desde o ano 2000 Pernambuco vem melhorando seus índices de crescimento econômico tendo neste período crescido mais que o Brasil. A grande maioria dos municípios estaduais conseguiu de alguma forma – uns mais outros menos – acompanhar o estado.

Segundo a Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro – responsável pelo levantamento, 99,5% dos municípios pernambucanos, por exemplo, melhoraram sua performance no período. Olinda não conseguiu chegar a isso.

Ainda hoje citada como “cidade-dormitório” porque seus habitantes em sua maioria deixam todos os dias o município para trabalhar nos municípios vizinhos, sobretudo no Recife, Olinda não conta até hoje com um plano de desenvolvimento que leve em conta suas vocações naturais, principalmente na área de serviços, nunca estudou devidamente a utilização de sua área rural para a alocação de industrias, e nem se beneficia devidamente do pólo turístico e cultural que é.

Só para citar um exemplo: qual o turista que, vindo para Pernambuco ou só a passeio ou também para fazer negócios, não gostaria de se hospedar em Olinda? Pois bem, neste quesito que é fundamental em uma cidade turística, a grande maioria fica em Recife porque Olinda não conta com número de leitos suficientes e nem há incentivo para que isto ocorra.

O turista visita o sítio histórico e volta. No máximo adquire artesanato ou alguma obra de arte. A cultura, que explode no carnaval, fica quase restrita ao sítio histórico. Não se conseguiu até hoje fazer com que ela descesse a ladeira e espalhasse seus benefícios por todos os bairros.

Hoje o turismo é o maior vetor de desenvolvimento nos países onde é tido como base principal da economia. É o setor econômico que gera mais renda e emprego. Olinda não está conseguindo se beneficiar disso por faltas de ousadia, planejamento e prioridade.

CURTAS
Lá e Lô
- O prefeito de Petrolina, Julio Lóssio (PMDB) que se beneficiou do racha entre Fernando Bezerra Coelho e Gonzaga Patriota em sua primeira eleição, pode, da mesma forma, lucrar com os desentendimentos entre o PT e o PSB municipais na eleição de 2012. Se o PT emplacar Odacy , muitos que hoje estão ao lado de Fernando podem se aliar ao pemedebista. Da mesma forma, se Odacy for rifado, é o PT que pode beneficiar Lóssio. Aliás, ele conserva um bom relacionamento com a deputada estadual Isabel Cristina.

Paulista – Há três eleições tentando, sem sucesso, ser prefeito de Paulista, o deputado estadual Sérgio Leite (PT) tem em 2012 as melhores condições para chegar à vitória. Se não conseguir deve se despedir do sonho e continuar disputando mandatos legislativos.

Drogas – O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, que lança este mês de dezembro um plano de combate às drogas no município com grande dimensão, vai à Colombia conhecer a experiência daquele país no assunto, hoje festejada internacionalmente.

Violência ameaça Pacto Pela Vida.

{ Posted on 23:42 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes*

A taxa de homicídios, o principal índice utilizado no Brasil para medir o grau de violência nas cidades, tem declinado consideravelmente nos últimos anos. Em São Paulo, onde se assassinavam 70 pessoas por cada 100 mil habitantes em 1997, em 2010 a taxa chegou a apenas 10,4 – na Grande São Paulo, a pouco mais de 9. No Rio, em 2010, a taxa foi a menor dos últimos 20 anos, chegando a 29,8 por cada grupo de 100 mil pessoas.

Pernambuco, onde ainda se mata 53 pessoas por cada grupo de 100 mil, iniciou um grande esforço para redução da violência nos últimos 12 anos, com maior realce em 2007 quando foi criado o Pacto pela Vida, mas os resultados estão deixando a desejar.

Nem mesmo a meta de redução de 12% no número de homicídios, estabelecida pelo próprio governador, vem sendo cumprida. Nos primeiros dez meses deste ano a queda foi de apenas 3,8%. A expressividade do problema fica maior em números absolutos. Nos 10 primeiros meses de 2009 foram assassinadas 2.951 pessoas no estado e, no mesmo período deste ano, chegaram a 2.937 assassinatos, apenas 14 a menos.

Segundo o Jornal do Commércio, o domingo, dia 16, foi o mais violento de outubro, tendo sido assassinadas, em 24 horas no estado, 16 pessoas.

A se julgar pela grande mobilização de órgãos da sociedade feita pelo Palácio das Princesas na época da implementação do Pacto e pelos investimentos em segurança divulgados na propaganda oficial, era de se supor que a situação estivesse melhor.

Tão logo se criou o Pacto pela Vida, a oposição alertou para o fato de que no Governo Jarbas Vasconcelos chegou-se a reduzir em 14% os índices de violência em determinado período mas depois eles voltaram a crescer.

Quem trabalha com segurança sabe que esta possibilidade existe mas São Paulo e Rio, por exemplo, sem contar outras capitais, a exceção de Maceió, vem conseguindo reduções gradativas e constantes nos últimos anos, a ponto de surpreender inclusive os estudiosos no assunto.

O que estaria acontecendo com Pernambuco cujos resultados iniciais do Pacto levaram o Governo a falar em transplantar a política aqui adotada para outros estados nordestinos?

É difícil saber em uma análise superficial. Mas parece ter chegado o momento de não só fazer uma avaliação do Pacto pela Vida, sobretudo enfocando as centenas de metas iniciais – muitas não cumpridas, como a imprensa já registrou – e ver onde está o erro. Também verificar se o enfoque dado ao Pacto em seu momento inicial – o combate aos grupos de extermínio – foi suficiente.

Há ainda que se considerar o que está acontecendo no interior do estado, onde são constantes as reclamações da população a respeito do deficiente aparelho policial, o que talvez tenha motivado o aparecimento, em primeiro lugar em pequenas cidades, dos arrombamentos de caixas-eletrônicos que viraram febre até bem pouco tempo.

O que não se pode entender é que a Grande São Paulo, onde moram 20 milhões de pessoas, tenha registrado, em 2010, 4543 homicídios quando, em Pernambuco, com cerca de 8 milhões de habitantes, se chegue a assassinar mais de 3.500 pessoas por ano.

Indagado sobre as causas da redução da violência em São Paulo a secretaria de segurança daquele estado apontou, entre outros, a apreensão de armas ilegais, a identificação e prisão dos autores de assassinatos, a melhoria da gestão do aparelho policial, investimentos, policiais na rua, expulsão de policiais incorretos, e comandantes de tropa com a liderança e controle dos seus subordinados. Pernambuco poderia iniciar sua análise por aí.

CURTAS

Marcação

O cerco do PSB ao PTB está forte no sertão do Pajeú. O atual vice-prefeito de São José do Egito, Eclériston Ramos, foi obrigado a deixar a sigla trabalhista e se filiar ao PSB para poder ter o apoio em sua candidatura a prefeito do atual prefeito Evandro Valadares, do PSB. O PT, que rompeu com Evandro, pode ter candidato próprio ou apoiar outro nome da oposição que é composta entre outros partidos pelo PR e PSDB.

Divisão

Se o PSB pedir mesmo o mandato na justiça do deputado estadual Odacyr Amorim, que saiu da sigla para se filiar ao PT, é bem possível que em Petrolina existam pelo menos três candidatos a prefeito: o atual prefeito Júlio Lóssio (PMDB), Odacyr e Fernando Filho ou Gonzaga Patriota pelo PSB.

Morte anunciada

O deputado estadual Izaias Regis (PTB), que iniciou em Garanhuns o movimento contrário à mudança de domicílio para aquela cidade do prefeito de Lajedo, Antonio Dourado(PSB), pode vir a ser enquadrado pelo Palácio. É que o também deputado estadual Marco Antonio Dourado, que também do PTB, é irmão de Antonio que, por sua vez, chega a ser primo do senador Armando Monteiro Neto. Tanto é que Armando colocou panos mornos na questão em visita recente a Garanhuns.

*Terezinha Nunes é jornalista, foi deputada estadual e escreve para o Blog de Edmar Lyra.

Dilma sabia?

{ Posted on 22:16 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes*

Desde que começaram as denúncias de corrupção no Ministério da presidente Dilma, o Palácio do Planalto cuidou de vazar para a imprensa que a presidente estava fazendo uma faxina, ou seja, livrando-se da sujeira.

Embora isso possa respingar no ex-presidente Lula, já que todos os ministros demitidos passaram pelo seu crivo e alguns já cometiam irregularidades em sua administração, essa seria a melhor forma de evitar que, já no início do seu mandato, a presidente se desestabilizasse com a reação em cadeia que viria, como veio, com denúncias, seguidas de afastamento dos cargos no mais alto escalão.

Com a queda do quinto ministro por suspeita de envolvimento com a corrupção esta semana o que se pergunta neste momento é se a presidente sabia ou não sabia das denúncias antes de fazer as nomeações.

Embora não tenha um passado bem recomendável neste aspecto – ainda pré-candidata negou que tivesse pressionado a funcionária da Caixa Lina Vieira a livrar a cara da família Sarney e até que a tivesse recebido, o que seria desmentido depois – Dilma no caso de pelo menos um dos cinco ministros demitidos deixou evidente que existia culpa no cartório.

Se o PC do B, como bradou o já demissionário ministro Orlando Silva em comerciais de TV esta terça-feira, trouxe a Copa e a Olímpíada para o Brasil, como justificar que o Palácio do Planalto tenha criado uma Autoridade Pública Olímpica para cuidar mais ativamente da infraestrutura para a Copa?

Apontada no início como um mimo para o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a Autoridade Pública Olímpica foi na verdade uma maneira de manter o ministro cuidando dos esportes mas passando longe – até enquanto se possa acreditar nisso – dos bilhões a serem investidos em estádios e obras de mobilidade.

Envolvido até o gogó com as ONGs criadas - pelo que se sabe até agora - por militantes do PCdoB que recebiam milhões para desenvolver atividades esportivas nem sempre concretizadas, Orlando Silva, na verdade, ou como secretário-geral, na gestão de Agnelo Queiroz, ou como ministro, teve suas atividades investigadas pelo TCU que apontou irregularidades em diversos contratos.

Ministra mais próxima do presidente Lula, conhecida como uma “gerentona”, Dilma deveria conhecer, pelo menos no geral, do que se tratava.

E passou recibo ao criar a Autoridade Pública Olímpica. Isso ninguém pode negar.

Esta claro, portanto, que Dilma se submeteu ao comando de Lula, sem se importar com o que poderia vir depois. Se quisesse pelo menos os nomes poderia ter substituído. Outras pessoas do PCdoB foram lembradas lá atrás para o Ministério dos Esportes mas Orlando Silva foi confirmado ministro, embora tenha sido acusado até mesmo da atividade prosaica de uso do cartão corporativo para comprar tapiocas.

O que virá depois dessa faxina é difícil saber. Uma coisa, porém, parece clara: a liberdade de imprensa, que o PT tentou macular, é a maior arma da democracia e é ela que vem permitindo levantar o tapete e tirar de baixo dele o desvio de dinheiro público orquestrado pelo PT e pelos partidos coligados.

A faxina não é de Dilma. Esta sendo feita pelos jornalistas e pelos órgãos de imprensa que souberam resistir às pressões que receberam para calar a boca.

Não se sabe se Dilma , caso tivesse o mesmo carisma de Lula, cuidaria, como ele fez, de livrar a cara dos acusados e jogar a culpa na imprensa.

Mais fraquinha, Dilma tem seguido o figurino. Provado o malfeito, tira o ministro do cargo, antes que se contamine.

CURTAS

Operação de guerra

O Palácio das Princesas fez uma bem planejada operação para fortalecer o PSB no interior do estado com vista às eleições de 2014. Não foi à-toa que deslocou Aluísio Lessa para a Mata Norte, Sebastião Oliveira para o Sertão e Antonio Dourado para Garanhuns, no Agreste Meridional. No Agreste Setentrional já conta com dois grupos em Caruaru e na Mata Sul, destinada a João Fernando Coutinho, a união das famílias Coutinho e Magalhães em Palmares já é suficientemente forte.

PTB na área

A briga de foice que se avizinha entre os candidatos Sebastião Oliveira(PR) e Luciano Duque (PT) pela prefeitura de Serra Talhada acabou fortalecendo o PTB na disputa. Liderado pelo deputado estadual Augusto César, o partido deve lançar como candidato a prefeito o Dr. Fonseca, recém-saído do PT. Com cerca de 15 mil votos tradicionamente na cidade, o PTB ou vence a disputa, ou dá a vitória para o lado que apoiar.

PT nos trinques

A propaganda estadual do PT na TV, recorrendo às figuras de Lula e Dilma, reforça a tese que vem sendo defendida pelo senador Humberto Costa de que o desenvolvimento de Pernambuco é obra não só do PSB mas do PT, como ele deixou claro na primeira entrevista após as escaramuças na Frente Popular por conta do embate iniciado em Petrolina. O governador Eduardo Campos só apareceu na inserção de João da Costa porque aí os petistas precisam do governador para alavancar a figura do prefeito mal avaliado.

*Terezinha Nunes é jornalista, foi deputada estadual e escreve para o Blog de Edmar Lyra.

Reforma só no papel.

{ Posted on 16:02 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Ao chegar ao final do seu segundo mandato e, após várias tentativas frustradas de fazer a esperada “reforma política”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso concluiu que uma empreitada desta magnitude, que pressupõe um debate com todos os partidos com representação no Congresso, deve ser realizada por um presidente recem-empossado e, portanto, pouco sujeito às pressões de toda natureza que acontecem quando os políticos começam a fazer conta sobre o que vão ganhar ou perder com uma mexida na legislação eleitoral.

Pois bem, FHC concluiu seu mandato, Lula completou o seu de oito anos, Dilma já vai está no final do primeiro ano no cargo e nada foi feito. Esta semana, em meio à insegurança generalizada nos municípios pelo temor da esperada proibição das coligações proporcionais – único ponto acordado por todos os partidos – o TSE lembrou, através de nota, que não há mais tempo hábil para mudar as regras para a eleição de 2012. Ou seja, tudo continuará como está.

Na verdade, embora se costume dizer que a Reforma Política “é a mãe de todas as reformas” e se aponte a questão das campanhas e dos seus financiamentos como um chamariz para os que desejam se corromper, os passos não são dados e as peças não se movem.

Estranho sobretudo é o presidente Lula que ficou oito anos no Planalto, num céu de brigadeiro, surfando na maré do crescimento econômico, vir só agora, que está fora do Poder, se oferecer para intermediar um acordo como se presidente fosse.

Mas, independente dos apelos midiáticos do ex-presidente que não levam a lugar nenhum, uma coisa parece clara e antecede qualquer discussão sobre o tema: a reforma só sairá com tranqüilidade se for passar a vigorar pelo menos duas eleições adiante.

Aliás, o governador Eduardo Campos chegou a falar sobre isso no início deste ano mas parece que não foi ouvido.

Pelo clima vivido esses dias nos municípios com a perspectiva de as coligações proporcionais não vigorarem para a eleição de 2012, deu para sentir que, se algo aparentemente tão simples provoca tanto alvoroço, imagine-se quando forem discutidos temas mais sofisticados como o voto distrital, as listas partidárias e o financiamento público das campanhas.

Deputados e senadores em pleno mandato dificilmente vão se entender e implantar uma reforma política para vigorar na próxima eleição. Vão ficar fazendo cálculos, com receio de perder os mandatos e nada vai andar. Por isso parece brincadeira todos os debates que têm sido feitos como se a reforma fosse sair amanhã.

Deste jeito, sem enfrentar os desafios de frente, sem dar um prazo futuro para que as mudanças passem a vigorar, vão todos continuar enganados ou enganando a população, o que desgasta ainda mais a já tão desgastada classe política.

CURTAS

De molho

Ao defender o PT das acusações de estar trabalhando para desestabilizar a Frente Popular, lançando candidatos próprios, o senador Armando Neto falou com conhecimento de causa. Seu PTB também está perdendo quadros para o PSB e outros partidos da base, como aconteceu no Cabo

Astrologia

João Paulo girou, girou e acabou dando razão ao seu astrólogo Eduardo Maia que o aconselhou a deixar para lá a eleição de 2012 e se preparar para 2014. Embora tenha ensaiado romper com os astros, o ex-prefeito acabou demonstrando que a astrologia é o seu forte.

José Mucio

Há quinze dias esta coluna informou, em primeira mão, que o governador Eduardo Campos trabalha com a possibilidade de apoiar José Múcio como candidato à sua sucessão. Esta semana esta informação foi ressaltada na coluna Diário Político pela jornalista Marisa Gibson.

Estado substitui concursos por seleções.

{ Posted on 19:33 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Durante centenas de anos o estado brasileiro conviveu com o compadrio no serviço público. No Brasil Colônia,os empregos eram destinados aos amigos e áulicos da coroa portuguesa. Após a Proclamação da República, quando a monarquia foi extinta e passamos a conviver com os presidentes, infelizmente, no caso do serviço público, a prática continuou a mesma.

Quem fosse parente de político, controlasse votos e tivesse algum poder de mando tinha a primazia e nomear e demitir como bem entendesse. Com o surgimento das empresas públicas as “indicações” continuaram mas, no correr do tempo, foram essas empresas que começaram a fazer vigorar no serviço público a prática dos concursos.

Com o tempo, de forma mais recente, a prática também passou a ser norma nas administrações diretas. Em primeiro lugar, criaram-se os concursos públicos federais, depois estaduais e, mais recentemente, os municipais.

De tanto se fazer concurso – apesar de muitos só serem realizados por pressão do Ministério Público – criou-se no Brasil a figura do “concurseiro” , a pessoa que passa grande parte da vida adulta estudando para fazer concurso e ganhar um salário cada vez maior.

Milhares dos que se submetem a concursos acabam frustrados pois o número de vagas é infinitamente, menor do que a relação – às vezes quilométrica – dos candidatos, o que acaba gerando frustrações e carreiras tardias no setor privado.

Nos últimos tempos, porém, em pelo menos um setor, o da educação , os estados, impedidos de conseguir recursos para pagar bem a professores concursados, resolvem a questão da falta de professores fazendo a contratação direta de mestres que ganham menos, não têm estabilidade, e nem sempre possuem a qualificação adequada.

Contra esta prática, o PT se insurgiu enquanto pode antes de chegar ao poder, encurralando governadores com greves sem fim que chegavam a fechar as escolas por vários meses.

Não é, porém, o que o partido tem feito em anos recentes quando, diretamente ou através de aliados, assumiu o poder federal, estadual e municipal.

Aqui em Pernambuco, por exemplo, além das chamadas contratações temporárias na educação que nunca foram abolidas, apesar do estado se encontrar hoje em situação financeira muito melhor do que alguns anos atrás, está virando prática a contratação de trabalhadores sem concurso público em quase todas as secretarias.

São as chamadas “seleções simplificadas” à qual já recorrem de forma costumeira as secretarias de transportes, cidades, vários órgãos da administração indireta, como o DER e mais recentemente – pasmem - a inquebrantável Secretaria da Fazenda, avessa, em tempos passados, a qualquer sistema que não fosse o do concurso público, como manda a lei.

Editais e mais editais têm sido publicados na imprensa, matérias jornalísticas detalham as seleções e não se houve um pio de reclamação dos deputados, vereadores e nem dos sindicalistas tão ativos e afoitos antes da era petista.

Enquanto isso, os que se prepararam para concursos não vêm a possibilidade de participar de uma seleção de conhecimento e nem se sabe, afinal, que critérios são utilizadoa nestas seleções simplificadas para escolher quem vai assumir.

Trata-se de uma regressão que precisa ser corrigida ou, no mínimo, explicada. Com a palavra, os sindicalistas e o Ministério Público.

CURTAS

De ninguém - Apesar de estar surgindo com base em quadros, em sua quase totalidade, conservadores, o PSD se auto-proclama, em pleno século 21, como partido que “não é de esquerda, de direita e nem de centro”, como afirmou seu condutor, o prefeito Kassab. Tudo bem que as ideologias estão mesmo caducas mas fica claro pela palavras do prefeito que a sigla é de todos e não é de ninguém. Bem de acordo com a degringolada dos costumes políticos, como tem acontecido, infelizmente, no Brasil.

Ameaças - Esta semana, véspera do final do prazo de filiações, muitos partidos entraram em pânico quando o STF aprovou a criação do PSD. É que motivos não faltaram para que pessoas que estavam enfrentando qualquer tipo de dificuldades ameaçarem suas legendas e usarem as ameaças como moeda de troca para conseguir algum benefício partidário, mesmo que temporário.

Dureza - A busca do poder em todos os níveis pela base governista estadual está fazendo com que legendas nanicas estejam com valor lá em cima nesta época de pré-campanha eleitoral. Candidatos a prefeito de oposição estão vendo partidos pequenos serem subtraídos do seu leque de apoios num piscar de olhos. E não é para atender a candidatos majoritários apenas mas até a vereadores. Tempos duros esses.

A conquista e o embaraço de Ana.

{ Posted on 16:14 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Advogada, mãe dedicada, mulher batalhadora e muito bem votada nas eleições de 2010, a deputada federal Ana Arraes sentiu na pele os rigores do exílio que vitimou sua família, obrigando pai e irmãos a deixar o nosso país enquanto ela, casada com o escritor Maximiano Campos, era obrigada a permanecer aqui com receio constante de ser vítima de algum revés. Não só ela como o marido e os próprios filhos.

Por essas credenciais, Ana estaria apta a disputar uma vaga de ministra do Tribunal de Contas da União se esse fosse o seu desejo, como ela deixou a entender que era, a julgar pela forma como se plantou ao telefone e se dedicou a horas seguidas de reuniões em Brasília nos dois últimos meses.

Obteve a vitória, todos sabem, devendo ser a primeira mulher a chegar ao TCU na condição de ministra, o que seria uma honra para qualquer outra mulher brasileira, política ou não.

Mas, infelizmente, Ana sentará na cadeira tendo que explicar-se diante do exagero que foi a dedicação do seu próprio filho, o governador Eduardo Campos, a esta empreitada, deslocando-se de norte a sul para cabalar votos, numa disputa de vida ou morte.

Qual filho dedicado não fica satisfeito em trabalhar pela ascensão da própria mãe? Há, porém, que se conter o ímpeto de apelar ao tudo ou nada como se a candidata precisasse disso, não estivesse apta a recorrer à sua própria experiência de vida – e isso é um componente importante num cargo desses – ou profissional para chegar onde chegou.

O exagero do governador acabou tirando um pouco o brilho da conquista, em que pese o ineditismo da mesma.

Logo depois de fechada as urnas e apurados os votos, quando os amigos ainda a abraçavam e parabenizavam, Ana foi obrigada a responder à imprensa que a questionava sobre o fato de ter chegado ao TCU como mãe de um governador que a catapultou até o cargo mais alto e vitalício do tribunal.

Esta certo que as mulheres políticas – como bem demonstrou a jornalista Marisa Gibson em sua coluna no Diário de Pernambuco – ainda precisam da garupa dos homens para chegar a patamares mais altos, como foram os casos, por ela citados, da atual presidente Dilma e da própria Ana Arraes.

Com apenas uma diferença, dizemos nós. Dilma é uma cria política do ex-presidente Lula que não tem com ela nenhum vínculo de parentesco. Já no caso da Ana ela é mãe do governador que a ajudou a chegar lá.

Ao vê-la embaraçada e nervosa, defendendo-se na entrevista à imprensa da acusação de nepotismo, ficamos na torcida para que as mulheres cheguem a um lugar na política em que não precisem mais disso para mostrar o seu valor.

CURTAS

Sinésio sobe - Com a saída de Ana Arraes da Câmara dos Deputados e a confirmação de Severino Ninho como novo deputado federal, a primeira suplência da bancada governista fica agora com o vereador Josenildo Sinésio, do PT no Recife. Sinésio teve 35 mil votos em 2010 e Ninho dois mil a mais.

Astros explicam – O astrólogo Eduardo Maia, orientador do deputado federal João Paulo, corrige nota desta coluna na semana passada. Diz que não foi responsável pela indicação a João Paulo do nome de João da Costa: “quem sou eu para ter este poder?. “ Diz que seu trabalho foi fazer um estudo astral sobre o candidato e a campanha, após a escolha de João Paulo.

PSB na cabeça – Quem leu a entrevista do secretário Ranilson Ramos no final de semana ficou convencido de que em 2014 o PSB terá seu próprio candidato a governador. O PT e o PTB, que lutam para que os senadores Humberto Costa e Armando Monteiro conquistem os votos da base governista para suceder Eduardo, devem ter colocado as barbas de molho.

Coluna Gazeta Nossa primeira dezena de outubro.

{ Posted on 15:29 by Edmar Lyra Filho }
Eduardo Campos tem a força.

Na eleição do TCU ficou comprovada a liderança incontestável do governador Eduardo Campos no plano nacional. Já sabíamos da sua força em Pernambuco e também dentro do PSB, partido que ele preside a nível nacional. O grande teste político do governador foi a vitória de Ana Arraes para o TCU. Com 222 votos, a filha de Miguel Arraes conquistou a maior vitória que um político conseguiu na Câmara dos Deputados numa disputa para o Tribunal de Contas da União. Isso demonstra que o trabalho de Eduardo de se tornar um político nacional tem cada vez mais dado certo. Essa vitória se junta a criação do PSD que foi impulsionado por Eduardo. Antes, o socialistsa já tinha conquistado a maior vitória do Brasil em 2010, bem como é o governador mais bem avaliado do país. A próxima meta de Eduardo na Câmara Federal é emplacar o próximo presidente daquele poder legislativo. Caso se torne vitorioso, desbancando o PMDB de Henrique Eduardo Alves (RN), o socialista tem condições de reivindicar o posto de vice na chapa presidencial de Dilma Rousseff, hoje ocupado por Michel Temer. Porém, Eduardo só tentará ser vice, se considerar boas as chances de Dilma ser reeleita, caso contrário, tentará se viabilizar como candidato a presidente da República compondo com alguns partidos da base governista e até mesmo da oposição. Com sua ida para o plano nacional, abre três vagas na chapa majoritária de Pernambuco em 2014, o que facilitaria uma composição com mais partidos da sua Frente Popular, que ele lidera com mãos-de-ferro. Eduardo Campos tem a força e o céu é o limite para o neto de Arraes. Caso consiga o voo nacional, Eduardo vai ser o maior líder político da história de Pernambuco.

José Múcio - Voltam as especulações para Múcio voltar a política. Não seria o candidato da Frente Popular a prefeito do Recife. Na verdade ele disputaria o governo de Pernambuco com o apoio de Eduardo Campos, Fernando Bezerra Coelho, Humberto Costa e seu primo Armando Monteiro.

Daniel Coelho - Com a pompa de líder do futuro, Daniel Coelho se filiou ao PSDB para disputar a Prefeitura do Recife em 2012. A festa foi grande.

Júnior Matuto - Já está definido: O vereador Júnior Matuto será o candidato do prefeito Yves Ribeiro (PSB) a prefeito de Paulista no ano que vem. Terá o apoio de Eduardo Campos e companhia.

Terezinha Nunes - A grande novidade para 2012 será a candidatura da ex-deputada Terezinha Nunes (PSDB) a prefeitura de Olinda. Terezinha quer o apoio de Jacilda, derrotada três vezes pelo PCdoB.

Fernando Bezerra Coelho - O ministro da Integração Nacional não esquece Pernambuco e principalmente sua Petrolina. Conseguiu unificar o clã Coelho com a nomeação de Osvaldo Coelho, seu tio, para um cargo no Governo Federal.

Fernando Filho - Com a reunificação do clã, o filho do ministro FBC, deputado federal Fernando Filho (PSB) será o candidato dos Coelho em Petrolina contra o atual prefeito Júlio Lóssio.

Pernambuco cresce mais que o Brasil há uma decada.

{ Posted on 10:30 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Com base em uma entrevista do presidente da Agência Condepe-Fidem, Antonio Alexandre da Silva, a imprensa pernambucana registrou em manchetes esta quarta-feira que Pernambuco crescerá mais do que o país este ano. O próprio dirigente chegou a projetar para o ano de 2011 um crescimento de 5,5% da economia estadual contra os 4% do crescimento esperado para a economia brasileira.

É salutar que o nosso estado esteja com uma boa previsão de crescimento este ano quando a economia internacional e a nacional já começam a mostrar sinais de inflexão por conta da crise econômica que teve início na Europa, atingiu os Estados Unidos, e ameaça os países emergentes.

Imagina-se até que foi por isso que a notícia dada pelo sr. Alexandre da Silva acabou dando a impressão de ineditismo e não se buscou fazer uma análise histórica dos dados da própria Agência Condepe-Fidem, que, há décadas, acompanha os números da economia estadual.

E o que estes dados revelam?. Revelam que desde 1999, o primeiro da administração Jarbas Vasconcelos, que a economia pernambucana iniciou um constante período de recuperação tendo crescido mais do que a do Brasil em 1999 (0,3 e 0,7), 2001(1,3 e 1,6), 2002 (2,7 e 4,1), 2005 (3,2 e 4,2) e 2006 (4,0 e 5,1). Em 2000 o percentual de crescimento foi igual (4,3%). As exceções foram os anos de 2003(1,1 e 0,6) e 2004(5,7 e 4,1) quando o Brasil cresceu um pouco mais do que Pernambuco.

No ano de 2007, o primeiro da gestão Eduardo Campos, houve uma inversão na tendência que vinha sendo observada e o Brasil cresceu 6,1% contra 5,4% da economia pernambucana. Em 2008, o Brasil cresceu 5,2% e Pernambuco apenas um pouco mais chegando 5,3%. Os dados finais de 2009 e 2010 ainda não estão oficialmente disponíveis.

O que a exposição destes números históricos demonstra é que, assim como Suape foi construído por vários governadores e hoje permite que Pernambuco receba grandes investimentos que aqui não chegariam caso não tivéssemos o porto que temos, a recuperação da economia pernambucana, nos moldes atuais, não aconteceu como um passe de mágica. É obra de, pelo menos, dois períodos de Governo: os oito anos da gestão Jarbas e os quase cinco anos da gestão Eduardo Campos.


CURTAS

Barbas de molho
A grande festa dada pelo deputado estadual Luciano Siqueira em comemoração ao seu aniversário neste final de semana foi interpretada nos meios políticos como um sinal de que o PCdoB pode lançá-lo candidato a prefeito do Recife caso o PT não apóie a reeleição do prefeito Renildo Calheiros, em Olinda, optando pelo nome da deputada estadual Tereza Leitão. Isso demonstra que o jogo ainda não foi jogado na Frente Popular.

Herdeiro
Berenice Pereira, esposa do deputado federal Cadoca Pereira, deve ser mesmo candidata a vereadora do Recife pelo PSC. Lulinha, filho do casal e também muito entusiasmado com a política, vai ser resguardado para 2014 quando deve se candidatar a deputado estadual. O objetivo de Cadoca é deixá-lo em seu lugar, ou seja, ajudá-lo a conquistar no futuro um mandato de deputado federal.

Múcio em 2014 ?
Não teriam sido apenas balão de ensaio as notícias que surgiram na imprensa há 15 dias falando da possibilidade de José Múcio Monteiro vir a ser candidato a prefeito do Recife com as bênçãos dos governador Eduardo Campos. Na verdade elas chegaram apenas antes da hora. Comenta-se nos meios governistas que Eduardo pensa no nome de Múcio para candidato a governador em 2014 com o discurso de união de Pernambuco. Eduardo então alçaria vôo nacional. Faz todo sentido.

Garanhuns: Herança maldita à porta de Dilma.

{ Posted on 00:29 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes


Na Era Lula virou moda inaugurar pedras fundamentais pelo Brasil. O presidente fez isso centenas de vezes, fazendo promessas que se esvaíram logo após os atos oficiais. Aqui em Pernambuco isso também aconteceu. Não resta dúvida de que o ex-presidente realizou obras por aqui mas agora estão vindo à tona os tropeços de coisas feitas apenas "para aparecer na televisão".

A Veja desta semana mostrou o caso do primeiro navio do Estaleiro Atlântico Sul, o maior estelionato eleitoral de que se tem notícia, colocado no mar na presença de Lula em 2010, em plena campanha eleitoral. Pois bem, o navio, saudado na época com um estrondoso brinde de taças de champanhe, voltou para o estaleiro logo depois da solenidade e se encontra até hoje nas oficinas, sem condições de navegar.

Esta semana, a presidente Dilma, já calejada da herança maldita que herdou e que obrigou-a a afastar, em seis meses, três ministros envolvidos com denúncias de corrupção, teve sua visita a Pernambuco recheada de atropelos por conta das pedras fundamentais e de obras inauguradas antes da hora.

Em Garanhuns, a terra onde Lula nasceu e que recebeu dele como único presente nos seus oito anos de gestão um campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Dilma assistiu a um protesto de professores e estudantes contra o abandono a que estão relegados desde que a caravana oficial cortou as fitas simbólicas.

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o campus de Garanhuns, citado na época, por Lula como "pioneiro no país em interiorização das Universidades" está, conforme relato de professores e alunos, "em coma profundo, com esgotos a céu aberto, com falta de professores, servidores, salas de aula, segurança, água potável e com um hospital veterinário fantasma".

Em resumo: não existe como escola preparada para formar os alunos que para lá se dirigiram. Dilma acabou tendo o dissabor de ver um boneco gigante com a cara da presidente no mesmo molde em que foi desenhada pelo artista plástico pernambucano Romero Brito, abrir uma passeata de protesto com a inscrição "Dil-Má".

Embora tenha sido eleita por conta do que Lula fez ou deixou de fazer (no caso, as pedras fundamentais) Dilma, porém, corre o risco de trilhar pelo mesmo caminho.

Anunciou a construção de várias barragens para contenção das enchentes no Agreste e Mata Sul quando a Transposição do Rio São Francisco, alguns quilômetros adiante, está abandonada por falta de recursos. Além disso, a crise econômica não garante que as obras programadas sejam efetivamente concluídas.

Mesmo assim, como fizera Lula, a presidente falou em um enorme palanque como se estivesse entregando uma grande obra.

Também pode cair na sua conta qualquer tropeço com a Faculdade de Medicina da Universidade de Pernambuco, em Garanhuns, da qual deu a aula inaugural.

Os alunos matriculados disseram à imprensa que o início das aulas foi diversas vezes adiado e que não têm segurança sobre a presença de todos os professores em sala de aula.

Na verdade, a UPE inaugurou vários campus no interior e, segundo denúncia da imprensa na semana passada, diversos cursos da instituição não só no interior mas também na capital estão sem mestres para garantir as aulas. Os cálculos são de que faltam mais de 100 professores no quadro docente da instituição.

Prejudicados com a falta de professores os alunos estão buscando se inscrever em disciplinas isoladas em outras faculdades - inclusive particulares - para não atrasar o ano letivo.

CURTAS

Só promessa

A maior reivindicação da população de Garanhuns no momento é a duplicação da estrada que liga São Caetano àquela cidade. Várias vezes Lula foi procurado, inclusive por membros de sua família, solicitando providências neste sentido. Dilma, pressionada, prometeu liberar recursos para fazer o projeto. Quanto à obra, disse que ia ver no momento certo. Vai depender da crise.

Sonho distante

Ninguém mais aposta na possibilidade da deputada estadual Tereza Leitão vir a emplacar sua candidatura a prefeita de Olinda depois que o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo, implícita ou explicitamente, refutaram a idéia de o PT se distanciar do PC do B. Tereza, tudo indica, corre o risco de, mais uma vez, morrer na praia.

Mulheres em alta

Embora Pernambuco ainda seja refratário à idéia de as mulheres avançarem nos espaços políticos - dos estados do Nordeste é o que menos tem mulheres disputando eleições majoritárias - as pesquisas feitas ultimamente na RMR mostram uma tendência da população a ver com bons olhos o voto nas mulheres. Em Olinda o percentual dos que admitem votar em uma mulher é de 82%.


Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo

Empetur e Fundarpe: Oposição comemora dever cumprido.

{ Posted on 21:35 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Cinco milhões de reais. É este o valor que, conforme investigações dos órgãos de controle, terão que ser devolvidos aos cofres públicos estaduais por dirigentes das áreas de cultura e de turismo e por produtores culturais nos episódios que ficaram conhecidos como “shows fantasmas”, no caso da Empetur, e “escândalo da Fundarpe”, no caso Fundarpe, ocorridos na primeira gestão do governador Eduardo Campos.

Na Fundarpe, auditoria do Tribunal de Contas do Estado diagnosticou procedimentos irregulares na contratação e pagamento de shows a artistas e produtoras num valor de pouco mais de R$ 50 milhões. Esta semana, o TCE imputou uma multa de R$ 13 mil a ser paga pela presidente da Fundarpe na época, Luciana Azevedo e a devolução aos cofres públicos de R$ 3 milhões pelas produtoras de shows citadas no processo.

Na Empetur, o desvio de recursos do próprio estado somou em torno de R$ 2 milhões que a Empetur foi obrigada a restituir ao Governo Federal, mas o volume de recursos totais envolvidos vai muito além disso. As investigações prosseguem a nível federal através do Ministério Público Federal e Polícia Federal. O secretário de turismo na época, Sílvio Costa Filho, foi obrigado a pagar multa de R$ 6 mil e os dirigentes da Empetur tiveram seus bens indisponibilizados.

Nas duas situações, a oposição, na época, apesar de pequena numericamente, demonstrou espírito público ao denunciar com base em provas documentais os desmandos agora comprovados em sua totalidade.

No caso da Empetur, o processo no TCE foi mais rápido e julgado no ano passado. No caso da Fundarpe, como se tratava de um volume bem maior de recursos, a investigação se encerrou esta semana.

Alguns podem achar que R$ 5 milhões de devolução é muito pouco, sobretudo depois que no Brasil tem sido tão grande o aparecimento de escândalos que até se perdeu a noção do tamanho dos rombos.

Mas, embora a questão ainda tenha prosseguimento nos tribunais porque, pelo menos no caso da Empetur, haverá julgamento dos malfeitos pela Justiça Federal e o volume de recursos a serem devolvidos pode ser bem maior, nos dois casos em tela há que se louvar não só o resgate em si do dinheiro desviado mas um estancamento de um processo que, se não fosse retido, poderia tomar dimensões incomensuráveis no decorrer do tempo.

Na verdade, como ficou comprovado à época, instalou-se na Empetur e na Fundarpe um esquema de “produção” de shows superfaturados ou mesmo fantasmas – nunca realizados mas prontamente pagos – que incluía desde a contratação de artistas por valores muito superiores aos do mercado à falsificação de assinaturas e preenchimento de notas fiscais frias envolvendo várias produtoras e preenchidas- essas notas fiscais – por uma mesma pessoa.

Embora as denúncias, de tão contundentes e algumas comprovadas de imediato pela imprensa, não tenham dado margem a que o estado tivesse condições de refutar qualquer uma delas, há que se reconhecer que o afastamento imediato dos dirigentes dos dois órgãos pelo governador foi salutar, permitindo que as investigações prosseguissem sem problemas.

No caso da Empetur, a Procuradoria Geral do Estado ainda tentou que o processo saísse da alçada federal e ficasse na alçada estadual mas o Ministério Público Federal conseguiu reverter o processo de transferência alegando que, em se tratando de verbas do Ministério do Turismo, o julgamento deveria se dar pela Justiça Federal.

O Estado, porém, devolveu de imediato R$ 1 milhão e 800 mil ao Ministério do Turismo, não só reconhecendo que havia falhado no processo como para evitar que Pernambuco ficasse inadimplente e impedido de receber transferências federais.

CURTAS

Jogo de cena

Tudo pode não passar de jogo de cena mas a verdade é que, no momento, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma se encontram em lados opostos. Dilma defendendo o nome do deputado federal Aldo Rebelo (PC do B) para ministro do TCU e Lula apoiando a deputada federal Ana Arraes. Mas como quem escolhe é o Congresso o baixo clero pode aproveitar a divisão de cima e surpreender indicando um terceiro nome.

Adivinhação

Quase ninguém acreditou quando o astrólogo Eduardo Maia disse que João Paulo seria candidato a deputado federal e não a senador em 2010, pois bem, a idéia do deputado federal Fernando Ferro de lançar João Paulo candidato antecipado a governador em 2014 é a mesma que está na cabeça de Maia mas, como ele não é tão próximo de Ferro, quem sabe o deputado tenha alguma bola de cristal....

Espaço

A disputa entre o prefeito de Caruaru, José Queiroz, e o presidente da Assembléia, Guilherme Uchoa, pelo controle do PDT está expondo uma questão territorial. O PDT é também o partido do vice-governador João Lyra, tendo, portanto, duas expressivas lideranças de Caruaru que, juntas, somam muito mais que Uchoa com os seus mais de 100 mil votos para deputado estadual. Mas Uchoa entende que como seu território – na expressão da palavra – é maior não tem porque o PDT ficar preso a Caruaru. Durma-se com um barulho desses...

A euforia e a depressão.

{ Posted on 13:16 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes


Favorecido pela conclusão do Porto de Suape, cuja construção foi quase toda custeada com o dinheiro azul e branco (recursos próprios) , Pernambuco tem batido, nos últimos anos, sucessivos recordes de arrecadação do ICMS tendo sido apontado, no início de 2011, pela Comissão Técnica Permanente do ICMS, orgão do Confaz, como o estado que experimentou maior aumento percentual de arrecadação deste imposto em 2010 (22,.5% em relação a 2009).

Entre 2007 e 2009 o ICMS estadual já tinha apresentado uma variação de crescimento de 42,9% se comparado a 2006. Para este ano de 2011 a previsão é de crescimento de 25%, o que pode levar a arrecadação deste tributo a alcançar a casa dos quase R$ 11 bilhões.

Apesar da euforia causada pela chegada de tantos recursos aos cofres do estado, quase sempre escondida pelo Governo para evitar o assanhamento dos funcionários públicos, sempre a reivindicar melhorias salariais, a verdade é que o estado experimenta, ao mesmo tempo, outro recorde, só que negativo e inexplicável : é o que paga os mais baixos salários do país aos professores da rede pública.

Levantamento realizado pelo MEC em 2008 constatou que Pernambuco paga a um professor 1/3 do salário pago ao mesmo professor pelo governo do Distrito Federal. Nem mesmo a lei federal número 11.738 de 2008, que obriga estados e municípios a pagar o piso salarial dos professores, está sendo obedecida pelo estado.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco - Sintepe - agora impedido de ocupar as galerias da Assembléia Legislativa ( as mobilizações ocorrem do lado de fora ) para camuflar a aplicação da lei, o estado vem incorporando ao salário gratificações, como o pó-de-giz, que, há muitos anos, funciona como uma compensação pelas alergias e outras doenças respiratórias causadas aos mestres após muitos anos de trabalho.

Isso significa que, para consumo externo, os professores têm aumento mas, para consumo interno, não pois a remuneração final não se altera.

O Plano de Cargos e Carreiras, uma reivindicação antiga dos professores, foi por água abaixo com a incorporação do pó-de-giz o que demonstra que em Pernambuco, ao invés de progredir, os professores estão regredindo no que se refere a valorização profissional.

A vida nunca foi fácil para categorias numerosas no serviço público como é o caso dos professores e dos policiais. Os administradores públicos têm dificuldade em atender às reivindicações porque cada ponto percentual a mais de aumento de salário representa muito na folha de pagamentos.

Quando o estado atravessou um longo período de estagnação econômica, só superado no final do primeiro mandato do governador Jarbas Vasconcelos, eram constantes as greves de professores, algumas durando meses, e de policiais.

Mas era de se esperar que quando Pernambuco experimentasse expressivos aumentos de arrecadação, como acontece agora, o comportamento fosse mudar.

Não é isso, porém, o que tem acontecido sobretudo com os professores que esta semana fizeram uma paralisação de 24 horas reivindicação o pagamento do piso salarial e denunciando a posição vergonhosa do estado em último lugar no ranking nacional no que se refere à remuneração dos trabalhadores na educação.


CURTAS

Indecisão - João Paulo, que tinha se dado um prazo até o final de julho para definir sobre a mudança de partido, continua na mesma. Já estamos na terceira semana de agosto e ele confessou a amigos que pediu um prazo de mais oito dias ao ex-presidente Lula, com quem se encontrou esta semana, para saber que rumo tomar. Sua fiel escudeira Lygia Falcão confundiu mais as coisas ao escrever no twitter, ainda em São Paulo " se liga me ligasse, eu também ligava liga, mas como liga não me liga, eu também não ligo liga". Liga será o pseudônimo de João da Costa?

Jogou a toalha - Camaragibe deve ser o único município da RMR onde o prefeito não está nem aí para a sucessão. Concluindo o segundo mandato, João Lemos (PC do B) não tem candidato e, por conta disso, a debandada em torno dele foi tão grande que o pré-candidato a prefeito Jorge Alexandre(PTB) está com o apoio hoje de nove dos onze vereadores. Coisa incomum em se tratando de um candidato de oposição.

Igarassu em pauta - Nos próximos dias estará definido o quadro da eleição 2012 em Igarassu. E tudo depende da ida ou não da deputada federal Ana Arraes para o TCU. Se ela for, o suplente de deputado federal do PSB Severino Nino assume em seu lugar. Senão, Nino deve ser candidato a prefeito com o apoio de Ives Ribeiro.

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Violência volta a crescer e desafia Governo.

{ Posted on 00:05 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Citado, até recentemente, como um exemplo de eficiência no Nordeste, ao ponto de alguns estados desejarem conhecê-lo e copiá-lo, o plano de combate à violência do Governo de Pernambuco, batizado de Pacto pela Vida, mostra sinais de arrefecimento neste quinto ano de administração do governador Eduardo Campos.

O número de homicídios – principal referência usada pelo próprio Governo para medir os resultados do Pacto – voltou a aumentar. De janeiro a julho de 2010 foram assassinadas 2.135 pessoas no estado. De janeiro a julho deste ano o número chegou a 2.167 assassinatos.

Qualquer política de segurança pode ter momentos de inflexão mas causa preocupação este recrudescimento da violência quando o próprio Governo costuma colocar – inclusive com o uso da propaganda institucional na TV – que, aproveitando o bom momento econômico vivido pelo estado, foram contratados, através de concursos públicos, milhares de novos policiais e algumas centenas de milhares de novas armas foram adquiridas para combater a bandidagem.

Mas, para os observadores da situação da violência em Pernambuco, não causa estranheza os novos números divulgados pela imprensa e confirmados pela Secretaria de Defesa Social que já admite a possibilidade de este ano não atingir a meta de redução de 12% no número de homicídios prevista pelo próprio governador. Quando lançou o Pacto, Eduardo fez questão de estabelecer este percentual como o mínimo a ser alcançado.

A verdade é que, como a meta foi colocada apenas no que se refere ao número de homicídios e esta passou a ser obsessão dos analisadores do Pacto dentro do próprio Governo, não se cuidou de reduzir também os outros índices como assaltos, seqüestros e, mais recentemente, o arrombamento de caixas eletrônicos. O que fez com que a sensação de insegurança persistisse, apesar da redução momentânea dos assassinatos.

Houve descaso também no que se refere ao crescimento da violência no interior do estado, fato denunciado pela oposição na Assembléia por diversas vezes e, em todas elas, desdenhados pelas autoridades de segurança, apesar do verdadeiro clamor de prefeitos, vereadores e até das autoridades eclesiásticas. É do conhecimento de todos o assassinato recente, à luz do dia, de vereadores e radialistas em cidades antes pacatas como Vitória de Santo Antão e Itacuruba.

Há que se creditar ao governador a iniciativa de convocar a sociedade civil e todos os níveis de poder no estado para participar da formulação e encaminhamento do Pacto pela Vida. Mas como, apesar desse esforço, o problema não vem sendo resolvido, pode cair por terra, o que é desanimador, a idéia de que nesta área a democratização das discussões não resolve o problema.

Também é desanimadora a constatação de que o número de homicídios volta a aumentar em Pernambuco quando, de forma gradativa, estes números vêm caindo, há anos, em estados como São Paulo, Minas Gerais e até mesmo no Rio de Janeiro, a cidade tida como de maiores problemas nessa área em todo o país.

A verdade é que, apesar de contar em sua coordenação com um professor universitário, Luís Raton, o Pacto pela Vida parece não ter entusiasmado a Academia que poderia, sim, através de pesquisas, contribuir para analisar melhor as causas da violência pernambucana, algo que, pela dimensão, demonstra ser um problema cultural e histórico, devendo ser melhor pesquisado e entendido.

Não é à toa que o estado, sempre ocupando o primeiro ou segundo lugares no ranking nacional da violência urbana, tem batido recordes nacionais também no assassinato de mulheres e de gays, o que demonstra intolerância e preconceito. Tudo isso fora a questão do machismo, de que não se deve levar desaforo para casa, além do caso das drogas, sobretudo o crack que, segundo a Polícia Federal, está hoje disseminado em todo o Estado, inclusive nas menores e mais distantes cidades.

CURTAS

Incólume

Uma das poucas pessoas no PT que têm um bom relacionamento com João Paulo e João da Costa, o vereador Josenildo Sinésio deixou a liderança do Governo na Câmara para cuidar de sua campanha à reeleição. Ele ganhou muitos elogios no PT por ter conseguido atravessar incólume a pior fase de João Costa que começou no rompimento com João Paulo e teve seu ápice neste inverno de alagamentos e transtornos.

Tucanos fortes

O PSDB tende a sair muito forte, entre as legendas oposicionistas, da eleição de 2012. Deve ter candidatos a prefeito em mais de 50 municípios com perspectiva real de eleger entre 25 e 30. Tende também a consolidar uma liderança metropolitana podendo eleger os prefeitos do Cabo, Ipojuca, Itapissuma e Jaboatão (nesses dois reeleição) e também o do Recife.

PT livre

O senador Humberto Costa tem dito aos pré-candidatos a prefeito pelo PT que o têm procurado que o partido vai ter candidatos majoritários em todos os municípios onde isso for possível, mesmo que em alguns este candidato possa não ser o mesmo indicado pelos demais partidos da base governista. Só tem feito, por enquanto, uma exceção: o município de Olinda onde a tendência é o apoio à candidatura à reeleição do prefeito Renildo Calheiros.
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