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As verdadeiras razões do bombarbeio em FBC.

{ Posted on 21:18 by Edmar Lyra Filho }
Poucas pessoas atinaram para alguns fatos que explicam o bombardeio da mídia sulista no ministro Fernando Bezerra Coelho. Não é apenas o interesse de desgastar o governo Dilma Rousseff, existem outros fatores bem mais relevantes.

O primeiro deles se dá pelo fato de Pernambuco ser o estado com maior nível de crescimento do Brasil. É interessante para o Sul do país perder o protagonismo econômico para o Nordeste? Claro que não.

O segundo ponto é a elevada aprovação do governador Eduardo Campos, do PSB, que é uma alternativa real a cansada dicotomia PT x PSDB, São Paulo x Minas Gerais. Seria interessante ter mais um presidente pernambucano? Óbvio que não.

Desgastar Eduardo Campos é a estratégia da mídia sulista no intuito de manter o abismo social e econômico existente entre o Nordeste e as demais regiões brasileiras.

No caso de Fernando Bezerra Coelho, está cada vez mais claro que não houve culpa do ministro. Existem trâmites, projetos a serem apresentados, etc. Ele apenas está servindo de bode expiatório para tentar desgastar o governador Eduardo Campos e evitar o salto nacional do socialista.

Cabe a Pernambuco e ao Nordeste não aceitarem esse jogo vil e leviano dos sulistas.

Ano começa com Dilma e termina com Eliana.

{ Posted on 14:31 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

O ano de 2011 começou sob o signo feminino, com a posse da primeira mulher eleita presidente do país, a gaúcha-mineira Dilma Roussef, catapultada para o mais alto cargo do país pela força do seu mentor político, o ex-presidente Lula.

Agora, o ano está terminando e é outra mulher que ocupa o noticiário nas vésperas do Natal e Ano Novo: a jurista baiana Eliana Calmon, que, mediante concurso público, chegou ao topo do poder judiciário, como ministra do Superior Tribunal de Justiça e corregedora do Conselho Nacional de Justiça.

Além da origem – uma nasceu no sudeste e a outra no nordeste – o que aproxima ou diferencia estas duas mulheres que, por caminhos diferentes, freqüentaram mais as manchetes dos jornais e do noticiário de TV do que qualquer homem do mesmo nível social e político das mesmas?

A presidente Dilma e a ministra Eliana, independente do que realizaram nos bastidores, apareceram aos olhos do país como pessoas dispostas a enfrentar os malfeitos no Poder Executivo e Judiciário. E, neste ponto, contribuíram para disseminar a impressão de que as mulheres agem de forma diversa dos homens já que antes delas, nem o ex-presidente Lula e nem qualquer jurista homem, teve atitudes parecidas.

A diferença mais forte entre as duas é que a presidente demitiu ministros que, antes de nomear, pelo menos em alguns casos, sabia serem pessoas de comportamento no mínimo suspeito, alguns já sendo investigados intramuros pelo Governo do qual ela foi uma das principais comandantes.

Já a ministra Eliana não contemporizou com ninguém. Embora sabendo do risco que esta operação poderia lhe trazer do ponto de vista pessoal, vem enfrentando, dia a noite, a força do corporativismo do Poder Judiciário que ela deseja ver expurgado dos que promovem malfeitos, como parece desejar a sociedade brasileira.

Sem meias-palavras, Eliana falou em “verdadeiros bandidos de toga”, referindo-se a membros do Poder Judiciário que, segundo ela, possuem patrimônio acima do que recebem pelos cargos que ocupam ou que estariam diretamente envolvidos no acobertamento de crimes.

Outra diferença é que a presidente, como política, não só passou a mão na cabeça e até aplaudiu ministros afastados sob suspeição, como parece estar agindo visando melhorar sua margem nas pesquisas de popularidade e com isso se fortalecer para continuar no poder, quem sabe pleiteando e conseguindo a reeleição.

A ministra Eliana parece agir com o simples desejo de ver o Brasil melhor e, como já repetiu diversas vezes - apesar de não estar conseguindo sensibilizar outros ministros de tribunais superiores - contribuir para limpar a imagem do Poder ao qual chegou por méritos próprios.

A presidente Dilma terá uma oportunidade para chegar ao patamar da ministra, mostrando-se decidida a melhorar o nível do Poder Executivo, independente do que possa vir a ocorrer nas próximas eleições.

Para isso vai precisar fugir do cerco dos partidos que escolhem ministros e transformam os ministérios em verdadeiros bunkers para proteger e enriquecer seus filiados e escolher uma nova equipe de folha corrida limpa e reputação ilibada.

Se assim agir, estará contribuindo, como já está fazendo Eliana, para colocar as mulheres em um patamar muito acima do que se poderia imaginar alguns anos atrás.

CURTAS

Bastidores

O deputado federal João Paulo pode não vir a ser o candidato do PT a prefeito do Recife mas pessoas próximas a ele confirmam que JP cumpriu todas as formalidades de bastidores para tentar chegar a isso. Teria tido, inclusive, uma conversa reservada com o governador Eduardo Campos se comprometendo a não ser candidato a governador em 2014 e apoiar o nome que o governador escolher.

Pioneirismo

O senador Jarbas Vasconcelos está curtindo, de forma especial, a escolha da conselheira Tereza Duere para presidir o Tribunal de Contas do Estado a partir de 2 de janeiro, sendo a primeira mulher a galgar tal posto. É que foi ele, como governador, que nomeou Tereza como conselheira do TCE, tendo avalizado seu nome junto aos deputados estaduais.

PSB em Olinda

O PT pode perder a vice na chapa do prefeito Renildo Calheiros, candidato à reeleição em Olinda. É que o PSB aproveitou o desgaste entre as duas legendas por conta das críticas feitas a Renildo pela deputada estadual Tereza Leitão e está pleiteando o lugar.

João Fernando se movimenta em Jaboatão.

{ Posted on 09:46 by Edmar Lyra Filho }
Nesta sexta-feira, (16), o pré-candidato João Fernando teve mais um dia de agenda em Jaboatão dos Guararapes. No Centro, encontrou-se no Recanto da Democracia com diversas lideranças e representantes de diversos partidos políticos.

Estavam presentes: Irineu, presidente do PTN; Abel, presidente do PR; Abelardo FIlho, do PTC e Cacau do Lote, presidente do PSDC. Os vereadores Neco (PSC), presidente da Câmara Municipal; Ricardo Valois (PT) e Sampaio (PR). Ex-vereado.res, como no caso de Telmo Oliveira. Roberto Gomes, vice-presidente do PSB de Jaboatão. Além de pré-candidatos ao cargo na Câmara Municipal em 2012. A conversa, como não podia deixar de ser, o futuro de Jaboatão em 2012.

João Fernando participa de confraternização do PTdoB.

{ Posted on 11:44 by Edmar Lyra Filho }
O deputado João Fernando Coutinho (PSB), pré-candidato a prefeito de Jaboatão dos Guararapes, participou nesta terça-feira da confraternização do Partido Trabalhista do Brasil, o PTdoB.

Estiveram presentes ao evento Belarmino (presidente do PTdoB) e Dr. Edson (Secretário-Geral do PTdoB) e os pré-candidatos a prefeito de Jaboatão deputado Cleiton Collins (PSC), Adelson Veras (PR) e Luiz Carlos Matos (PTB).

Na sua fala, o presidente Belarmino falou sobre os problemas de Jaboatão dos Guararapes como a situação dos mercados. Ele também sugeriu a união dos pensamentos para formar uma política da união, com oportunidades para todos. Já Adelson Veras contou que o melhor ataque é fazer uma política compartilhada. Já Luis Carlos Matos disse que o único adversário é o prefeito atual. Cleiton Collins discorreu sobre a alta do IPTU e a falta de fiscalização das obras que estão sendo mal executadas. "A chegada de João na disputa é importante. É um amigo, já mostrou que é competente". 

Carne Clandestina.

{ Posted on 19:38 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes   
Pernambuco continua crescendo mais do que o Brasil – como ocorre desde 2003 – apesar da crise econômica que se abate sobre a Europa e já macula o PIB brasileiro. O estado tem também comemorado sucessivos recordes de receita do ICMS ,principal imposto estadual,  desde que os novos investimentos começaram a se instalar em Suape.

Mas, há pouco mais de uma semana, freqüentamos uma preocupante notícia negativa a nível nacional : ficamos sabendo, em plena hora do jantar, que mais de metade da carne comercializada no estado e, evidentemente, consumida por aqui, é clandestina.

Antes de chegar à mesa dos pernambucanos a carne passa por matadouros infectos como o que foi mostrado  na cidade de Vitória de Santo Antão, coincidentemente, um dos municípios interioranos que mais tem conseguido atrair investimentos privados nos últimos tempos.

Em Vitória, constatou-se que um servidor do município colocava, ele próprio, um carimbo de “inspecionado” na carne que saia do matadouro, sem que tivesse qualquer qualificação para tal.

Pego de surpresa com a informação em cadeia nacional, o Governo agiu com celeridade e interditou diversos matadouros mas uma pergunta se faz de canto a canto do estado desde então: por que não se cuidou antes de livrar a nossa população de tão vergonhosa constatação?

Na verdade, não se pode exigir do executivo uma atuação em todos os campos mas, no caso da higiene do que nos é servido, caberia pelo menos a continuidade de um programa de grande repercussão na administração do ex-governador Jarbas Vasconcelos: a construção de novos matadouros para substituir os antigos.

Nos oito anos de mandato, Jarbas entregou mais de 20 matadouros novos no estado, dando preferência aos municípios de mais baixo IDH, onde as Prefeituras, às quais cabe manter os matadouros, não tinham condições de arcar sozinhas com as obras.

Também se atendeu a médios municípios e se priorizou a realização das obras em forma de consórcio, fazendo com que um matadouro servisse a mais de um município ao mesmo tempo.

Como o programa foi estancado, resultado da verdadeira mania nacional de não dar continuidade a projetos iniciados pelos antecessores, saiu perdendo a população e perdeu Pernambuco, estado para o qual se voltam os olhos dos investidores.

Embora os matadouros, como se disse acima, sejam de responsabilidade dos municípios, é quase impossível que os prefeitos, cada vez mais premidos pela redução do Fundo de Participação motivada pelas constantes medidas do Governo Federal para beneficiar a industria de automóveis e eletrodomésticos, tenham condições de sozinhos resolver esta equação.

Cabe, evidentemente, uma providência urgente neste campo mas, por enquanto, a Adagro, agência estadual responsável pela fiscalização do setor, tem cuidado apenas de constatar o problema.

A secretaria da agricultura, que deveria tomar as providências para nos livrar do vexame, nenhuma medida objetiva tomou até o momento. Ou, pelo menos, se tomou não comunicou à nossa população.

CURTAS
Novo candidato -
Petistas de diferentes tendências não escondem, em conversas reservadas, a descrença na possibilidade do prefeito do Recife, João da Costa, ser candidato à reeleição. As apostas são feitas, em primeiro lugar,  no nome do senador Humberto Costa e, em segundo lugar, no do secretário e deputado federal Maurício Rands. João Paulo, da mesma forma que João da Costa, não teria chances de ser ungido pois veta o prefeito e o prefeito o veta. Ficam no 0 x 0.

Mesma moeda - Ao contrário do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que fez parcerias com João Paulo (Recife) e Luciana Santos (Olinda) e nunca cobrou dos dois qualquer reciprocidade, o governador Eduardo Campos tem mostrado que, não só deseja que os prefeitos dos municípios beneficiados por obras estaduais  reconheçam publicamente isso, como quer vê-los fazendo parte de sua base.

Olinda – O PSB tinha demonstrado até agora que, em pelo menos um município metropolitano era certa a sua preferência por um aliado, no caso o PCdoB. Nos últimos dias, porém, os socialistas olindenses colocaram o bloco na rua e estão tentando se articular para oferecer uma alternativa ao partido na eleição do próximo ano. Teria recebido do PSB estadual a ordem para se mexer até o final de março. Se conseguirem chegar lá com um nome competitivo podem ter o apoio do Palácio, senão o governador continuará apoiando Renildo.

O Egoísmo do PSB - O partido das estrelas‏.

{ Posted on 23:33 by Edmar Lyra Filho }
Por Moraes de Carvalho*.

Nesta semana anterior, vimos uma grande notícia nacional - a reeleição por aclamação "sem concorrentes" do Governador de Pernambuco para presidente da executiva nacional do Partido Socialista Brasileiro.

Com a presença de várias personalidades políticas do partido e também de outros partidos, o PSB - da mesma forma como o Partido dos Trabalhadores PT, revela seus intentos para 2014 - emplacando ai quem sabe, a candidatura de Eduardo Campos para Presidente do Brasil com uma coligação com o PSD - "partido de aluguel" pelo qual foi criado por Gilberto kassab, sem nenhum voto nas urnas e no entanto uma enxurrada de políticos de todo Brasil, tantos vereadores, deputados, prefeitos - dos quais eram filiados em outros partidos, migraram para legenda.

Mas será se o PSB - do qual Ciro Gomes tem mais experiência, com duas candidaturas para Presidente, além do mais é bem mais conhecido nacionalmente do que Eduardo Campos - será se o Brasil trocaria o voto à Serra, Ciro Gomes, Aécio Neves, Geraldo Alckmin - por um novato nacionalmente?

Mesmo sabendo eu que Pernambuco tem uma das mais fortes e mais bem articuladas políticas do Brasil, pelo qual, o próprio Luíz Inácio Lula da Silva, saiu do ventre desta terra, que se dividem em Zona da Mata, Agreste, Sertão e Litoral.

O PSB - objetiva, no seu mais interior, na verdade é "tomar o poder do PT" ou falando menos acentuadamente - ir para a Presidência do Brasil.

Será se as intenções de Eduardo Campos, que ganhou as eleições em Pernambuco para governador com mais de 80% dos votos - uma vitória esmagadora contra Jarbas Vasconcelos, do qual já estava no poder a muito anos, será se o Partido dos Trabalhadores tem algum plano B para anular os intentos do PSB, e mais, será se o PMDB já teria articulado um plano para compor uma aliança com o PSB ou frustrar as nobres intenções de Eduardo Campos?

Prefiro particularmente Ciro Gomes como Presidente do Brasil, em 2014.

E onde vai entrar as "injustas" intenções do secretário de Habitação da Prefeitura do Recife Sebastião Rufino, à mando do Governador Eduardo Campos e com a anuência de FBC em querer tomar um mandado legítimo e correto, pelo qual nem o Ciro Coelho jamais obteve 30 mil votos fechados para Deputado Estadual somente em Petrolina.

A família coelho de Petrolina sabe, como eu sei muito bem disto, somente uma pessoa como Fernando Bezerra Coelho "o pai e não o filho" teria capacidade para governar Petrolina com maestria.

Mas o ministro e futuro ex ministro, não tem mais seu domicílio eleitoral em nossa cidade Petrolina PE e além de ser um ato de abandono, seria mais desastrado ainda, colocar o filho como futuro prefeito, pelo qual não tem nenhuma preparação política, para assumir tamanha responsabilidade.

Mas o Dep. Odacy Amorim que foi soldado de FBC - herdou um pouco da forma de governo de FBC, basta olhar os seus 2 anos de governo e comparar aos 4 anos de Júlio Lóssio - e veremos, como Petrolina desenvolveu em apenas 2 anos, míseros 2 anos somente.

Tenho certeza, que a mudança já começou. Em 2012, teremos diversos candidatos a Prefeito de Petrolina.

Nunca mais, nunca mais, nunca mais, a família coelho voltará ao comando da Prefeitura de Petrolina, se não formar uma liderança igual ou superior ao de Fernando Bezerra Coelho, e Fernando Filho não é esta liderança.

Mas graças a Deus, que o PSB rejeitou a estrela de Odacy Amorim, quando era socialista e achando Eduardo Campos, que detinha o comando por completo do PSB, Odacy Amorim - com sua atitude corajosa e poderosa, revelou para todo o Brasil que o PSB é tão frágil quanto o PT.
*Presidente do Diretório Municipal do PSDC de Petrolina.

A oposição recifense dorme no ponto.

{ Posted on 21:46 by Edmar Lyra Filho }
Quando o ex-deputado Raul Jungmann decidiu lançar a Mesa da Unidade, imaginei que poderia ser uma boa alternativa para a oposição se unificar e apresentar uma alternativa real de poder na cidade do Recife.

A ideia da Mesa da Unidade é boa. Porém, o conteúdo tem sido fraquíssimo, a forma também. A grande comprovação de que a Mesa da Unidade não tem consistência é que existem quatro pré-candidatos: Os deputados federais Mendonça Filho (DEM) e Raul Henry (PMDB), o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) e o ex-deputado federal Raul Jungmann (PPS). Isso sem contar com balões de ensaio que muitos fazem como a pré-candidatura da vereadora Priscila Krause (DEM) e do deputado federal Bruno Araújo (PSDB). No caso, a oposição tem seis pré-candidaturas. Umas formalizadas e outras menos formais.

Seis pré-candidaturas num campo que perdeu a prefeitura do Recife em 2000, 2004 e 2008, o governo do estado em 2006 e 2010, e a presidência da república em 2002, 2006 e 2010, é muito para quem tem pouca perspectiva de poder.

A oposição sofre de um mal que até agora não entendeu. Primeiro é que sua unidade é de fachada, são diversos candidatos a salvador da pátria e ninguém se entende. Segundo é que nomes já testados e reprovados nas urnas por mais de uma vez, insistem em disputar eleição majoritária, vide o deputado Mendonça Filho (Governo em 2006 e Prefeitura em 2008) e o ex-deputado Raul Jungmann (Prefeitura em 2004 e Senado em 2010).

A oposição precisa entender que os únicos nomes capazes de disputarem uma eleição majoritária com perspectivas reais de vitória são o deputado federal Raul Henry e o deputado estadual Daniel Coelho. O primeiro porque só disputou uma majoritária como cabeça de chapa saindo maior do que entrou, figura nas pesquisas com bons números e grande potencial de crescimento. O segundo é a essência da renovação da oposição, tem bom discurso e não está atrelado a situações que foram amplamente rejeitadas pela população recifense e pernambucana, como o fato de fazer parte de governos anteriores por exemplo.

Não bastasse a indefinição das candidaturas, a oposição não tem discurso. Não tem propostas para o Recife. Questões como trânsito, meio-ambiente, capacitação profissional, geração de emprego e renda, combate às drogas, etc. Nada disso foi apresentado, e ao que me consta, sequer foi iniciado um debate para elaborar um programa de governo.

Sem as máquinas municipal, estadual e federal, o grande trunfo da oposição é se contrapor ao projeto de João da Costa, conhecidamente rejeitado pela população e pelo modo PT de governar, que também segue desgastado. Para isso, deveriam entender aquele velho ditado e colocá-lo em prática: quem é coxo, parte cedo.

Portanto, o primeiro passo seria definir seu candidato ou seus candidatos (no máximo dois) e em sintonia com esta definição, designar seus melhores quadros para elaborarem programas de governo para áreas importantes como saúde, habitação, educação, mobilidade urbana, etc. O último e não menos importante passo seria realizar pesquisas qualitativas para afinar o discurso com os anseios da população. Quando chegassem em março, prazo extra-oficial de definição de candidaturas, a oposição teria candidato, unidade de fato, discurso e projeto para o Recife.

Vale salientar que pesquisas mostram que o recifense rejeita o atual prefeito, mas quer continuar com um prefeito que tenha o mesmo perfil do governador Eduardo Campos, talvez isso explique o lançamento da candidatura do socialista Fernando Bezerra Coelho.

Se a oposição não acertar o passo, corre sérios riscos de ver o PT sair da prefeitura, mas continuar na oposição, dessa vez tendo um PSB robusto e que teria plenas condições de se manter no poder por muitos anos.

Quando os caciques oposicionistas irão acordar? Em janeiro de 2013?

Dilma sabia?

{ Posted on 22:16 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes*

Desde que começaram as denúncias de corrupção no Ministério da presidente Dilma, o Palácio do Planalto cuidou de vazar para a imprensa que a presidente estava fazendo uma faxina, ou seja, livrando-se da sujeira.

Embora isso possa respingar no ex-presidente Lula, já que todos os ministros demitidos passaram pelo seu crivo e alguns já cometiam irregularidades em sua administração, essa seria a melhor forma de evitar que, já no início do seu mandato, a presidente se desestabilizasse com a reação em cadeia que viria, como veio, com denúncias, seguidas de afastamento dos cargos no mais alto escalão.

Com a queda do quinto ministro por suspeita de envolvimento com a corrupção esta semana o que se pergunta neste momento é se a presidente sabia ou não sabia das denúncias antes de fazer as nomeações.

Embora não tenha um passado bem recomendável neste aspecto – ainda pré-candidata negou que tivesse pressionado a funcionária da Caixa Lina Vieira a livrar a cara da família Sarney e até que a tivesse recebido, o que seria desmentido depois – Dilma no caso de pelo menos um dos cinco ministros demitidos deixou evidente que existia culpa no cartório.

Se o PC do B, como bradou o já demissionário ministro Orlando Silva em comerciais de TV esta terça-feira, trouxe a Copa e a Olímpíada para o Brasil, como justificar que o Palácio do Planalto tenha criado uma Autoridade Pública Olímpica para cuidar mais ativamente da infraestrutura para a Copa?

Apontada no início como um mimo para o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a Autoridade Pública Olímpica foi na verdade uma maneira de manter o ministro cuidando dos esportes mas passando longe – até enquanto se possa acreditar nisso – dos bilhões a serem investidos em estádios e obras de mobilidade.

Envolvido até o gogó com as ONGs criadas - pelo que se sabe até agora - por militantes do PCdoB que recebiam milhões para desenvolver atividades esportivas nem sempre concretizadas, Orlando Silva, na verdade, ou como secretário-geral, na gestão de Agnelo Queiroz, ou como ministro, teve suas atividades investigadas pelo TCU que apontou irregularidades em diversos contratos.

Ministra mais próxima do presidente Lula, conhecida como uma “gerentona”, Dilma deveria conhecer, pelo menos no geral, do que se tratava.

E passou recibo ao criar a Autoridade Pública Olímpica. Isso ninguém pode negar.

Esta claro, portanto, que Dilma se submeteu ao comando de Lula, sem se importar com o que poderia vir depois. Se quisesse pelo menos os nomes poderia ter substituído. Outras pessoas do PCdoB foram lembradas lá atrás para o Ministério dos Esportes mas Orlando Silva foi confirmado ministro, embora tenha sido acusado até mesmo da atividade prosaica de uso do cartão corporativo para comprar tapiocas.

O que virá depois dessa faxina é difícil saber. Uma coisa, porém, parece clara: a liberdade de imprensa, que o PT tentou macular, é a maior arma da democracia e é ela que vem permitindo levantar o tapete e tirar de baixo dele o desvio de dinheiro público orquestrado pelo PT e pelos partidos coligados.

A faxina não é de Dilma. Esta sendo feita pelos jornalistas e pelos órgãos de imprensa que souberam resistir às pressões que receberam para calar a boca.

Não se sabe se Dilma , caso tivesse o mesmo carisma de Lula, cuidaria, como ele fez, de livrar a cara dos acusados e jogar a culpa na imprensa.

Mais fraquinha, Dilma tem seguido o figurino. Provado o malfeito, tira o ministro do cargo, antes que se contamine.

CURTAS

Operação de guerra

O Palácio das Princesas fez uma bem planejada operação para fortalecer o PSB no interior do estado com vista às eleições de 2014. Não foi à-toa que deslocou Aluísio Lessa para a Mata Norte, Sebastião Oliveira para o Sertão e Antonio Dourado para Garanhuns, no Agreste Meridional. No Agreste Setentrional já conta com dois grupos em Caruaru e na Mata Sul, destinada a João Fernando Coutinho, a união das famílias Coutinho e Magalhães em Palmares já é suficientemente forte.

PTB na área

A briga de foice que se avizinha entre os candidatos Sebastião Oliveira(PR) e Luciano Duque (PT) pela prefeitura de Serra Talhada acabou fortalecendo o PTB na disputa. Liderado pelo deputado estadual Augusto César, o partido deve lançar como candidato a prefeito o Dr. Fonseca, recém-saído do PT. Com cerca de 15 mil votos tradicionamente na cidade, o PTB ou vence a disputa, ou dá a vitória para o lado que apoiar.

PT nos trinques

A propaganda estadual do PT na TV, recorrendo às figuras de Lula e Dilma, reforça a tese que vem sendo defendida pelo senador Humberto Costa de que o desenvolvimento de Pernambuco é obra não só do PSB mas do PT, como ele deixou claro na primeira entrevista após as escaramuças na Frente Popular por conta do embate iniciado em Petrolina. O governador Eduardo Campos só apareceu na inserção de João da Costa porque aí os petistas precisam do governador para alavancar a figura do prefeito mal avaliado.

*Terezinha Nunes é jornalista, foi deputada estadual e escreve para o Blog de Edmar Lyra.

Para o senador Armando Monteiro a Frente Popular deve ser mantida e plural.

{ Posted on 19:01 by Edmar Lyra Filho }

Após reunir-se com o deputado Pedro Eugênio (PT) na tarde desta segunda-feira, o senador Armando Monteiro (PTB) defendeu a continuidade da Frente Popular de Pernambuco dizendo que ela não foi constituída para atender a “interesses eleitorais episódicos”.

Eis a íntegra de sua entrevista:

Sobre a Frente Popular: “Eu acho que a iniciativa de Pedro Eugênio deve ser entendida como uma disposição que ele afirma, e que nós reconhecemos, com os compromissos e as responsabilidades que temos, com a manutenção desta Frente, que não foi feita ou criada apenas para atender a interesses eleitorais episódicos. Ela foi feita porque dá suporte a um projeto que vem mudando a vida de Pernambuco para melhor, como Pedro disse. Então nós temos responsabilidades, que é preservar a Frente”.

Sobre a pluralidade de opiniões dentro da Frente: “Agora, há um episódio recente neste processo eleitoral que revela muito bem a importância de você considerar que, na pluralidade das forças políticas do Estado, todos têm espaços próprios que somam, do ponto de vista político, para o fortalecimento desta Frente. Por que é que esta chapa de 2010 foi tão exitosa do ponto de vista do desempenho eleitoral? Porque houve a compreensão, na engenharia política, na montagem da chapa, graças à sensibilidade do governador Eduardo Campos, de que você precisava agregar estas forças, que são forças que têm suas identidades, suas trajetórias. Então, reconhecer estas identidades e estas diferenças é algo importante para a manutenção da própria Frente. Eu acho que nós todos temos este compromisso, como homens públicos, com as responsabilidades que temos, de preservar a Frente e garantir espaços de sobrevivência no interior desta própria Frente. Espaços de convivência política, democrática. Quer dizer, há espaços que são de cada um, espaços do PT, espaços do PTB. E nós temos que ter a capacidade política de não fazer com que eventuais divergências municipais e locais comprometam este espírito que nós temos, e as responsabilidades que temos, na construção e manutenção desta Frente”.

Partidos políticos não são seitas: “Somos presidentes exatamente por isto, ou seja, porque temos responsabilidade de poder conduzir com ponderação e com equilíbrio nossas legendas, que é o que nos compete. Agora, os nossos partidos não são seitas. Ou seja, há nos nossos partidos pessoas que têm suas características, suas maneiras de se expressar. Eu vou falar pelo deputado Silvio Costa por ser do meu partido. Ele tem um estilo próprio, uma maneira própria. E quero ser até justo, pois nas suas duas últimas entrevistas, o deputado Silvio Costa tem feito questão de dizer que sua posição não é necessariamente a do partido e que quem fala pelo partido é o presidente do PTB. Ele tem dito isto nas entrevistas. Então, às vezes ele pode fazer uma avaliação que não corresponde à do partido. Agora, o nosso partido não pode proibir um deputado federal, uma liderança, de se manifestar. Ele pode e tem se manifestado sobre estas questões. Mas eu acho que nós, que temos a responsabilidade como dirigentes, Pedro do PT e nós do PTB, temos que ter mesmo esta ponderação, este equilíbrio.

Pedro Eugênio – Nós temos os porta-vozes naturais que são os presidentes. Não é à toa que estamos aqui. E essas conversas que vamos continuar tendo, conversas bilaterais, eu acho que vai chegar o momento de temos reuniões envolvendo vários presidentes, mais adiante. Inclusive combinamos aqui de iniciarmos conversas entre pessoas que vamos delegar, pessoas da direção do partido, para tratar das questões municipais, da construção das alianças municipais, este dia a dia da construção das alianças locais. Quer dizer, este processo todo nós vamos construindo, e quem fala pelo partido, quem tem a palavra pelo partido, é o presidente. Quanto a isto não tenha dúvida. Agora, como disse Armando, nós temos deputados federais e deputados estaduais, lideranças sociais e sindicais, que têm acesso à imprensa e têm legitimidade, representatividade, para se expressar. Nós vivemos um momento recentemente (prazo para filiações) em que as questões municipais se colocaram com muita força, e isto trouxe à tona disputas locais que são muito acirradas. Vamos reconhecer que estas disputas locais elevam a temperatura. Então não vamos tomar a parte pelo todo. São coisas localizadas. De repente aquilo gera uma tensão, um atrito entre A e B, e isto não tem um impacto sobre a Frente que aparentemente pode parecer ter.

Espaços de convivência dos partidos e os casos Petrolina e Serra Talhada

Pedro Eugênio – Nós do PT temos absoluta convicção, e nossos partidos aliados sabem disso, que nestes dois processos (Petrolina e Serra Talhada) nós não agimos no sentido de atrair os quadros políticos para o PT. Ocorreram fatos que fizeram com que eles tomassem a decisão de sair de seus partidos de origem, respectivamente do PSB em Petrolina (Odacy Amorim) e do PR em Serra Talhada (Luciano Duque). E a partir desta decisão já tomada, solicitaram o ingresso no PT. É evidente que, localmente, mesmo seguindo-se este roteiro, surgiram atritos, surgiram insatisfações. Mas a verdade tem muita força e nós temos absoluta convicção de que não nos faltou lealdade para com os partidos que são nossos aliados. E isto então tende a se acalmar, tende a passar.

Armando Monteiro – Primeiro, há o momento da filiação. Porque quando há lideranças expressivas que se movimentam no sentido de sair de um partido e ir para outro, é claro que isto já sinaliza a disposição de pré-candidatura. Mas o fato é que candidaturas só existirão nas convenções. Há um longo tempo para que você construa ou que faça um exercício para tentar fazer composições onde for possível. Nos episódios que aparentemente tensionaram a relação, não identifico, nem no processo de Petrolina nem no de Serra Talhada, nenhuma ação indevida do PT. Há, sim, contradições nos partidos de origem, que já se expressavam, já estavam indicadas. No caso, por exemplo, de Petrolina, nós sabemos que desde 2008 há problemas no PSB, que ao final terminaram até traduzindo-se no próprio resultado eleitoral, que ocorreu na eleição passada. Então estas contradições não são novas, nem foram criadas agora por conta de um convite do PT, que nem existiu. Agora, as lideranças devem ter a liberdade de procurar os seus caminhos. E, curiosamente, nestes casos, nós estamos tendo sempre como destino partidos da própria aliança, da própria Frente.

Pedro Eugênio – Em Serra Talhada nós perdemos o Dr. Fonseca Carvalho, um quadro da melhor qualidade, para o PTB. Foi uma contradição gerada no PT, por conta da entrada do Luciano Duque no PT. O Dr. Fonseca se sentiu desconfortável e migrou para o PTB. E nem por isso nós entendemos que o PTB aliciou o Dr. Fonseca. Nós entendemos que ele se sentiu desconfortável e migrou para um partido da Frente. Agora, é importante lembrar que estas todas são pré-candidaturas, nomes que são colocados, mas agora é que nós vamos começar o processo de discussão sobre como vão se dar as alianças locais. Nós não estamos ainda com candidaturas estabelecidas.

Sobre a conversa com o PSB

Pedro Eugênio – Será tranquila também. Nós já estamos agendados com Milton Coelho na sexta-feira. Eu falei com ele por telefone longamente, eu estava em São Paulo quando conversei com ele agendando para a sexta-feira. Só não agendei antes porque ele viajou para São Luís, cumprindo uma agenda partidária, e eu viajo amanhã para Brasília, e ele só volta na quinta, então só deu pra agendar na sexta-feira. Nós não definimos ainda o local. Mas será ou no PT ou no PSB. E eu acredito que será tranqüila também, será uma conversa tranqüila porque as questões de conflitos que existem, repito, são questões pontuais, que surgiram por conta desse processo municipal e que nós vamos administrar da mesma forma que estamos administrando com os outros partidos.

Sobre a eleição do Recife

Armando Monteiro – Se eu pudesse resumir a essência desse processo que a gente tratou aqui, tem duas coisas. As questões locais vão ser tratadas no seu momento próprio. É claro que a questão do Recife é uma questão importante, pelo que o Recife representa. Conversamos também um pouco sobre essa coisa do Recife, que, ao que tudo indica, nesse momento, há uma indicação de que há setores dos nossos partidos e de outros partidos da Frente cogitando de candidaturas próprias. É ainda, como eu disse, algo embrionário. Agora, dessa nossa conversa tem duas coisas que eu considero importantes. Uma, é a nossa visão de que a manutenção da Frente é importante para Pernambuco e que nós não podemos, por nenhuma questão de natureza local, ainda que ela seja magnificada, nós não podemos pôr em risco a manutenção dessa Frente que é tão importante para Pernambuco. E a segunda é a compreensão de que uma Frente pressupõe a existência de forças que não são necessariamente idênticas. Ou seja, tem que haver espaço para essa pluralidade, essa diversidade. Uma Frente é formada não por iguais. Uma Frente é formada por forças que convergem em nome de objetivos comuns, que não são necessariamente idênticas nem iguais. Então, nós para convivermos numa Frente precisamos ter a compreensão, primeiro, de quais são os objetivos dela. E nós temos a compreensão de que os objetivos maiores se situam na linha do que é importante para Pernambuco. E, segundo, a compreensão de que nós, na Frente, não somos iguais; temos, legitimamente, direitos a aspirar espaços… Agora, precisamos entender isso e temos a obrigação de conviver com essa compreensão.

Sobre a precedência do PT no Recife

Pedro Eugênio – O PT no Recife reivindica, primeiro, que nós façamos um esforço para termos uma candidatura unitária no Recife. Isso é um ponto que nós hoje tocamos rapidamente, é a primeira conversa, nós queremos ter muitas conversas pela frente. E nós entendemos que isso se dê em torno da candidatura do PT. Tem muitos pré-candidatos, é natural, é legítimo que os partidos se coloquem com pré-candidaturas, mas é dentro desse contexto, tendo PT à frente da Prefeitura do Recife, que nós do PT entendemos que nós devamos continuar à frente da Prefeitura e vamos fazer um esforço para manter a Frente em torno da candidatura do PT.

Armando Monteiro – A precedência se traduz inclusive na seguinte compreensão: de que o PT, a rigor, já tem candidatura no Recife. É o único partido que, a priori, já tem candidatura no Recife. E por que tem? Porque, sendo a prefeitura governada pelo partido, a noção de precedência é essa, admitir a candidatura do partido. As outras são pré-candidaturas.

Sobre a entrada do PSB nos municípios

Pedro Eugênio – É legítimo que todos os partidos coloquem no tabuleiro suas peças em todos os municípios. É absolutamente legítimo. Nós vamos agora conversar com todos os partidos, cada um tendo se colocado nos municípios, de forma legítima, para construirmos, com a maior responsabilidade possível, as condições de manutenção da nossa Frente. Evidente que em alguns municípios isso não será possível, vamos concorrer, bater chapa. Em outros municípios, vamos estar com a Frente constituída, com as alianças constituídas. O importante é que façamos um grande esforço para que a Frente esteja consolidada, ela prevaleça, porque evidentemente, trata-se daquela velha questão da dialética, da quantidade versus qualidade. E para que a Frente permaneça, nós teremos que ter, no conjunto do Estado, um conjunto de municípios importantes, e isso passa pelo Recife e pelos municípios de maior expressão, aonde a permanência da Frente se reflita.

Sobre o papel do governador Eduardo Campos na condução da Frente?

Armando Monteiro – Eu acho que essa questão diz respeito mais aos presidentes dos partidos. O governador só deve intervir nisso em situações, eu diria, que sejam muito, não vou dizer extremas, acho que quando tivermos realmente algo que justifique. Até lá, eu acho que o governador vai estar acompanhando, vai estar atento, vai estar, certamente, estimulando esse diálogo entre os partidos e vai ter sempre um representante do partido dele. Mas acho que o governador tem aí a sua agenda administrativa, as suas responsabilidades, não se pode também colocá-lo numa análise de situações de disputas. Quando for necessário, nós não vamos ter nenhuma dificuldade de conversar com o governador, como nunca tivemos, quando foi necessário. Acho que, por enquanto, tem que ser um esforço dos partidos, dos dirigentes partidários.

PMDB e PSB e os estilos de Jarbas e Eduardo.

{ Posted on 11:16 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

As alianças políticas vão e vêm, ao sabor das conveniências dos partidos e dos seus líderes. Se servem, porém, para eleger prefeitos, governadores e presidentes das legendas hegemônicas na ocasião em que são formadas, nem sempre se tornam, com o correr do tempo, adequadas para o partido principal, aquele que as protagonizou.

Foi assim em Pernambuco quando a União por Pernambuco foi formada em torno do PMDB e do seu líder, o senador Jarbas Vasconcelos. Para garantir a unidade do bloco, Jarbas, extremamente cuidadoso e, por vezes, muito tolerante, permitiu que os partidos coligados, em especial o DEM e o PSDB, crescessem mais do que o PMDB.

O resultado se viu depois. O PMDB, ao invés de crescer, ficou menor e, hoje, apesar da cadeira no Senado, só tem um deputado federal, Raul Henry, e um estadual, Gustavo Negromonte.

A lição parece ter sido aprendida pelo governador Eduardo Campos que, além de um poder bem maior do que o de Jarbas, tem um estilo totalmente diferente e costuma enfrentar os adversários com a força de um trator.

O PSB, que quase se extinguiu quando perdeu a eleição para Jarbas, chegou à eleição de 2006 tão pequeno que, no início da disputa pelo primeiro turno, o então candidato a governador, Eduardo Campos, mal tinha quem o recebesse no interior e não conseguia reunir multidões nem mesmo em Caruaru, onde foi buscar seu candidato a vice, João Lyra Neto.

O PT, embalado pela liderança de Lula, fazia seu candidato, Humberto Costa, crescer a olhos vistos. Quando, por exemplo, houve a denúncia sobre os Vampiros, Humberto já ameaçava o líder das pesquisas, o então governador Mendonça Filho.

Quando Eduardo chegou ao segundo turno, em cima do desgaste de Humberto, a força de Lula se transferiu para ele e acabou eleito governador. O resto da história todos conhecem.

Agora, depois de encerrado seu primeiro mandato e sonhando em fazer o sucessor, Eduardo não parece disposto a ceder o lugar para um partido aliado, como fez Jarbas, e, nos últimos dias, os acontecimentos que enchem as páginas dos jornais demonstram que o PSB não se contenta apenas em exercer o poder por oito anos. Quer mais.

O governador cuidou de também montar uma válvula de escape para não parecer que seu partido estava subtraindo quadros demais da base aliada ou da oposição. Para isso cuidou de ajudar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a montar o PSD, hoje uma linha auxiliar do PSB no estado.

O bloco que se formou na Câmara Municipal entre o PSB e o PSD, montado em plena luz do dia pelo líder do Governo na Assembléia, o deputado Waldemar Borges, já maior do que a bancada do PT, deixa o partido dos trabalhadores a depender do Palácio até nas votações mais simples dos projetos enviados pelo prefeito.

Em 2014 pode até ser que o governador seja convencido a escolher um candidato à sua sucessão que não seja oriundo do PSB mas parece difícil, a esta altura do campeonato.

O PT e o PTB, que já têm seus pré-candidatos, os senadores Humberto Costa e Armando Monteiro estão sentindo na pele esses dias que mais problemas virão e vão precisar de uma extrema habilidade se desejam continuar na base governista.

CURTAS

Garanhuns

Quando era governador, o senador Jarbas Vasconcelos viu sua hegemonia no município de Garanhuns se esvair ao construir um presídio feminino sem consultar a população. Agora o governador Eduardo Campos experimenta grande desgaste na cidade, onde teve 93% dos votos em 2010, depois que o prefeito de Lajedo, Antonio João Dourado, se declarou pré-candidato a prefeito de Garanhuns com as bênçãos do Palácio.

Preferido

O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, deve ser mesmo o preferido pelo governador. Passou o fim da mudança de domicílio e Olinda foi o único município grande da Região Metropolitana para onde nenhum socialista se mudou em condições de participar das próximas eleições.

Calados

O PTB, que perdeu muitos quadros antes de vencido o prazo de filiação para os candidatos às eleições de 2012, continua calado. Era o que tinha mais a reclamar, se esse fosse o desejo dos seus integrantes mas os trabalhistas permaneceram mudos. Ou vão continuar assim ou deixaram para explodir mais na frente.

Política em Pauta.

{ Posted on 14:38 by Edmar Lyra Filho }


Ouça o nosso comentário sobre a semana política em Pernambuco.

Prefeito de Tabira denunciado por uso da máquina pública.

{ Posted on 16:50 by Edmar Lyra Filho }
O Blog do comunciador Nill Júnior, apresentou agora a tarde com exclusividade, os principais documentos anexados pelo promotor Leôncio Tavares na denúncia que pede perda de direitos políticos do prefeito Dinca Brandino (PSB) por excesso de contratações foi enviado pela própria prefeitura ao Ministério Público. É uma lista de contratados da Prefeitura obtida com exclusividade pelo blog (Nill Júnior) com observações que segundo o MP, provam que o critério de indicações foi meramente político. Sem perceber, a lista foi enviada como sendo oficial, sem que tenham sido percebidas observações de cunho político.




Na lista, casos como o de Isabel Cristina, moradora da Cohab. Ao lado dos dados da pretendende a um emprego da Prefeitura, consta a informação de que ela “trabalhou no porta-a-porta”. Professora, Isabel solicitava ensinar em uma turma de primeira série ou creche. Moradora de Fátima II, Maria do Socorro Olegário tinha como principal justificativa para obter um cargo “ser irmã de Isabel que trabalhava na campanha”. Há também mais de um caso onde a ordem partiu do próprio prefeito Dinca. Dentre os casos, o de José Hélio da Silva, o “Neguinho”. Na sua solicitação de emprego, a justificativa : “trabalhou na casa de Dinca”.





O promotor Leôncio Tavares Dias está acionando a Prefeitura de Tabira por improbidade administrativa. E mais, pede a cassação do Prefeito Dinca Brandino, do PSB. A alegação é a de excesso de contratações temporárias infringindo a princípio do concurso público.

Tabira tem 494 contratados contra 444 funcionários concursados. Diz a ação : “É uma absurda desproporção e uma burla ao princípio do Concurso Público”. Ao final, alegando descumprimento doloso (intencional) à constituição Federal e da Lei Municipal 019/97, pede a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e proibição de contratar novas pessoas.

Falando sábado ao programa Institucional da Prefeitura na Rádio Comunitária Tabira FM, o prefeito Dinca Brandino(PSB) afirmou que ainda não foi notificado pelo MP sobre o pedido de cassação pelo município de Tabira ter hoje 494 contratados contra 444 funcionários concursados.
Ele estranhou a notícia ter sido divulgada pela imprensa antes mesmo dele saber. O gestor atribuiu a ação à iniciativa da oposição que não gosta de Tabira. “Contratei as pessoas para trabalhar na prefeitura e os adversários foram a justiça cobrar a demissão”, disse. Ele afirmou também que há outros casos no Pajeú, citando notificação ao prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares, por não criar o Procon. “Também pediram perda do mandato dele, e ele ainda não saiu. Continua no cargo”, disse.

PT dá tiro no pé.

{ Posted on 22:59 by Edmar Lyra Filho }
Com a proximidade do fim do prazo de filiações para quem quiser disputar as eleições do próximo ano, já podemos chegar a algumas conclusões.

O PT está querendo se desvencilhar da Frente Popular no intuito de se viabilizar para disputar o Palácio do Campo das Princesas, mas age de maneira equivocada. O equívoco do PT se dá pela sua principal vitrine: a prefeitura do Recife.

Com uma avaliação relativamente baixa, o prefeito João da Costa teria condições de disputar a reeleição por conta da oposição que não conseguiu mostrar um projeto viável de poder na cidade.

Porém, com a ruptura ensaiada pelo PT, a tendência é que o PSB de Eduardo Campos não mais avalize a candidatura de João da Costa e opte por lançar uma candidatura própria.

As movimentações do PSB ficaram claras, se filiaram ao partido de Eduardo os vereadores Vicente André Gomes, Estéfano Menudo e Inácio Neto, que se juntam aos já socialistas João Arraes e Marília Arraes.

O PSD de André de Paula e apêndice do PSB filiou quatro vereadores: Maré Malta, Romildo Gomes, Gilvan Cavalcanti e Sérgio Magalhães.

Com esses partidos, Eduardo Campos já controla nove vereadores, o que significa tranquilamente 25% da composição da Câmara do Recife. Se considerarmos que Gilberto Alves (PTN) também é Eduardista de carteirinha, já são dez parlamentares.

Legendas como o PTC, o PDT, o PV, o PCdoB e outros partidos menores também seguem a orientação do governador, o que naturalmente garante pelo menos metade da composição da Casa José Mariano.

O que isso significa? Com a força da bancada eduardista na Câmara do Recife, o governador pode mandar e desmandar e criar problemas para o prefeito João da Costa.

Se a Frente Popular começar a ruir, o maior prejudicado é o PT.

Afinal, detém apenas a PCR, onde o prefeito é mal-avaliado e, sem o apoio do PSB, corre sérios riscos de não ser reeleito.

As demais prefeituras do partido são menores e não compreendem uma boa fatia do eleitorado. Se perder o Recife, o PT perde as condições de dar as cartas em 2014 e vai virar presa fácil.

Lançar candidatos em Petrolina, Olinda, Moreno, Paulista e outros locais comandados pela Frente Popular é equivocado.

Sem a força de Eduardo, o PT não vai a lugar nenhum.

Parece que os petistas, na sanha pelo protagonismo político, estão dando um verdadeiro tiro no pé.

A conquista e o embaraço de Ana.

{ Posted on 16:14 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Advogada, mãe dedicada, mulher batalhadora e muito bem votada nas eleições de 2010, a deputada federal Ana Arraes sentiu na pele os rigores do exílio que vitimou sua família, obrigando pai e irmãos a deixar o nosso país enquanto ela, casada com o escritor Maximiano Campos, era obrigada a permanecer aqui com receio constante de ser vítima de algum revés. Não só ela como o marido e os próprios filhos.

Por essas credenciais, Ana estaria apta a disputar uma vaga de ministra do Tribunal de Contas da União se esse fosse o seu desejo, como ela deixou a entender que era, a julgar pela forma como se plantou ao telefone e se dedicou a horas seguidas de reuniões em Brasília nos dois últimos meses.

Obteve a vitória, todos sabem, devendo ser a primeira mulher a chegar ao TCU na condição de ministra, o que seria uma honra para qualquer outra mulher brasileira, política ou não.

Mas, infelizmente, Ana sentará na cadeira tendo que explicar-se diante do exagero que foi a dedicação do seu próprio filho, o governador Eduardo Campos, a esta empreitada, deslocando-se de norte a sul para cabalar votos, numa disputa de vida ou morte.

Qual filho dedicado não fica satisfeito em trabalhar pela ascensão da própria mãe? Há, porém, que se conter o ímpeto de apelar ao tudo ou nada como se a candidata precisasse disso, não estivesse apta a recorrer à sua própria experiência de vida – e isso é um componente importante num cargo desses – ou profissional para chegar onde chegou.

O exagero do governador acabou tirando um pouco o brilho da conquista, em que pese o ineditismo da mesma.

Logo depois de fechada as urnas e apurados os votos, quando os amigos ainda a abraçavam e parabenizavam, Ana foi obrigada a responder à imprensa que a questionava sobre o fato de ter chegado ao TCU como mãe de um governador que a catapultou até o cargo mais alto e vitalício do tribunal.

Esta certo que as mulheres políticas – como bem demonstrou a jornalista Marisa Gibson em sua coluna no Diário de Pernambuco – ainda precisam da garupa dos homens para chegar a patamares mais altos, como foram os casos, por ela citados, da atual presidente Dilma e da própria Ana Arraes.

Com apenas uma diferença, dizemos nós. Dilma é uma cria política do ex-presidente Lula que não tem com ela nenhum vínculo de parentesco. Já no caso da Ana ela é mãe do governador que a ajudou a chegar lá.

Ao vê-la embaraçada e nervosa, defendendo-se na entrevista à imprensa da acusação de nepotismo, ficamos na torcida para que as mulheres cheguem a um lugar na política em que não precisem mais disso para mostrar o seu valor.

CURTAS

Sinésio sobe - Com a saída de Ana Arraes da Câmara dos Deputados e a confirmação de Severino Ninho como novo deputado federal, a primeira suplência da bancada governista fica agora com o vereador Josenildo Sinésio, do PT no Recife. Sinésio teve 35 mil votos em 2010 e Ninho dois mil a mais.

Astros explicam – O astrólogo Eduardo Maia, orientador do deputado federal João Paulo, corrige nota desta coluna na semana passada. Diz que não foi responsável pela indicação a João Paulo do nome de João da Costa: “quem sou eu para ter este poder?. “ Diz que seu trabalho foi fazer um estudo astral sobre o candidato e a campanha, após a escolha de João Paulo.

PSB na cabeça – Quem leu a entrevista do secretário Ranilson Ramos no final de semana ficou convencido de que em 2014 o PSB terá seu próprio candidato a governador. O PT e o PTB, que lutam para que os senadores Humberto Costa e Armando Monteiro conquistem os votos da base governista para suceder Eduardo, devem ter colocado as barbas de molho.

Os próximos passos de Eduardo Campos.

{ Posted on 14:34 by Edmar Lyra Filho }



Com a vitória de Ana Arraes para o TCU, todas as atenções são voltadas para a próxima cartada do governador Eduardo Campos no plano nacional. A primeira cartada depois da vitória contra Jarbas Vasconcelos ano passado foi incentivar Gilberto Kassab a criar o PSD.

Com a criação do PSD, Eduardo tem um aliado fiel para os seus projetos nacionais. E isso ficou comprovado na segunda cartada, que foi a vitória de Ana Arraes.

O próximo objetivo de Eduardo Campos é conquistar a presidência da Câmara dos Deputados com a união do bloco PSB/PSD e outros partidos como o PR de Inocêncio Oliveira que já se coloca como candidato a presidente daquela Casa.

Caso Eduardo Campos obtenha êxito, sobretudo, vencendo o PMDB do deputado Henrique Eduardo Alves que é candidatíssimo, o PSB tem plenas condições para reivindicar a vice na chapa da presidente Dilma Rousseff para substituir Michel Temer.

Caso não seja possível, Eduardo Campos vai para o tudo ou nada. Vai ser candidato a presidente da República pelo PSB. Tendo o apoio do PR e do PSD, buscando o apoio do PSDB, que hoje se vê inviabilizado para se contrapor ao PT e de outros partidos menores.

O governador de Pernambuco é inteligente ao extremo. Seu objetivo é dominar o Brasil. Para isso precisa correr riscos. Um líder corre riscos, foi assim em 2006, depois de seu grupo ter sido defenestrado de Pernambuco em 1998, foi assim na eleição do TCU e vai ser assim em 2014.

Quem viver, verá!

Ana Arraes é a nova Ministra do Tribunal de Contas da União.

{ Posted on 12:51 by Edmar Lyra Filho }


A Câmara dos Deputados elegeu Ana Arraes para o Tribunal de Contas da União, com 222 votos. O segundo colocado foi o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com 149 votos, Atila Lins (PMDB-AM), apenas 49.

Ana Arraes é a primeira mulher a ocupar o posto naquela Côrte.

No lugar de Ana Arraes, Paulo Rubem (PDT) foi efetivado como deputado federal, e assume como suplente Severino Ninho (PSB).

O governador Eduardo Campos demonstra força e com certeza o próximo passo é eleger em 2013 o presidente da Câmara dos Deputados e se fortalecer cada vez mais para um projeto nacional.

Coluna Gazeta Nossa terceira dezena de agosto.

{ Posted on 22:15 by Edmar Lyra Filho }
Eduardo Campos protagoniza 2012.


O governador Eduardo Campos anunciou recentemente algumas intervenções na mobilidade urbana do Recife, criando três corredores exclusivos para ônibus, facilitando o fluxo de veículos. Tais obras irão influenciar diretamente no trânsito do Recife visando a Copa de 2014. Sob o ponto de vista eleitoral e político, Eduardo atrai para o PSB os holofotes da organização do Recife, fato que deveria ser atribuído ao prefeito João da Costa. Diante disso, o governador 'vende o peixe socialista' para os recifenses. O que naturalmente pode consolidar um projeto do partido para a cidade, tendo em vista que o PSB nunca teve muita inserção na capital pernambucana. Consolidando sua liderança em 2012, Eduardo pavimentará 2014 e comandará com maestria sua sucessão.


Cabo - O prefeito Lula Cabral, apesar de ter perdido a fábrica da Fiat para Goiana por questões logísticas, ganhou um excelente presente: Um campus da UFRPE para a cidade.


RioMar - As obras do Shopping RioMar andam a pleno vapor. Já estão bem adiantadas e o empreendimento do Grupo JCPM deverá ser inaugurado em outubro de 2012.


Quinta Etapa - As obras da quinta etapa do Shopping Recife estão bem adiantadas e já podem ser vistas por quem anda pelo estabelecimento. Serão construídas várias lojas de médio porte e um edifício-garagem.


Capitão Temudo - A obra de alargamento do viaduto Capitão Temudo no Cabanga foi de funamental importância para melhorar o fluxo de veículos naquela área. Já pode ser observada pelos recifenses uma maior agilidade do trânsito.


Mesa da Unidade - A mesa das oposições do Recife até agora não disse pra quê veio, a não ser ocupar espaço na mídia. Nada efetivo é mostrado e não se vê nenhuma organização por parte do grupo que quer voltar a governar a cidade.
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