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Violência causa perplexidade ao Governo.

{ Posted on 23:40 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Os policiais pernambucanos tiveram suas férias suspensas este mês de dezembro e o secretário de defesa social , Wilson Damásio, convidou esta semana, de forma enfática, os prefeitos metropolitanos a ajudar o estado a evitar um atropelo: fechar o ano de 2011 em Pernambuco com um número de homicídios maior do que em 2010, o que poria abaixo a promessa feita pelo governador em 2007 de reduzir em 12% a violência estadual, usando como instrumento o programa Pacto pela Vida.

Esses fatos acabaram causando perplexidade à população até então acostumada a ouvir e ver na propaganda governamental que Pernambuco vem se livrando da violência e investindo maciçamente para conseguir seu intento. Chegou-se a fazer desfilar na TV milhares de jovens policiais contratados e milhares de carros novos, agora locados.

O que teria levado o Palácio do Governo a acender o sinal vermelho de forma abrupta? Em primeiro lugar, o fato apontado pelo próprio secretário de um aumento em si da violência medida pelo número de homicídios. Na verdade,de janeiro a novembro de 2010, Pernambuco registrou 3.195 homicídios e no mesmo período deste ano o número chegou a 3.232, ou seja,37 a mais.

Em segundo lugar, e aí a informação não foi divulgada mas vazou entre os entendidos no assunto, seria que o Governo está com a posse do resultado de pesquisas que apontam um crescimento da sensação de insegurança da população, o que denotaria que, além do número de homicídios vir aumentando, os roubos e assaltos estariam crescendo bem mais.

Quem anda pelo nosso estado, não só no Grande Recife mas também no interior, sabe que o medo dos pernambucanos tem aumentado à proporção que se divulgam os assaltos a caixas eletrônicos e a agências bancárias em geral, sem falar no receio que os recifenses têm hoje de trafegar à noite pelos viadutos ou parar nos engarrafamentos após os arrastões que aconteceram na capital, principalmente na época do inverno.

Apesar das precauções e quase pânico do Governo, Pernambuco ainda é o estado do Nordeste que apresenta nos últimos anos maior redução da violência, como atestou o Mapa da Violência feito pelo Instituto Sangari e recentemente divulgado.

Nem mesmo os mais críticos ao programa Pacto pela Vida se arriscam a acompanhar o receio governamental e acham que o Pacto não fracassou porque conseguiu, se não reduzir drasticamente o índice de homicídios, como vem acontecendo em São Paulo e Rio de Janeiro (67% e 49% de redução de 2000 a 2010) pelo menos vem equilibrando o jogo.

O que então motivaria o medo governamental? Apontam-se dois fatores. Um deles o receio de que o aumento do número de homicídios deste ano em relação ao ano passado se repita nos anos seguintes o que, aí sim, traria uma grande frustração e sensação de fracasso. Pernambuco, por exemplo, conseguiu em 2004, mesmo sem Pacto, reduzir em quase 400 o número de homicídios em relação a 2003 e, mesmo assim, o crime voltou a recrudescer.

O segundo fator seria decorrente do primeiro. Com planos nacionais, o governador teria conseguido “vender” a nível local, regional e nacional a imagem de grande administrador e isso poderia ser maculado exatamente no setor mais sensível e preocupante: o da segurança.

Área, por sinal, cuja administração é exclusiva do governador. Nas demais, sobretudo no que se refere ao crescimento econômico, Eduardo teria que dividir os louros com o PT e o ex-presidente Lula.

Seja qual for o motivo que teria levado o Governo a reagir, inclusive publicamente, como foi o caso da entrevista concedida pelo secretário Damásio , a verdade é que o problema da segurança em Pernambuco não aconselha arroubos de comemorações como as que foram feitas quando houve uma redução real de homicídios, e, muito menos, o estabelecimento de metas, como a assinada embaixo por Eduardo de reduzir em 12% os homicídios.

Todos sabiam que no momento em que este percentual não fosse cumprido a sensação de fracasso poderia derrubar todo o otimismo ou substituí-lo por uma perigosa frustração, como acontece agora.
CURTAS

Em baixa - Embora sejam do conhecimento de todos as escaramuças que abalam o PT pernambucano por conta das desavenças entre João Paulo e João da Costa, o que se comenta entre filiados ao partido é que outras duas figuras importantes da legenda estariam sendo fritadas intramuros: os secretários Isaltino Nascimento e Maurício Rands. Motivo: seriam hoje mais eduardistas do que petistas, o que é considerado um pecado entre os sectários.

Dois no páreo – Se depender da opinião do senador Jarbas Vasconcelos as oposições terão dois candidatos a prefeito do Recife em 2012, garantindo de pronto a realização de um segundo turno. Mas Jarbas acha que é ainda muito cedo para definições até porque não há, no momento, clareza sobre o comportamento a ser adotado pelos partidos governistas no pleito.

Calados – O PT de Olinda, que assumiu ares de independência há cerca de dois meses no que se refere à aliança histórica com o PCdoB, deu uma mergulhada depois que o prefeito Renildo Calheiros deu prazo para que os petistas resolvam se ficam ou saem do governo municipal. Enquanto isso, o PSB olindense se insinua, nos bastidores, para disputar a vice dos comunistas, ocupando o lugar tradicional do PT em Olinda.

Resultado final da enquete.

{ Posted on 20:23 by Edmar Lyra Filho }
Durante um mês, foi realizada uma enquete com os leitores do Blog de Edmar Lyra sobre a disputa pela prefeitura do Recife no ano que vem.

Os nomes colocados, de acordo com o noticiário político, foram: Daniel Coelho (PSDB), Mendonça Filho (DEM), Fernando Bezerra Coelho (PSB), João da Costa (PT), Raul Henry (PMDB), Raul Jungmann (PPS) e Silvio Costa Filho (PTB).

O tucano Daniel Coelho e o democrata Mendonça Filho ficaram com 25% dos votos cada, o socialista Fernando Bezerra Coelho ficou com 16%, o petebista Silvio Costa Filho e o peemedebista Raul Henry ficaram com 10% cada, enquanto o prefeito petista João da Costa aparece com 8%, já o pós-comunista Raul Jungmann ficou na lanterninha, com apenas 4% dos votos.

Uma enquete não tem embasamento técnico para analisar, mas podemos fazer alguns prognósticos. O principal deles é que o prefeito João da Costa terá sérias dificuldades de reverter a situação, Raul Jungmann, depois de disputar duas majoritárias, aparece com baixa intenção de voto, Raul Henry aparece com pouco, mas é um número razoável, assim como Silvio Costa Filho, Fernando Bezerra Coelho se mostra competitivo, com a força do Palácio pode se tornar favorito, já Mendonça Filho mostra um relativo recall por conta de duas majoritárias que disputou, é bom de partida e ruim de chegada, Daniel Coelho apareceu muito bem, mas não sabemos se esse percentual pode crescer.

Vamos esperar pesquisas de verdade pra fazer prognósticos mais consistentes.

Obrigado aos que votaram!

Carne Clandestina.

{ Posted on 19:38 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes   
Pernambuco continua crescendo mais do que o Brasil – como ocorre desde 2003 – apesar da crise econômica que se abate sobre a Europa e já macula o PIB brasileiro. O estado tem também comemorado sucessivos recordes de receita do ICMS ,principal imposto estadual,  desde que os novos investimentos começaram a se instalar em Suape.

Mas, há pouco mais de uma semana, freqüentamos uma preocupante notícia negativa a nível nacional : ficamos sabendo, em plena hora do jantar, que mais de metade da carne comercializada no estado e, evidentemente, consumida por aqui, é clandestina.

Antes de chegar à mesa dos pernambucanos a carne passa por matadouros infectos como o que foi mostrado  na cidade de Vitória de Santo Antão, coincidentemente, um dos municípios interioranos que mais tem conseguido atrair investimentos privados nos últimos tempos.

Em Vitória, constatou-se que um servidor do município colocava, ele próprio, um carimbo de “inspecionado” na carne que saia do matadouro, sem que tivesse qualquer qualificação para tal.

Pego de surpresa com a informação em cadeia nacional, o Governo agiu com celeridade e interditou diversos matadouros mas uma pergunta se faz de canto a canto do estado desde então: por que não se cuidou antes de livrar a nossa população de tão vergonhosa constatação?

Na verdade, não se pode exigir do executivo uma atuação em todos os campos mas, no caso da higiene do que nos é servido, caberia pelo menos a continuidade de um programa de grande repercussão na administração do ex-governador Jarbas Vasconcelos: a construção de novos matadouros para substituir os antigos.

Nos oito anos de mandato, Jarbas entregou mais de 20 matadouros novos no estado, dando preferência aos municípios de mais baixo IDH, onde as Prefeituras, às quais cabe manter os matadouros, não tinham condições de arcar sozinhas com as obras.

Também se atendeu a médios municípios e se priorizou a realização das obras em forma de consórcio, fazendo com que um matadouro servisse a mais de um município ao mesmo tempo.

Como o programa foi estancado, resultado da verdadeira mania nacional de não dar continuidade a projetos iniciados pelos antecessores, saiu perdendo a população e perdeu Pernambuco, estado para o qual se voltam os olhos dos investidores.

Embora os matadouros, como se disse acima, sejam de responsabilidade dos municípios, é quase impossível que os prefeitos, cada vez mais premidos pela redução do Fundo de Participação motivada pelas constantes medidas do Governo Federal para beneficiar a industria de automóveis e eletrodomésticos, tenham condições de sozinhos resolver esta equação.

Cabe, evidentemente, uma providência urgente neste campo mas, por enquanto, a Adagro, agência estadual responsável pela fiscalização do setor, tem cuidado apenas de constatar o problema.

A secretaria da agricultura, que deveria tomar as providências para nos livrar do vexame, nenhuma medida objetiva tomou até o momento. Ou, pelo menos, se tomou não comunicou à nossa população.

CURTAS
Novo candidato -
Petistas de diferentes tendências não escondem, em conversas reservadas, a descrença na possibilidade do prefeito do Recife, João da Costa, ser candidato à reeleição. As apostas são feitas, em primeiro lugar,  no nome do senador Humberto Costa e, em segundo lugar, no do secretário e deputado federal Maurício Rands. João Paulo, da mesma forma que João da Costa, não teria chances de ser ungido pois veta o prefeito e o prefeito o veta. Ficam no 0 x 0.

Mesma moeda - Ao contrário do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que fez parcerias com João Paulo (Recife) e Luciana Santos (Olinda) e nunca cobrou dos dois qualquer reciprocidade, o governador Eduardo Campos tem mostrado que, não só deseja que os prefeitos dos municípios beneficiados por obras estaduais  reconheçam publicamente isso, como quer vê-los fazendo parte de sua base.

Olinda – O PSB tinha demonstrado até agora que, em pelo menos um município metropolitano era certa a sua preferência por um aliado, no caso o PCdoB. Nos últimos dias, porém, os socialistas olindenses colocaram o bloco na rua e estão tentando se articular para oferecer uma alternativa ao partido na eleição do próximo ano. Teria recebido do PSB estadual a ordem para se mexer até o final de março. Se conseguirem chegar lá com um nome competitivo podem ter o apoio do Palácio, senão o governador continuará apoiando Renildo.

PT quer controle da imprensa e jornal chapa branca.

{ Posted on 18:18 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes
O Governo Federal vai gastar este ano R$ 628 milhões com a publicidade oficial, sendo que mais que um terço destes recursos estão destinados à Presidência da República. De 2007 para 2010 a publicidade governamental mais que triplicou em termos nominais, apesar da inflação ter tido um crescimento mínimo no período. Em 2007, por exemplo, os gastos com a publicidade do Palácio do Planalto e Ministérios foram de R$ 198 milhões e em 2010 chegaram a R$ 649 milhões, segundo o portal Transparência Brasil.

Além das informações de utilidade pública, normalmente divulgadas pelo Ministério da Saúde, a publicidade do governo federal serviu nesses quase 10 anos de administração petista, também para incutir, sub-repticiamente, na cabeça dos brasileiros a idéia de que só o PT se preocupa com os pobres e com as chamadas minorias como os negros, os homossexuais, os índios, etc.

Como se não bastassem todos os preciosos minutos das TVs e das emissoras de rádio, pagos com recursos públicos de norte a sul e de leste a oeste, a imprensa brasileira, através da chamada free mídia, destinou todos esses anos, também em todos os estados, mas, principalmente, nos mais dependentes dos recursos federais, preciosos espaços de jornais, rádios e TVs para divulgar o trabalho dos petistas a nível nacional.

Além do material que normalmente os governos produzem, pois no dia-a-dia tomam iniciativas de interesse da população, o PT contou nos oito anos do Governo Lula com um espetacular comunicador de massas, o próprio presidente, sempre preocupado,no país ou nas viagens ao Exterior, em falar o que queria na frente das câmeras, comunicando-se, sem intermediários, com todos os brasileiros.

Diante de toda esta exibição midiática, não foi à-toa que o presidente Lula conseguiu se manter no poder, apesar dos ruidosos escândalos, como o do Mensalão, e ainda de fazer sucessora a presidente Dilma, então uma ilustre desconhecida para a maioria do povo brasileiro, ao ponto de ter sido chamada na campanha nas áreas mais distantes de “a mulher de Lula”, apesar D. Marisa ter feito questão de estar permanentemente ao lado do presidente, desde o dia da posse até o término do mandato.

Pode-se dizer que, nos quatro primeiros anos de mandato, Lula navegou em céu de brigadeiro com a imprensa nacional a exaltar-lhe o ineditismo de ter sido o primeiro operário a chegar à Presidência. Nos últimos quatro anos, assim como qualquer governante que se reelege, Lula começou a enfrentar notícias negativas, oriundas, quase sempre, dos subterrâneos do poder, onde a corrupção foi motivo de reportagens cujas informações eram propagadas pelos próprios governistas, na luta pela conquista de espaços com eventuais correligionários.

Foi aí que o PT, que sempre viveu em comunhão com a imprensa brasileira, começou a falar em controle da mídia, em regulamentação ou outros nomes parecidos, todos voltados para uma inusitada defesa da censura à imprensa.

Ou seja, enquanto se beneficiou da totalidade da imprensa nacional, o PT ficou calado. Quando a parte mais independente começou a mostrar a realidade, o discurso mudou. Embora a maioria dos petistas defenda hoje um controle da mídia, coisa que era abominada no tempo da ditadura militar, o maior defensor disso é o ex-ministro José Dirceu, incomodado com o fato de ter sido denunciado pela justiça como o principal comandante do mensalão.

Na semana passada, Dirceu passou dos limites e defendeu que o país tivesse um jornal, que ele chamou de esquerdista, voltado para a defesa do Governo.

No jargão jornalístico um jornal deste tipo tem um nome peculiar “chapa-branca”. Dirceu quer portanto que algum grupo de esquerda, quem sabe ele próprio, financiado não se sabe por quem, produza mais um Diário Oficial. Desta vez não só voltado para divulgar o Governo Federal mas o próprio PT e suas idéias, infelizmente, cada vez mais autoritárias.

Se o PT, como deseja, implantar a censura à imprensa, o Brasil vai ter um retrocesso sem tamanho. Quem sabe, como acontecia na Ditadura, os jornais tenham que voltar a publicar receitas de bolo.

CURTAS

DIRETO – O governador Eduardo Campos não usou intermediários. Ele próprio chamou ao Palácio Aloísio Lessa, João Fernando Coutinho, Antonio Dourado, Fernando Bezerra e Sebastião Oliveira, pessoas que escolheu a dedo para disputar as eleições municipais em Goiana, Jaboatão, Garanhuns, Recife e Serra Talhada e os convenceu a entrar na disputa.Sebastião foi o primeiro da fila.

CHUMBO GROSSO – Quem esteve com João Paulo ou algum dos seus assessores mais próximos recentemente ficou convencido de que vem chumbo grosso por aí mirando João da Costa. A artilharia não vai se limitar à entrevista em que JP disse na TV Jornal que não quer aproximação com o outro João e duvidou da possibilidade de JC se reeleger.

ESPOSA - As rixas entre João Paulo e João da Costa podem não ter começado, como se especulou, por conta de uma discussão entre Lygia Falcão e Marília Costa mas a esposa de João Costa é persona non grata junto a João Paulo e assessores tanto quanto ou até mais que o atual prefeito.

Coluna Gazeta Nossa terceira dezena de novembro.

{ Posted on 23:21 by Edmar Lyra Filho }
O cenário eleitoral no Recife.

As eleições 2012 ainda são uma incógnita, sobretudo no Recife, porém, dadas as movimentações de oposicionistas e governistas, podemos chegar a algumas conclusões. No campo da oposição, está claro que a melhor alternativa é investir em um nome novo, o que muitos já entenderam e Mendonça Filho, Raul Henry e Raul Jungmann já sinalizaram abandonar a disputa em prol do jovem Daniel Coelho. Talvez com uma cara nova, a oposição possa mudar o panorama de derrotas na cidade desde 2000. E a nível estadual desde 2006. No campo governista, apesar da movimentação de João da Costa em se associar aos avanços obtidos pelo governador Eduardo Campos, é improvável que PTB, PT e PSB fiquem os três juntos em torno do prefeito. A única alternativa ainda é a substituição de João da Costa pelo senador Humberto Costa ou até mesmo pelo deputado João Paulo. A candidatura de Daniel Coelho (PSDB) favorece o discurso da oposição em torno de um projeto novo para o Recife, tendo em vista sua jovialidade e relativa experiência tanto política quanto acadêmica. Já candidaturas como a de Fernando Bezerra Coelho (PSB) voltada para o desenvolvimento econômico e o alinhamento partidário com o governador Eduardo Campos e a de Sílvio Costa Filho (PTB) voltada para a mobilidade urbana e investindo em uma cara nova na política, também são competitivas. O grande desafio desses pré-candidatos é chegarem 'vivos' até março. Isso serve, inclusive, para o prefeito João da Costa se quiser disputar a reeleição. Posteriormente, precisarão compor com siglas que estejam em campos opostos bem como com siglas nanicas para tentar fazer um novo rearranjo político na capital. Em seguida, já ocorrendo concomitantemente a essas questões citadas anteriormente, precisarão apresentar um projeto de mudança para a cidade do Recife, que, sem dúvidas, está na UTI. O Recife precisa de projetos não pra próxima eleição, mas sim pra próxima geração. O crescimento desenfreado é uma das causas dos problemas enfrentados pelos recifenses. Já está claro, através de pesquisas qualitativas, que o recifense cansou do modo PT de governar, mas quer um nome que possa alinhar o Recife ao desenvolvimento econômico ocasionado no estado. Por isso a necessidade de novos nomes e de siglas diferentes das que protagonizaram as eleições anteriores. Aquele que souber captar as demandas dos recifenses de maneira coerente, e souber 'vender o seu peixe' de maneira competente, tem plenas chances de ser o próximo prefeito do Recife. O jogo de 2012 ainda não está jogado.

Rodízio - Já está na hora das autoridades recifenses apresentarem uma proposta de rodízio de veículos, como já acontece em São Paulo. Do jeito que o trânsito está não pode continuar.

Via Mangue - A Via Mangue está 'andando', projetos viários apresentados pelo governador Eduardo Campos também serão implementados em breve, mas até lá, como iremos resolver o problema do trânsito sem o rodízio?

Mercado de Areias - Depois de muitos questionamentos, o prefeito João da Costa, enfim apresentou um projeto de requalificação do Mercado de Areias, que teve seu teto desabado em 2006. É uma vitória da comunidade e de quem cobrou do prefeito.

Orla de Jaboatão - Graças ao ministro da integração nacional Fernando Bezerra Coelho, o prefeito Elias Gomes vai iniciar as obras de engorda da orla de Jaboatão. Essa demanda era de todos os munícipes e está começando a sair do papel.

Cabo de Santo Agostinho - O prefeito Lula Cabral (PTB) tem quase 90% de aprovação. É um gestor moderno e arrojado, porém, terá sérias dificuldades para fazer o sucessor. A candidatura do deputado Betinho Gomes (PSDB) está nas ruas e, diferentemente de 2008, é a favorita a vencer o pleito.

Enquete Eleições 2012 - Recife.

{ Posted on 22:31 by Edmar Lyra Filho }
Como todos sabem, as eleições 2012 estão cada vez mais próximas, e o meio político já respira a próxima eleição.

Existem pré-candidaturas colocadas e por isso colocamos os nomes de acordo com a possibilidade de disputar.

É natural que daqui para as convenções alguns desses pré-candidatos saiam de cena. Porém, serve pra saber quem tem bala na agulha nesse momento.

São os seguintes nomes:

Fernando Bezerra Coelho (PSB)
Daniel Coelho (PSDB)
João da Costa (PT)
Silvio Costa Filho (PTB)
Mendonça Filho (DEM)
Raul Henry (PMDB)
Raul Jungmann (PPS)

Vamos votar, pessoal. É aí ao lado e é bem rápido!

Oposição + FBC versus João da Costa.

{ Posted on 17:29 by Edmar Lyra Filho }
Por Maurício Costa Romão*

Quando se fala sobre desenvolvimento de um determinado lugar há que se ter dois cuidados: (1) não apequenar o conceito, a ponto de circunscrevê-lo apenas à sua dimensão econômica e (2) não multidimensioná-lo, a ponto de torná-lo muito complexo, intangível, não mensurável.

De há muito está assentado na literatura especializada que o crescimento econômico é condição necessária, porém insuficiente para o desenvolvimento integral das pessoas. Esse é um assunto vencido, hoje incontroverso. Não se persegue mais o crescimento econômico como um objetivo em si mesmo.

A superação dessa visão econômica do desenvolvimento deu-se através da incorporação de outras dimensões ao conceito, como a vertente humana (da qual se originou o IDH), a moderna tese de sustentabilidade, etc, propiciando maior amplitude para a compreensão de como as pessoas podem alcançar uma vida melhor.

Naturalmente, esses avanços metodológicos têm um custo (trade-off). Quanto mais dimensões são consideradas (políticas, ambientais, antropológicas, sociológicas, psicológicas, etc.), mais o conceito se torna pouco operacionalizável. E aí, quando isso acontece, impera a subjetividade (“a pobreza, como a beleza, está nos olhos de quem a vê”, Mollie Orshansky). Ou, como teria dito alguém, “o desenvolvimento é como um elefante: difícil de definir, porém fácil de reconhecer”.

À crítica do ministro Fernando Bezerra Coelho, fazendo coro com a oposição (MDU), de que “o Recife precisa acompanhar o ritmo de desenvolvimento vivido pelo Estado”, o prefeito João da Costa rebateu dizendo que “as críticas são desmentidas pelos números. O PIB da cidade cresce no mesmo ritmo do estado. Isso é fato”.

Nota-se, assim, que, na ausência de menções conceituais mais precisas, é em termos de crescimento econômico que o debate vai ser travado. E se essa é a referência, as estatísticas não dão suporte à afirmação do prefeito.

Com efeito, dados do Condepe/Fiam mostram que de 1999 a 2008 a relação PIB do Recife sobre PIB do estado decresceu

sistematicamente de 37,3% para 31,9%, uma perda de participação de 5,4 pontos de percentagem. Usando uma regressão linear simples, para compensar a ausência de estatísticas mais recentes, estima-se que essa participação em 2011 haja caído para cerca de 30,0%. Então, não é “fato” de que “o PIB da cidade cresce no mesmo ritmo do estado”. Se o fizesse, nesses últimos 13 anos, a relação entre os PIBs não se teria modificado.

A conseqüência desse insuficiente desempenho produtivo se reflete na posição que a economia da cidade ocupa hoje em relação às demais capitais do Nordeste (3ª posição, atrás da Salvador e Fortaleza) e em comparação aos 100 maiores municípios do País (20º lugar).

É indiscutível que o Recife, em termos de pujança econômica, perdeu a liderança regional ao longo dos anos e se distanciou de outras capitais do País. Entretanto, desfruta ainda de alguns indicadores favoráveis que, num projeto estratégico de estímulo aos investimentos e aproveitamento de suas potencialidades, podem ajudar a recuperar o tempo perdido, alavancar o desenvolvimento econômico local e aproximar-se do desempenho do estado.

A capital tem o maior PIB per capita do Nordeste (proxy para o potencial de consumo da população local), um parque industrial razoavelmente diversificado e moderno, um dinâmico setor terciário, particularmente nas áreas de comércio e serviços, e um segmento de turismo de grande potencial. Conta, também, com razoável infra-estrutura aéreo-portuária, de energia, de transportes, e de comunicações. Seus níveis médios educacionais se sobressaem no Nordeste e a cidade possui uma bem estruturada e diversificada base de ciência e tecnologia.

A exploração estratégica dessas potencialidades requer a adoção de proposta governamental que coloque o papel da economia entre as prioridades. Sem o crescimento econômico não há como expandir a base de recursos econômicos e tecnológicos que possibilitam a transformação social e a inserção das pessoas em outras dimensões do desenvolvimento.

O debate faz sentido!

Maurício Costa Romão, Ph.D. em economia, é consultor da Contexto Estratégias Políticas e de Mercado, e do Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau. mauricio-romao@uol.com.br

Comissão de Mobilidade Urbana visita prefeito João da Costa.

{ Posted on 19:24 by Edmar Lyra Filho }
Após três audiências públicas realizadas na Assembléia Legislativa, a Comissão de Mobilidade Urbana da ALEPE, presidida pelo deputado Sílvio Costa Filho (PTB), vice-líder do governo, realiza nesta quarta-feira (05), às 17h, uma vista ao prefeito do Recife, João da Costa (PCR). O objetivo do encontro é conhecer e discutir o plano de Mobilidade Urbana da capital pernambucana.

As audiências públicas já reuniram as associações e sindicatos de taxistas, prefeitos e secretários municipais da RMR, representantes da CTTU, Metrorec, os secretários de Transporte, Isaltino Nascimento e das Cidades, Danilo Cabral, além de várias entidades envolvidas no tema.

Até o final do ano, será entregue uma carta aberta à sociedade, onde estarão os temas registrados, investimentos e alternativas para a Mobilidade Urbana na RMR. A intenção é apresentar uma radiografia sobre a Mobilidade e projetos para os próximos 5 anos em Pernambuco.

O deputado Sílvio Costa Filho, entende que a comissão tem um papel de ouvir a sociedade civil e organizada, através de audiências públicas e contribuir com o Governo do Estado e prefeituras nos projetos, que passarão pela Assembléia Legislativa de PE.

Coluna Gazeta Nossa segunda dezena de setembro.

{ Posted on 22:24 by Edmar Lyra Filho }
Unida, a Frente Popular é imbatível.

Na última coluna tratamos da sucessão municipal de 2012 no Recife. Voltamos a analisar o cenário da capital pernambucana sob o ponto de vista governista. João da Costa, apesar de não ser um excelente gestor e receber um bombardeio de críticas de alguns vereadores da oposição, consegue se manter com uma vasta dianteira em relação aos seus eventuais adversários, Mendonça Filho (DEM), Raul Henry (PMDB) e Raul Jungmann (PPS). O fato é que a Frente Popular se mantém intacta, após três eleições: 2006, 2008 e 2010. E a oposição cada vez mais enfraquecida. Para 2012, ao que tudo indica, o tripé que sustenta a Frente Popular, estará unido, são eles: governador Eduardo Campos e senadores Humberto Costa e Armando Monteiro. Com lideranças orbitantes, como é o caso do deputado Inocêncio Oliveira (PR), também unificadas no projeto. A única possível dissidência é a do deputado Eduardo da Fonte (PP), que ensaiou uma aproximação com a oposição em 2010 e continuou na Frente Popular, o que nos leva a crer que o deputado da 'Conta de Luz' não vai remar contra a maré, deve ficar na base governista. Com essa união, mesmo que a oposição também se una, não há muitas condições de reverter o quadro no Recife. Se faltando um ano pra eleição, João da Costa tem 46% das intenções de votos válidas, isso significa que ele, com as três máquinas ao seu favor, tem tudo pra crescer suficientemente a ponto de liquidar a fatura no primeiro turno. O que nos leva a crer que a Frente Popular unida deve vencer 2012, 2014, 2016 e 2018 sem muitos problemas. A não ser que haja alguma ruptura, porém, até então, não há sinais de que isso ocorrerá.

Silvio Moura - Vereador de primeiro mandato do município de Paulista e historicamente ligado ao grupo do deputado Mendonça Filho, Silvio foi eleito pelo PTdoB para o seu primeiro mandato. Disputará a reeleição pelo PCdoB de Luciana Santos. Silvio Moura é o primeiro-secretário da Câmara de Paulista.

Armando Monteiro - De olho no Palácio do Campo das Princesas, Armando tem viajado constantemente aos mais longínquos pontos do estado. Já surge como principal aposta da Frente Popular para o Governo do Estado em 2014.

DEM - Cada vez mais raquítico, o DEM no Recife corre sérios riscos de diminuir sua bancada na Câmara Municipal. Apenas Marcos Menezes e Priscila Krause disputarão a reeleição.

Robson Leite - Vereador de primeiro mandato pelo PT, Robson Leite tem se destacado na oposição ao prefeito Elias Gomes. Como pré-candidato a prefeito de Jaboatão tem ocupado bons espaços e tende a ser uma grande surpresa na eleição do ano que vem.

Marília Arraes - A vereadora socialista apresentou três projetos de Lei que proíbem o consumo de bebidas álcoolicas nas vias públicas no período da noite. Marília entende que assim ajudará a diminuir a violência na cidade.

Coluna Gazeta Nossa primeira dezena de setembro.

{ Posted on 23:55 by Edmar Lyra Filho }
João da Costa lidera sucessão de 2012.


Os números da pesquisa do instituto Cipec sobre a eleição para a prefeitura do Recife foram divulgados. Vale lembrar que o Cipec é o instituto responsável pelas pesquisas de consumo do Palácio do Campo das Princesas e desde 2006 apontou a vitória de Eduardo Campos antes dos demais, e em 2010 apontou a reeleição do governador com os votos que ele obteve. Segundo o Cipec, João da Costa (PT) teria 30% das intenções de voto contra 16% de Mendonça Filho (DEM), 13% de Raul Henry (PMDB) e 2% de Raul Jungmann (PPS). Não foram divulgados números com cenários com a presença de João Paulo (PT), Bruno Araújo e Daniel Coelho, ambos pré-candidatos do PSDB, e outros eventuais candidatos. Considerando-se apenas os votos válidos, que são os números que contam no resultado da eleição, onde se excluem votos brancos e nulos, João da Costa teria 46%, Mendonça Filho 25%, Raul Henry 20%, Raul Jungmann 3%, demais candidatos 6%. O que isso significa? João da Costa mesmo com uma gestão mal-avaliada ainda é um candidato competitivo, e a depender da união e organização da Frente Popular, pode liquidar a fatura no primeiro turno. Mas existem outros fatores a serem analisados como rejeição, conjuntura política em 2012, etc. Quanto aos demais pré-candidatos, Mendonça Filho se mostra incapaz de crescer, tem exatamente a mesma quantidade de votos que conquistou em 2008. Raul Jungmann, mesmo já tendo disputado duas eleições majoritárias, é um candidato sem lastro na sociedade, e não tem potencial de crescimento para disputas majoritárias. Da oposição, o candidato que tem maior potencial para uma disputa majoritária ainda é o deputado federal Raul Henry, cresceu em relação a 2008 e tem grandes possibilidades de crescimento caso seja o candidato único da oposição. Precisamos aguardar outros institutos, mas já dá pra perceber que a oposição começa em desvantagem e se quiser ganhar mesmo, precisa unificar a candidatura, ou lançar no máximo dois candidatos e que eles tenham baixa rejeição.


Robson Leite - O vereador Robson Leite contesta a liberação de alvarás para os mototaxis por parte da prefeitura de Jaboatão. Elias Gomes liberou menos de 300, enquanto, segundo o vereador petista, têm 6.000 mototaxistas no município.


Vicente André Gomes - Rifado do PCdoB, Vicente já anunciou que deixará de ser comunista. Deverá disputar a reeleição para a Casa José Mariano pelo PSB do governador Eduardo Campos.


Jota Barretto - Vereador de Jaboatão, Jota está se desligando do DEM para se filiar ao PSD, a convite de André de Paula, presidente estadual.


Ana Arraes - A deputada socialista em breve deixará o Congresso Nacional para assumir vaga no Tribunal de Contas da União. Tem o apoio do filho Eduardo Campos e do ex-presidente Lula. É dada como pule de dez.


Armando Monteiro - Por articulação do senador, foi cancelada a obrigatoriedade do ponto eletrônico nas empresas. Isso fez com que fossem economizados gastos estimados em R$ 6 bi. Segundo Monteiro, essa prerrogativa de fiscalizar a frequência dos funcionários é dos sindicatos.

Violência volta a crescer e desafia Governo.

{ Posted on 00:05 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Citado, até recentemente, como um exemplo de eficiência no Nordeste, ao ponto de alguns estados desejarem conhecê-lo e copiá-lo, o plano de combate à violência do Governo de Pernambuco, batizado de Pacto pela Vida, mostra sinais de arrefecimento neste quinto ano de administração do governador Eduardo Campos.

O número de homicídios – principal referência usada pelo próprio Governo para medir os resultados do Pacto – voltou a aumentar. De janeiro a julho de 2010 foram assassinadas 2.135 pessoas no estado. De janeiro a julho deste ano o número chegou a 2.167 assassinatos.

Qualquer política de segurança pode ter momentos de inflexão mas causa preocupação este recrudescimento da violência quando o próprio Governo costuma colocar – inclusive com o uso da propaganda institucional na TV – que, aproveitando o bom momento econômico vivido pelo estado, foram contratados, através de concursos públicos, milhares de novos policiais e algumas centenas de milhares de novas armas foram adquiridas para combater a bandidagem.

Mas, para os observadores da situação da violência em Pernambuco, não causa estranheza os novos números divulgados pela imprensa e confirmados pela Secretaria de Defesa Social que já admite a possibilidade de este ano não atingir a meta de redução de 12% no número de homicídios prevista pelo próprio governador. Quando lançou o Pacto, Eduardo fez questão de estabelecer este percentual como o mínimo a ser alcançado.

A verdade é que, como a meta foi colocada apenas no que se refere ao número de homicídios e esta passou a ser obsessão dos analisadores do Pacto dentro do próprio Governo, não se cuidou de reduzir também os outros índices como assaltos, seqüestros e, mais recentemente, o arrombamento de caixas eletrônicos. O que fez com que a sensação de insegurança persistisse, apesar da redução momentânea dos assassinatos.

Houve descaso também no que se refere ao crescimento da violência no interior do estado, fato denunciado pela oposição na Assembléia por diversas vezes e, em todas elas, desdenhados pelas autoridades de segurança, apesar do verdadeiro clamor de prefeitos, vereadores e até das autoridades eclesiásticas. É do conhecimento de todos o assassinato recente, à luz do dia, de vereadores e radialistas em cidades antes pacatas como Vitória de Santo Antão e Itacuruba.

Há que se creditar ao governador a iniciativa de convocar a sociedade civil e todos os níveis de poder no estado para participar da formulação e encaminhamento do Pacto pela Vida. Mas como, apesar desse esforço, o problema não vem sendo resolvido, pode cair por terra, o que é desanimador, a idéia de que nesta área a democratização das discussões não resolve o problema.

Também é desanimadora a constatação de que o número de homicídios volta a aumentar em Pernambuco quando, de forma gradativa, estes números vêm caindo, há anos, em estados como São Paulo, Minas Gerais e até mesmo no Rio de Janeiro, a cidade tida como de maiores problemas nessa área em todo o país.

A verdade é que, apesar de contar em sua coordenação com um professor universitário, Luís Raton, o Pacto pela Vida parece não ter entusiasmado a Academia que poderia, sim, através de pesquisas, contribuir para analisar melhor as causas da violência pernambucana, algo que, pela dimensão, demonstra ser um problema cultural e histórico, devendo ser melhor pesquisado e entendido.

Não é à toa que o estado, sempre ocupando o primeiro ou segundo lugares no ranking nacional da violência urbana, tem batido recordes nacionais também no assassinato de mulheres e de gays, o que demonstra intolerância e preconceito. Tudo isso fora a questão do machismo, de que não se deve levar desaforo para casa, além do caso das drogas, sobretudo o crack que, segundo a Polícia Federal, está hoje disseminado em todo o Estado, inclusive nas menores e mais distantes cidades.

CURTAS

Incólume

Uma das poucas pessoas no PT que têm um bom relacionamento com João Paulo e João da Costa, o vereador Josenildo Sinésio deixou a liderança do Governo na Câmara para cuidar de sua campanha à reeleição. Ele ganhou muitos elogios no PT por ter conseguido atravessar incólume a pior fase de João Costa que começou no rompimento com João Paulo e teve seu ápice neste inverno de alagamentos e transtornos.

Tucanos fortes

O PSDB tende a sair muito forte, entre as legendas oposicionistas, da eleição de 2012. Deve ter candidatos a prefeito em mais de 50 municípios com perspectiva real de eleger entre 25 e 30. Tende também a consolidar uma liderança metropolitana podendo eleger os prefeitos do Cabo, Ipojuca, Itapissuma e Jaboatão (nesses dois reeleição) e também o do Recife.

PT livre

O senador Humberto Costa tem dito aos pré-candidatos a prefeito pelo PT que o têm procurado que o partido vai ter candidatos majoritários em todos os municípios onde isso for possível, mesmo que em alguns este candidato possa não ser o mesmo indicado pelos demais partidos da base governista. Só tem feito, por enquanto, uma exceção: o município de Olinda onde a tendência é o apoio à candidatura à reeleição do prefeito Renildo Calheiros.
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