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Exportação é tema em seminário na Faculdade dos Guararapes.

{ Posted on 22:44 by Edmar Lyra Filho }

A implantação da Zona de Processamento de Exportação de Suape em Jaboatão dos Guararapes e o atual cenário de exportação do Estado de Pernambuco são temas que serão debatidos amanhã (01) e sexta (02), durante o 2º Workshop de Comércio Exterior, que acontece a partir das 19h, na Faculdade dos Guararapes (FG). O encontro – que é aberto ao público - tem como intenção aproximar a academia do mercado de trabalho e envolver empresas interessadas em internacionalizar sua marca e captar novos talentos para seu quadro de funcionários.

Entre os convidados para debater sobre exportação está o secretário de Desenvolvimento Econômico de Jaboatão dos Guararapes, Jackson Rocha, que vai proferir palestra sobre a implantação da Zona de Processamento de Exportação de Suape em Jaboatão dos Guararapes, além de logística e desenvolvimento da localidade. Outro destaque é o economista e coordenador de Desenvolvimento de Negócios do Complexo Industrial de Suape, Leonardo Cerquinho, que vai tratar sobre o atual cenário de exportação do Estado de Pernambuco.

De acordo com o diretor do curso de Comércio Exterior da FG, Caio Peppe, a programação envolve ainda a apresentação de planos de exportação de cases de empresas, desenvolvidos ao longo do semestre por estudantes do curso de Comércio Exterior da FG.

Confira abaixo a programação completa:

Dia: 01/12

Horário: 19 horas

Local: Faculdade dos Guararapes

-19h - Abertura do Evento com o Diretor do Curso de Comércio Exterior da Faculdade dos Guararapes, Caio Peppe

-19h30 - Palestra com Secretário de Desenvolvimento Econômico de Jaboatão, Jackson Rocha. Tema: Implantação da Zona de Processamento de Exportação de Suape no município.

Apresentação das Empresas Exportadoras: Açúcar Mameluco, Coconut Fresh, Dog Feeder, Max Energy Drink

Dia: 02/12

Horário: 19 horas

Local: Faculdade dos Guararapes

-19h - Abertura do Evento com o Diretor do Curso de Comércio Exterior da Faculdade dos Guararapes, Caio Peppe

19h30 - Palestra com o Coordenador de Desenvolvimento de Negócios do Complexo Industrial de Suape - Leonardo Cerquinho. Tema: Atual cenário de exportação do Estado de Pernambuco.

Apresentação das Empresas Exportadoras: Sandálias Pé Conforto, Art Brasil- Artesanato e Cachaça- Uai

"Pernambuco volta a crescer com a força da indústria" diz Armando Monteiro.

{ Posted on 19:37 by Edmar Lyra Filho }


Acompanhando o governador Eduardo Campos, o senador Armando Monteiro (PTB/PE) participou nesta segunda-feira (28) da solenidade de anúncio de três novas fábricas no município de Limoeiro, em Pernambuco, e diz que o Estado se reindustrializa exatamente no momento em que o Brasil passa por um processo de relativa desindustrialização. "Pernambuco cresce na indústria quando o Brasil perde espaços em alguns setores".

Armando Monteiro cobra maior ênfase nas PPPs.

{ Posted on 15:08 by Edmar Lyra Filho }
O senador Armando Monteiro lamentou, durante discussão no Plenário do Senado, que o país continue com as Parcerias Público-Privadas (PPPs) travada, apesar de serem uma forma eficiente e rápida de alavancar os investimentos em infraestrutura no Brasil. "A infraestrutura nacional é deficiente e traz enormes prejuízos ao País, pois é um dos itens mais importantes na composição do chamado custo Brasil", afirmou Armando Monteiro.O senador apresentou o ranking da competitividade do biênio 2011/2012, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, em que aponta o Brasil, no requisito infraestrutura, caiu mais duas posições e situa-se na 64ª posição num universo de 142 países.Segundo o senador, a capacidade de investimento do setor público nessa área está limitada pela necessidade da geração de superávit primário e pela elevada rigidez dos gastos públicos. "Somando os investimentos públicos e privados em infraestrutura, a taxa brasileira não atinge 2,5% do PIB, nível bastante inferior aos 5,6% da Índia, dos 6,3% no Chile e dos 7,3% investidos pela China", comparou.

De acordo com o parlamentar, o resultado dessa baixa capacidade de investimentos, que se arrasta por décadas, pode ser avaliado pelo tempo que os brasileiros perdem nos aeroportos; pelas inúmeras perdas de vidas nas estradas do país; pelo custo da demora no embarque e desembarque nos portos; no sucateamento da malha ferroviária brasileira, entre outros aspectos.Para Armando Monteiro é necessário viabilizar, com urgência, o aprimoramento dos mecanismos de gestão que podem contribuir para a diminuição do custo Brasil.Nesse sentido, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional promoveu, em 4 de outubro deste ano, o Seminário intitulado "Propostas para Destravar PPPs e Concessões", evento que contou com o apoio da BM&F Bovespa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do jornal Valor Econômico.

Os resultados do seminário apontaram a urgente necessidade de as PPP's e concessões serem aprimoradas e consolidadas para atrair investimentos indispensáveis ao aumento da oferta e da qualidade dos serviços de infraestrutura.Estudo elaborado pelo economista Gesner Oliveira a pedido da Frente Parlamentar constatou que, no âmbito federal, existem apenas sete projetos em estudo e nenhuma PPP contratada. Já os Estados mostram 17 PPPs contratadas, com valor total de 7,4 bilhões de reais e outras 21 em estudo.O senador, ao longo do seu discurso, lembrou também da adoção de medidas dos governos passados e da postura da presidente Dilma para viabilizar essas parcerias. "No governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, deu-se grande impulso às concessões e agora a presidente Dilma sinaliza para adoção desse modelo no setor aeroportuário e de energia elétrica.

Para viabilizar o processo, o ex-presidente Lula sancionou a Lei 11.079 de 2004, que instituiu normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada no âmbito da administração pública", apresentou Monteiro.Armando Monteiro também foi bastante enfático ao apontar os resultados positivos que esse tipo de parceria proporciona ao país.

De acordo com matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, de 18 de outubro, mostra que em três das quatro PPPs estaduais mais antigas, os indicadores de desempenho têm sido cumpridos em 100%.
Apenas na Rodovia MG-050, a média do índice está um pouco abaixo: 96%. "A diferença é que, na PPP, a empresa é remunerada a partir de metas de desempenho. Certamente, a empresa contratada fará tudo o que estiver ao seu alcance para o cumprimento das metas. Esse é um ponto fundamental para a realização dos serviços ou obras. Sem dúvida alguma, um bom indicador da eficiência desse instrumento está na avaliação que recebem", afirmou o parlamentar.

No ponto de vista do senador, para destravar as PPPs e estimular uma maior participação da poupança privada nos investimentos em infraestrutura é fundamental - "aumentar a segurança jurídica para reduzir os riscos deste tipo de operação; melhorar os marcos regulatórios; diminuir os custos de financiamento; estimular novos mecanismos para financiamento a longo prazo e aumentar a capacidade de formulação e execução dos órgãos públicos", elencou.Para tanto, o senador destacou duas ações necessárias que foram apontadas no seminário organizado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional.

A primeira visa permitir que o Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas preste garantias para estados e municípios. Já a segunda, permiti que os entes subnacionais possam contratar PPP's acima do limite de 3% da receita corrente líquida, desde que respeitadas às regras da Lei de Responsabilidade Fiscal."Minha intenção com este pronunciamento é alertar para subutilização das PPPs, quando existe a necessidade premente de novos investimentos, e ao mesmo tempo demonstrar minha estranheza com o fato de esse instrumento precioso não ter decolado após sete anos da sanção da lei que o norteia", desabafou o senador afirmando que as PPP's e as concessões são formas eficientes e rápidas de se alavancar investimentos em infraestrutura. "O Brasil não deve perder essa oportunidade", concluiu.

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São Paulo: Armando destaca investimentos em Pernambuco.

{ Posted on 22:22 by Edmar Lyra Filho }
O senador Armando Monteiro participou nesta sexta-feira (18), como convidado especial, da reunião bimestral do Conselho Administrativo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), em São Paulo.

Durante café-da-manhã que reuniu executivos de empresas dos principais setores econômicos do Brasil, a exemplo da Embraer, Odebrecht, Grupo Lund, General Motors, Dataserv, Cargill e Ford Motors, o parlamentar pernambucano falou sobre a competitividade de nossa economia, apontando os avanços e desafios do País.

Para Armando, o Brasil perdeu inúmeras oportunidades de fazer avançar uma agenda de modernidade, tendo ainda que conviver com entraves à competitividade. O País, segundo ele, vive o duplo desafio de enfrentar uma agenda de superação de deficiências estruturais, custos sistêmicos, logísticos e tributários - que nos colocam em desvantagem frente aos concorrentes no mercado global -, e uma agenda voltada para o desenvolvimento de novas competências, focada na inovação e na educação de melhor qualidade, pilar fundamental da construção da nova economia.

“Atuar nas duas agendas, a do enfrentamento do passivo que o Brasil acumulou, e a das novas competências, deve ser o esforço do momento. Não enfrentar essas questões é aumentar a pressão negativa sobre a indústria brasileira”, alertou.

Para exemplificar que é possível seguir este roteiro, unindo-se vontade política, capacidade de gestão e execução no foco certo, Armando citou com otimismo o atual clima pró-investimento experimentado por Pernambuco. “Pernambuco felizmente vive um período de dinamismo e crescimento acelerado. A liderança do governador Eduardo Campos, que adotou modelo de gestão diferenciado, contribui para isso. Hoje, Pernambuco é uma referência entre os estados, tendo implementado modelo austero de atuação, que permite medir resultados”, disse.

Armando julga que há exemplos no Brasil de que a boa política pode melhorar o clima da sociedade. Ele também afirma que é preciso aumentar a luta contra a corrupção e que isso se fará com liderança política e amplo envolvimento da sociedade. “A corrupção se agrava no País. O momento pede uma atuação forte da presidenta Dilma Rousseff, que deve liderar o diálogo, inclusive com a oposição, para enfrentar a questão. Atitudes reativas devem ser substituídas por iniciativas consistentes”. Para ele, o governo precisa adotar medidas de caráter mais estruturante, como reduzir os cargos de livre provimento, os DASs, hoje estimados em 20 mil só na área federal: “Essa é a grande porteira da corrupção”.

Ainda segundo o senador, a sociedade deve vocalizar sua indignação. “O Congresso se inspira na sociedade. Precisamos de mais sociedade para avançar. Isso nos coloca a necessidade de uma articulação e sintonia maior com os cidadãos”. Ele também acrescentou: “Minha experiência é que o Congresso Nacional sempre reage bem quando estimulado por uma ação coordenada e clara. Pauto-me pela agenda positiva, não pelo pessimismo. Creio que podemos agir politicamente e mudar esse quadro negativo que o País enfrenta”, encerrou.

Numa saudação especial ao parlamentar, o presidente do Conselho da Amcham e presidente CEO da Du Pont, Eduardo Warnick, ressaltou a importância da presença no Congresso Nacional de um político com visão econômica e conhecedor das questões cruciais para a indústria brasileira: “Sabemos que temos no Congresso um interlocutor à altura do debate que hoje a sociedade brasileira precisa travar para superar o delicado momento que o País e o mundo vivem”, elogiou.

A Amcham - Fundada em 1919, a Amcham é uma associação multisetorial, presente em onze metrópoles brasileiras, sendo a maior entre as 104 existentes no mundo. Do universo de 4.970 associados, 84% são empresas brasileiras, 11%, americanas e 5% de diferentes nacionalidades. O Conselho Administrativo da entidade é formado por 36 empresas dos principais setores da economia nacional.

Participaram da reunião executivos como Alexandre Silva (Conselheiro da Embraer), Alvaro Novis (Conselheiro da Odebrechet), Cristopher Lund (Diretor do Grupo Lund), Eduardo Guy de Manuel (Presidente e CEO para a América Latina da Sigma Dataserv Informática S.A), Jaime Ardila (Presidente da General Motors South America), Marcos S. de Oliveira (Presidente da Ford Motor Brasil), Luciano Penido (Presidente do Conselho de Administração da Fibria Celulose AS), Regina Nunes (Presidente da Standard & Poor’s Brasil), Marcelo Martins (Diretor Presidente da Cargill) e Robert Mangels (Chairman e CEO da Mangels).

Senador questiona política industrial brasileira.

{ Posted on 02:07 by Edmar Lyra Filho }
Brasília - Apesar da confiança no crescimento da economia brasileira demonstrada pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, o senador Armando Monteiro apontou a urgente necessidade de priorizar a agenda pró-competitividade.

A audiência pública teve como objetivo discutir as medidas do Plano Brasil Maior e o papel do BNDES na agenda para o desenvolvimento econômico do país, sendo convocada por vários senadores, inclusive, Armando Monteiro.

Para o parlamentar, a imensa pressão que a indústria brasileira vem passando é reflexo do desequilíbrio do ambiente macroeconômico. “No ambiente macroeconômico, ainda, há dificuldades, na medida em que dois preços fundamentais para a permanência do crescimento econômico do país, juro e câmbio, encontram-se fora do lugar”, comentou.

Segundo o senador, a elevada taxa de juro e o câmbio apreciado são os principais vilões da competição da indústria. “A nossa taxa de juro é uma imensa desvantagem do ponto de vista da competição. Já o efeito da taxa de câmbio que elevou o valor da nossa moeda é outro fator preocupante”, afirmou.

Além desse desequilíbrio na macroeconomia, outros fatores afetam diretamente a competitividade industrial brasileira – a complexidade do sistema tributário, a precariedade da infraestrutura e a logística brasileira – e fazem com que o país perca vantagens perante o mercado internacional. “Na área industrial, por exemplo, o Brasil está entre os cinco países com o maior custo de energia”, frisou.

Outro dado preocupante apontado pelo senador é a diferença entre o crescimento da produtividade na indústria e o aumento real dos salários dos trabalhadores. Armando avalia que para o Brasil é muito importante e positivo que os salários dos trabalhadores aumentem. Mas a produtividade precisa crescer no mesmo ritmo. “O aumento do salário real tem se dado a taxas superiores ao crescimento da produtividade do país, que vem crescendo em níveis bem mais modestos se comparado a países que competem conosco com China, Índia e Coréia”, disse Armando Monteiro, que apresentou dados de um estudo sobre a produtividade no país.

Neste estudo, o trabalhador brasileiro produz um terço do que o trabalhador coreano, um quinto do que o americano, e produz metade do que um trabalhador argentino.Diante desse cenário desafiador, que coloca o Brasil em sérias desvantagens, a solução questionada pelo senador ao presidente do BNDES, está voltada para a definição de uma estratégia de médio e longo prazo que impeça um processo regressivo, o que ele intitulou de “processo de desmonte da indústria nacional”.

Em resposta, o presidente do BNDES reconheceu a necessidade de corrigir o “desalinhamento” do juro e do câmbio. Luciano Coutinho, porém, foi bastante afirmativo ao dizer que esse é um dos objetivos do governo da presidente Dilma e que medidas para viabilizar a redução da taxa de juros no Brasil estão em curso.

Para Coutinho, o governo também tem uma grande tarefa pela frente no sentido de melhorar a competitividade sistêmica da economia. “A questão do alto custo da energia elétrica é relevante e precisa ser repensada. A produtividade do trabalho no Brasil é outro aspecto fundamental. Nossa produtividade precisa subir, pois é a única maneira de conciliar a manutenção de salários reais que estão em saudável processo de crescimento, porque tem ampliado o mercado interno e porque dessa forma chegamos a taxas de desemprego muito baixas” ressaltou Coutinho.

Para tanto o presidente do BNDES aposta na ampliação dos programas de requalificação dos trabalhadores e de gestão da indústria. “A produtividade daqui pra frente deve subir de forma muito mais firme. Acredito que tanto o programa de requalificação dos trabalhadores, quanto o programa de reequipamento da indústria, o programa de avanço na gestão da estrutura empresarial, principalmente, para as empresas de médio e pequeno porte é essencial para uma consistente subida do nível de produtividade da indústria brasileira. Essa é uma altíssima prioridade para todos nós para assegurar o desenvolvimento do país”, afirmou.

Armando Monteiro: “Temos que estar alinhados com os interesses de Pernambuco”

{ Posted on 17:55 by Edmar Lyra Filho }


Após visitar os municípios de Igarassu, Garanhuns, Sairé, Arcoverde e Flores, nos últimos dias, o senador Armando Monteiro disse que os representantes de Pernambuco no Congresso Nacional precisam estar sintonizados com os interesses do Estado. E é por isso que, desde o início do mandato, tem percorrido todas as regiões pernambucanas, conversado com lideranças políticas, empresariais e comunitárias. Em nove meses de mandato, já esteve em cerca de 80 municípios.

Durante congresso estadual de Vereadores, em Garanhuns, e em ato do movimento Vivo Igarassu, na sexta-feira (28), Armando afirmou: “Por isso, tenho visitado todas as regiões de Pernambuco e vou continuar assim porque é dessa forma que eu posso legitimar o meu mandato. A legitimação de um mandato não se esgota no momento da eleição. Eu diria que se inicia no momento da eleição. O que legitima um mandato é exatamente essa conexão entre o mandato e o interesse do Estado que eu tenho a honra de representar no Senado da República”.

Após fazer uma avaliação do excelente momento vivido por Pernambuco, do papel do governador Eduardo Campos na condução do Estado, “que se reencontra e se reconcilia com sua vocação de liderança”, Armando Monteiro acrescentou:

“Nós temos que estar, neste momento, alinhados com os interesses de Pernambuco. E eu disse, quando me elegi, que eu não queria ser um senador distante, alguém que fica lá naquele tapete azul do Senado se achando importante. Eu disse a mim mesmo, embora na comodidade de um mandato de oito anos, que eu não me distanciaria, que procuraria sempre sintonizar a minha voz com os interesses de Pernambuco. E, por isso, tenho andado por esse Estado, tenho ouvido as lideranças, os vereadores, as lideranças comunitárias, as lideranças empresariais, para que eu possa ter lá a minha voz absolutamente sintonizada com os interesses de Pernambuco”.

Minério de ferro dá o tom no balanço da CSN.

{ Posted on 17:41 by Edmar Lyra Filho }
Do Valor Econômico

O balanço da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no terceiro trimestre do ano mostrou que a empresa comandada pelo empresário Benjamin Steinbruch vem ganhando dinheiro de fato é com a mineração de ferro, e quase nada com aço. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) obtido com o negócio de mineração no terceiro trimestre respondeu por 59% do total de R$ 1,7 bilhão.

Essa linha do resultado da companhia saltou de R$ 831 milhões no mesmo trimestre de 2010 para R$ 1,04 bilhão no fim de setembro, com margem de 66%. Enquanto isso, a atividade siderúrgica despenca a cada trimestre: no mesmo período saiu de R$ 957 milhões para R$ 596 milhões, com margem Ebitda de 26%.

Na receita líquida, a siderurgia ainda se manteve preponderante, com R$ 2,3 bilhões (53% do total), resultado da venda de 1,22 milhão de toneladas de aço produzido na usina de Volta Redonda (RJ). Porém, exibiu uma retração expressiva frente aos R$ 2,5 bilhões do mesmo trimestre de 2010 e do segundo trimestre deste ano.

A mineração de ferro, com as operações da mina Casa de Pedra (100% CSN) e da controlada Namisa (60%), alcançou R$ 1,58 bilhão, o que representou 36,4% do total da receita. Um ano atrás, esse negócio faturava R$ 1,2 bilhão.

Todos os esforços da CSN nos últimos anos têm sido direcionados à mineração de ferro, com investimento pesado na expansão da mina Casa de Pedra, que está apta a produzir 40 milhões de toneladas. Também no porto de Sepetiba, que é a base de exportação. De julho a setembro, da venda de 8 milhões de toneladas, 96% foram embarcadas ao mercado externo, principalmente a Ásia. China, Japão e Coreia do Sul são os principais clientes.

No negócio aço, a companhia, como outras do setor, enfrenta a concorrência do importado no mercado doméstico, tanto de forma direta quanto indireta (via produtos acabados, como automóveis e máquinas e equipamentos). No caso da CSN, o ataque maior tem sido em aços mais nobres, como os galvanizados e pré-pintados.

A margem Ebitda dessa unidade de negócio caiu para 26%, três pontos percentuais a menos que no trimestre anterior. Isso não leva em conta que o minério é computado a preço de custo, por ser próprio. Se fosse a valor de mercado, a margem ficaria entre 12% e 15%, segundo analistas. Na mineração, houve também leve retração na margem, para 66% (foi 68% de abril a junho).

Os outros três negócios da CSN - logística (de portos e ferroviária), cimento e energia - responderam por 10,7% da receita líquida e por 7,7% do Ebitda da companhia no terceiro trimestre.

Na sequência da divulgação dos resultados, a direção da CSN traçou na sexta-feira um cenário de estabilidade em preços e vendas nos próximos meses, com recuperação mais consistente dos negócios a partir do início de 2012.

Para o próximo ano, as projeções da empresa apontam para vendas de produtos siderúrgicos na faixa de 5 milhões a 5,3 milhões de toneladas, além de embarques de minério de ferro ao redor de 33 milhões de toneladas, dando sequência à renovação de recordes pela operação de mineração do grupo.

Mesmo com a desvalorização do minério de ferro no mercado chinês - que pode desencadear um novo movimento de baixa no preço internacional do aço, na busca das siderúrgicas por competitividade -, a CSN informou que não visualiza o risco de contração nos valores de seus produtos.

Luiz Fernando Martinez, diretor comercial da empresa, disse que o preço já está "no chão". Ele disse, contudo, que não acredita em aumento de preços, dada a prioridade das siderúrgicas de bloquear a entrada de aço importado. Assim, a tendência é que os valores sigam nos patamares atuais.
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