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Feliz aniversário, Gonzagão!

{ Posted on 23:10 by Edmar Lyra Filho }

No dia 13 de dezembro de 1912 nascia em Exú, Pernambuco, aquele que seria o maior ícone da cultura popular nordestina e um dos maiores responsáveis pelo fortalecimento da cultura brasileira, Luiz Gonzaga do Nascimento.

Gonzagão ficou conhecido como o Rei do Baião e suas músicas o imortalizaram como um grande defensor das causas nordestinas.

Nada melhor do que comemorar os 99 anos do mito Luiz Gonzaga relembrando a sua obra e exaltando sempre a sua contribuição para o nosso Nordeste, região muitas vezes castigada pelo preconceito e pela falta de respeito.

Parabéns Gonzagão, que Deus te guarde ao lado Dele e nunca esqueça do seu povo.

O Nordeste chora sua morte, você faz muita falta. Ano que vem é o teu centenário, ídolo imortal!

Não há música melhor para sintetizar a falta que você nos faz do que A triste partida. E é com ela que encerramos esta singela homenagem.

Veja aqui a homenagem que foi feita por este blog ao Rei do Baião anteriormente.

Endeavor abre escritório no Nordeste e quer promover o empreendedorismo de alto impacto.

{ Posted on 23:39 by Edmar Lyra Filho }
A Endeavor, maior organização internacional de fomento ao empreendedorismo de alto impacto, vai ampliar suas atividades no Brasil. Presente em 11 países, chegou ao Brasil em 2000 e já conta com escritórios nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Este mês, será a vez do Recife (PE) e de Porto Alegre (RS) receberem filiais da entidade. A unidade do Recife atenderá a todo o Nordeste. As inaugurações estão marcadas para dia 22 de novembro no Recife e dia 24 de novembro em Porto Alegre. Ambas acontecem durante a Semana Global de Empreendedorismo, que ocorre em mais de 104 países e no Brasil é liderada pela Endeavor.

No Nordeste, os mantenedores serão Américo Pereira (Rapidão Cometa), Nizan Guanaes (Grupo ABC de Comunicação) e Marcelo Alecrim (Ale).Já o escritório de Porto Alegre terá como mantenedores os empresários José Galó (Lojas Renner), Nelson Sirostsky (RBS) e Ricardo Vontobel (Vonpar). A coordenação da Endeavor no Nordeste ficará a cargo de Ana Luiza Ferreira, que é mestre em Políticas Públicas pela Universidade da Georgia (EUA), eleita a quarta melhor no assunto nos Estados Unidos, e graduada em Administração de Empresas pela Universidade de Pernambuco.

Com a expansão, a Endeavor pretende se aproximar ainda mais dos empreendedores locais, contribuindo para o crescimento das empresas e desenvolvimento das regiões. O depoimento do mantenedor Nizan Guanaes exemplifica a importância e o objetivo dessa empreitada. “O Nordeste é naturalmente empreendedor, mas os nordestinos sempre tiveram que ir para o Sudeste para desenvolver esse espírito. Agora, com o momento econômico favorável, vamos estimular que o empreendedorismo nordestino aconteça na própria região, gerando emprego, renda e inovação”, completa.

José Galó, CEO de Lojas Renner e mantenedor do escritório em Porto Alegre, destaca: “Uma das maiores riquezas de um País é o seu nível de empreendedorismo. A Endeavor incentiva e qualifica futuros empreendedores, fazendo com que realizem seus sonhos de forma mais rápida e eficientemente.”

Os mantenedores e voluntários da Endeavor contribuirão para disseminar suas histórias e lições aprendidas para inspirar e preparar uma nova geração de empreendedores. O objetivo é potencializar os negócios das regiões, promover inovação, criar novos mercados e gerar mais empregos.

A Endeavor atua em várias frentes, com uma variedade de programas para diversos públicos. O mais conhecido é o apoio direto a empreendedores com potencial de alto impacto. A Endeavor apoia 540 empreendedores em todo o mundo. No Brasil são apoiados 101 empreendedores de 49 empresas que apresentam um crescimento no faturamento entre 40% e 50% ao ano. Anualmente, a entidade costuma selecionar cerca de oito novos empreendedores.

“Mesmo antes de abrir oficialmente os dois escritórios, estamos conversando com empreendedores locais que têm interesse em se tornar Empreendedores Endeavor”, comenta Rodrigo Teles, diretor geral da Endeavor no Brasil.

Para fazer parte do grupo apoiado pela Endeavor, o empreendedor passa por uma seleção rigorosa, que inclui entrevistas e apresentações diante dos conselheiros da Endeavor, fundadores de grandes empresas nacionais e internacionais e pesquisadores de instituições como Harvard e Stanford, que avaliam o modelo de negócio da empresa segundo critérios como inovação, ética e comprometimento.

A empresa, por sua vez, deve atingir padrões mínimos de desenvolvimento - com faturamento anual entre R$ 2 milhões e R$ 50 milhões - potencial de crescimento e geração de empregos, além de espírito inovador. O processo seletivo leva de 6 a 18 meses.

O empreendedor selecionado tem acesso a uma rede de 300 voluntários e mentores que doam seu tempo para dar orientação em gestão e estratégia, que auxiliarão a alavancar os negócios. Em todas as atividades, voluntários da rede de relacionamento da Endeavor – composta por empresários que são referência em diversos setores - fornecem orientações práticas e conceitos de fácil implementação.

A Endeavor possui também uma área de Educação, Cultura e Pesquisa, responsável por disseminar e promover a cultura empreendedora no país. Difunde os cases dos empreendedores apoiados para que sirvam de exemplo e inspirem outras pessoas a empreenderem. Compartilha o conhecimento adquirido por meio de seu portal na internet, de eventos gratuitos e de programas de educação abertos ao público. A entidade promove também anualmente a Semana Global do Empreendedorismo, movimento global que visa estimular o empreendedorismo no país. [www.endeavor.org.br].

A Endeavor é uma organização internacional sem fins lucrativos, presente em 11 países, que promove o empreendedorismo de alto impacto como solução para o desenvolvimento. No Brasil, apoia empreendedores que revolucionam mercados e dissemina suas histórias e lições aprendidas para inspirar e preparar uma nova geração de empreendedores.

Saneamento básico – ainda muito atrasados.

{ Posted on 19:52 by Edmar Lyra Filho }
Por Alexandre Jatobá*

O IBGE divulgou hoje em forma de release o Atlas do Saneamento 2011, que traz uma comparação entre os dados de 2000 a 2008. Embora seja ressaltado um pequeno avanço no número de municípios cobertos pelos serviços de esgotamento sanitário, as diferenças regionais permanecem. Observa-se que o Nordeste e Norte ainda estão muito atrasados se comparados ao Sudeste.

Em 2008, 55,2% dos municípios brasileiros contavam com a presença de alguma rede coletora de esgoto (em 2000 esse percentual era de 52,3%). Mas comparando-se o Norte e Nordeste ao Sudeste vê-se uma disparidade impressionante. Enquanto no Nordeste há alguma presença de rede coletora de esgoto em 45,7% dos seus municípios, no Sudeste este percentual é de 95,1%. No Norte, apenas 13,4% dos municípios tem alguma rede coletora de esgoto. Em termos de número de domicílios ligados à rede de saneamento básico, no Norte e Nordeste há ligação em apenas 3,5% e 21,9% dos domicílios, respectivamente. No Sudeste, este percentual é de 69,8%. O pior dessa estória toda é que, segundo o IBGE, os destaques em termos crescimento da rede de saneamento básico são o São Paulo (as maiores cidades do interior e a capital), o Triângulo Mineiro, as cidades de Goiânia e Brasília e as maiores cidades do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Do Norte e Nordeste foram destacados apenas os eixos Manaus-Santarém e Belém-Marabá-Imperatriz.

Além disso, ter rede de esgoto, não significa necessariamente que o esgoto é tratado. Apenas 29% dos municípios brasileiros têm algum sistema de tratamento de esgoto instalado. No Sudeste a média deste indicador é de 48% (com São Paulo a 78%). No Nordeste os destaques “positivos” são o Ceará (39%) e Pernambuco (28%). Os negativos são Piauí (2%) e Maranhão (1%), os piores resultados do país. Já que estamos falando de saneamento básico, podemos dizer (com o perdão da palavra) que ainda estamos na m... .

Obs: Vale ressaltar que não trouxemos mais dados ao texto porque o IBGE, que fez a pesquisa com recursos públicos, ainda não tornou pública a base de dados.

*Alexandre Jatobá é Mestre em Economia pela UFPE.
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