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Izaías Régis é convocado pelo PTB para disputar a prefeitura de Garanhuns.

{ Posted on 18:50 by Edmar Lyra Filho }


Cumprindo o seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa, o deputado Izaías Régis recebeu nesta segunda-feira (17) uma convocação da Executiva do PTB de Pernambuco para que dispute a Prefeitura de Garanhuns nas eleições de 2012. A convocação foi feita durante reunião no Recife com o presidente estadual do partido, o senador Armando Monteiro.

Para o senador, a candidatura de Izaías Régis é importante porque o PTB sempre foi majoritário no município e é uma referência no Agreste pernambucano. Izaías Régis agradeceu a confiança dos petebistas. Afirmou estar honrado com a convocação e ressaltou seu trabalho em favor do desenvolvimento de Garanhuns.

Veja o que disse Izaías Régis, após o encontro com Armando Monteiro:

“Trabalho pelo desenvolvimento de minha cidade há muito tempo. Desejo agora colocar a experiência que acumulei na iniciativa privada e no setor público à disposição de Garanhuns, do futuro da minha terra. Agradeço a confiança do meu partido e vou procurar todos os setores formadores de opinião da minha cidade para que, juntos, possamos construir um modelo de gestão que coloque Garanhuns em posição de destaque neste novo momento que Pernambuco está vivendo. Tenho compromisso e comprometimento com a minha cidade. Vamos debater as soluções para as áreas de saúde, educação, da qualificação profissional. Vamos buscar o desenvolvimento econômico e social e lutar para que Garanhuns se torne líder do interior do Estado”.

PMDB e PSB e os estilos de Jarbas e Eduardo.

{ Posted on 11:16 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

As alianças políticas vão e vêm, ao sabor das conveniências dos partidos e dos seus líderes. Se servem, porém, para eleger prefeitos, governadores e presidentes das legendas hegemônicas na ocasião em que são formadas, nem sempre se tornam, com o correr do tempo, adequadas para o partido principal, aquele que as protagonizou.

Foi assim em Pernambuco quando a União por Pernambuco foi formada em torno do PMDB e do seu líder, o senador Jarbas Vasconcelos. Para garantir a unidade do bloco, Jarbas, extremamente cuidadoso e, por vezes, muito tolerante, permitiu que os partidos coligados, em especial o DEM e o PSDB, crescessem mais do que o PMDB.

O resultado se viu depois. O PMDB, ao invés de crescer, ficou menor e, hoje, apesar da cadeira no Senado, só tem um deputado federal, Raul Henry, e um estadual, Gustavo Negromonte.

A lição parece ter sido aprendida pelo governador Eduardo Campos que, além de um poder bem maior do que o de Jarbas, tem um estilo totalmente diferente e costuma enfrentar os adversários com a força de um trator.

O PSB, que quase se extinguiu quando perdeu a eleição para Jarbas, chegou à eleição de 2006 tão pequeno que, no início da disputa pelo primeiro turno, o então candidato a governador, Eduardo Campos, mal tinha quem o recebesse no interior e não conseguia reunir multidões nem mesmo em Caruaru, onde foi buscar seu candidato a vice, João Lyra Neto.

O PT, embalado pela liderança de Lula, fazia seu candidato, Humberto Costa, crescer a olhos vistos. Quando, por exemplo, houve a denúncia sobre os Vampiros, Humberto já ameaçava o líder das pesquisas, o então governador Mendonça Filho.

Quando Eduardo chegou ao segundo turno, em cima do desgaste de Humberto, a força de Lula se transferiu para ele e acabou eleito governador. O resto da história todos conhecem.

Agora, depois de encerrado seu primeiro mandato e sonhando em fazer o sucessor, Eduardo não parece disposto a ceder o lugar para um partido aliado, como fez Jarbas, e, nos últimos dias, os acontecimentos que enchem as páginas dos jornais demonstram que o PSB não se contenta apenas em exercer o poder por oito anos. Quer mais.

O governador cuidou de também montar uma válvula de escape para não parecer que seu partido estava subtraindo quadros demais da base aliada ou da oposição. Para isso cuidou de ajudar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a montar o PSD, hoje uma linha auxiliar do PSB no estado.

O bloco que se formou na Câmara Municipal entre o PSB e o PSD, montado em plena luz do dia pelo líder do Governo na Assembléia, o deputado Waldemar Borges, já maior do que a bancada do PT, deixa o partido dos trabalhadores a depender do Palácio até nas votações mais simples dos projetos enviados pelo prefeito.

Em 2014 pode até ser que o governador seja convencido a escolher um candidato à sua sucessão que não seja oriundo do PSB mas parece difícil, a esta altura do campeonato.

O PT e o PTB, que já têm seus pré-candidatos, os senadores Humberto Costa e Armando Monteiro estão sentindo na pele esses dias que mais problemas virão e vão precisar de uma extrema habilidade se desejam continuar na base governista.

CURTAS

Garanhuns

Quando era governador, o senador Jarbas Vasconcelos viu sua hegemonia no município de Garanhuns se esvair ao construir um presídio feminino sem consultar a população. Agora o governador Eduardo Campos experimenta grande desgaste na cidade, onde teve 93% dos votos em 2010, depois que o prefeito de Lajedo, Antonio João Dourado, se declarou pré-candidato a prefeito de Garanhuns com as bênçãos do Palácio.

Preferido

O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, deve ser mesmo o preferido pelo governador. Passou o fim da mudança de domicílio e Olinda foi o único município grande da Região Metropolitana para onde nenhum socialista se mudou em condições de participar das próximas eleições.

Calados

O PTB, que perdeu muitos quadros antes de vencido o prazo de filiação para os candidatos às eleições de 2012, continua calado. Era o que tinha mais a reclamar, se esse fosse o desejo dos seus integrantes mas os trabalhistas permaneceram mudos. Ou vão continuar assim ou deixaram para explodir mais na frente.

Garanhuns: Herança maldita à porta de Dilma.

{ Posted on 00:29 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes


Na Era Lula virou moda inaugurar pedras fundamentais pelo Brasil. O presidente fez isso centenas de vezes, fazendo promessas que se esvaíram logo após os atos oficiais. Aqui em Pernambuco isso também aconteceu. Não resta dúvida de que o ex-presidente realizou obras por aqui mas agora estão vindo à tona os tropeços de coisas feitas apenas "para aparecer na televisão".

A Veja desta semana mostrou o caso do primeiro navio do Estaleiro Atlântico Sul, o maior estelionato eleitoral de que se tem notícia, colocado no mar na presença de Lula em 2010, em plena campanha eleitoral. Pois bem, o navio, saudado na época com um estrondoso brinde de taças de champanhe, voltou para o estaleiro logo depois da solenidade e se encontra até hoje nas oficinas, sem condições de navegar.

Esta semana, a presidente Dilma, já calejada da herança maldita que herdou e que obrigou-a a afastar, em seis meses, três ministros envolvidos com denúncias de corrupção, teve sua visita a Pernambuco recheada de atropelos por conta das pedras fundamentais e de obras inauguradas antes da hora.

Em Garanhuns, a terra onde Lula nasceu e que recebeu dele como único presente nos seus oito anos de gestão um campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Dilma assistiu a um protesto de professores e estudantes contra o abandono a que estão relegados desde que a caravana oficial cortou as fitas simbólicas.

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o campus de Garanhuns, citado na época, por Lula como "pioneiro no país em interiorização das Universidades" está, conforme relato de professores e alunos, "em coma profundo, com esgotos a céu aberto, com falta de professores, servidores, salas de aula, segurança, água potável e com um hospital veterinário fantasma".

Em resumo: não existe como escola preparada para formar os alunos que para lá se dirigiram. Dilma acabou tendo o dissabor de ver um boneco gigante com a cara da presidente no mesmo molde em que foi desenhada pelo artista plástico pernambucano Romero Brito, abrir uma passeata de protesto com a inscrição "Dil-Má".

Embora tenha sido eleita por conta do que Lula fez ou deixou de fazer (no caso, as pedras fundamentais) Dilma, porém, corre o risco de trilhar pelo mesmo caminho.

Anunciou a construção de várias barragens para contenção das enchentes no Agreste e Mata Sul quando a Transposição do Rio São Francisco, alguns quilômetros adiante, está abandonada por falta de recursos. Além disso, a crise econômica não garante que as obras programadas sejam efetivamente concluídas.

Mesmo assim, como fizera Lula, a presidente falou em um enorme palanque como se estivesse entregando uma grande obra.

Também pode cair na sua conta qualquer tropeço com a Faculdade de Medicina da Universidade de Pernambuco, em Garanhuns, da qual deu a aula inaugural.

Os alunos matriculados disseram à imprensa que o início das aulas foi diversas vezes adiado e que não têm segurança sobre a presença de todos os professores em sala de aula.

Na verdade, a UPE inaugurou vários campus no interior e, segundo denúncia da imprensa na semana passada, diversos cursos da instituição não só no interior mas também na capital estão sem mestres para garantir as aulas. Os cálculos são de que faltam mais de 100 professores no quadro docente da instituição.

Prejudicados com a falta de professores os alunos estão buscando se inscrever em disciplinas isoladas em outras faculdades - inclusive particulares - para não atrasar o ano letivo.

CURTAS

Só promessa

A maior reivindicação da população de Garanhuns no momento é a duplicação da estrada que liga São Caetano àquela cidade. Várias vezes Lula foi procurado, inclusive por membros de sua família, solicitando providências neste sentido. Dilma, pressionada, prometeu liberar recursos para fazer o projeto. Quanto à obra, disse que ia ver no momento certo. Vai depender da crise.

Sonho distante

Ninguém mais aposta na possibilidade da deputada estadual Tereza Leitão vir a emplacar sua candidatura a prefeita de Olinda depois que o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo, implícita ou explicitamente, refutaram a idéia de o PT se distanciar do PC do B. Tereza, tudo indica, corre o risco de, mais uma vez, morrer na praia.

Mulheres em alta

Embora Pernambuco ainda seja refratário à idéia de as mulheres avançarem nos espaços políticos - dos estados do Nordeste é o que menos tem mulheres disputando eleições majoritárias - as pesquisas feitas ultimamente na RMR mostram uma tendência da população a ver com bons olhos o voto nas mulheres. Em Olinda o percentual dos que admitem votar em uma mulher é de 82%.


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