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Coluna Gazeta Nossa terceira dezena de janeiro.

{ Posted on 21:47 by Edmar Lyra Filho }
Os desafios de Elias Gomes.

Em 2008, Elias Gomes estava desacreditado, havia perdido a eleição para deputado federal, bem como seu filho, Betinho, não conseguiu a reeleição para a Assembleia Legislativa. Na disputa pela prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, o tucano era um franco atirador. Arrasada pelas administrações anteriores que colocavam a cidade nas páginas policiais, Jaboatão decidiu dar uma segunda chance na política a Elias Gomes. Digamos que juntou-se a fome com a vontade de comer. Elias precisava se restabelecer politicamente e Jaboatão precisava de um gestor público capacitado para dar o mínimo de eficiência à administração do município. Quando assumiu em janeiro de 2009, os desafios de Elias Gomes foram muito grandes. Jaboatão devia a duas pessoas: A Deus e o mundo. Os convênios com o Governo Federal estavam vetados por conta de o município figurar entre os inadimplentes com a esfera federal. Numa parceria com o governador Eduardo Campos e o então presidente Lula, o tucano conseguiu dar um ritmo a gestão da cidade que em termos populacionais é a segunda de Pernambuco. Os convênios voltaram a ser firmados, credores voltaram a receber, etc. Apesar de fazer uma boa gestão, sobretudo, se comparando com as administrações anteriores, o prefeito Elias Gomes peca na questão política. Diferentemente do Elias candidato, o Elias prefeito não faz mais as visitas às comunidades, não dialoga com a população, bem como, sua equipe está blindando o prefeito de receber qualquer informação inerente à gestão e ao município. Isso faz com que, apesar da boa gestão e de uma considerável aprovação, o prefeito possa sofrer problemas na sua reeleição. Diante de adversários qualificados politicamente e com grande cacife eleitoral, pode ser que o tucano não consiga voar tão alto como estava se desenhando até o final do ano passado. Elias não é mais o novo de Jaboatão, antes era estilingue e hoje é vidraça. Se considerarmos a falta de apoio político e sem uma militância aguerrida, o prefeito dependerá da boa vontade do eleitor jaboatonense, que pode muito bem optar por um nome mais afinado com o governador Eduardo Campos e a presidente Dilma Rousseff. Caso algumas coisas mudem na condução política, o prefeito pode apostar na reeleição, se não fizer essas mudanças, correrá sérios riscos de não obter êxito.


PSDB - O partido de Elias pretende lançar candidatos em Jaboatão, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Moreno, Camaragibe, São Lourenço da Mata e algumas outras cidades da RMR, se obter êxito o PSDB poderá investir numa candidatura própria ao Palácio das Princesas em 2014. O nome: Sérgio Guerra ou Elias Gomes.


PT - Ninguém se iluda que a candidatura de João da Costa é fato consumado. O Partido dos Trabalhadores é pragmático. Só marchará com o prefeito se o mesmo tiver plenas chances de vitória, caso contrário, apostará em João Paulo ou Humberto Costa.


Mendonça Filho - O deputado democrata, que por sinal vem fazendo um bom trabalho na Câmara Federal, pretende ser candidato a prefeito do Recife novamente. Figurando bem nas pesquisas, Mendonça se animou para a disputa.


FBC - O que parecia ser um ano de 'cão' para o ministro pernambucano, começou a mudar após os esclarecimentos do socialista. Apesar das denúncias, Fernando Bezerra Coelho ficou mais forte no cenário local. Provavelmente fora de 2012, o socialista apostará todas as fichas na disputa pelo Palácio das Princesas em 2014.


Silvio Costa Filho - Com ascensão meteórica na política, o petebista era nome certo para disputar a PCR este ano. Como está respondendo a inquérito sobre os escândalos do Turismo quando era secretário, Silvio Filho deverá arquivar o projeto.


Estaleiro Atlântico Sul - Com pompa de restaurar a indústria naval brasileira, o Estaleiro Atlântico Sul em Suape foi anunciado em Pernambuco ainda no governo Jarbas em 2004. Agora, está a venda e o seu futuro dono poderá ser Eike Batista, que já demonstrou interesse em investir em Pernambuco.

As verdadeiras razões do bombarbeio em FBC.

{ Posted on 21:18 by Edmar Lyra Filho }
Poucas pessoas atinaram para alguns fatos que explicam o bombardeio da mídia sulista no ministro Fernando Bezerra Coelho. Não é apenas o interesse de desgastar o governo Dilma Rousseff, existem outros fatores bem mais relevantes.

O primeiro deles se dá pelo fato de Pernambuco ser o estado com maior nível de crescimento do Brasil. É interessante para o Sul do país perder o protagonismo econômico para o Nordeste? Claro que não.

O segundo ponto é a elevada aprovação do governador Eduardo Campos, do PSB, que é uma alternativa real a cansada dicotomia PT x PSDB, São Paulo x Minas Gerais. Seria interessante ter mais um presidente pernambucano? Óbvio que não.

Desgastar Eduardo Campos é a estratégia da mídia sulista no intuito de manter o abismo social e econômico existente entre o Nordeste e as demais regiões brasileiras.

No caso de Fernando Bezerra Coelho, está cada vez mais claro que não houve culpa do ministro. Existem trâmites, projetos a serem apresentados, etc. Ele apenas está servindo de bode expiatório para tentar desgastar o governador Eduardo Campos e evitar o salto nacional do socialista.

Cabe a Pernambuco e ao Nordeste não aceitarem esse jogo vil e leviano dos sulistas.

Resultado final da enquete.

{ Posted on 20:23 by Edmar Lyra Filho }
Durante um mês, foi realizada uma enquete com os leitores do Blog de Edmar Lyra sobre a disputa pela prefeitura do Recife no ano que vem.

Os nomes colocados, de acordo com o noticiário político, foram: Daniel Coelho (PSDB), Mendonça Filho (DEM), Fernando Bezerra Coelho (PSB), João da Costa (PT), Raul Henry (PMDB), Raul Jungmann (PPS) e Silvio Costa Filho (PTB).

O tucano Daniel Coelho e o democrata Mendonça Filho ficaram com 25% dos votos cada, o socialista Fernando Bezerra Coelho ficou com 16%, o petebista Silvio Costa Filho e o peemedebista Raul Henry ficaram com 10% cada, enquanto o prefeito petista João da Costa aparece com 8%, já o pós-comunista Raul Jungmann ficou na lanterninha, com apenas 4% dos votos.

Uma enquete não tem embasamento técnico para analisar, mas podemos fazer alguns prognósticos. O principal deles é que o prefeito João da Costa terá sérias dificuldades de reverter a situação, Raul Jungmann, depois de disputar duas majoritárias, aparece com baixa intenção de voto, Raul Henry aparece com pouco, mas é um número razoável, assim como Silvio Costa Filho, Fernando Bezerra Coelho se mostra competitivo, com a força do Palácio pode se tornar favorito, já Mendonça Filho mostra um relativo recall por conta de duas majoritárias que disputou, é bom de partida e ruim de chegada, Daniel Coelho apareceu muito bem, mas não sabemos se esse percentual pode crescer.

Vamos esperar pesquisas de verdade pra fazer prognósticos mais consistentes.

Obrigado aos que votaram!

O Egoísmo do PSB - O partido das estrelas‏.

{ Posted on 23:33 by Edmar Lyra Filho }
Por Moraes de Carvalho*.

Nesta semana anterior, vimos uma grande notícia nacional - a reeleição por aclamação "sem concorrentes" do Governador de Pernambuco para presidente da executiva nacional do Partido Socialista Brasileiro.

Com a presença de várias personalidades políticas do partido e também de outros partidos, o PSB - da mesma forma como o Partido dos Trabalhadores PT, revela seus intentos para 2014 - emplacando ai quem sabe, a candidatura de Eduardo Campos para Presidente do Brasil com uma coligação com o PSD - "partido de aluguel" pelo qual foi criado por Gilberto kassab, sem nenhum voto nas urnas e no entanto uma enxurrada de políticos de todo Brasil, tantos vereadores, deputados, prefeitos - dos quais eram filiados em outros partidos, migraram para legenda.

Mas será se o PSB - do qual Ciro Gomes tem mais experiência, com duas candidaturas para Presidente, além do mais é bem mais conhecido nacionalmente do que Eduardo Campos - será se o Brasil trocaria o voto à Serra, Ciro Gomes, Aécio Neves, Geraldo Alckmin - por um novato nacionalmente?

Mesmo sabendo eu que Pernambuco tem uma das mais fortes e mais bem articuladas políticas do Brasil, pelo qual, o próprio Luíz Inácio Lula da Silva, saiu do ventre desta terra, que se dividem em Zona da Mata, Agreste, Sertão e Litoral.

O PSB - objetiva, no seu mais interior, na verdade é "tomar o poder do PT" ou falando menos acentuadamente - ir para a Presidência do Brasil.

Será se as intenções de Eduardo Campos, que ganhou as eleições em Pernambuco para governador com mais de 80% dos votos - uma vitória esmagadora contra Jarbas Vasconcelos, do qual já estava no poder a muito anos, será se o Partido dos Trabalhadores tem algum plano B para anular os intentos do PSB, e mais, será se o PMDB já teria articulado um plano para compor uma aliança com o PSB ou frustrar as nobres intenções de Eduardo Campos?

Prefiro particularmente Ciro Gomes como Presidente do Brasil, em 2014.

E onde vai entrar as "injustas" intenções do secretário de Habitação da Prefeitura do Recife Sebastião Rufino, à mando do Governador Eduardo Campos e com a anuência de FBC em querer tomar um mandado legítimo e correto, pelo qual nem o Ciro Coelho jamais obteve 30 mil votos fechados para Deputado Estadual somente em Petrolina.

A família coelho de Petrolina sabe, como eu sei muito bem disto, somente uma pessoa como Fernando Bezerra Coelho "o pai e não o filho" teria capacidade para governar Petrolina com maestria.

Mas o ministro e futuro ex ministro, não tem mais seu domicílio eleitoral em nossa cidade Petrolina PE e além de ser um ato de abandono, seria mais desastrado ainda, colocar o filho como futuro prefeito, pelo qual não tem nenhuma preparação política, para assumir tamanha responsabilidade.

Mas o Dep. Odacy Amorim que foi soldado de FBC - herdou um pouco da forma de governo de FBC, basta olhar os seus 2 anos de governo e comparar aos 4 anos de Júlio Lóssio - e veremos, como Petrolina desenvolveu em apenas 2 anos, míseros 2 anos somente.

Tenho certeza, que a mudança já começou. Em 2012, teremos diversos candidatos a Prefeito de Petrolina.

Nunca mais, nunca mais, nunca mais, a família coelho voltará ao comando da Prefeitura de Petrolina, se não formar uma liderança igual ou superior ao de Fernando Bezerra Coelho, e Fernando Filho não é esta liderança.

Mas graças a Deus, que o PSB rejeitou a estrela de Odacy Amorim, quando era socialista e achando Eduardo Campos, que detinha o comando por completo do PSB, Odacy Amorim - com sua atitude corajosa e poderosa, revelou para todo o Brasil que o PSB é tão frágil quanto o PT.
*Presidente do Diretório Municipal do PSDC de Petrolina.

PT quer controle da imprensa e jornal chapa branca.

{ Posted on 18:18 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes
O Governo Federal vai gastar este ano R$ 628 milhões com a publicidade oficial, sendo que mais que um terço destes recursos estão destinados à Presidência da República. De 2007 para 2010 a publicidade governamental mais que triplicou em termos nominais, apesar da inflação ter tido um crescimento mínimo no período. Em 2007, por exemplo, os gastos com a publicidade do Palácio do Planalto e Ministérios foram de R$ 198 milhões e em 2010 chegaram a R$ 649 milhões, segundo o portal Transparência Brasil.

Além das informações de utilidade pública, normalmente divulgadas pelo Ministério da Saúde, a publicidade do governo federal serviu nesses quase 10 anos de administração petista, também para incutir, sub-repticiamente, na cabeça dos brasileiros a idéia de que só o PT se preocupa com os pobres e com as chamadas minorias como os negros, os homossexuais, os índios, etc.

Como se não bastassem todos os preciosos minutos das TVs e das emissoras de rádio, pagos com recursos públicos de norte a sul e de leste a oeste, a imprensa brasileira, através da chamada free mídia, destinou todos esses anos, também em todos os estados, mas, principalmente, nos mais dependentes dos recursos federais, preciosos espaços de jornais, rádios e TVs para divulgar o trabalho dos petistas a nível nacional.

Além do material que normalmente os governos produzem, pois no dia-a-dia tomam iniciativas de interesse da população, o PT contou nos oito anos do Governo Lula com um espetacular comunicador de massas, o próprio presidente, sempre preocupado,no país ou nas viagens ao Exterior, em falar o que queria na frente das câmeras, comunicando-se, sem intermediários, com todos os brasileiros.

Diante de toda esta exibição midiática, não foi à-toa que o presidente Lula conseguiu se manter no poder, apesar dos ruidosos escândalos, como o do Mensalão, e ainda de fazer sucessora a presidente Dilma, então uma ilustre desconhecida para a maioria do povo brasileiro, ao ponto de ter sido chamada na campanha nas áreas mais distantes de “a mulher de Lula”, apesar D. Marisa ter feito questão de estar permanentemente ao lado do presidente, desde o dia da posse até o término do mandato.

Pode-se dizer que, nos quatro primeiros anos de mandato, Lula navegou em céu de brigadeiro com a imprensa nacional a exaltar-lhe o ineditismo de ter sido o primeiro operário a chegar à Presidência. Nos últimos quatro anos, assim como qualquer governante que se reelege, Lula começou a enfrentar notícias negativas, oriundas, quase sempre, dos subterrâneos do poder, onde a corrupção foi motivo de reportagens cujas informações eram propagadas pelos próprios governistas, na luta pela conquista de espaços com eventuais correligionários.

Foi aí que o PT, que sempre viveu em comunhão com a imprensa brasileira, começou a falar em controle da mídia, em regulamentação ou outros nomes parecidos, todos voltados para uma inusitada defesa da censura à imprensa.

Ou seja, enquanto se beneficiou da totalidade da imprensa nacional, o PT ficou calado. Quando a parte mais independente começou a mostrar a realidade, o discurso mudou. Embora a maioria dos petistas defenda hoje um controle da mídia, coisa que era abominada no tempo da ditadura militar, o maior defensor disso é o ex-ministro José Dirceu, incomodado com o fato de ter sido denunciado pela justiça como o principal comandante do mensalão.

Na semana passada, Dirceu passou dos limites e defendeu que o país tivesse um jornal, que ele chamou de esquerdista, voltado para a defesa do Governo.

No jargão jornalístico um jornal deste tipo tem um nome peculiar “chapa-branca”. Dirceu quer portanto que algum grupo de esquerda, quem sabe ele próprio, financiado não se sabe por quem, produza mais um Diário Oficial. Desta vez não só voltado para divulgar o Governo Federal mas o próprio PT e suas idéias, infelizmente, cada vez mais autoritárias.

Se o PT, como deseja, implantar a censura à imprensa, o Brasil vai ter um retrocesso sem tamanho. Quem sabe, como acontecia na Ditadura, os jornais tenham que voltar a publicar receitas de bolo.

CURTAS

DIRETO – O governador Eduardo Campos não usou intermediários. Ele próprio chamou ao Palácio Aloísio Lessa, João Fernando Coutinho, Antonio Dourado, Fernando Bezerra e Sebastião Oliveira, pessoas que escolheu a dedo para disputar as eleições municipais em Goiana, Jaboatão, Garanhuns, Recife e Serra Talhada e os convenceu a entrar na disputa.Sebastião foi o primeiro da fila.

CHUMBO GROSSO – Quem esteve com João Paulo ou algum dos seus assessores mais próximos recentemente ficou convencido de que vem chumbo grosso por aí mirando João da Costa. A artilharia não vai se limitar à entrevista em que JP disse na TV Jornal que não quer aproximação com o outro João e duvidou da possibilidade de JC se reeleger.

ESPOSA - As rixas entre João Paulo e João da Costa podem não ter começado, como se especulou, por conta de uma discussão entre Lygia Falcão e Marília Costa mas a esposa de João Costa é persona non grata junto a João Paulo e assessores tanto quanto ou até mais que o atual prefeito.

Coluna Gazeta Nossa terceira dezena de novembro.

{ Posted on 23:21 by Edmar Lyra Filho }
O cenário eleitoral no Recife.

As eleições 2012 ainda são uma incógnita, sobretudo no Recife, porém, dadas as movimentações de oposicionistas e governistas, podemos chegar a algumas conclusões. No campo da oposição, está claro que a melhor alternativa é investir em um nome novo, o que muitos já entenderam e Mendonça Filho, Raul Henry e Raul Jungmann já sinalizaram abandonar a disputa em prol do jovem Daniel Coelho. Talvez com uma cara nova, a oposição possa mudar o panorama de derrotas na cidade desde 2000. E a nível estadual desde 2006. No campo governista, apesar da movimentação de João da Costa em se associar aos avanços obtidos pelo governador Eduardo Campos, é improvável que PTB, PT e PSB fiquem os três juntos em torno do prefeito. A única alternativa ainda é a substituição de João da Costa pelo senador Humberto Costa ou até mesmo pelo deputado João Paulo. A candidatura de Daniel Coelho (PSDB) favorece o discurso da oposição em torno de um projeto novo para o Recife, tendo em vista sua jovialidade e relativa experiência tanto política quanto acadêmica. Já candidaturas como a de Fernando Bezerra Coelho (PSB) voltada para o desenvolvimento econômico e o alinhamento partidário com o governador Eduardo Campos e a de Sílvio Costa Filho (PTB) voltada para a mobilidade urbana e investindo em uma cara nova na política, também são competitivas. O grande desafio desses pré-candidatos é chegarem 'vivos' até março. Isso serve, inclusive, para o prefeito João da Costa se quiser disputar a reeleição. Posteriormente, precisarão compor com siglas que estejam em campos opostos bem como com siglas nanicas para tentar fazer um novo rearranjo político na capital. Em seguida, já ocorrendo concomitantemente a essas questões citadas anteriormente, precisarão apresentar um projeto de mudança para a cidade do Recife, que, sem dúvidas, está na UTI. O Recife precisa de projetos não pra próxima eleição, mas sim pra próxima geração. O crescimento desenfreado é uma das causas dos problemas enfrentados pelos recifenses. Já está claro, através de pesquisas qualitativas, que o recifense cansou do modo PT de governar, mas quer um nome que possa alinhar o Recife ao desenvolvimento econômico ocasionado no estado. Por isso a necessidade de novos nomes e de siglas diferentes das que protagonizaram as eleições anteriores. Aquele que souber captar as demandas dos recifenses de maneira coerente, e souber 'vender o seu peixe' de maneira competente, tem plenas chances de ser o próximo prefeito do Recife. O jogo de 2012 ainda não está jogado.

Rodízio - Já está na hora das autoridades recifenses apresentarem uma proposta de rodízio de veículos, como já acontece em São Paulo. Do jeito que o trânsito está não pode continuar.

Via Mangue - A Via Mangue está 'andando', projetos viários apresentados pelo governador Eduardo Campos também serão implementados em breve, mas até lá, como iremos resolver o problema do trânsito sem o rodízio?

Mercado de Areias - Depois de muitos questionamentos, o prefeito João da Costa, enfim apresentou um projeto de requalificação do Mercado de Areias, que teve seu teto desabado em 2006. É uma vitória da comunidade e de quem cobrou do prefeito.

Orla de Jaboatão - Graças ao ministro da integração nacional Fernando Bezerra Coelho, o prefeito Elias Gomes vai iniciar as obras de engorda da orla de Jaboatão. Essa demanda era de todos os munícipes e está começando a sair do papel.

Cabo de Santo Agostinho - O prefeito Lula Cabral (PTB) tem quase 90% de aprovação. É um gestor moderno e arrojado, porém, terá sérias dificuldades para fazer o sucessor. A candidatura do deputado Betinho Gomes (PSDB) está nas ruas e, diferentemente de 2008, é a favorita a vencer o pleito.

Enquete Eleições 2012 - Recife.

{ Posted on 22:31 by Edmar Lyra Filho }
Como todos sabem, as eleições 2012 estão cada vez mais próximas, e o meio político já respira a próxima eleição.

Existem pré-candidaturas colocadas e por isso colocamos os nomes de acordo com a possibilidade de disputar.

É natural que daqui para as convenções alguns desses pré-candidatos saiam de cena. Porém, serve pra saber quem tem bala na agulha nesse momento.

São os seguintes nomes:

Fernando Bezerra Coelho (PSB)
Daniel Coelho (PSDB)
João da Costa (PT)
Silvio Costa Filho (PTB)
Mendonça Filho (DEM)
Raul Henry (PMDB)
Raul Jungmann (PPS)

Vamos votar, pessoal. É aí ao lado e é bem rápido!

Coluna Gazeta Nossa primeira dezena de Novembro.

{ Posted on 13:13 by Edmar Lyra Filho }
Os caminhos da oposição recifense em 2012.

O prefeito João da Costa não faz uma boa gestão e sua avaliação é uma das piores da história do Recife. Como se não bastasse, ainda há uma possibilidade real de ruptura na Frente Popular visando 2012. O que, sem dúvidas, prejudica um eventual projeto de reeleição do prefeito. A oposição assiste essa querela governista de camarote, porém, está imóvel. A chamada Mesa da Unidade não trouxe nada de efetivo ao debate da oposição, afinal, de unidade só existe o nome. Até agora nenhum pré-candidato fez o gesto de se retirar. Mendonça Filho, Raul Jungmann, Raul Henry e Daniel Coelho seguem firmes no propósito de ser candidato em 2012. Os três primeiros já foram candidatos a prefeito, nenhum obteve êxito, e dentre eles o que melhor se saiu foi Raul Henry, que começou com 2% nas pesquisas e terminou com 17% nas urnas. O grande fato novo da oposição é o deputado Daniel Coelho (PSDB). Já foi vereador do Recife por duas vezes, líder da oposição no governo João Paulo, e em 2010 foi o segundo deputado estadual mais votado da capital. É um nome que pode não liderar pesquisas, mas tem pouca rejeição e detém um grande potencial de crescimento. A depender da organização da sua campanha e da unidade da oposição, pode surpreender e sair vitorioso da disputa. Antes de ser o candidato único da oposição, Daniel precisa que os seus aliados desistam da candidatura e abracem o projeto efetivamente. Antes disso, a oposição precisa realizar pesquisas qualitativas para analisar as demandas da população recifense para afinar o discurso e apresentar propostas que possam cair no gosto da população. Até agora a oposição não soube canalizar a grande chance de retomar a prefeitura e se não se organizar pode continuar por mais quatro anos fora da prefeitura do Recife.


Fernando Bezerra Coelho - A candidatura de FBC pode mesmo se tornar realidade, basta que a Frente Popular não se una em torno do projeto do PT.


Silvio Costa Filho - O deputado Silvio Costa Filho (PTB) começa a colocar o bloco na rua. Recebeu o aval do senador Armando Monteiro para ser o candidato do partido a prefeito do Recife em 2012.


PEFOLIA - Apesar de algumas críticas, o evento realizado em Jaboatão foi aprovado pelo organizador Antonio Bernardi. Ele já antecipou que em 2012 terá a segunda edição que será mais organizado e terá melhores atrações.


Mendonça Filho - Graças a uma ação do deputado Mendonça Filho, o governo foi obrigado a reconsiderar a decisão de aumentar o IPI para carros importados. A justiça decidiu que esta medida era abusiva.


Bruno Araújo - Um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, o deputado tucano desistiu da candidatura a prefeito do Recife. Bruno entende que contribui mais sendo deputado federal, onde é um dos líderes do PSDB na Câmara.

"A candidatura de Fernando é legítima", diz Armando.

{ Posted on 13:31 by Edmar Lyra Filho }


Em viagem desde o domingo aos municípios de Sairé, Arcoverde e Flores, no Sertão, o senador Armando Monteiro (PTB) falou sobre a sucessão municipal no Recife e sobre a intenção do ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) de se lançar na cidade. “Nós (PTB) temos uma posição cômoda, porque saímos do governo João da Costa. Então, temos autoridade para tomar o nosso rumo. Acho que, diante do cenário que está posto na sucessão do Recife, nós devemos considerar a possibilidade de múltiplas candidaturas no nosso campo. Eu vejo isso com naturalidade”, ressaltou.

Ao avaliar candidaturas alternativas, como a do ministro Fernando Bezerra, Armando disse que o PTB está aberto ao diálogo, caso não decida lançar um nome próprio. “Eu acho que ele pode legitimamente se colocar, ele tem credenciais, tem uma trajetória. Num primeiro momento, houve aquele problema de Petrolina, que ficou parecendo um movimento, vamos dizer assim, de certa resposta à movimentação... mas, ao que eu saiba, o ministro tem reiterado a muitos interlocutores, e eu inclusive vou estar com ele na próxima semana, a sua firme disposição de colocar-se no Recife, de apresentar uma candidatura no Recife. Eu acho legítimo”.

Oposição + FBC versus João da Costa.

{ Posted on 17:29 by Edmar Lyra Filho }
Por Maurício Costa Romão*

Quando se fala sobre desenvolvimento de um determinado lugar há que se ter dois cuidados: (1) não apequenar o conceito, a ponto de circunscrevê-lo apenas à sua dimensão econômica e (2) não multidimensioná-lo, a ponto de torná-lo muito complexo, intangível, não mensurável.

De há muito está assentado na literatura especializada que o crescimento econômico é condição necessária, porém insuficiente para o desenvolvimento integral das pessoas. Esse é um assunto vencido, hoje incontroverso. Não se persegue mais o crescimento econômico como um objetivo em si mesmo.

A superação dessa visão econômica do desenvolvimento deu-se através da incorporação de outras dimensões ao conceito, como a vertente humana (da qual se originou o IDH), a moderna tese de sustentabilidade, etc, propiciando maior amplitude para a compreensão de como as pessoas podem alcançar uma vida melhor.

Naturalmente, esses avanços metodológicos têm um custo (trade-off). Quanto mais dimensões são consideradas (políticas, ambientais, antropológicas, sociológicas, psicológicas, etc.), mais o conceito se torna pouco operacionalizável. E aí, quando isso acontece, impera a subjetividade (“a pobreza, como a beleza, está nos olhos de quem a vê”, Mollie Orshansky). Ou, como teria dito alguém, “o desenvolvimento é como um elefante: difícil de definir, porém fácil de reconhecer”.

À crítica do ministro Fernando Bezerra Coelho, fazendo coro com a oposição (MDU), de que “o Recife precisa acompanhar o ritmo de desenvolvimento vivido pelo Estado”, o prefeito João da Costa rebateu dizendo que “as críticas são desmentidas pelos números. O PIB da cidade cresce no mesmo ritmo do estado. Isso é fato”.

Nota-se, assim, que, na ausência de menções conceituais mais precisas, é em termos de crescimento econômico que o debate vai ser travado. E se essa é a referência, as estatísticas não dão suporte à afirmação do prefeito.

Com efeito, dados do Condepe/Fiam mostram que de 1999 a 2008 a relação PIB do Recife sobre PIB do estado decresceu

sistematicamente de 37,3% para 31,9%, uma perda de participação de 5,4 pontos de percentagem. Usando uma regressão linear simples, para compensar a ausência de estatísticas mais recentes, estima-se que essa participação em 2011 haja caído para cerca de 30,0%. Então, não é “fato” de que “o PIB da cidade cresce no mesmo ritmo do estado”. Se o fizesse, nesses últimos 13 anos, a relação entre os PIBs não se teria modificado.

A conseqüência desse insuficiente desempenho produtivo se reflete na posição que a economia da cidade ocupa hoje em relação às demais capitais do Nordeste (3ª posição, atrás da Salvador e Fortaleza) e em comparação aos 100 maiores municípios do País (20º lugar).

É indiscutível que o Recife, em termos de pujança econômica, perdeu a liderança regional ao longo dos anos e se distanciou de outras capitais do País. Entretanto, desfruta ainda de alguns indicadores favoráveis que, num projeto estratégico de estímulo aos investimentos e aproveitamento de suas potencialidades, podem ajudar a recuperar o tempo perdido, alavancar o desenvolvimento econômico local e aproximar-se do desempenho do estado.

A capital tem o maior PIB per capita do Nordeste (proxy para o potencial de consumo da população local), um parque industrial razoavelmente diversificado e moderno, um dinâmico setor terciário, particularmente nas áreas de comércio e serviços, e um segmento de turismo de grande potencial. Conta, também, com razoável infra-estrutura aéreo-portuária, de energia, de transportes, e de comunicações. Seus níveis médios educacionais se sobressaem no Nordeste e a cidade possui uma bem estruturada e diversificada base de ciência e tecnologia.

A exploração estratégica dessas potencialidades requer a adoção de proposta governamental que coloque o papel da economia entre as prioridades. Sem o crescimento econômico não há como expandir a base de recursos econômicos e tecnológicos que possibilitam a transformação social e a inserção das pessoas em outras dimensões do desenvolvimento.

O debate faz sentido!

Maurício Costa Romão, Ph.D. em economia, é consultor da Contexto Estratégias Políticas e de Mercado, e do Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau. mauricio-romao@uol.com.br

Coluna Gazeta Nossa terceira dezena de outubro.

{ Posted on 15:58 by Edmar Lyra Filho }
A candidatura de FBC pode ser pra valer.

Prefeito de Petrolina, secretário de Estado, deputado estadual, deputado federal, atualmente ministro de Estado, Fernando Bezerra Coelho tem uma vasta carreira política. Político do interior, FBC conseguiu ganhar notoriedade a nível estadual quando abdicou de dois anos de mandato como prefeito de Petrolina para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e ser o responsável direto pelo boom econômico ocasionado no estado ao lado do governador Eduardo Campos. Aspirante a um cargo majoritário na chapa da Frente Popular em 2010, FBC viu seu projeto ser arquivado em prol da diversificação dos partidos que apoiavam o governador. Deixando para o PT, o PTB e o PDT as demais indicações. Sua lealdade ao governador lhe deu condições de ser alçado ao plano nacional e se tornar ministro da integração nacional. Visto inicialmente com certo preconceito pela presidente Dilma e também pela imprensa nacional, FBC conseguiu se tornar uma unanimidade no governo Dilma. É considerado por muitos um dos melhores auxiliares da presidente. Isso traduziu em um prestígio que até então, como prefeito de Petrolina, ele jamais teria. E o colocou de vez na rota dos políticos mais fortes de Pernambuco e com perspectivas majoritárias. Diante de uma desaprovação nítida do prefeito João da Costa, de um desgaste natural de doze anos do PT no Recife e de fissuras na Frente Popular ocasionadas pelo Partido dos Trabalhadores, Fernando Bezerra Coelho se torna o grande fato novo da disputa para a prefeitura do Recife. Com o apoio de um governador com quase 90% de aprovação e de um estado que cresce acima da média nacional, FBC tem na ponta da língua o discurso para os recifenses: colocar o Recife no mesmo nível de desenvolvimento de Pernambuco. Caso obtenha êxito, FBC se torna protagonista político e pode surgir como sucessor de Eduardo Campos em 2014 ou apoiar outro candidato e esperar para 2018 quando estaria no segundo mandato de prefeito da capital. A candidatura de FBC não deve ser um blefe do PSB, tem consistência, viabilidade e pode realmente ser vitoriosa. Sobretudo diante de uma oposição atual sem rumo e sem projeto. O povo do Recife cansou do PT, mas também não vê na oposição uma alternativa viável. Quer alguém que seja do mesmo estilo político de Eduardo Campos e esse alguém é, sem dúvidas, Fernando Bezerra Coelho.


Tiro no pé? - O deputado João Paulo decidiu ficar no PT, apesar de rumores de que ele poderia mudar de partido. O tempo dirá se realmente ele tomou a melhor decisão. Diante do esfacelamento da Frente Popular, o PT pode ser obrigado a lançar João Paulo. Mas ele seria candidato sem o apoio de Eduardo, será que consegue ser vitorioso?


PCR - Talvez se o PT tivesse rifado João da Costa desde já e sinalizasse apoio a candidatura de João Paulo, a Frente Popular continuasse unificada no Recife. Agora, com pré-candidaturas postas, fica mais difícil de chegar a um consenso. Sobretudo após troca de farpas públicas.


Armando Monteiro - Tido como desagregador da Frente Popular por não seguir o governador na emenda para o terceiro mandado de Guilherme Uchôa na Alepe, Armando assiste de camarote a troca de farpas entre PT e PSB. O senador petebista acalenta o sonho de ser governador em 2014 e pensa dia e noite em ser o candidato de Eduardo Campos.


Priscila Krause - A líder da oposição na Câmara do Recife surge como a grande novidade do DEM para disputar a prefeitura do Recife. Mesmo que não obtenha êxito, Priscila se viabiliza para ser deputada estadual em 2014. Como vereadora pode conseguir ou não.


Sebastião Rufino - Ex-pefelista de carteirinha, o ex-deputado Sebastião Rufino conseguiu se manter no poder mesmo com a vitória de Eduardo Campos. Não conseguiu a reeleição, mas assumiu a Secretaria de Habitação do Recife. Tem conseguido realizar seu trabalho com uma certa desenvoltura.


Até quando? - Ficamos no aguardo de até quando Raul Jungmann vai continuar brincando de ser pré-candidato a prefeito. Sem recursos, com pouco tempo de televisão e sem apoio político, fica difícil acreditar que ele vai ser mesmo candidato.

Política em Pauta.

{ Posted on 14:38 by Edmar Lyra Filho }


Ouça o nosso comentário sobre a semana política em Pernambuco.

Coluna Gazeta Nossa primeira dezena de outubro.

{ Posted on 15:29 by Edmar Lyra Filho }
Eduardo Campos tem a força.

Na eleição do TCU ficou comprovada a liderança incontestável do governador Eduardo Campos no plano nacional. Já sabíamos da sua força em Pernambuco e também dentro do PSB, partido que ele preside a nível nacional. O grande teste político do governador foi a vitória de Ana Arraes para o TCU. Com 222 votos, a filha de Miguel Arraes conquistou a maior vitória que um político conseguiu na Câmara dos Deputados numa disputa para o Tribunal de Contas da União. Isso demonstra que o trabalho de Eduardo de se tornar um político nacional tem cada vez mais dado certo. Essa vitória se junta a criação do PSD que foi impulsionado por Eduardo. Antes, o socialistsa já tinha conquistado a maior vitória do Brasil em 2010, bem como é o governador mais bem avaliado do país. A próxima meta de Eduardo na Câmara Federal é emplacar o próximo presidente daquele poder legislativo. Caso se torne vitorioso, desbancando o PMDB de Henrique Eduardo Alves (RN), o socialista tem condições de reivindicar o posto de vice na chapa presidencial de Dilma Rousseff, hoje ocupado por Michel Temer. Porém, Eduardo só tentará ser vice, se considerar boas as chances de Dilma ser reeleita, caso contrário, tentará se viabilizar como candidato a presidente da República compondo com alguns partidos da base governista e até mesmo da oposição. Com sua ida para o plano nacional, abre três vagas na chapa majoritária de Pernambuco em 2014, o que facilitaria uma composição com mais partidos da sua Frente Popular, que ele lidera com mãos-de-ferro. Eduardo Campos tem a força e o céu é o limite para o neto de Arraes. Caso consiga o voo nacional, Eduardo vai ser o maior líder político da história de Pernambuco.

José Múcio - Voltam as especulações para Múcio voltar a política. Não seria o candidato da Frente Popular a prefeito do Recife. Na verdade ele disputaria o governo de Pernambuco com o apoio de Eduardo Campos, Fernando Bezerra Coelho, Humberto Costa e seu primo Armando Monteiro.

Daniel Coelho - Com a pompa de líder do futuro, Daniel Coelho se filiou ao PSDB para disputar a Prefeitura do Recife em 2012. A festa foi grande.

Júnior Matuto - Já está definido: O vereador Júnior Matuto será o candidato do prefeito Yves Ribeiro (PSB) a prefeito de Paulista no ano que vem. Terá o apoio de Eduardo Campos e companhia.

Terezinha Nunes - A grande novidade para 2012 será a candidatura da ex-deputada Terezinha Nunes (PSDB) a prefeitura de Olinda. Terezinha quer o apoio de Jacilda, derrotada três vezes pelo PCdoB.

Fernando Bezerra Coelho - O ministro da Integração Nacional não esquece Pernambuco e principalmente sua Petrolina. Conseguiu unificar o clã Coelho com a nomeação de Osvaldo Coelho, seu tio, para um cargo no Governo Federal.

Fernando Filho - Com a reunificação do clã, o filho do ministro FBC, deputado federal Fernando Filho (PSB) será o candidato dos Coelho em Petrolina contra o atual prefeito Júlio Lóssio.
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