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A Privataria tucana e a A Bravataria Petista.

{ Posted on 10:55 by Edmar Lyra Filho }
E eu pensei que o conteúdo de “A Privataria Tucana”, livro lançado recentemente pelo jornalista Amaury Ribeiro Junior, trouxesse algo de novo, tamanha a repercussão, sobretudo nas redes sociais. Nada disso. O livro é uma apresentação requentada daquilo que sempre se soube. As privatizações neste país, passando por Collor, FHC e chegando a Lula, e agora com Dilma, foram e são atentados às leis e à nossa República.
Quem acompanha a política mais de perto viu o que foi a CPI do Banestado, base do livro em questão, e já naquela época a cúpula do PT fez com o governo de plantão o que o PSDB faz com o governo de hoje: leva as denúncias somente ao limite do desgaste eleitoral. A questão não é evitar o roubo ao erário, mas mudar as mãos de quem opera o crime.

O tal livro, portanto, não traz grandes novidades, mas apenas tem o dom de refrescar a memória da população, dar algum tipo de munição para a claque governista contra a oposição e mesclar a pauta sobre os governistas. Neste sentido, o objetivo já foi atingido. O ministro Pimentel, o pino da vez no boliche previsível que se tornou as denúncias de corrupção, divide as atenções no tema corrupção nestes dias com
“A Privataria Tucana” e deve sobreviver a 2011, pelo menos.

Desde que a presidente Dilma assumiu, seu governo está com uma pauta negativa. Escândalos sobre escândalos, ministros caindo mês sim, mês não. A oposição direitista e sem moral para tanto, capitaneada pelo PSDB e DEM, parece ter achado um flanco frágil para concentrar suas baterias e obter gordos resultados. Os governistas, leia-se cúpula do PT, resolveram reagir afirmando o seguinte: “aqui no governo todo mundo foi corrupto, é corrupto e será corrupto, e agora é a nossa vez!”. Como diz a minha amiga Heloisa Helena, conjugam o verbo roubar em todos os tempos possíveis e até inimagináveis. O termo quadrilha, como qualificado no Código Penal, utilizado por um ministro do STF para se referir a parte do que tratamos aqui, não foi um exagero.

Seria bom mesmo que o senador petista Humberto Costa estivesse sendo sincero ao pedir da tribuna do Senado a investigação sobre as privatizações no período do governo do PSDB. Hoje o senador tem a maioria governista que não tinha à época. Quem sabe volte assim à pauta a privatização da Cia Vale do Rio Doce, a investigação conseqüente da origem dos negócios e da fortuna de Daniel Dantas, de Eike Batista, os incentivos descabidos do BNDES para grandes grupos empresariais – uma forma disfarçada de privatizar os recursos púbicos e agradar aos amigos do poder. Mas o final deste enredo é sabido. É só “A
Bravataria Petista” para amainar o fogo adversário.

Edilson Silva é Presidente do PSOL-PE
twitter.com/EdilsonPSOL
edilsonpsol.blogspot.com
facebook.com/EdilsonPSOL

Robson Leite, pré-candidato a prefeito de Jaboatão pelo PT, visita feira de Cavaleiro.

{ Posted on 19:44 by Edmar Lyra Filho }
Após tomar conhecimento dos números de pesquisas de outros pré-candidatos a qual ele começa a aparecer bem colocado, O pré-candidato a prefeito de Jaboatão dos Guararapes Robson Leite (PT), intensifica suas visitas nas comunidades e em locais de grande circulação de pessoas. Na manhã deste sábado (10), como ocorreu na semana passada quando visitou o Mercado Público das Mangueiras, em prazeres, Leite fez visita ao Centro de Cavaleiro percorrendo a feira livre e o Mercado Público.

"É impressionante como o nosso nome e o nome do PT é bem recebido em Cavaleiro, são poucos os políticos que podem circular em uma localidade tão carente e tão necessitada de ações publicas e ser recebido com o calor humano que estamos sendo recepcionados neste dia", afirmou Robson Leite.
Robson Leite (PT) iniciou a sua visita ao distrito de Cavaleiro, reunindo-se com os moto-taxistas da localidade e em seguida fez um lanche em uma barraca de frutas e seguiu visitando de um em um comerciante, ambulante, populares e correligionários. O pré-candidato ouviu muitas reivindicações de populares e comerciantes, foi cumprimentado por todos que passavam e também pousou para muitas fotos.

Ao ser questionado sobre quais os seus projetos para o Mercado de Cavaleiro e o distrito em geral, Leite disse esta preparando um plano de governo, onde visita como esta que esta fazendo serviram para receber sugestões e balizar o seu plano de ação.

Robson Leite informa que esta recepção calorosa dada pela população de Cavaleiro tem sido uma constante em todas as comunidades que tem visitado e que isso só reafirma o que as pesquisas já começam a indicar, que o candidato do PT a prefeitura do Jaboatão no próximo ano virá muito forte.

Dilma sabia?

{ Posted on 22:16 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes*

Desde que começaram as denúncias de corrupção no Ministério da presidente Dilma, o Palácio do Planalto cuidou de vazar para a imprensa que a presidente estava fazendo uma faxina, ou seja, livrando-se da sujeira.

Embora isso possa respingar no ex-presidente Lula, já que todos os ministros demitidos passaram pelo seu crivo e alguns já cometiam irregularidades em sua administração, essa seria a melhor forma de evitar que, já no início do seu mandato, a presidente se desestabilizasse com a reação em cadeia que viria, como veio, com denúncias, seguidas de afastamento dos cargos no mais alto escalão.

Com a queda do quinto ministro por suspeita de envolvimento com a corrupção esta semana o que se pergunta neste momento é se a presidente sabia ou não sabia das denúncias antes de fazer as nomeações.

Embora não tenha um passado bem recomendável neste aspecto – ainda pré-candidata negou que tivesse pressionado a funcionária da Caixa Lina Vieira a livrar a cara da família Sarney e até que a tivesse recebido, o que seria desmentido depois – Dilma no caso de pelo menos um dos cinco ministros demitidos deixou evidente que existia culpa no cartório.

Se o PC do B, como bradou o já demissionário ministro Orlando Silva em comerciais de TV esta terça-feira, trouxe a Copa e a Olímpíada para o Brasil, como justificar que o Palácio do Planalto tenha criado uma Autoridade Pública Olímpica para cuidar mais ativamente da infraestrutura para a Copa?

Apontada no início como um mimo para o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a Autoridade Pública Olímpica foi na verdade uma maneira de manter o ministro cuidando dos esportes mas passando longe – até enquanto se possa acreditar nisso – dos bilhões a serem investidos em estádios e obras de mobilidade.

Envolvido até o gogó com as ONGs criadas - pelo que se sabe até agora - por militantes do PCdoB que recebiam milhões para desenvolver atividades esportivas nem sempre concretizadas, Orlando Silva, na verdade, ou como secretário-geral, na gestão de Agnelo Queiroz, ou como ministro, teve suas atividades investigadas pelo TCU que apontou irregularidades em diversos contratos.

Ministra mais próxima do presidente Lula, conhecida como uma “gerentona”, Dilma deveria conhecer, pelo menos no geral, do que se tratava.

E passou recibo ao criar a Autoridade Pública Olímpica. Isso ninguém pode negar.

Esta claro, portanto, que Dilma se submeteu ao comando de Lula, sem se importar com o que poderia vir depois. Se quisesse pelo menos os nomes poderia ter substituído. Outras pessoas do PCdoB foram lembradas lá atrás para o Ministério dos Esportes mas Orlando Silva foi confirmado ministro, embora tenha sido acusado até mesmo da atividade prosaica de uso do cartão corporativo para comprar tapiocas.

O que virá depois dessa faxina é difícil saber. Uma coisa, porém, parece clara: a liberdade de imprensa, que o PT tentou macular, é a maior arma da democracia e é ela que vem permitindo levantar o tapete e tirar de baixo dele o desvio de dinheiro público orquestrado pelo PT e pelos partidos coligados.

A faxina não é de Dilma. Esta sendo feita pelos jornalistas e pelos órgãos de imprensa que souberam resistir às pressões que receberam para calar a boca.

Não se sabe se Dilma , caso tivesse o mesmo carisma de Lula, cuidaria, como ele fez, de livrar a cara dos acusados e jogar a culpa na imprensa.

Mais fraquinha, Dilma tem seguido o figurino. Provado o malfeito, tira o ministro do cargo, antes que se contamine.

CURTAS

Operação de guerra

O Palácio das Princesas fez uma bem planejada operação para fortalecer o PSB no interior do estado com vista às eleições de 2014. Não foi à-toa que deslocou Aluísio Lessa para a Mata Norte, Sebastião Oliveira para o Sertão e Antonio Dourado para Garanhuns, no Agreste Meridional. No Agreste Setentrional já conta com dois grupos em Caruaru e na Mata Sul, destinada a João Fernando Coutinho, a união das famílias Coutinho e Magalhães em Palmares já é suficientemente forte.

PTB na área

A briga de foice que se avizinha entre os candidatos Sebastião Oliveira(PR) e Luciano Duque (PT) pela prefeitura de Serra Talhada acabou fortalecendo o PTB na disputa. Liderado pelo deputado estadual Augusto César, o partido deve lançar como candidato a prefeito o Dr. Fonseca, recém-saído do PT. Com cerca de 15 mil votos tradicionamente na cidade, o PTB ou vence a disputa, ou dá a vitória para o lado que apoiar.

PT nos trinques

A propaganda estadual do PT na TV, recorrendo às figuras de Lula e Dilma, reforça a tese que vem sendo defendida pelo senador Humberto Costa de que o desenvolvimento de Pernambuco é obra não só do PSB mas do PT, como ele deixou claro na primeira entrevista após as escaramuças na Frente Popular por conta do embate iniciado em Petrolina. O governador Eduardo Campos só apareceu na inserção de João da Costa porque aí os petistas precisam do governador para alavancar a figura do prefeito mal avaliado.

*Terezinha Nunes é jornalista, foi deputada estadual e escreve para o Blog de Edmar Lyra.

E se o presidente fosse FHC?

{ Posted on 11:35 by Edmar Lyra Filho }
Vamos para a seguinte hipótese.

Digamos que o presidente da República fosse Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o Ministro dos Esportes fosse Carlos Melles (DEM).

Surgisse a denúncia de que o Ministério comandado pelo DEM estivesse cobrando 20% de propina e fosse responsável por um orçamento de R$ 25 bilhões.

Digamos que a denúncia fosse feita através da Carta Capital.

O que aconteceria com Carlos Melles e Fernando Henrique?

Protestos. Jogariam ovos, vaiariam, acusavam-os de corruptos e queriam não só a prisão do Ministro como também o impeachment de Fernando Henrique.

A UNE e a UJS, braços do PCdoB, iriam às ruas protestar indignados com a corrupção. Fernando Henrique e Carlos Melles não poderiam sequer aparecer de público.

Mas como o governo é do PT e o ministro é do PCdoB, o silêncio se torna ensurdecedor. Isso mostra o compromisso da União Nacional dos Estudantes para com o Brasil.

Na verdade, eles nunca foram a favor do país. Eles eram e são a favor do aparelhamento do país por um partido que eles são ligados.

Cadeia para corruptos, sejam eles do PCdoB, do PT, do DEM, do PSDB.

Lugar de corrupto é atrás das grades, jamais na posição de Ministro dos Esportes.

Para o senador Armando Monteiro a Frente Popular deve ser mantida e plural.

{ Posted on 19:01 by Edmar Lyra Filho }

Após reunir-se com o deputado Pedro Eugênio (PT) na tarde desta segunda-feira, o senador Armando Monteiro (PTB) defendeu a continuidade da Frente Popular de Pernambuco dizendo que ela não foi constituída para atender a “interesses eleitorais episódicos”.

Eis a íntegra de sua entrevista:

Sobre a Frente Popular: “Eu acho que a iniciativa de Pedro Eugênio deve ser entendida como uma disposição que ele afirma, e que nós reconhecemos, com os compromissos e as responsabilidades que temos, com a manutenção desta Frente, que não foi feita ou criada apenas para atender a interesses eleitorais episódicos. Ela foi feita porque dá suporte a um projeto que vem mudando a vida de Pernambuco para melhor, como Pedro disse. Então nós temos responsabilidades, que é preservar a Frente”.

Sobre a pluralidade de opiniões dentro da Frente: “Agora, há um episódio recente neste processo eleitoral que revela muito bem a importância de você considerar que, na pluralidade das forças políticas do Estado, todos têm espaços próprios que somam, do ponto de vista político, para o fortalecimento desta Frente. Por que é que esta chapa de 2010 foi tão exitosa do ponto de vista do desempenho eleitoral? Porque houve a compreensão, na engenharia política, na montagem da chapa, graças à sensibilidade do governador Eduardo Campos, de que você precisava agregar estas forças, que são forças que têm suas identidades, suas trajetórias. Então, reconhecer estas identidades e estas diferenças é algo importante para a manutenção da própria Frente. Eu acho que nós todos temos este compromisso, como homens públicos, com as responsabilidades que temos, de preservar a Frente e garantir espaços de sobrevivência no interior desta própria Frente. Espaços de convivência política, democrática. Quer dizer, há espaços que são de cada um, espaços do PT, espaços do PTB. E nós temos que ter a capacidade política de não fazer com que eventuais divergências municipais e locais comprometam este espírito que nós temos, e as responsabilidades que temos, na construção e manutenção desta Frente”.

Partidos políticos não são seitas: “Somos presidentes exatamente por isto, ou seja, porque temos responsabilidade de poder conduzir com ponderação e com equilíbrio nossas legendas, que é o que nos compete. Agora, os nossos partidos não são seitas. Ou seja, há nos nossos partidos pessoas que têm suas características, suas maneiras de se expressar. Eu vou falar pelo deputado Silvio Costa por ser do meu partido. Ele tem um estilo próprio, uma maneira própria. E quero ser até justo, pois nas suas duas últimas entrevistas, o deputado Silvio Costa tem feito questão de dizer que sua posição não é necessariamente a do partido e que quem fala pelo partido é o presidente do PTB. Ele tem dito isto nas entrevistas. Então, às vezes ele pode fazer uma avaliação que não corresponde à do partido. Agora, o nosso partido não pode proibir um deputado federal, uma liderança, de se manifestar. Ele pode e tem se manifestado sobre estas questões. Mas eu acho que nós, que temos a responsabilidade como dirigentes, Pedro do PT e nós do PTB, temos que ter mesmo esta ponderação, este equilíbrio.

Pedro Eugênio – Nós temos os porta-vozes naturais que são os presidentes. Não é à toa que estamos aqui. E essas conversas que vamos continuar tendo, conversas bilaterais, eu acho que vai chegar o momento de temos reuniões envolvendo vários presidentes, mais adiante. Inclusive combinamos aqui de iniciarmos conversas entre pessoas que vamos delegar, pessoas da direção do partido, para tratar das questões municipais, da construção das alianças municipais, este dia a dia da construção das alianças locais. Quer dizer, este processo todo nós vamos construindo, e quem fala pelo partido, quem tem a palavra pelo partido, é o presidente. Quanto a isto não tenha dúvida. Agora, como disse Armando, nós temos deputados federais e deputados estaduais, lideranças sociais e sindicais, que têm acesso à imprensa e têm legitimidade, representatividade, para se expressar. Nós vivemos um momento recentemente (prazo para filiações) em que as questões municipais se colocaram com muita força, e isto trouxe à tona disputas locais que são muito acirradas. Vamos reconhecer que estas disputas locais elevam a temperatura. Então não vamos tomar a parte pelo todo. São coisas localizadas. De repente aquilo gera uma tensão, um atrito entre A e B, e isto não tem um impacto sobre a Frente que aparentemente pode parecer ter.

Espaços de convivência dos partidos e os casos Petrolina e Serra Talhada

Pedro Eugênio – Nós do PT temos absoluta convicção, e nossos partidos aliados sabem disso, que nestes dois processos (Petrolina e Serra Talhada) nós não agimos no sentido de atrair os quadros políticos para o PT. Ocorreram fatos que fizeram com que eles tomassem a decisão de sair de seus partidos de origem, respectivamente do PSB em Petrolina (Odacy Amorim) e do PR em Serra Talhada (Luciano Duque). E a partir desta decisão já tomada, solicitaram o ingresso no PT. É evidente que, localmente, mesmo seguindo-se este roteiro, surgiram atritos, surgiram insatisfações. Mas a verdade tem muita força e nós temos absoluta convicção de que não nos faltou lealdade para com os partidos que são nossos aliados. E isto então tende a se acalmar, tende a passar.

Armando Monteiro – Primeiro, há o momento da filiação. Porque quando há lideranças expressivas que se movimentam no sentido de sair de um partido e ir para outro, é claro que isto já sinaliza a disposição de pré-candidatura. Mas o fato é que candidaturas só existirão nas convenções. Há um longo tempo para que você construa ou que faça um exercício para tentar fazer composições onde for possível. Nos episódios que aparentemente tensionaram a relação, não identifico, nem no processo de Petrolina nem no de Serra Talhada, nenhuma ação indevida do PT. Há, sim, contradições nos partidos de origem, que já se expressavam, já estavam indicadas. No caso, por exemplo, de Petrolina, nós sabemos que desde 2008 há problemas no PSB, que ao final terminaram até traduzindo-se no próprio resultado eleitoral, que ocorreu na eleição passada. Então estas contradições não são novas, nem foram criadas agora por conta de um convite do PT, que nem existiu. Agora, as lideranças devem ter a liberdade de procurar os seus caminhos. E, curiosamente, nestes casos, nós estamos tendo sempre como destino partidos da própria aliança, da própria Frente.

Pedro Eugênio – Em Serra Talhada nós perdemos o Dr. Fonseca Carvalho, um quadro da melhor qualidade, para o PTB. Foi uma contradição gerada no PT, por conta da entrada do Luciano Duque no PT. O Dr. Fonseca se sentiu desconfortável e migrou para o PTB. E nem por isso nós entendemos que o PTB aliciou o Dr. Fonseca. Nós entendemos que ele se sentiu desconfortável e migrou para um partido da Frente. Agora, é importante lembrar que estas todas são pré-candidaturas, nomes que são colocados, mas agora é que nós vamos começar o processo de discussão sobre como vão se dar as alianças locais. Nós não estamos ainda com candidaturas estabelecidas.

Sobre a conversa com o PSB

Pedro Eugênio – Será tranquila também. Nós já estamos agendados com Milton Coelho na sexta-feira. Eu falei com ele por telefone longamente, eu estava em São Paulo quando conversei com ele agendando para a sexta-feira. Só não agendei antes porque ele viajou para São Luís, cumprindo uma agenda partidária, e eu viajo amanhã para Brasília, e ele só volta na quinta, então só deu pra agendar na sexta-feira. Nós não definimos ainda o local. Mas será ou no PT ou no PSB. E eu acredito que será tranqüila também, será uma conversa tranqüila porque as questões de conflitos que existem, repito, são questões pontuais, que surgiram por conta desse processo municipal e que nós vamos administrar da mesma forma que estamos administrando com os outros partidos.

Sobre a eleição do Recife

Armando Monteiro – Se eu pudesse resumir a essência desse processo que a gente tratou aqui, tem duas coisas. As questões locais vão ser tratadas no seu momento próprio. É claro que a questão do Recife é uma questão importante, pelo que o Recife representa. Conversamos também um pouco sobre essa coisa do Recife, que, ao que tudo indica, nesse momento, há uma indicação de que há setores dos nossos partidos e de outros partidos da Frente cogitando de candidaturas próprias. É ainda, como eu disse, algo embrionário. Agora, dessa nossa conversa tem duas coisas que eu considero importantes. Uma, é a nossa visão de que a manutenção da Frente é importante para Pernambuco e que nós não podemos, por nenhuma questão de natureza local, ainda que ela seja magnificada, nós não podemos pôr em risco a manutenção dessa Frente que é tão importante para Pernambuco. E a segunda é a compreensão de que uma Frente pressupõe a existência de forças que não são necessariamente idênticas. Ou seja, tem que haver espaço para essa pluralidade, essa diversidade. Uma Frente é formada não por iguais. Uma Frente é formada por forças que convergem em nome de objetivos comuns, que não são necessariamente idênticas nem iguais. Então, nós para convivermos numa Frente precisamos ter a compreensão, primeiro, de quais são os objetivos dela. E nós temos a compreensão de que os objetivos maiores se situam na linha do que é importante para Pernambuco. E, segundo, a compreensão de que nós, na Frente, não somos iguais; temos, legitimamente, direitos a aspirar espaços… Agora, precisamos entender isso e temos a obrigação de conviver com essa compreensão.

Sobre a precedência do PT no Recife

Pedro Eugênio – O PT no Recife reivindica, primeiro, que nós façamos um esforço para termos uma candidatura unitária no Recife. Isso é um ponto que nós hoje tocamos rapidamente, é a primeira conversa, nós queremos ter muitas conversas pela frente. E nós entendemos que isso se dê em torno da candidatura do PT. Tem muitos pré-candidatos, é natural, é legítimo que os partidos se coloquem com pré-candidaturas, mas é dentro desse contexto, tendo PT à frente da Prefeitura do Recife, que nós do PT entendemos que nós devamos continuar à frente da Prefeitura e vamos fazer um esforço para manter a Frente em torno da candidatura do PT.

Armando Monteiro – A precedência se traduz inclusive na seguinte compreensão: de que o PT, a rigor, já tem candidatura no Recife. É o único partido que, a priori, já tem candidatura no Recife. E por que tem? Porque, sendo a prefeitura governada pelo partido, a noção de precedência é essa, admitir a candidatura do partido. As outras são pré-candidaturas.

Sobre a entrada do PSB nos municípios

Pedro Eugênio – É legítimo que todos os partidos coloquem no tabuleiro suas peças em todos os municípios. É absolutamente legítimo. Nós vamos agora conversar com todos os partidos, cada um tendo se colocado nos municípios, de forma legítima, para construirmos, com a maior responsabilidade possível, as condições de manutenção da nossa Frente. Evidente que em alguns municípios isso não será possível, vamos concorrer, bater chapa. Em outros municípios, vamos estar com a Frente constituída, com as alianças constituídas. O importante é que façamos um grande esforço para que a Frente esteja consolidada, ela prevaleça, porque evidentemente, trata-se daquela velha questão da dialética, da quantidade versus qualidade. E para que a Frente permaneça, nós teremos que ter, no conjunto do Estado, um conjunto de municípios importantes, e isso passa pelo Recife e pelos municípios de maior expressão, aonde a permanência da Frente se reflita.

Sobre o papel do governador Eduardo Campos na condução da Frente?

Armando Monteiro – Eu acho que essa questão diz respeito mais aos presidentes dos partidos. O governador só deve intervir nisso em situações, eu diria, que sejam muito, não vou dizer extremas, acho que quando tivermos realmente algo que justifique. Até lá, eu acho que o governador vai estar acompanhando, vai estar atento, vai estar, certamente, estimulando esse diálogo entre os partidos e vai ter sempre um representante do partido dele. Mas acho que o governador tem aí a sua agenda administrativa, as suas responsabilidades, não se pode também colocá-lo numa análise de situações de disputas. Quando for necessário, nós não vamos ter nenhuma dificuldade de conversar com o governador, como nunca tivemos, quando foi necessário. Acho que, por enquanto, tem que ser um esforço dos partidos, dos dirigentes partidários.

PT dá tiro no pé.

{ Posted on 22:59 by Edmar Lyra Filho }
Com a proximidade do fim do prazo de filiações para quem quiser disputar as eleições do próximo ano, já podemos chegar a algumas conclusões.

O PT está querendo se desvencilhar da Frente Popular no intuito de se viabilizar para disputar o Palácio do Campo das Princesas, mas age de maneira equivocada. O equívoco do PT se dá pela sua principal vitrine: a prefeitura do Recife.

Com uma avaliação relativamente baixa, o prefeito João da Costa teria condições de disputar a reeleição por conta da oposição que não conseguiu mostrar um projeto viável de poder na cidade.

Porém, com a ruptura ensaiada pelo PT, a tendência é que o PSB de Eduardo Campos não mais avalize a candidatura de João da Costa e opte por lançar uma candidatura própria.

As movimentações do PSB ficaram claras, se filiaram ao partido de Eduardo os vereadores Vicente André Gomes, Estéfano Menudo e Inácio Neto, que se juntam aos já socialistas João Arraes e Marília Arraes.

O PSD de André de Paula e apêndice do PSB filiou quatro vereadores: Maré Malta, Romildo Gomes, Gilvan Cavalcanti e Sérgio Magalhães.

Com esses partidos, Eduardo Campos já controla nove vereadores, o que significa tranquilamente 25% da composição da Câmara do Recife. Se considerarmos que Gilberto Alves (PTN) também é Eduardista de carteirinha, já são dez parlamentares.

Legendas como o PTC, o PDT, o PV, o PCdoB e outros partidos menores também seguem a orientação do governador, o que naturalmente garante pelo menos metade da composição da Casa José Mariano.

O que isso significa? Com a força da bancada eduardista na Câmara do Recife, o governador pode mandar e desmandar e criar problemas para o prefeito João da Costa.

Se a Frente Popular começar a ruir, o maior prejudicado é o PT.

Afinal, detém apenas a PCR, onde o prefeito é mal-avaliado e, sem o apoio do PSB, corre sérios riscos de não ser reeleito.

As demais prefeituras do partido são menores e não compreendem uma boa fatia do eleitorado. Se perder o Recife, o PT perde as condições de dar as cartas em 2014 e vai virar presa fácil.

Lançar candidatos em Petrolina, Olinda, Moreno, Paulista e outros locais comandados pela Frente Popular é equivocado.

Sem a força de Eduardo, o PT não vai a lugar nenhum.

Parece que os petistas, na sanha pelo protagonismo político, estão dando um verdadeiro tiro no pé.
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