Secretário Isaltino Nascimento: equívocos e acertos no Pajeú.
Em abril elas estavam assim:
Agora em setembro elas estão assim:
Depois de muitas críticas feitas aqui neste blog, chamamos a atenção da imprensa e do secretário Isaltino Nascimento, que resolveu consertar este problema. Portanto, merece o nosso reconhecimento e consequentemente o nosso agradecimento.
Infelizmente nem tudo são flores, na cidade de Tabira a estação rodoviária do município está entregue ao completo caos. Abandonada assim como todo o sistema do Terminal Integrado de Passageiros.
Segue abaixo a situação do terminal de Tabira:
Conforme podemos observar, o terminal de Tabira está cheio de infiltrações, os banheiros estão mal conservados e os poucos comércios que funcionam nele são desorganizados. É uma situação de completo abandono. Esperamos que a Secretaria de Transportes que é a responsável pelo TIP tome uma atitude cabível e que possa melhorar efetivamente o atendimento aos passageiros.
Coluna Gazeta Nossa terceira dezena de Setembro.
Faltam poucos dias para o prazo final de filiações, 30 de setembro. A grande expectativa da política pernambucana compreende o destino do deputado federal João Paulo (PT). Eleito em 2000 para a prefeitura do Recife numa eleição atípica, João Paulo se consolidou como uma das maiores lideranças populares da história de Pernambuco. Sua gestão foi voltada para a população mais carente e o reflexo foi visto nas urnas, quando em 2004 o povo reelegeu João Paulo e elegeu João da Costa em 2008, ambos no primeiro turno. Sua vitória em 2000 teve papel fundamental para o esfacelamento da então toda poderosa União por Pernambuco, liderada pelo então governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e pelo então prefeito do Recife Roberto Magalhães (DEM). Em 2006, João Paulo viu uma possibilidade real de vitória para o Palácio do Campo das Princesas se esvair, quando foi rifado do processo para apoiar o seu correligionário Humberto Costa. Com a vitória de Eduardo Campos, João Paulo decidiu bancar a candidatura do seu então secretário de Orçamento Participativo João da Costa e foi vitorioso. Com isso, perdeu a chance real de ser o candidato da Frente Popular ao Senado na chapa do governador para o hoje senador Humberto Costa. Na disputa para a Câmara dos Deputados conseguiu uma votação consagradora, mesmo sem ter o apoio do Palácio e da Prefeitura do Recife, atingindo mais de 250 mil votos, sendo 150 mil na capital pernambucana. Pesquisas confirmam a liderança incontestável de João Paulo para uma eventual disputa a Prefeitura do Recife em 2012, porém, o petista não tem apoio do seu partido e muito menos do campo de forças ao qual faz parte. A decisão de João Paulo vai mexer diretamente com o processo do ano que vem. Se continuar no campo governista, continua como mero coadjuvante da aliança, se migra pra oposição tem possibilidade real de disputar a PCR ano que vem, ou até mesmo se resguardar para tentar o posto de maior cobiça do ex-prefeito do Recife: O cargo de Governador de Pernambuco. Cabe exclusivamente a ele esta decisão.
Estradas - O secretário de transportes Isaltino Nascimento decidiu mostrar serviço. Após receber inúmeras críticas, assinou diversas ordens de serviço para a construção de novas estradas e a requalificação de outras que quase inexistem.
Daniel Coelho - Conforme antecipamos nesta coluna e em nosso blog, o deputado estadual Daniel Coelho é o mais novo membro do PSDB de Pernambuco e deverá ser o candidato dos tucanos a prefeitura do Recife ano que vem.
Raul Jungmann - Com números modestos nas pesquisas iniciais e sem o respaldo do PSDB, o ex-deputado deverá arquivar o projeto de disputar a PCR no ano que vem pelo PPS.
Faxina - Dilma Rousseff começou a faxina no seu governo graças a denúncias da imprensa em relação a corrupção, o último a cair foi o ministro do Turismo Pedro Novais. E deve ter mais faxina, haja sabão pra limpar tanta sujeira.
Inflação - Todos estão percebendo, a inflação é um mal que os consumidores começam a sentir no bolso. Se continuar neste ritmo, pode ultrapassar os 7% que foram inicialmente previstos.
Rádio Guabiraba - Toda sexta-feira estaremos participando do programa Revista da Semana da Rádio Guabiraba FM com o quadro Política em Pauta. O programa vai das 09:00 às 12:00.
Pajeú não é Pernambuco.
É pena que a presidente Dilma tenha passado pelo Sertão sem estender sua viagem ao Pajeú. Ela teria visto o que é difícil qualquer governante ver, porque costuma viajar cercado de segurança extrema, faz os percursos de helicóptero, e tem agendas agradáveis.
Daí ser impensável imaginar a presidente percorrendo os obstáculos mapeados como rodovias, ligando cidades como Sertânia e São José do Egito, Tabira, Afogados da Ingazeira e muitas outras, inclusive Calumbi, a cidade onde ela teve 96,52%, a maior votação proporcional do País.
É pena, também, que o governador Eduardo Campos não tome conhecimento da situação das estradas do Pajeú. Acreditamos que se ele percorresse algumas dezenas de quilômetros das piores rodovias de Pernambuco, talvez do Brasil – se abstrairmos a catastrófica Transamazônica que, na verdade, nunca chegou a ser de fato uma rodovia –, no dia seguinte poderia fazer uma faxina semelhante à da presidente Dilma no Ministério dos Transportes.
Claro, não seria o caso de se buscar as mesmas razões – suspeita de propinas –, mas de algo igualmente desastroso para uma administração pública: a incompetência. O problema das rodovias do Pajeú é mais grave porque não se trata de algo que aconteceu de repente, um mal fortuito. Ele vem sendo trabalhado e aprofundado há muitos anos. Os pequenos buracos se transformaram em crateras ou trechos sem pavimentação.
A ironia é que esses trechos sem pavimentação oferecem hoje melhores condições de circulação do que onde há pedaços de asfalto. O resultado é indigno para qualquer administração pública, muito menos para uma que vem conquistando o coração dos pernambucanos pelo desempenho em quase todas as áreas. Quase, porque o governador Eduardo Campos – provavelmente por desconhecer a gravidade do problema – não deu até hoje atenção às estradas do Pajeú.
Mais grave ainda é verificar que faltam lideranças locais, municipais, capazes de sensibilizar o Estado para o problema. É como se não existissem prefeitos no Pajeú, uma microrregião onde predominam políticos do mesmo partido do governador, ou seus aliados. Onde o governador e a presidente Dilma tiveram consagração nas ruas e nas urnas.
Onde muitos deputados – estaduais e federais – foram buscar os votos necessários para conquistarem seus mandatos, mas, infelizmente, parecem nada ter a ver com os problemas do povo, em que sobressaem as estradas, por onde circulam ônibus, ambulâncias e cada vez mais caminhões, até em decorrência do fortalecimento da economia estadual.
Lastimamos a ideia de que os gigantescos obstáculos rodoviários do Pajeú só venham a ter um tratamento desejável quando ocorrer uma tragédia. Ela ainda não aconteceu porque são tantos os buracos, tamanha a dificuldade de mobilidade, que não há quem ultrapasse os obstáculos em velocidade superior a 20 quilômetros por hora e invariavelmente na primeira marcha. Mas a tensão nervosa do tráfego e a ignorância da situação das rodovias – especialmente à noite – podem enlutar Pernambuco.
*Ivanildo Sampaio é jornalista do Jornal do Commercio.
