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Twitcam de Edmar Lyra.

{ Posted on 11:28 by Edmar Lyra Filho }







Assista a Twitcam de Edmar Lyra e fique por dentro de tudo que aconteceu na semana política em Pernambuco.

Frente contra energia suja é lançada em Pernambuco.

{ Posted on 18:54 by Edmar Lyra Filho }
Foi realizado na noite desta segunda-feira, 3 de outubro, no Sindicato dos Médicos de Pernambuco/SIMEPE o ato de lançamento da Frente Contra a Energia Suja em Pernambuco. Estiveram presentes o deputado federal Raul Henry, o presidente estadual do PSol, Edilson Silva, representantes dos deputados estaduais Betinho Gomes e Daniel Coellho, do presidente estadual do PPS, Raul Jugmann, do Fórum Estadual de Reforma Urbana, do Movimento Eco Vida do Cabo de Santo Agostinho e da ONG Ame a Terra, membros do Movimento Ecossocialista de Pernambuco e um grupo de estudantes.

Inicialmente, o deputado Raul Henry falou sobre a representação que havia protocolado horas antes junto ao Procurador da República de defesa das Tutelas Coletivas, para que ocorra uma apuração do cometimento de gravíssimo crime ambiental, caso seja instalada em Pernambuco a Termelétrica Suape III.

O professor Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal de Pernambuco, analisou os impactos da termoelétrica a óleo combustível prevista para ser instalada em Pernambuco. Em sua apresentação ele enfatizou "Pernambuco nao precisa desta usina, e uma decisao no minimo equivocada. A energia gerada e cara, agride o meio ambiente e provoca emissoes danosa a saude das pessoas".

Logo em seguida a palavra franqueada às pessoas presentes que propuseram vários encaminhamentos. A próxima reunião da Frente Contra a Energia Suja em Pernambuco será realizada no dia 17 de outubro (segunda-feira), as 19h:30m, no SIMEPE. Foram sugeridos e criados alguns grupos de trabalho para a mobilização até a próxima reunião, dentre eles o de mobilização parlamentar, mobilização sindical, mobilização do movimento ambientalista, mobilização empresarial (do setor turístico) e mobilização da imprensa.

Outra decisão tomada na reunião foi a de agendar audiências da Frente com Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife (nascido no Cabo de Santo Agostinho) e com o presidente da Fiepe. Também foi recomendada a criação de um evento no facebook para a reunião do dia 17/10.

Os presentes foram convidados a participar do Ato Público de Protesto contra a Termelétrica a ser realizado no dia 07 de outubro (sexta-feira), às 9 horas, na Praça da Estação Ferroviária do Cabo de Santo Agostinho, que está sendo organizado pelo Fórum das Entidades do Cabo e o Movimento Eco Vida.

PT dá tiro no pé.

{ Posted on 22:59 by Edmar Lyra Filho }
Com a proximidade do fim do prazo de filiações para quem quiser disputar as eleições do próximo ano, já podemos chegar a algumas conclusões.

O PT está querendo se desvencilhar da Frente Popular no intuito de se viabilizar para disputar o Palácio do Campo das Princesas, mas age de maneira equivocada. O equívoco do PT se dá pela sua principal vitrine: a prefeitura do Recife.

Com uma avaliação relativamente baixa, o prefeito João da Costa teria condições de disputar a reeleição por conta da oposição que não conseguiu mostrar um projeto viável de poder na cidade.

Porém, com a ruptura ensaiada pelo PT, a tendência é que o PSB de Eduardo Campos não mais avalize a candidatura de João da Costa e opte por lançar uma candidatura própria.

As movimentações do PSB ficaram claras, se filiaram ao partido de Eduardo os vereadores Vicente André Gomes, Estéfano Menudo e Inácio Neto, que se juntam aos já socialistas João Arraes e Marília Arraes.

O PSD de André de Paula e apêndice do PSB filiou quatro vereadores: Maré Malta, Romildo Gomes, Gilvan Cavalcanti e Sérgio Magalhães.

Com esses partidos, Eduardo Campos já controla nove vereadores, o que significa tranquilamente 25% da composição da Câmara do Recife. Se considerarmos que Gilberto Alves (PTN) também é Eduardista de carteirinha, já são dez parlamentares.

Legendas como o PTC, o PDT, o PV, o PCdoB e outros partidos menores também seguem a orientação do governador, o que naturalmente garante pelo menos metade da composição da Casa José Mariano.

O que isso significa? Com a força da bancada eduardista na Câmara do Recife, o governador pode mandar e desmandar e criar problemas para o prefeito João da Costa.

Se a Frente Popular começar a ruir, o maior prejudicado é o PT.

Afinal, detém apenas a PCR, onde o prefeito é mal-avaliado e, sem o apoio do PSB, corre sérios riscos de não ser reeleito.

As demais prefeituras do partido são menores e não compreendem uma boa fatia do eleitorado. Se perder o Recife, o PT perde as condições de dar as cartas em 2014 e vai virar presa fácil.

Lançar candidatos em Petrolina, Olinda, Moreno, Paulista e outros locais comandados pela Frente Popular é equivocado.

Sem a força de Eduardo, o PT não vai a lugar nenhum.

Parece que os petistas, na sanha pelo protagonismo político, estão dando um verdadeiro tiro no pé.

Armando: "Precisamos de referências como Roberto Magalhães".‏

{ Posted on 18:49 by Edmar Lyra Filho }






O senador Armando Monteiro gravou depoimento especial em vídeo sobre o ex-governador, ex-prefeito do Recife e ex-deputado federal Roberto Magalhães, que foi homenageado nesta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, por sugestão do deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB).

No vídeo, Armando avalia a atuação de Magalhães em diversas áreas, no Executivo, como governador e prefeito, no Legislativo, e na advocacia. Veja abaixo um trecho do depoimento:

“Acho que no Brasil de hoje é muito importante poder apontar e enaltecer exemplos e referências na vida pública. Sobretudo porque, com todas essas mazelas que vêm infelicitando, maculando a imagem da classe política, é muito importante ter referências. E Roberto Magalhães é indiscutivelmente uma referência na vida pública brasileira, de probidade, de espírito público, de compromisso. Roberto é um homem público merecedor de todas as homenagens em Pernambuco e no Brasil”.

Coluna Gazeta Nossa segunda dezena de outubro.

{ Posted on 12:23 by Edmar Lyra Filho }
O ressurgimento político de André de Paula.


Na disputa para o seu quarto mandato parlamentar na Câmara dos Deputados pelo Democratas, ex-PFL, André de Paula obteve 63.055 votos pela coligação Pernambuco Pode Mais, o que fez com que o deputado não conquistasse sua reeleição e o estado perdesse um dos melhores quadros políticos na Câmara Federal. Depois de perder a eleição, André de Paula não aceitou colocar o pijama e se afastar da vida pública. Convidado pelo prefeito Gilberto Kassab para presidir o PSD em Pernambuco, o ex-deputado viu a grande chance da sua vida de continuar na política. Aceitou o desafio e conseguiu fortalecer um partido que para muitos sequer sairia do papel. Hoje o PSD é realidade e conta com inúmeros vereadores e prefeitos no interior, dois deputados estaduais e quatro vereadores no Recife, se tornando a segunda maior bancada da Câmara Municipal. A proximidade com o governador Eduardo Campos, que no DEM era impossível, faz com que André de Paula seja uma certeza nas próximas eleições para deputado federal. Líder nato, orador excelente e brilhante articulador, André não poderia abandonar a política. Vítima do sistema e do enfraquecimento da oposição, André perdeu seu mandato, mas por ser um grande político e excelente figura humana não perdeu o seu prestígio. A prova de que tomou a decisão mais acertada é que o seu ex-partido míngua a cada dia que passa, e nele jamais André conseguiria dar a volta por cima.

Vereadora - Esposa do deputado federal Cadoca (PSC), Berenice Pereira será a candidata do grupo político do seu marido a vereadora do Recife no ano que vem. Berenice sempre contribuiu com o marido nas campanhas que ele disputou. Agora entrará de fato para a política.

DEM - Com o partido minguando a cada dia, Mendonça Filho pode ser obrigado a disputar a prefeitura do Recife ano que vem apenas para salvar os mandatos de Priscila Krause e Marcos Menezes.

Socialista - Conforme antecipado nesta coluna e em nosso blog, Vicente André Gomes se filiou ao PSB para disputar a reeleição para a Câmara do Recife.

Fernando Gordinho - Agora no PCdoB, o ex-vereador de Jaboatão tem feito uma grande movimentação na internet. O grupo Jaboatão que queremos no Facebook tem vários membros e discute os temas da cidade.

MDU - Até agora o projeto Mesa da Unidade idealizado pela oposição no Recife não mostrou nada efetivo para a cidade. Sem propostas para a cidade, o movimento é vazio e não acrescenta em nada o debate sucessório. Serve apenas para encher linguiça.

Frente Popular - O PT e alguns aliados criticaram o senador Armando Monteiro por não ter apoiado a emenda da reeleição na Assembleia. Agora o PT decide lançar candidatos próprios onde a Frente Popular já comanda o município como Olinda com o PCdoB.

A dois passos do paraíso.

{ Posted on 11:42 by Edmar Lyra Filho }


Na verdade não seria bem paraíso o fato de um clube disputar a Série C do futebol brasileiro. Mas, sem dúvidas, é a chance que o Santa Cruz tem de sair do inferno do futebol pentacampeão mundial.

Depois de um ano incrível, que foi iniciado com um título pernambucano depois de cinco anos, uma boa campanha na Copa do Brasil jogando bem contra os adversários, depois de se classificar da primeira fase da Série D e por fim eliminar o Coruripe com uma vitória e um empate na segunda fase da última série do futebol brasileiro, agora o Santa Cruz disputará os dois jogos mais importantes da sua vida.

A classificação contra o Treze significará a ressurreição de um dos clubes com as maiores torcidas do Brasil. Uma situação que foi ocasionada através de gestões desastrosas que fez com que o clube do Arruda fosse rebaixado três vezes consecutivas e ainda disputasse por três anos a Série D.

Mas como não há mal que dure para sempre, o Santa Cruz nunca esteve tão perto de sair da famigerada Série D. Depende exclusivamente da raça dos seus jogadores e do apoio incondicional da torcida mais apaixonada do universo.

O Treze será o nosso adversário, clube de história no futebol brasileiro, que assim como o Santa Cruz também não merece disputar a Série D. Mas no futebol e na vida existem vencedores e perdedores. Apenas um sairá vivo desta selva do futebol brasileiro e o Santa Cruz tem tudo para sobreviver dela e engatar uma marcha de força em busca de disputar a Série A do futebol brasileiro no ano do seu centenário em 2014.

Em busca da vitória, da ressurreição e da história do Santa Cruz o time de guerreiros precisa jogar como se fosse o último jogo da vida deles, tanto em Campina Grande quanto no Arruda diante de 65 mil expectadores e conquistar essa classificação para os mais de cinco milhões de apaixonados.

O querido do povo vai voltar a ser o Terror do Nordeste!

Comissão de Mobilidade Urbana visita prefeito João da Costa.

{ Posted on 19:24 by Edmar Lyra Filho }
Após três audiências públicas realizadas na Assembléia Legislativa, a Comissão de Mobilidade Urbana da ALEPE, presidida pelo deputado Sílvio Costa Filho (PTB), vice-líder do governo, realiza nesta quarta-feira (05), às 17h, uma vista ao prefeito do Recife, João da Costa (PCR). O objetivo do encontro é conhecer e discutir o plano de Mobilidade Urbana da capital pernambucana.

As audiências públicas já reuniram as associações e sindicatos de taxistas, prefeitos e secretários municipais da RMR, representantes da CTTU, Metrorec, os secretários de Transporte, Isaltino Nascimento e das Cidades, Danilo Cabral, além de várias entidades envolvidas no tema.

Até o final do ano, será entregue uma carta aberta à sociedade, onde estarão os temas registrados, investimentos e alternativas para a Mobilidade Urbana na RMR. A intenção é apresentar uma radiografia sobre a Mobilidade e projetos para os próximos 5 anos em Pernambuco.

O deputado Sílvio Costa Filho, entende que a comissão tem um papel de ouvir a sociedade civil e organizada, através de audiências públicas e contribuir com o Governo do Estado e prefeituras nos projetos, que passarão pela Assembléia Legislativa de PE.

Donas de casa de baixa renda já podem contribuir para Previdência Social.

{ Posted on 19:22 by Edmar Lyra Filho }
A partir deste mês, conforme divulgação do governo federal, as donas de casa e homens de baixa renda, que não têm emprego remunerado, podem contribuir para a Previdência Social com a alíquota de 5% sob o salário mínimo, o que equivale a uma contribuição de R$ 27,25 por mês.

Essa medida faz parte de um conjunto de benefícios defendidos pelo senador Armando Monteiro, relator da Medida Provisória (MP 529), sancionada integralmente pela presidente Dilma Rousseff, no dia 31 de agosto deste ano.

Agora, a Lei 12.470, assegura este benefício às donas de casas nos mesmos moldes do microempreendedor individual. Além de garantir também outros benefícios que contemplam os deficientes físicos e intelectuais.

“Essa lei garante a inclusão social de diversos setores da sociedade brasileira, em especial, a população de baixa renda. A partir deste mês, as donas de casa que precisam do benefício passarão a ter a oportunidade de contribuírem de forma módica”, ressaltou Armando Monteiro.

A redução da alíquota à Previdência Social de 11% para 5% vai beneficiar cerca de 6,5 milhões de pessoas, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad - IBGE).

Para tanto, as donas de casa precisam se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), e a renda mensal da família não pode ultrapassar dois salários mínimos, ou seja, R$ 1.090,00.

No caso das donas de casa que não são de baixa renda e que queriam contribuir com a Previdência Social, o valor da alíquota permanece 11% ou 20% do salário mínimo. Se optar por recolher sob 20%, o salário de contribuição varia entre um salário mínimo e o teto máximo de recolhimento. Se contribuir com 11%, será sobre um salário mínimo, com direito à aposentadoria por idade.

Mais informações: Acesse o portal www.previdenciasocial.gov.br ou pela central de atendimento (telefone 135).

Incertezas na economia global.

{ Posted on 13:12 by Edmar Lyra Filho }
Por Fernando Henrique Cardoso*

Para quem já sofreu as consequências de várias crises financeiras internacionais, não chega a ser surpreendente o que acontece nos países mais desenvolvidos da Europa.

No passado recente, o receituário do FMI sempre se mostrou desatento às diferenças nacionais. Fazia ouvidos moucos à demanda por maior regulação do mercado financeiro internacional. Era o que pedíamos à comunidade internacional os que dirigimos os países naquela época de aflições.

Reclamávamos maior regulação internacional para conter a especulação contra as moedas nacionais, incluindo a criação de fundos de socorro maiores e de mais fácil acesso.

Alguns países emergentes tiveram melhores condições para enfrentar as turbulências econômicas, como foi o caso do Brasil. Com o Plano Real modificamos drasticamente as bases da política fiscal, saneando as finanças da União e as dos Estados, impusemos regras severas ao sistema financeiro, seguindo as recomendações de Basileia para controlar a “alavancagem”, isto é, os empréstimos sem uma base adequada de capital próprio nos bancos.

Ao lado disso, desde 1994 até hoje, os diferentes governos sustentaram um aumento constante do salário mínimo real e, a partir de 2000, foi possível criar uma rede de proteção social, da qual as Bolsas Família, iniciadas com nomes diferentes, se tornaram símbolo de inclusão social, diminuindo a pobreza e reduzindo um pouco as desigualdades.

Pela primeira vez os países mais desenvolvidos sentem as consequências da falta de regulação do sistema financeiro. Olhando o que ocorre na economia global, deparamo-nos com uma situação incerta. Cada banco central opera como melhor lhe parece.

O Fed inunda os EUA e o mundo com dólares e faz operações típicas de bancos comerciais sem se preocupar com a ortodoxia. Os responsáveis pelos desmandos financeiros não são punidos, recebem bônus (ao contrário do que ocorreu com o PROER, o programa brasileiro de saneamento do sistema financeiro, que puniu os banqueiros).

O Banco Central Europeu e o FMI exigem dos países em bancarrota virtual sacrifícios fiscais que impossibilitam a retomada do crescimento. Na Europa cada país faz a política fiscal que deseja, não há mecanismos de unificação. O desemprego e o mal-estar político minam esses países e a ameaça de default é sua parceira constante.

Desse quadro escapam as economias emergentes, China à frente de todas. Até quando?

É óbvio que uma recessão prolongada transmitirá às economias emergentes seus maus fluidos pelo conduto do comércio internacional. É preciso, antes que isso ocorra e o desastre seja maior, que haja um entendimento global.

Este deveria partir do reconhecimento de que as dívidas de alguns dos países europeus são impagáveis. É preciso aliviar já a situação da Grécia, de Portugal e, eventualmente, da Espanha e da Itália. Suas dívidas internas e externas e a penúria de seus bancos cheios de títulos de qualidade desconhecida não lhes dão alternativas de retomada do crescimento sem uma redução substancial dos valores de seus passivos.

Não haverá condições político-morais para proceder a tais reestruturações sem, ao mesmo tempo, distribuir melhor o custo da “socialização das perdas”. O grito de Warren Buffet, seguido por milionários de outros países, mostra o descalabro do Tea Party ao querer impor mais ônus aos mais pobres.

Por fim, ou o euro se derrete pela falta de unificação fiscal, ou esta se faz, ou a União Europeia se encolhe, autorizando alguns de seus membros a desvalorizar e usar outra vez uma moeda nacional.

Nada disso pode ser feito sem lideranças políticas fortes, dispostas a redistribuir o poder global e reorganizar suas bases decisórias. Terão força para tanto? Eis o enigma.

*Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e foi presidente da república entre 1995 e 2002.

A oposição perdeu a batalha da comunicação.

{ Posted on 12:02 by Edmar Lyra Filho }
Os números das últimas pesquisas sobre o governo Dilma mostram dados alarmantes para a oposição, leia-se: PSDB, DEM e PPS.

Apesar de ter sido fiadora da estabilização econômica com o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer, as Privatizações e os Programas Sociais, as ações dos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso se incorporaram à paisagem, não tendo mais lastro na sociedade e perderam o apelo popular.

Isso se deu por conta da equivocada estratégia do PSDB de não defender o legado do governo Fernando Henrique para o Brasil.

Os desafios da oposição a partir de agora são de se tornar alternativa para 2014, para isso precisa apresentar um projeto para os próximos vinte anos. Porque os últimos vinte já foram perdidos para o PT.

Não adianta a oposição tentar se instalar em movimentos sociais, buscar se apresentar como alternativa para as camadas mais pobres ou coisa do gênero porque isso não vai surtir efeito. Os discursos da oposição não são reverberados perante a população mais carente.

A oposição até agora não conseguiu representar os 44 milhões de votos que recebeu na eleição passada. E naturalmente, esses eleitores/cidadãos têm visto nas ações do governo Dilma uma possibilidade de continuidade sem continuísmo.

Mesmo com os escândalos do início do governo, a percepção dos eleitores da oposição é de que o governo tem acertado mais do que errado. Isso também foi possível porque a oposição perdeu, ou melhor, nunca teve, a capacidade de colocar o governo contra a parede, mesmo diante de escândalos consideráveis.

Existem pontos a serem questionados, como a questão da reforma universitária, a reforma política, a reforma tributária, etc. Questões como mobilidade urbana, proteção ao meio-ambiente, dentre outras.

A oposição ainda não conseguiu utilizar as Redes Sociais como ferramenta para se aproximar dos cidadãos que não concordam com o modus-operandi do PT. O discurso dela para esse público não pode ser meramente político/eleitoral, tem que ser social.

Relembrar o Plano Real e outras ações já não surte mais nenhum efeito. As demandas da população brasileira são outras, completamente diferentes das existentes no início da década de 90.

Enquanto a oposição não entender que precisa se mostrar diferente do PT, dificilmente voltará ao poder. A população não quer saber de quem fez mais ou menos no passado, quer saber quem vai fazer diferente e melhor no futuro de acordo com a necessidade pessoal de cada indivíduo.
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