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Os parlamentares pernambucanos e o DIAP.

{ Posted on 23:04 by Edmar Lyra Filho }
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) todo ano escolhe os 'cabeças' do Congresso. São aqueles deputados e senadores que mais se destacam em sua atuação no parlamento.

Num total de 594 parlamentares, onde são 513 deputados e 81 senadores, Pernambuco detém 28 cadeiras, o que representa aproximadamente 5% da composição do parlamento nacional.

Com a escolha dos 100 melhores do Congresso Nacional, temos aí algo em torno de 17% de todos os parlamentares do Brasil.

Pernambuco teve na lista de 2011, nove representantes, são eles: os deputados Ana Arraes (PSB), Inocêncio Oliveira (PR), Sérgio Guerra (PSDB), Bruno Araújo (PSDB), Fernando Ferro (PT) e Paulo Rubem (PDT) e os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB), Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT).

No Senado, temos 100% de aproveitamento, Jarbas Vasconcelos não é novidade para ninguém, faz um mandato coerente e consistente, atraindo para si os holofotes da mídia nacional por conta da sua oposição ferrenha ao governo e no seu combate à corrupção.

Armando Monteiro, que sempre figurou na lista do DIAP como deputado federal, aparece agora como senador e também não existe novidade alguma. Afinal, Armando é um político influente e altamente articulado.

A grande surpresa é a presença de Humberto Costa, que apesar de ter sido ministro e ser um dos cabeças do PT, não havia participado do Congresso Nacional e não estava em evidência. Surge como a grande novidade. O que significa um excelente aproveitamento de Pernambuco no Senado da República. Nosso estado tem três excelentes senadores e vai muito bem, obrigado!

Quando analisamos a composição da Câmara dos Deputados é que entendemos a queda da qualidade dos nossos parlamentares. Pernambuco perdeu Maurício Rands, Roberto Magalhães e Raul Jungmann que eram figuras carimbadas nas escolhas do DIAP.

Nos restando apenas a deputada Ana Arraes que está indo pro TCU e os deputados Inocêncio Oliveira, influente no Congresso e sempre participante da Mesa Diretora da Câmara, Fernando Ferro que é um parlamentar dedicado ao PT e sempre está na tropa de choque do governo, Paulo Rubem Santiago que quase não era reeleito, mas sempre tem atuação destacada. O deputado e ex-senador Sérgio Guerra não é novidade pra ninguém. Tem grande influência por ser presidente do PSDB e também por ser um grande articulador político.

A grande novidade e grata surpresa é a presença do deputado Bruno Araújo, que no segundo mandato de deputado federal ocupa espaços consideráveis, o que o consolida como grande quadro de valor do PSDB para pleitos majoritários futuros.

Mesmo assim, apesar de termos nove parlamentares, ainda é muito pouco para Pernambuco. Dos 25 deputados federais, apenas seis foram indicados, os demais estão às margens das grandes discussões do país. O aproveitamento de Pernambuco é de apenas 24% da bancada na Câmara.

Se compararmos com anos anteriores, podemos ver que perdemos muito, no Senado sempre tivemos influência, mas na Câmara Federal é muito pouco. Sobretudo quando se trata de um estado influente na federação que sempre tem vez e voz na República.

O que nos leva a concluir que a bancada federal de Pernambuco está perdendo a qualidade e a consistência.

Silvio Costa em ascenção na Câmara dos Deputados segundo o DIAP.

{ Posted on 23:00 by Edmar Lyra Filho }
Por Antônio Augusto de Queiroz*

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), após oito meses de observação, divulga a lista dos "Cabeças" do Congresso com os 100 parlamentares mais influentes e os 50 congressistas em "ascensão" em 2011, na qual reúne os 150 deputados e senadores que lideram a agenda e a tomada de decisão no âmbito do Poder Legislativo.

Na identificação dos parlamentares mais influentes, que o DIAP faz há 18 anos, são utilizados três critérios: 1) o institucional, que considera o posto que o deputado (a) ou senador (a) ocupa na estrutura da Casa (liderança, mesa, comissão, presidência de partido etc), 2) o reputacional, ou seja, como o parlamentar é visto por seus colegas de Congresso e também pelo assessores, jornalistas e consultores e 3) o decisional, que avalia como o parlamentar se comporta frente a relatorias, negociações, articulações, condução de votação etc.

É comum, em decisões que têm número de corte, que parlamentares com praticamente todos os requisitos dos "Cabeças" fiquem na lista em "ascensão", muitas vezes por um pequeno detalhe de ordem partidária, regional, comportamental ou mesmo conjuntural. Portanto, o número fixo de vagas pode levar a esse tipo de situação, infelizmente.

A título de ilustração, citaria, na edição de 2011, alguns parlamentares que poderiam perfeitamente fazer parte da lista dos 100, pelo destaque que tiveram como líder, presidente de comissão ou como debatedor atento aos temas nacionais, mas que, circunstancialmente, ficaram na condição de "ascensão".

São exemplos disto o líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), o líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), o presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, Silvio Costa (PE), o senador Magno Malta (ES), líder do PR no Senado, e a senadora, vice-líder do PP, Ana Amélia (RS).

O fato de o levantamento ser feito anualmente permite que parlamentares que deixaram de figurar na lista dos 100 "Cabeças" num determinado ano possam, mantida a mesma trajetória, ascender à lista dos 100 mais influentes em edições seguintes, embora estar entre os 150 é um reconhecimento que não deve nem pode ser desprezado.

*Jornalista, analista político e Diretor de Documentação do Diap, coordenador da pesquisa os "Cabeças" do Congresso.
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