O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu pela segunda vez parecer desfavorável às contas da Direção Nacional do PT em 2006. Segundo o setor técnico responsável, o partido recebeu recurso de fonte desautorizada e usou irregularmente recursos do Fundo Partidário na compra de vinhos, champanhe e cigarros, no pagamento de juros de empréstimos bancários, e na quitação de juros de contas de concessionárias de serviço telefônico.Os dados são da Coordenadoria de Exame das Contas Eleitorais e Partidárias (Coepa), que considera necessário obter "junto a outros órgãos públicos, informações que permitam à Justiça Eleitoral atestar se algumas movimentações financeiras do partido refletem a realidade registrada" na prestação de contas.
As despesas com recursos do Fundo Partidário totalizam R$ 19.365.524,33, dos quais R$ 7.636.994,43, que correspondem a 39,44% do total, foram gastos na rubrica despesas com fins eleitorais.
Segundo o PT, a verba do Fundo Partidário foi distribuída da seguinte forma: pagamento de pessoal (5,18%), aluguéis e condomínio (1,21%), despesas com transportes e viagens (0,82%), serviços técnicos profissionais (7,03%), material de consumo (0,26%), serviços e utilidades (1,57%), impostos e taxas (0,06%), despesas gerais (2,52%), transferência de quotas do Fundo Partidário para Diretórios Estaduais (21,67%), despesas com fins eleitorais (39,44%) e encargos financeiros (20,24%).
Procurado, o diretório nacional do PT afirmou que não irá se manifestar, já que ainda não foi comunicado oficialmente. (JB Online)
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