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Quer ser vereador? pergunte-me como.

{ Posted on 00:47 by Edmar Lyra Filho }


Em setembro finaliza o prazo de filiações partidárias para quem quer disputar eleições no ano que vem. Pensando nisto, decidi explicar um pouco o que significa algumas coisas importantes para o processo eleitoral.

Na eleição proporcional existe o chamado quociente eleitoral, ele serve para definir os vereadores, deputados estaduais e federais eleitos. Para 2012 apenas o cargo de vereador estará em disputa.

Para quem pretende ser vereador e ainda não decidiu o partido, a melhor alternativa é buscar aqueles partidos que não detenham vereadores de mandato, bem como partidos que tenham condições reais de atingir o quociente eleitoral.

Como a situação politico-partidária brasileira ainda é uma vergonha, existem diversos partidos e muitos ainda estão sendo criados, não há, perante o eleitor, uma definição pelo partido. Exceto o PT, o PMDB e o PSDB que são grandes agremiações partidárias, os demais partidos sequer atingem 1% de simpatizantes. O que significa que o pretenso candidato a vereador não vai ter prejuízo se escolher uma legenda pouco conhecida da população.

O voto, sobretudo para vereador, é uma decisão por afinidades pessoais. Portanto, se você tiver um quantitativo considerável de amizades e proximidades, é um excelente passo para obter sucesso na eleição.

Voltando ao quociente eleitoral, ele define a quantidade de cadeiras que o partido ou coligação terão direito pela votação obtida somando os votos nominais, que são os votos em todos os candidatos do partido, aos votos da legenda, que é quando o eleitor escolhe votar apenas no partido.

Se um partido alcançar 50 mil votos em todos os seus candidatos bem como na legenda, e o quociente eleitoral for de 20 mil, o partido terá direito a duas cadeiras na Câmara Municipal, podendo chegar a fazer o terceiro, a considerar as sobras.

Se você não dispõe de muitos recursos financeiros, corra das coligações proporcionais, os chamados chapões, que compreendem vários vereadores de mandato que buscam a reeleição. Naturalmente estes terão mais chances que você e para obter êxito, precisará de até o dobro do que precisaria em uma legenda que disputa em faixa própria, sem coligação.

Você já deve ter observado vereadores se elegerem com 3 mil votos, enquanto outros obtiveram 7 mil e não alcançaram o mandato. Isso quer dizer que o partido do que teve 3 mil votos conseguiu alcançar o quociente eleitoral mesmo tendo candidatos de menos votos. Mesmo elegendo bem menos candidatos que o chapão, as chances são infinitamente maiores por conta da menor quantidade de votos.

Resumindo: Busque um partido sem vereador de mandato, que tenha condições de obter o quociente eleitoral e que não participe de coligações proporcionais. Suas chances serão muito maiores. Na próxima oportunidade abordaremos questões mais específicas para quem já decidiu o partido que irá disputar, como estratégias de comunicação com utilização da imprensa e atuação em redes sociais.

Os Joões e o trânsito.

{ Posted on 23:45 by Edmar Lyra Filho }
Por Terezinha Nunes

Mudanças pontuais no trânsito do Recife eram comuns anos atrás. Ora para introduzir na geografia da cidade uma obra nova – em geral pontes e viadutos – ora pela necessidade de por em prática alterações necessárias para uma melhor fluidez dos ônibus e automóveis.

Em geral essas intervenções demoram um certo tempo para se consolidar e, normalmente, causam transtornos nos primeiros dias, daí a iniciativa da Prefeitura do Recife de realizar as recentes mudanças no tráfego na Agamenon na época das férias.

Nada indica, porém, que os transtornos iniciais causados nos arredores da Agamenon – quer nas vias locais ou nas ruas e avenidas do entorno – vão acabar nos próximos dias.

Em que pese a boa vontade e os estudos dos engenheiros de tráfego que devem ter sugerido as mudanças, é muito difícil resolver o problema da nossa principal via urbana sem intervenções mais sérias, o que significa obras de pedra e cal.

E, por falar nisso, quem se lembra de alguma obra realizada no Recife nos últimos dez anos, visando a preparação da cidade para receber cada vez mais ônibus e veículos particulares?

Uma cidade cortada por rios e canais, como é o Recife, pressupõe, entre outras coisas, a construção de pontes e viadutos permanentemente. Ou isso ou a melhoria substancial do transporte coletivo.

Infelizmente as administrações petistas – tanto os oito anos de João Paulo quanto os atuais de João da Costa – não cuidaram suficientemente nem se uma coisa nem de outra.

O resultado é o caos estabelecido. Está certo que ele seria pior se não fosse a retirada das kombis que João Paulo pontua como iniciativa dele. Uma meia-verdade. Tratou-se de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado- na época comandado por Jarbas Vasconcelos. O prefeito poderia ter impedido a operação se desejasse mas, deve-se reconhecer, que, ao invés disso,colaborou em muito para o seu sucesso. Quem a comandou, porém, foi o Estado, com a participação inestimável da EMTU e da Polícia Militar.

Talvez até embevecido com os primeiros momentos de calmaria provocados pela ausência do transporte alternativo, o então prefeito se descuidou do futuro e a única intervenção conhecida que realizou foi a transformação da Conde da Boa Vista em via preferencial para o transporte coletivo. Um projeto até hoje criticado e merecendo de mudanças que João da Costa está prometendo fazer.

O resto foram projetos. A via Mangue continua, após idas e vindas, em lenta construção e a obra do viaduto Capitão Temudo demorou demais simplesmente porque foi planejada com tal descaso que se deixou de observar que por baixo dela passa uma linha do Metrô.

Uma capital que, segundo o Denatran, vem recebendo 100 novos veículos por dia em suas ruas, merecia uma preocupação bem maior do que essa. Para se ter uma idéia, em 10 anos de administração petista foram matriculados no Recife 365 mil novos veículos.

Agora, imagine-se a dimensão desse número de automóveis a mais sem que novos pontos de escoamento tenham sido criados. É por isso que hoje um simples percurso entre a rua da Hora e a Agamenon, dependendo do horário, dura mais de meia-hora. A pé, um transeunte o faz em menos de cinco minutos.

Nessa questão do trânsito, portanto, os dois joões, em que pese os estilos diferentes, cometeram os mesmos pecados. A única coisa que pesa contra João da Costa é o fato de ter ficado na prefeitura os dez anos citados quando João Paulo ficou oito. No mais, a culpa é a mesma.

CURTAS

Belo Jardim


Nos arredores do DEM há uma forte torcida para que Fana Mendonça, viúva de José Mendonça e tão política quanto ele, venha a ser a candidata do partido a prefeita de Belo Jardim. Ela hoje é considerada imbatível. Além do carisma, sua eleição poderia representar, simbolicamente, para a população do município, a presença de José Mendonça no cargo, já que ele manifestou o desejo de terminar seus dias como prefeito de sua terra.

Cápsula errada

O presidente Lula ficou conhecido pela inauguração de pedras fundamentais de obras que não saíram do papel ou estão com o cronograma atrasado. Aqui em Pernambuco, porém, Lula fez mais e assistiu, com o governador Eduardo Campos, a colocação no solo do Cabo de uma cápsula com a data da “ inauguração da pedra fundamental da Fiat”, simbolizando a decisão da montadora de se fixar no município. A cápsula vai ter que ser desenterrada pois a Fiat vai para Goiana.

Recife Antigo

Como se previa, a revitalização do Recife Antigo vai ocorrer apenas com a volta dos shows e demais promoções culturais que são importantes mas não suficientes. Ninguém fala no projeto iniciado por Jarbas que começou pela revitalização da rua do Bom Jesus e se estenderia pelas demais mas acabou abortado pelo PT. O Parque de Esculturas continua abandonado e o Marco Zero virou apenas um local de apresentações musicais já bastante danificado.

Armando na expectativa para o segundo semestre no Senado

{ Posted on 21:36 by Edmar Lyra Filho }

Em entrevista ao programa Frente a Frente, o senador Armando Monteiro (PTB) falou sobre a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional a partir da próxima semana. O parlamentar lembra que matérias importantes estarão em discussão, a exemplo do novo Código Florestal e da partilha dos royalties do pré-sal, e diz esperar que o Senado tenha um papel ativo para fazer avançar esta pauta.

Armando também diz não acreditar que possíveis mudanças nas regras eleitorais, a partir do projeto de Reforma Política em discussão no Congresso, possam valer já no pleito de 2012, e lamenta que o assunto não esteja sendo analisado articuladamente entre Senado e Câmara, a partir da formação de uma Comissão Mista. Por fim, o senador destaca que a Fiat é uma conquista de todos os pernambucanos, independente do município em que será instalada, e afasta a idéia de que a montadora possa desistir de ficar no Estado.

Privatização não é sempre solução.

{ Posted on 02:57 by Edmar Lyra Filho }
Por Heitor Scalambrini Costa*

Passados quase 20 anos desde o inicio das privatizações das distribuidoras de energia elétrica, já se pode fazer um balanço do que foi prometido; e realmente do que esta ocorrendo no país, com um primeiro semestre batendo recorde em falhas no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões metropolitanas.

Desde então a distribuição elétrica é operada pela iniciativa privada. As distribuidoras gerenciam as áreas de concessão com deveres de manutenção, expansão e provimento de infraestrutura adequada, tendo sua receita advinda da cobrança de tarifas dos seus clientes.

A tão propalada privatização do setor elétrico nos anos 90, foi justificada como necessária para a modernização e eficientização deste setor estratégico. As promessas de que o setor privado traria a melhoria da qualidade dos serviços e a modicidade tarifaria, foram promessas enganosas. Os exemplos estão ai para mostrar que não necessariamente a gestão do setor privado é sempre superior ao do setor público.

Desde 2006 é verificado na maioria das empresas do setor uma tendencia declinante dos indicadores de qualidade dos serviços com sua deterioração, refletindo negativamente para o consumidor. A parcimônia da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ante a decadência da prestação dos serviços é evidente. Criada no âmbito da reestruturação do setor elétrico para intermediar conflitos, acabou virando parte deles. A Aneel é cada vez mais questionada na justiça tanto por causa dos blecautes que ocorrem, já que não fiscalizam direito as prestadoras de serviço que acabam fazendo o que querem, como é questionada pelos reajustes tarifários.

Esta falta de fiscalização ilustra a constrangedora promiscuidade entre interesses públicos e privados dando o tom da vida republicana no Brasil. Os gestores da Aneel falam mais do que fazem.

O exemplo mais recente e emblemático no setor elétrico é a da empresa AES Eletropaulo, com 6,1 milhões de clientes, que acaba de receber uma multa recorde de R$ 31,8 milhões (não significa que pagará devido a expectativa de que recorra da punição, como acontece em quase todas as multas), por irregularidades detectadas como o de não ressarcimento a empresas e cidadãos por apagões, obstrução da fiscalização e falhas generalizadas de manutenção. A companhia de energia foi punida por problemas em 2009 e 2010, e devido aos desligamentos ocorridos no inicio do mês de junho, quando deixou as famílias da capital paulista e região metropolitana ficarem três dias no escuro.

O que aconteceu na capital paulista, não é exclusivo. Outras distribuidoras colecionam queixas de consumidores em todo o Brasil. Vejam o caso da Light, com 4 milhões de clientes, presidida por um ex-diretor geral da Aneel, com os famosos “bueiros voadores”, cuja falta de manutenção cronica tem colocado em risco a vida dos moradores da cidade do Rio de Janeiro.

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), com 3,1 milhões de clientes, controlada pela Neoenergia, uma das maiores empresas do setor elétrico do país, também é outra das distribuidoras que tem feito o consumidor sofrer pela baixa qualidade da energia elétrica entregue, e pelas altas tarifas cobradas.

Infelizmente a cada apagão e a cada aumento nas contas de energia elétrica, as explicações são descabidas, e os consumidores continuam a serem enganados pelas falsas promessas de melhoria na qualidade dos serviços, de redução de tarifas e de punição as distribuidores. O que se verifica de fato, somente são palavras ao léu, sem correção dos rumos do que esta realmente malfeito. A lei não pode mais ser para inglês ver, tem de ser real, e assim proteger os consumidores.

Mostrar firmeza e compromisso público com a honestidade e com a eficiência é o minimo que se espera dos gestores do setor elétrico brasileiro.

*Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Desafio Nacional Ibmec

{ Posted on 22:39 by Edmar Lyra Filho }

O Ibmec, escola que teve origem nas atividades educacionais do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, fundada nos anos 70, e que, em 1985, numa sala no Museu de Arte Moderna- MAM, lançou o primeiro MBA Executivo em Finanças do país. Deste anexo do MAM, o Ibmec cresceu e absorveu todos os cursos oferecidos pelo Instituto, tornando-se não mais uma sigla, mas o nome próprio para uma das melhores escolas de negócios do País. Do pioneiro MBA em Finanças, o Ibmec lançou o MBA em Gestão de Negócios (1997), cursos estes que aparecem regularmente entre os melhores do país no guia da revista Você SA.

Visando, também, à formação de profissionais qualificados e futuros líderes empresariais, o Ibmec é um dos melhores e mais modernos centros de excelência em economia, negócios, direito, marketing, relações internacionais e logística do país, já tendo formado mais de 10 mil profissionais.

Há 03 anos, visando ainda mais a busca pela excelência executiva, o Ibmec lança parceria com o City Business School, que, rapidamente, compreende as necessidades das empresas e dos gestores do Nordeste, assumindo o desafio de ser um centro de referência em negócios na região. Dessa forma, o City Business School nasceu com o propósito de se tornar parceiro de empresas e gestores, colocando à disposição os melhores recursos existentes no mercado global para estimular a inovação e possibilitar saltos sustentáveis de desempenho, com os cursos de MBA`S (Gestão de Projetos, Gestão de Negócios, Finanças Corporativas) e LL.M Direito Corporativo do Ibmec.

O Ibmec, escola que teve origem nas atividades educacionais do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, fundada nos anos 70, e que, em 1985, numa sala no Museu de Arte Moderna- MAM, lançou o primeiro MBA Executivo em Finanças do país. Deste anexo do MAM, o Ibmec cresceu e absorveu todos os cursos oferecidos pelo Instituto, tornando-se não mais uma sigla, mas o nome próprio para uma das melhores escolas de negócios do País. Do pioneiro MBA em Finanças, o Ibmec lançou o MBA em Gestão de Negócios (1997), cursos estes que aparecem regularmente entre os melhores do país no guia da revista Você SA.

Visando, também, à formação de profissionais qualificados e futuros líderes empresariais, o Ibmec é um dos melhores e mais modernos centros de excelência em economia, negócios, direito, marketing, relações internacionais e logística do país, já tendo formado mais de 10 mil profissionais.

Há 03 anos, visando ainda mais a busca pela excelência executiva, o Ibmec lança parceria com o City Business School, que, rapidamente, compreende as necessidades das empresas e dos gestores do Nordeste, assumindo o desafio de ser um centro de referência em negócios na região. Dessa forma, o City Business School nasceu com o propósito de se tornar parceiro de empresas e gestores, colocando à disposição os melhores recursos existentes no mercado global para estimular a inovação e possibilitar saltos sustentáveis de desempenho, com os cursos de MBA`S (Gestão de Projetos, Gestão de Negócios, Finanças Corporativas) e LL.M Direito Corporativo do Ibmec.

O grande destaque do desafio foi a equipe OMNIA CORPORATION, formada pelos alunos Helio Christiano Arruda da Fonseca, Andrea Bezerra da Costa Cerqueira, Karen Grobe de Miranda, Rodrigo Campos Catão e Eduardo Stecconi Filho, dos cursos de MBA’S e LL.M. do City Business School / Ibmec (Recife).

A rodada final, disputada na sede do Ibmec, no Rio de Janeiro, foi realizada no início desse mês, onde a equipe OMNIA CORPORATION foi representada, ressalte-se, brilhantemente, nessa ocasião, pelo aluno Helio Christiano Arruda da Fonseca (MBA em Projetos).

Premiação:

- Top Manufacture (*)

- Melhor Holding (**)

(*) Prêmio individual concedido ao executivo responsável pela respectiva área

(**) Principal prêmio do desafio

Resta, assim, a confirmação de que, no grupo Ibmec, a excelência dos cursos, a alta qualidade de ensino e o corpo docente formado pelos melhores profissionais do mercado, constitui a marca da empresa, que adota modelo padrão em todas as suas Unidades.

Parabéns Ibmec!

Equipe City Business School/Ibmec.

Feliz aniversário, Sr. Edmar Lyra.

{ Posted on 19:42 by Edmar Lyra Filho }



No dia 26 de julho de 1940 nascia Edmar Lyra Cavalcanti, meu pai. Hoje, se estivesse vivo, completaria 71 anos de idade. Tudo o que sou hoje agradeço a ele, mesmo ele falecendo quando eu estava prestes a completar cinco anos de idade, me deixou as condições necessárias para que eu pudesse seguir minha vida.

Ele faz uma falta tremenda, e foi uma perda irreparável pra mim. Em sua homenagem, deixo uma música que sintetiza o que sinto por ele e tudo o que ele representa pra mim.

Uma música de um cantor que eu gosto muito e pelo seu jeito lembra muito a forma de vida do meu pai, alegre, extrovertido, de bem com a vida e autêntico. Ambos já se foram, e eles me fazem muita falta. Porque eles pra mim serão inesquecíveis.

Tim Maia - Gostava tanto de você.

"Não sei por quê você se foi, quantas saudades eu senti, e de tristezas vou viver, aquele adeus não pude dar, você marcou em minha vida, viveu, morreu na minha história, chego a ter medo do futuro, da solidão que em minha porta bate. E eu, "Seu Edmar Lyra", gostava tanto de você, "Seu Edmar Lyra", gostava tanto de você... Eu gosto tanto de você!

Eu corro, fujo dessa sombra, em sonho vejo este passado, e na parede do meu quarto, ainda está o seu retrato, não quero ver pra não lembrar, pensei até em me mudar, lugar qualquer que não exista, o pensamento em você..."








Viaduto deixa moradores dentro da lama em Olinda.

{ Posted on 19:37 by Edmar Lyra Filho }



Mendonça Filho mais uma vez se destaca.

{ Posted on 22:34 by Edmar Lyra Filho }


O deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE) tem sido um dos mais atuantes parlamentares pernambucanos no Congresso Nacional. Vez por outra é convidado pela imprensa nacional para apresentar o seu ponto de vista sobre diversos temas.

Mendonça foi eleito ano passado para a Câmara dos Deputados com mais de 150 mil votos. Tendo sido governador de Pernambuco, muitos achavam que a volta dele ao parlamento seria apenas para esquentar a cadeira enquanto não disputava novos mandatos majoritários, ledo engano, ele tem sido um defensor ferrenho de temas diretamente ligados a sociedade.

Dessa vez não foi diferente, Mendonça protocolou uma Ação Popular contra a TIM e a Oi, duas operadoras de telefonia móvel que têm liderado o ranking das reclamações no PROCON-PE. Mendonça incluiu também a Anatel, agência que regula as operadoras de telefonia.

É fato que a Tim e a Oi estão prestando péssimos serviços a sociedade. Elas, através de suas promoções, criaram uma demanda muito grande, a ponto de a infraestrutura das suas coberturas não conseguir suportar o elevado fluxo de chamadas, acarretando diretamente em um serviço de péssima qualidade e o maior prejudicado é o consumidor.

A Anatel também é culpada. Ela é responsável pela fiscalização dos serviços das operadoras. Mas ninguém fiscaliza o fiscal. Ninguém presta atenção no que as operadoras têm feito abertamente, o governo faz ouvido de mercador, finge que não é com ele e nós ficamos com um serviço péssimo, mesmo pagando uma das maiores tarifas do planeta.

Esperamos que ações como a do deputado Mendonça Filho sejam cada vez mais levadas a exaustão. Alguém precisa defender o consumidor dos abusos dessas operadoras, que criam verdadeiros impérios através de conglomerados empresariais, que acarretam diretamente em um oligopólio da comunicação, como no caso do escabroso negócio da Brasil Telecom com a Oi, conhecido como BrOi.

Coluna Gazeta Nossa primeira dezena de agosto.

{ Posted on 22:29 by Edmar Lyra Filho }
O quadro político em Jaboatão.


Para as eleições de 2012 no município de Jaboatão dos Guararapes existe muita conversa e pouca ação. São pré-candidatos: Elias Gomes (PSDB), que disputa reeleição, Cleiton Collins (PSC), Robson Leite (PT), Adelson Veras (PR), Fernando Rodovalho (PRTB), Luiz Carlos Matos (PTB) e outros candidatos de partidos menores. Elias pode não fazer uma gestão extremamente aprovada, mas faz algo melhor do que seus antecessores. Tendo em vista que a cidade não tinha eira nem beira, totalmente sem rumo. Diante de um quadro de completo caos, Elias implementou alguma coisa e hoje a cidade, com seus erros e acertos, tem um prefeito. Isso com certeza terá reflexo na eleição. E a fragmentação da oposição ao prefeito com múltiplas candidaturas só tende a fortalecer seu projeto de reeleição, que além de ter um bom lastro político, ainda mantém uma relação pra lá de cordial com o governador Eduardo Campos e com a presidente Dilma Rousseff, consequentemente não havendo interesse por parte dos governantes estadual e federal de mudar drasticamente a situação atual que se encontra o município de Jaboatão dos Guararapes. Elias tem ciência de que o quadro de 2012 é totalmente diferente do de 2008 quando venceu no primeiro turno. Ele hoje é vidraça, em 2008 era estilingue. Mesmo assim, pra quem conseguiu vencer uma eleição atípica como a de 2008, se mostra completamente viável para ser reeleito. E a reeleição de Elias fica cada vez mais factível porque sua oposição está desunida, desorganizada e sem rumo.


PE Folia - Antônio Bernardi da ABPA confirmou para o mês de outubro a realização de uma micareta nos moldes do antigo Recifolia que foi realizado em Piedade no ano de 2003. Falta o anúncio das atrações, que em breve será feito.


José Múcio - Pode ser apenas um balão de ensaio, ou não ter qualquer fundamentação, mas na visita de Lula a Pernambuco o atual Ministro do TCU foi levantado como a bola da vez para disputar a Prefeitura do Recife ano que vem representando a Frente Popular.


Ana Arraes - Para disputar a PCR, Múcio precisaria renunciar ao cargo de Ministro do TCU, o que facilitaria a vida de Ana Arraes que pleiteia o cargo, mas encontra resistências no Congresso por Pernambuco já ter dois representantes no órgão: o próprio José Múcio e o ex-senador José Jorge.


Galettus - Sucesso em Camaragibe e na Avenida Recife, a churrascaria Galettus se instalou recentemente em Boa Viagem. Com um atendimento diferenciado, o restaurante começa a virar point dos executivos que trabalham no bairro.


Fernando Gordinho - O ex-vereador de Jaboatão que era filiado ao PV de Marina Silva, assim como ex-senadora, também se desligou do partido por divergências com o diretório estadual. Gordinho anunciou filiação ao PCdoB, que segundo analistas, deve eleger entre dois e três vereadores na cidade.

Armando: elevação da taxa de juros foi desnecessária.

{ Posted on 23:32 by Edmar Lyra Filho }


Ouça a matéria da Rádio Senado: http://migre.me/5jGXL

Em entrevista para a Rádio Senado, nesta quinta-feira (21), o senador Armando Monteiro avaliou como desnecessária a elevação de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros, para 12,5% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Para Armando, a decisão impõe custos ao País, penalizando, por exemplo, a indústria. “A nossa opinião é de que não havia necessidade deste novo movimento. De qualquer forma, o que nós imaginamos agora é que a taxa básica se estabilize”, afirma. O senador diz ainda ser difícil explicar por que o Brasil, apesar dos recentes avanços na área econômica, tem taxa de juro real mais alta do mundo, hoje próxima de 7%.

Leia os principais trechos:

Elevação desnecessária

Armando Monteiro: “De qualquer forma aquelas pressões inflacionárias que preocupavam no início do ano começam a ceder. Os números iniciais, por exemplo, do mês de julho, já apontam uma queda da inflação. Há uma indicação de que o índice de inflação alcance apenas 0,10%. Ou seja, aquelas medidas anteriores, a própria elevação da taxa básica e as chamadas medidas macroprudenciais, já estavam dando resultado. Esta nova elevação me parece desnecessária. Até porque estas pressões inflacionárias estão localizadas em preços administrados e nos preços da área de serviços que, de algum modo, não são afetados por esta elevação da Selic.

Isto impõe um custo ao país, não apenas porque penaliza a atividade produtiva, mas também porque impõe ao próprio governo uma elevação no custo dos serviços da dívida pública, que é basicamente definido pela taxa de juros, pela Selic. Isto agrava o custo fiscal do serviço da dívida e impõe ao conjunto da economia um ônus. Portanto, a minha opinião é de que esta nova elevação era desnecessária”.

A meta da inflação

Armando Monteiro: “Hoje já se discute que o Brasil vai conseguir ficar no teto da meta. O centro da meta já não é possível alcançar, que seria 4,5%. Agora a luta é para que a inflação se situe este ano dentro do teto da meta, que é 6,5%. Eu acho que isso é possível, já com este resultado de julho, portanto mais uma elevação da taxa básica seria a meu ver desnecessário. Volto a dizer: isto agrava o custo dos serviços da dívida pública e impõe aos agentes econômicos também um custo desnecessário. A inflação no Brasil está se localizando muito fortemente na área de serviços e também de preços administrados, tarifas públicas, que não são afetados pela política monetária diretamente. A nossa opinião é de que não havia necessidade deste novo movimento. De qualquer forma, o que nós imaginamos agora é que a taxa básica se estabilize e que, na perspectiva de 2011 ainda, a inflação não ultrapasse o teto da meta, e possamos em 2012 buscar um resultado melhor, que seria pelo menos ficar no centro da meta”.

Taxa de juro real mais alta do mundo

Armando Monteiro: “Isso é muito difícil realmente explicar. Eu fiz há pouco tempo um pronunciamento no Senado em que nós manifestávamos exatamente a nossa inconformidade com esta situação. O Brasil é um dos poucos países que tem a taxa básica de dois dígitos, e mais do que isso, tem uma taxa de juro real que é a mais alta do mundo, hoje próxima de 7%. Nós não entendemos isto. O Brasil avançou nos últimos anos, é credor externo líquido, ou seja, as nossas reservas são superiores até à dívida externa brasileira, o Brasil alcançou a condição de grau de investimento em todas as agências classificadoras de risco, avançou do ponto de vista econômico, do ponto de vista social, tem um ambiente institucional razoável, uma democracia que se consolidou. Porque é que diante disso o Brasil ainda tem uma taxa de juros tão elevada? Eu acho que esta é uma questão que deve colocar para todos os brasileiros uma reflexão. Não é possível aceitar passivamente esta situação como se fosse algo natural. Está faltando o debate, e neste sentido os economistas, a comunidade acadêmica, precisam assumir uma posição não de conformismo, mas de podermos encontrar efetivamente condições para que o Brasil não tenha esta situação estranha. E por outro lado é preciso também que o governo dê um sentido maior de urgência a algumas ações que podem efetivamente nos conduzir a uma redução da taxa de juro real. Especialmente a necessidade de aprofundar a chamada âncora fiscal, ou seja, inaugurar um regime fiscal mais equilibrado, mais austero, para que se criem então condições de reduzir de forma mais efetiva a taxa de juro real. Em suma, é lamentável que o Brasil, depois de todos estes avanços, ainda continue exibindo uma taxa de juro real que se descola, que se distancia, da média das taxas de juros praticadas não apenas pelos países desenvolvidos, mas também, e sobretudo, pelos países emergentes, com os quais o Brasil concorre hoje em escala global. Tudo isso afeta negativamente o Custo Brasil e retira a competitividade da produção brasileira”.

Agenda Pró-Competitividade

Armando Monteiro: “Precisam avançar. A desoneração da folha de pagamento é um imperativo de redução do chamado Custo Brasil. O Brasil discute hoje a desindustrialização, um fenômeno que tem afetado a indústria brasileira, que vem perdendo posição exatamente porque o Brasil não tem hoje condições de concorrer com os países que estão inclusive ampliando a sua presença no próprio mercado doméstico, no mercado brasileiro. Então é preciso atacar uma agenda que eu chamo de pró-competitividade. E um dos pontos dessa agenda é exatamente a redução dos encargos que incidem sobre a folha de pagamento. Portanto, é urgente promover esta redução da folha, sobretudo para dar aos setores mais intensivos de mão de obra condições de continuarem a competir. Veja o quadro que se desenha hoje no setor têxtil, por exemplo. O segmento da indústria de confecções vem perdendo posição para os produtos importados. Então a questão da desoneração é urgente. É preciso que o governo possa rapidamente definir esta questão”.

Crédito da foto: Miguel Ângelo/divulgação
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