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Carta publicada no Diário de Pernambuco 31.01.2009

{ Posted on 20:43 by Edmar Lyra Filho }
Rua esburacada

Infelizmente, tenho novamente que denunciar o descaso da Prefeitura do Recife em relação à manutenção de algumas ruas da cidade. Em dezembro denunciei que a Rua Dr. João Guilherme de Pontes Sobrinho na esquina com a Rua Ernesto de Paula Santos estava esburacada, mas não observamos nenhumaatitude da prefeitura. Os moradores e transeuntes continuam sendo prejudicados com o buraco, e em momentos de chuva a rua fica toda alagada. Os moradores da área pedem solução deste problema urgentemente, porque já tem mais de um ano que a cratera está atrapalhando o fluxo na rua. Edmar Lyra - Recife

http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/01/31/Cartas.asp

Não coloquem Raul Henry na fogueira...

{ Posted on 13:56 by Edmar Lyra Filho }
Apesar de ter todo o respeito e admiração pelo Deputado Raul Henry, não acho viável e muito interessante uma candidatura a Governador dele não.

De todos os possíveis candidatos ao Governo de Pernambuco pela extinta União por Pernambuco, o único que não tem nada a perder na disputa é o Senador Jarbas Vasconcelos. Que está no meio do seu mandato.

Raul Henry tem uma carreira política interessante, mas, lembrem-se. Ele está no primeiro mandato de Deputado Federal. Tem sua reeleição garantida e mesmo o grupo político do qual faz parte não ganhe o Governo de Pernambuco. Ele provavelmente será aliado do Presidente, numa eventual vitória de José Serra.

É natural que isso não será discutido agora, mas, numa eventual vitória de José Serra. Ele poderá aproveitar quadros políticos de Pernambuco para exercer funções importantes em seu governo. Tendo Sérgio Guerra como possível Ministro. Além de Mendonça Filho que já foi tudo o que um homem público poderia querer ser. Com apenas 42 anos, capacidade técnica reconhecida, ele pode ser viabilizado como Ministro de Serra.

Raul Henry pode não pegar um Ministério, mas quem sabe uma liderança do Governo, uma liderança do partido, ou a presidência de uma comissão importante na Câmara Federal que lhe dê visibilidade também.

No Governo Lula tivemos Humberto Costa, Eduardo Campos e José Múcio Monteiro como ministros. Nos Governos Fernando Henrique/Itamar Franco, salvo engano, tivemos Gustavo Krause e José Jorge como ministros. Uma prova de que nosso estado não fica de fora de qualquer governo federal. Pois, tem políticos reconhecidos nacionalmente.

Então, a melhor alternativa é a candidatura do Senador Jarbas Vasconcelos para o Governo. Se por via das dúvidas, ninguém quiser disputar. É melhor colocar pessoas que não tenham nada a perder sendo candidato. Como por exemplo o empresário João Carlos Paes Mendonça. O Deputado Roberto Magalhães que já sinalizou que não disputará a reeleição, entre outras.

Agora, colocar Raul Henry nessa disputa é colocar na fogueira um dos melhores quadros da aliança para pleitos futuros. Eduardo Campos está disputando a reeleição. Sabe-se que quem disputa a reeleição tem boas chances de vitória, tá com meio caminho andado pra isso. Então, ou se bota um "arrasa-quarteirão", no caso, Jarbas Vasconcelos. Ou se bota alguém que não tem nada a perder. No caso, empresários sem mandato, ou políticos que não têm mais tanta aspiração na política.

Por falar em cosas da itália...

{ Posted on 13:12 by Edmar Lyra Filho }

As prévias tucanas e os fatos.

{ Posted on 13:01 by Edmar Lyra Filho }
Por Reinaldo Azevedo

Prévias partidárias, como quer o governador Aécio Neves (MG) para o PSDB, são uma boa idéia? Por que não? Quanto mais debatido o processo, mais depurado. Essas coisas me lembram certas teses gerais a respeito do homem ou da sociedade. “Você é favorável a que cada indivíduo lute para conquistar tudo aquilo que deseja?” Sou, claro! Mas como ele vai fazer? Bem, os problemas acabaram de começar, não é?

Se olharmos para os Estados Unidos — especialmente para o obamocentrismo (já defini o que é isso neste blog) —, parece irresistível aderir de pronto àquele modelo. Com efeito, poucos se lembram de considerar que o demônio (deles, não meu) aposentado George W. Bush saiu do mesmo modelo que deu à luz o Salvador. Mas volto ao ponto: “Olhem como as primárias americanas realmente serviram para ‘engajar’ o eleitorado americano”.

Uma tradição é algo mais do que a escolha de um mecanismo de seleção de candidatos. Nos EUA, as eleições primárias são apenas uma das manifestações de um modelo realmente federalista, cuja realização máxima é a escolha do presidente por um colégio eleitoral formado a partir do resultado nos estados. Nas duas eleições de Bush Harmodeu, muitos se lembraram de acusar o envelhecimento daquele modelo; já na eleição do Obama, o Enviado, o sistema foi exaltado. É o que se chama de arbitragem sobre o princípio a partir das conseqüências.

Sigamos. O sistema americano contempla que Hillary Clinton possa chamar o candidato Obama de arrogante e despreparado num dia e, cinco meses depois, seja um dos nomes principais da equipe do presidente Obama. Porque a regra do jogo — PARA TODOS OS JOGADORES — é esta mesma: “Vá à luta, tente conquistar os eleitores nos Estados; o vencedor, de fato, ficará com todas as batatas (os convencionais). E aí partimos para o confronto com os nossos adversários”. Como todos sabemos, nos EUA, democrata não ameaça se bandear para o lado republicano se for derrotado na disputa interna — tampouco acontece o contrário. Da mesma sorte, democratas e republicanos não se juntam numa chapa única em, sei lá, “benefício do povo americano”. A convergência, por lá, se dá em defesa do sistema, não para dividir o poder. Palmeirense é palmeirense. Corintiano é corintiano. Desde criancinha.

Prévias são apenas um dado num conjunto que organiza a disputa eleitoral. Assim como os democratas se esfalfam para chegar ao nome que mais agrade ao partido, os republicanos fazem a mesma coisa. Não se tem o confronto esganiçado de um lado contra a ordem unida de outro. E noto que, ainda assim, Hillary Clinton foi bastante pressionada a retirar seu pleito em favor de Obama: temia-se que o prolongamento do conflito fosse útil aos republicanos. E teria sido mesmo. A sorte eleitoral de Obama foi a crise ter explodido antes da eleição. Não custa lembrar que, mesmo num cenário de terra arrasada, num universo de 120 milhões de votos, pouco mais de oito milhões separaram o democrata do republicano: muito pouco se considerarmos o arco de apoios de Obama, o Iluminado. Sem a crise, talvez Hillary tivesse feito por McCain o que McCain não conseguiu fazer por si mesmo.

Voltemos ao PSDB. Projetemos a realidade de agora para um futuro próximo. Uma das pautas permanentes do jornalismo político é evidenciar as dissensões entre Aécio Neves e José Serra. E isso sem um mecanismo formal de disputa estabelecido. Imaginem se houver um. Gestões terão de ser confrontadas, e haverá o estímulo natural ao processo de desconstrução de imagem do “outro”. Mais: as prévias se realizariam num ambiente de crise econômica mundial e, evidentemente, nacional. Seria grande a demanda por antecipação de medidas. “A política monetária será a mesma? E o Banco Central? Vai ser independente?”

“Ah, tanto melhor, Reinaldo”. É, só é preciso ver para quem. E do “outro lado”? Como estaria a sanguinolenta disputa no PT para definir o candidato? QUE DISPUTA? QUE CONFRONTO? Não existirá. Ao contrário. Os tucanos ficariam entre tapas e tapas, os petistas exibiram reiteradas evidências de unidade. E poderiam dizer, com óbvia razão prática: “Vejam, brasileiros, eles não se entendem nem antes de ganhar as eleições; imaginem, então, se voltarem ao poder; vai ser uma briga infernal, uma bagunça”.

Alguns partidários de Aécio Neves não hesitariam em classificar este texto como, digamos, “serrista” — ainda que eu não tenha lido nenhuma declaração do governador Serra contra as prévias. Bobagem! Estou escrevendo um texto, se me permitem o neologismo, “OBVISTA”. Ora, confronto de um lado, união do outro, adivinhem que reunirá as melhores condições objetivas para vencer.

Ademais, existe uma lógica no processo — e, de novo, se querem evocar a experiência americana, é bom que ela seja inteira. Nas prévias nos EUA, é o eleitorado quem de fato vota, não apenas os “convencionais” ou filiados. Serra lidera, com larga vantagem, as pesquisas de opinião. O que é verdade para o eleitorado no seu conjunto deve ser também verdadeiro para uma parte dele: a parcela do PSDB, não? Ou alguém ousaria formar um colégio eleitoral que não reproduzisse a vontade da maioria dos eleitores, sejam eles tucanos ou não? Assim, o argumento de que o governador de São Paulo pode ser o candidato da cúpula, mas não das bases, não encontra respaldo nos números. “Ah, mas essa é a verdade hoje; não quer dizer que continue assim em outubro do ano que vem”. Bem, gente, em questões políticas e sociais, a verdade será sempre a verdade de um determinado tempo. Pode-se escolher ignorá-la em nome da "verdade futura". É um modo de ver as coisas.

Mas, claro, conto com a possibilidade de estar errado e de a disputa tucana realmente incendiar os corações, evidenciando para os brasileiros que aquele monolitismo petista não é bom para o Brasil. Se a história serve para alguma coisa, não custa lembrar que, unidos, os tucanos venceram o PT duas vezes. Desunidos, tomaram duas surras. Questão de fato, não de gosto.

A marolinha de Lula - Brasil pode ter crescimento negativo, diz Roubini

{ Posted on 12:59 by Edmar Lyra Filho }
Por Fernando Dantas, no Estadão:

O Brasil vai acompanhar o resto do mundo num pouso forçado em 2009, com a possibilidade até de ter crescimento negativo, segundo Nouriel Roubini, o prestigiado economista que previu com mais precisão o grande cataclisma financeiro que se abateu sobre a economia global a partir de setembro do ano passado. "O crescimento no Brasil pode ser próximo de zero, pode ser 1%, ou pode até acabar sendo negativo; mas para um país como o Brasil, que tem problemas de pobreza e subdesenvolvimento, qualquer coisa abaixo de 3% já é um pouso forçado", disse Roubini em Davos nesta quarta-feira, 28, de manhã, em conversa com jornalistas, enquanto se preparava para uma maratona de encontro e debates durante o Fórum Econômico Mundial.
Ironicamente, quanto pior fica a economia global, mais sobe o cacife de Roubini, que nos encontros anuais do Fórum em anos recentes previu consistentemente que se caminhava para o desastre. A seguir, alguns dos principais pontos da conversa com Nouriel Roubini.

Economia global
O melhor cenário é aquele no qual só há recuperação em 2010, com um crescimento em torno de 1% nas economia avançadas, mas que vai parecer ainda recessão, com o desemprego continuando a subir. O pior cenário é o de uma estagnação ao estilo japonês por vários anos. Assim, teremos sorte se for apenas uma contração muito feia durante dois anos. Eu diria que há 2/3 de chance de uma contração de dois anos, e 1/3 de uma estagnação de vários anos.
Os dois principais motores do crescimento global são os Estados Unidos, do lado do consumo, e a China, do lado da produção. O primeiro entrou em colapso, e o segundo está caindo. Então você tem basicamente uma aeronave da economia global sem motores de crescimento. O que está acontecendo neste exato momento é um pouso forçado maciço, a primeira recessão global sincronizada, afetando as economias avançadas e os mercados emergentes. Não houve isso nos últimos 50 anos. Esta é a pior crise financeira desde a Grande Depressão. É realmente assustador.

Obama
Eu acho que ele é um grande presidente, é inteligente, carismático, e escolheu uma excelente equipe econômica, Larry Summers (chefe do Conselho Econômico Nacional) e Tim Geithner (Secretário do Tesouro), que vai tentar fazer coisas de forma agressiva e forçada. Mas mesmo o melhor plano, que seja desenhado e implementado com a velocidade suficiente, só vai fazer alguma diferença em 2010. Não vai haver nenhuma recuperação do crescimento este ano, nem nenhuma recuperação do mercado financeiro. O sistema bancário americano está insolvente, as suas perdas esperadas são maiores do que o seu capital. O Tarp 1 e Tarp 2 (programa de saneamento bancário de US$ 700 bilhões lançado pelo ex-presidente George W. Bush, e implementado em duas etapas de US$ 350 bilhões) não são suficienteS. Você precisa de mais US$ 1 trilhão, US$ 1,5 trilhão de dinheiro para recapitalizar os bancos. É um problema fiscal maciço.

Brasil
O crescimento no Brasil pode ser próximo de zero, pode ser 1%, ou pode até acabar sendo negativo. Mas para um país como o Brasil, que tem problemas de pobreza e subdesenvolvimento, qualquer coisa abaixo de 3% é um pouso forçado. Os mercados emergentes crescem potencialmente 6% a 7%, mas agora a média vai ser 2%. Isto é como se fosse uma recessão, mesmo que tecnicamente seja crescimento positivo. É tão fraco que a renda per capita real não está crescendo, o que para mim significa pouso forçado no Brasil, na América Latina, na Ásia, nos mercados emergentes.

Lula decide ampliar o Bolsa Família

{ Posted on 12:58 by Edmar Lyra Filho }
Por Lisandra Paraguassú, no Estadão On Line:

O governo federal decidiu hoje aumentar o limite de renda das famílias que podem ser beneficiadas pelo programa Bolsa Família. A partir de agora, para serem atendidas, as famílias precisam ter uma renda per capita máxima de R$ 137 mensais. Atualmente, essa renda é de R$ 120. No total, isso significa a inclusão de mais 1,8 milhões de famílias no programa.

A medida foi tomada hoje em reunião entre o presidente Luiz Inácio e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, em uma decisão política. Com base em estudos do Institutos de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o governo federal conclui que era necessário ampliar as famílias atendidas como forma de minorar os efeitos da crise econômica entre os mais pobres.

Atualmente, o programa atende 11,1 milhão de famílias. A previsão é que, com o reajuste do teto de renda, esse número chegue a 12,9 milhões. No entanto, neste ano deverão ser atendidas apenas 1,3 milhão: 300 mil já serão incluídas em maio, 500 mil em agosto e 500 mil em outubro. Essas famílias já estão no Cadastro Único do Bolsa Família, que possui o levantamento de famílias pobres do País em que o Ministério baseia a seleção para o programa. As 500 mil que faltam ainda terão que ser cadastradas por Estados e Municípios, em um trabalho que deverá ser feito ao longo de todo este ano.

O reajuste do teto significa que famílias hoje consideradas não pobres o suficiente passarão a entrar no programa. Levando-se em conta uma família média, formada por quatro pessoas, agora poderá ser beneficiado tendo como base uma renda mensal de apenas de R$ 548. O teto para ser considerado extremamente pobre também muda, passando de R$ 60 para R$ 68,5 - ou seja, uma renda de R$ 274 mensais para quatro pessoas.

Levando-se em consideração o valor médio pago por família hoje, de R$ 85, o orçamento do programa poderá subir em até R$ 1,8 bilhão por ano. No entanto, a maior possibilidade é que essas novas famílias não sejam todas enquadradas entre as extremamente pobres, o que pode reduzir esse valor. Este ano, o orçamento do programa, de R$ 12 bilhões, já é 10% maior do que em 2008.

O Bolsa Família paga hoje, para as famílias extremamente pobres, um benefício fixo de R$ 62 mais R$ 20 por criança entre 0 e 15 anos, em um limite de três por família, além de mais R$ 30 por jovens de 16 e 17 anos, em um máximo de dois. Para as famílias com renda per capita agora entre R$ 68,50 e R$ 137, são pagos apenas os valores variáveis por crianças e jovens. Os valores dos benefícios, já reajustados em junho do ano passado, não serão aumentados agora.

Líder do PMDB projeta vitória de Sarney por vinte votos de diferença

{ Posted on 12:55 by Edmar Lyra Filho }
O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), projetou uma diferença aproximada de vinte votos pró-José Sarney (PMDB) na disputa pela presidência do Senado contra Tião Viana (PT). “É difícil fazer uma previsão precisa, porque o voto será secreto, mas a tendência é que seja aproximadamente 50 a 30 para Sarney”, arriscou o senador, em entrevista à Rádio Folha FM, nessa manhã. As eleições para as mesas diretoras da Câmara e do Senado acontecem na próxima segunda-feira (2).

Raupp também considerou normal a volta de Renan Calheiros (PMDB) como líder da bancada peemedebista, ressaltando que o correligionário sempre exerceu grande influência no partido. Sobre o posicionamento de Jarbas Vasconcelos (PMDB), que se colocou contrariamente às indicações tanto de Sarney como de Renan, o atual líder disse que não foi nenhuma surpresa. “O senador Jarbas é um político de renome nacional, mas que sempre vem divergindo da bancada, seja nas votações de plenário e comissões como nas questões internas. Esse é o estilo dele que nós respeitamos democraticamente”, disse. Após deixar o cargo de líder do PMDB, Raupp revelou que pode assumir a liderança do Governo Lula no Senado ou a presidência de alguma comissão.

Traições devem levar Temer ao 2º turno na Câmara

{ Posted on 12:53 by Edmar Lyra Filho }
De Gerson Camarotti, Maria Lima e Adriana Vasconcelos em O Globo:

A cinco dias da eleição do novo presidente da Câmara, o Planalto acionou o sinal de alerta diante da contabilidade indicando que Michel Temer (PMDB-SP), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reduziu significativamente sua vantagem, por conta da acirrada disputa de bastidores pelos cobiçados cargos da Mesa. Temer concorre com o apoio institucional de 422 deputados e conta agora com cerca de 300 votos. Com esse número estaria eleito - são necessários 257 votos -, mas é uma margem frágil diante das ameaças de traição que vêm de todos os partidos, inclusive do PMDB.

Charge - Néo

{ Posted on 12:51 by Edmar Lyra Filho }

“Torço para que Jarbas seja candidato”

{ Posted on 12:45 by Edmar Lyra Filho }

Ainda que todos da antiga União por Pernambuco neguem que seja a hora de definir o nome para a disputa majoritária em 2010, cresce a possibilidade de que o projeto de poder do grupo seja mais uma vez ancorado na figura de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Em entrevista à Rádio Folha, o novo líder da oposição da Assembléia, deputado estadual Augusto Coutinho (DEM) evidenciou esse sentimento. "Torço para que Jarbas seja candidato, para que a gente possa fazer junto com a população uma comparação entre o governo atual e o passado. Como se diz no jargão esportivo, seria um clássico. Acho que seria um bom embate que o povo pernambucano merece", opinou.

Coutinho também disse acreditar que o senador peemedebista toparia a disputa ainda que contra a sua vontade contrária inicial, e afastou a tese de que o mesmo temeria uma derrota eleitoral. "Ele já sinalizou isso dizendo que quem definirá isso são os partidos. Não tenho dúvida que com o apelo dos partidos e por sua viabilidade eleitoral ele vai atender ao chamamento", projetou o deputado.

Na entrevista, o líder oposicionista também descredenciou a popularidade do governador Eduardo Campos (PSB). "O governador vive à sombra do Governo Federal. É uma gestão que vive à espuma do presidente Lula, o que é muito perigoso", afirmou. Segundo Coutinho, no momento adequado a população avaliará o não cumprimento das promessas de campanha do governador, sobretudo na saúde e segurança, áreas que classificou como "caóticas".
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