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Ciro Gomes na campanha de Dilma: Serra beneficiado.

{ Posted on 21:37 by Edmar Lyra Filho }
A campanha da presidenciável petista Dilma Rousseff cometeu um equívoco sem tamanhos ao convidar o socialista Ciro Gomes para integrar a coordenação de campanha dela. Isso se dá por diversos motivos e o primeiro deles foi a declaração de Ciro Gomes quando disse que José Serra era mais legítimo, mais preparado e mais capaz do que Dilma Rousseff para ser Presidente da República. Como pode agora Ciro Gomes se tornar o coordenador de Dilma? Muita contradição, não?

Não obstante, o temperamento do Deputado é algo que deve ser levado em conta e deve ser evitado numa campanha presidencial.

Quem não lembra que Ciro Gomes chamou um eleitor de burro em 2002? E quando ele disse que a única função da sua esposa, Patrícia Pilar, era dormir com ele?

Sem contar com o fato das críticas que o deputado cearense fez a competência de Dilma Rousseff sobre o PAC, quando disse que o PAC não era bem gerido e pouco tinha acrescentado ao desenvolvimento do país.

Além de tudo isso, sabemos que o ódio que Ciro Gomes nutre por José Serra é algo patológico. E suas declarações, sempre bombásticas contra o presidenciável tucano, chegam ao ponto de colocar José Serra na condição de vítima, tudo o que Dilma Rousseff não precisava neste momento.

O que levamos em conta é que o PT ficou desnorteado com a existência do segundo turno e perdeu o prumo e o rumo na condução da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

Marina Silva e o segundo turno.

{ Posted on 15:37 by Edmar Lyra Filho }
A Senadora Marina Silva foi, sem dúvidas, a principal vitoriosa do primeiro turno da eleição presidencial. Com menos de 1 minuto de televisão, nenhum palanque expressivo nos estados e poucos recursos financeiros, ela chegou a quase 20 milhões de votos, correspondendo a aproximadamente 20% dos votos válidos.

Após o resultado, Marina Silva tem recebido sistemáticos ataques do PT, bem como o seu eleitorado. O PT simplesmente desrespeita 20 milhões de brasileiros que acreditaram que Marina Silva poderia ser uma alternativa a dicotomia PT/PSDB, que já governaram o Brasil por dezesseis anos.

Essa foi a opção dos brasileiros, independentemente de perfil social, étnico ou religioso. Precisamos entender o recado das urnas, e pelo visto o PT não entendeu.

A estratégia do PT é desqualificar a Senadora Marina Silva para se, eventualmente, ela apoie a candidatura de José Serra a Presidência da República, o reflexo desse apoio seja minimizado.

O que é, efetivamente um erro, tendo em vista que, apesar do PV ter uma maior inclinação ao PSDB, Marina Silva que é a dona dos votos, tem uma larga história dentro do Partido dos Trabalhadores.

Os petistas têm incorrido ao erro de quando Marina Silva saiu do PT, como fizeram com Heloísa Helena, Chico Alencar, Luciana Genro, dentre outros. Desqualificam as pessoas como se elas, pelo fato de não compactuarem mais com o que prega o PT, não servissem mais pra nada.

Em suma, se você é do lado do PT é uma pessoa do bem, é uma pessoa ligada aos interesses populares, se você não está ao lado do PT você é contra o povo e contra o Brasil.

Marina Silva trouxe à tona um novo jeito de discutir o Brasil, focado no desenvolvimento sustentável, no respeito ao meio ambiente e no respeito ao contraditório. Marina foi, sem dúvidas, o que teve de mais belo nesta campanha, ela resgatou a autoestima dos brasileiros que estavam envergonhados com o processo político.

O que era bandeira do PT, hoje se tornou bandeira do PV e de Marina Silva em especial. Talvez seja por isso que a Senadora verde receba tantos ataques.

Quanto a questão de discussões sobre temas difíceis, a Senadora Marina Silva foi extremamente coerente quando propôs plebiscito para decisões tão difíceis como o aborto, união homossexual, legalização das drogas, dentre outros temas.

Por quê o plebiscito? Porque é, sem dúvidas, a forma mais democrática de ouvir o que a sociedade pensa e o que ela quer para o nosso país.

A Senadora Marina Silva já tinha meu respeito por toda sua história de vida, por toda sua coerência, seu caráter e sua visão de Brasil. Após a eleição, passei a admirá-la e creio que sem dúvidas, ela tem muito a acrescentar ao país com suas ideias inovadoras e propositivas para o Brasil que queremos.

O Brasil pós-Marina é outro. A política também será outra e os grandes temas precisarão ser discutidos pelos dois primeiros colocados.

No segundo turno, um eventual apoio de Marina Silva a José Serra seria o mais coerente depois da possibilidade de neutralidade. Porque poderá ser um governo, do ponto de vista da gestão ambiental, do ponto de vista ético, do ponto de vista político muito melhor do que o que seria o governo da continuidade proposto pelo PT.

Mesmo que Marina Silva não aceite apoiar José Serra e opte pela neutralidade, precisamos respeitar a decisão da mulher de 20 milhões de votos.

Análise sobre o resultado de ontem.

{ Posted on 15:13 by Edmar Lyra Filho }
Começo pela eleição dos nanicos para Deputado Estadual, o PMN elegeu 1, o PRP 1, o PV 1, o PCdoB 1, o PTC 3 e o PHS 2. Portanto, um total de 9 Deputados Estaduais, isso corresponde a quase 20% das cadeiras da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Esse fato foi observado em eleições anteriores e tem crescido ultimamente, em 2008 houve isso pra vereador do Recife e agora novamente.

Temos observado que os nanicos estão ocupando espaços de legendas que já foram fortes em Pernambuco, como é o caso do PMDB do Senador Jarbas Vasconcelos e do próprio DEM de Marco Maciel.

Isso se dá porque o eleitorado tem votado sistematicamente nos candidatos e não mais nos partidos. O voto é nas pessoas e perdeu a essência de antigamente que se votava na pessoa, mas principalmente por conta do partido dela.

Do ponto de vista da oposição, o maior baque eleitoral se dá no DEM, que elegeu 9 Deputados Estaduais em 2006 e ontem fez apenas 2. Isso mostra que o partido tem perdido capilaridade e, diferentemente do PT quando era oposição, não tem apelo popular e tende a sumir do mapa eleição após eleição.

O DEM em 2006 possuía o Governador do Estado, Mendonça Filho, dois Senadores, José Jorge e Marco Maciel, uma expressiva bancada federal e uma estadual. Após o resultado de ontem, não tem mais qualquer perspectiva de poder, afinal, a sua principal liderança que conseguiu ser eleito, Mendonça Filho, obteve 150 mil votos, sendo apenas o oitavo entre os Federais eleitos.

A não vitória de Priscila Krause para Deputada Estadual mostra que a reoxigenação do partido foi mal feita e que dificilmente outros nomes surgirão, afinal, Tony Gel, Maviael Cavalcanti, Marcos Menezes, Romildo Gomes, Mendonça Filho e Augusto Coutinho já não são mais tão jovens e não têm perspectivas majoritárias para pleitos futuros.

O futuro do DEM, assim como toda a oposição é sombrio.

No caso do PMDB, apesar de não ter tido uma expressiva votação, Gustavo Negromonte foi eleito e tende a ocupar, ao lado de Raul Henry a liderança do PMDB no estado.

O PSDB ainda tem a perspectiva de vitória de José Serra como Presidente, manteve sua bancada federal, perdeu alguns estaduais, mas ainda consegue ser um partido expressivo em Pernambuco. Do ponto de vista do Senado, ficou comprovado que Sérgio Guerra tomou uma atitude acertada em não tentar a reeleição.

Mesmo assim, o PSDB tem, em sua maioria, uma proximidade nítida com o Governador Eduardo Campos e uma futura aliança a partir de 2011 não será novidade para ninguém.

Do ponto de vista Governista, não há muito o que comentar. Um Governo plenamente avaliado, com candidatos representativos ao Senado, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, seria contraditório se não reelegesse Eduardo Campos, não elegesse os dois Senadores, 20 Deputados Federais e quase 40 Deputados Estaduais.

A questão de Eduardo Campos agora é administrar o sucesso, o que não é fácil. Precisa conscientizar seus aliados que pra se manter no poder, é necessário que respeitem a vez de cada candidato e o espaço que cada um merece no governo e na aliança como um todo. Se ele conseguir administrar com maestria isso como ocorreu na fase pré-eleitoral de 2010, a Frente Popular terá vida longa no poder em Pernambuco.

Do ponto de vista Presidencial, nossos prognósticos deram certo. José Serra chegou ao segundo turno contra Dilma Rousseff, que a princípio estava eleita e depois ainda teve a dúvida se Marina Silva poderia ultrapassá-lo.

Alguns analistas políticos dizem que a eleição já está definida em prol de Dilma, outros em prol de Serra. Sob o meu ponto de vista, o segundo turno é uma nova eleição e pode acontecer tudo, inclusive nada.

Precisamos observar uma tendência, através de institutos confiáveis(não se incluem nem o Vox Populi e muito menos o Sensus, que apontaram vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno com ampla margem). Isso só será entendido a partir do início da propaganda eleitoral, que passa a ser igual tanto pra Serra quanto pra Dilma, a partir dos debates entre os dois candidatos e a partir da decisão de Marina Silva, que foi a principal vitoriosa desta eleição.

Não podemos fazer prognósticos exatos sobre o segundo turno presidencial, mas podemos analisar que Dilma entra desgastada por não ter liquidado a fatura e Serra entra renovado por não ter perdido no primeiro turno, contrariando alguns institutos de pesquisa.

Vamos aguardar o que as urnas dirão.

DATALYRA acerta 22 dos 25 Deputados Federais

{ Posted on 01:09 by Edmar Lyra Filho }
DATALYRA

PSB

1. Ana Arraes
2. Danilo Cabral
3. Fernando Filho
4. Gonzaga Patriota

PR

1. Inocêncio Oliveira
2. Anderson Ferreira

PT

1. Maurício Rands
2. João Paulo
3. Pedro Eugênio
4. Fernando Ferro

PP

1. Eduardo da Fonte
2. Roberto Teixeira

PTB

1. Jorge Côrte Real
2. José Chaves
3. Silvio Costa

PCdoB

1. Luciana Santos

PDT

1. Wolney Queiroz

PRB

1. Marcos Antônio

PSDB

1. Sérgio Guerra
2. Bruno Araújo

DEM

1. Mendonça Filho
2. Augusto Coutinho
3. André de Paula

PMDB

1. Raul Henry
2. Edgar Moury


Os eleitos

Ana Arraes (PSB)

Eduardo da Fonte (PP)

João Paulo (PT)

Inocêncio Oliveira (PR)

Pastor Eurico (PSB)

Sérgio Guerra (PSDB)

Fernando Filho (PSB)

Mendonça Filho (DEM)

Maurício Rands (PT)

Danilo Cabral (PSB)

Bruno Araújo (PSDB)

Gonzaga Patriota (PSB)

Wolney Queiroz (PDT)

Luciana Santos (PCdoB)

Raul Henry (PMDB)

Pedro Eugênio (PT)

Silvio Costa (PTB)

Cadoca (PP)

Augusto Coutinho (DEM)

José Chaves (PTB)

Jorge Corte Real (PTB)

Fernando Ferro (PT)

Roberto Teixeira (PP)

Anderson Ferreira (PR)

Paulo Rubem (PDT)

DATALYRA acerta 36 dos 49 Deputados Estaduais

{ Posted on 01:05 by Edmar Lyra Filho }
DATALYRA
PDT

1. Guilherme Uchôa

PSB

1. Leonardo Dias
2. Waldemar Borges
3. João Fernando Coutinho
4. Ângelo Ferreira
5. Aglaíson Júnior
6. Raimundo Pimentel
7. Ciro Coelho
8. Aluísio Lessa
9. Laura Gomes
10. Raquel Lyra

PT

1. Teresa Leitão
2. Múcio Magalhães
3. Isaltino Nascimento
4. André Campos

PTB

1. Augusto César
2. Izaías Régis
3. Clodoaldo Magalhães
4. Geraldo Coelho
5. Marcantônio Dourado
6. Silvio Costa Filho
7. Everaldo Cabral
8. Júlio Cavalcanti
9. José Humberto Cavalcanti

PR

1. Manoel Ferreira
2. Sebastião Oliveira
3. Henrique Queiroz
4. Amaury Pinto
5. Alberto Feitosa
6. José Marcos

PSC

1. Cleiton Collins

PCDOB

1. Luciano Siqueira

PTC

1. Eriberto Medeiros
2. Ricardo Costa
3. Guga Lins

DEM

1. Tony Gel
2. Maviael Cavalcanti

PMDB

1. Gustavo Negromonte
2. Jayme Asfora

PSDB

1. Betinho Gomes
2. Claudiano Martins Filho
3. Antonio Moraes
4. Edson Vieira
5. Bringel
6. Carlos Santana

PHS

1. Mary Gouveia
2. Clóvis Corrêa
3. Nadegi Queiroz

PV

1. Daniel Coelho


Os eleitos

Pastor Collins (PSC)

Presbítero Adauto (PSB)

Guilherme Uchôa (PDT)

Silvio Filho (PTB)

Sebastião Oliveira (PR)

João Fernando Coutinho (PSB)

Clodoaldo Magalhães (PTB)

Angelo Ferreira (PSB)

Serafim Neto (PDT)

Gustavo Negromonte (PMDB)

Ramos (PMN)

Henrique Queiroz (PP)

Isaltino Nascimento (PT)

Waldemar Borges (PSB)

Aglailson Júnior (PSB)

Alberto Feitosa (PR)

Leonardo Dias (PSB)

Raquel Lyra (PSB)

Aluizio Lessa (PSB)

Sérgio Leite (PT)

Viuicius Labanca (PSB)

Odacy Amorim (PSB)

Raimundo Pimentel (PSB)

Manoel Santos (PT)

Júlio Cavalcanti (PTB)

Laura Gomes (PSB)

Luciano Siqueira (PCdoB)

Teresa Leitão (PT)

Botafogo Filho (PDT)

Everaldo Cabral (PTB)

Diogo Moraes (PSB)

Marco Antônio Dourado (PDT)

Izaias Régis (PTB)

André Campos (PT)

Francismar Pontes (PTB)

Betinho Gomes (PSDB)

Claudiano Filho (PSDB)

Edson Vieira (PSDB)

Antônio Moraes (PSDB)

Carlos Santana (PSDB)

Tony Gel (DEM)

Maviael Cavalcanti (DEM)

Adalberto Cavalcanti (PHS)

Mery Gouveia (PHS)

Rildo Braz (PRP)

Daniel Coelho (PV)

Eriberto Medeiros (PTC)

Rodrigo Novaes (PTC)

Ricardo Costa (PTC)

A hora da verdade

{ Posted on 21:26 by Edmar Lyra Filho }
Pelo menos dois fatores singulares marcaram a presente campanha eleitoral, distinguindo-a das anteriores. O primeiro foi o engajamento absoluto e sem precedentes do presidente da República, violando com frequência a lei, indiferente e mesmo irônico em relação às sucessivas multas que lhe impôs a Justiça Eleitoral.

O segundo foi o papel confuso que nela desempenhou o Supremo Tribunal Federal, transformando-se em órgão legislador e agente ativo do processo. Dele dependerá, inclusive, o voto final para a contabilização do resultado. Se decidir que a Lei da Ficha Limpa vale, a contagem será uma; se decidir o contrário, será outra.

Haja confusão. De quebra, o STF extinguiu o Título de Eleitor a três dias do pleito, revogando lei aprovada pelo Congresso – e perfeitamente constitucional -, sancionada pelo presidente da República. A lei, proposta pelo PCdoB, exigia que, além do Título, o eleitor apresentasse documento de identidade com foto. O PT engajou-se em sua aprovação. A uma semana do pleito, questionou-a. O STF o atendeu, dispensando o Título de Eleitor.

O mais interessante é que dois dos ministros que votaram pela extinção do Título – Ricardo Lewandowski e Carmem Lúcia – haviam votado três meses antes, no Tribunal Superior Eleitoral, em sentido contrário. Defenderam os dois documentos. Nunca antes neste país, se viu nada parecido, em ambos os casos – no de Lula e no do STF.

Voltemos a Lula. Seu poder de transferência de votos não pode ser questionado, sobretudo quando acrescido do uso desmedido da máquina administrativa. Sua candidata, Dilma Roussef, sozinha, não teria chances. Perderia para Plínio de Arruda Sampaio.

Lula a inventou, abdicando da condição de chefe de Estado para reassumir a de chefe de partido. Ao pedir que votassem em Dilma como se fosse nele próprio, não agiu muito diferente do ex-governador Joaquim Roriz, que disse o mesmo ao lançar sua esposa, Weslian Roriz, candidata em seu lugar ao governo de Brasília.

A diferença é que o casamento de Lula com Dilma é apenas político. Mas o princípio da terceirização em ambos os casos é o mesmo – e cargo público eletivo não é terceirizável.

Ainda que não vença no primeiro turno, como chegou a parecer inevitável, Dilma vai para o segundo como franca favorita, e não será fácil barrá-la. Lula continuará ocupando todos os espaços para elegê-la, não hesitando em engajar a máquina do governo na campanha. Se a Justiça não o inibiu até aqui, é improvável que o faça agora.

Já José Serra, provável oponente de Dilma na eventualidade de um segundo turno, conta, para reagir, com a adesão efetiva de seus correligionários, que, ao longo do primeiro turno, preocuparam-se mais em garantir a própria eleição que em ajudá-lo.

Todos temiam afrontar a popularidade de Lula e escondiam o presidenciável tucano. No segundo turno, esse risco não existe mais e isso fará muita diferença. Não é casual que Lula se empenhe tanto em decidir a eleição no primeiro turno. Segundo turno é outra eleição, com variáveis bem distintas.

O crescimento de Marina Silva, tirando votos de Dilma, preocupa o PT. Independentemente do que Marina disser, a maioria de seus eleitores – 51%, segundo o Datafolha -, se alinhará com Serra. E ela, que deixou o governo Lula em atrito com Dilma, terá dificuldades políticas em voltar ao leito anterior.

As eleições estão aí – e a hora da verdade vale não apenas para os candidatos, mas também para os institutos de pesquisa, cujo protagonismo na campanha foi outro fenômeno sem precedentes. É hora de conferir.

Ruy Fabiano é jornalista

Tracking do PSDB melhor do que o Datafolha

{ Posted on 20:02 by Edmar Lyra Filho }
Do Blog Pitacos

Respirem fundo e rezem para que até domingo o tracking tucano continue a trazer boas novas.

As de hoje são de soltar rojão. A pesquisa interna confirma que a soma das intenções de voto de Serra e Marina já é maior do que o percentual de Dilma, na preferência do eleitorado. Hoje, a hipótese principal é de consolidação desse quadro.

Segundo o tracking, se a eleição fosse hoje, teríamos segundo turno. “Punto e basta”, como dizem os italianos de “Passione”.

Vamos aos números:



Dilma 41%

Serra 34%

Marina 17%



São comuns divergências entre pesquisas telefônicas – tracking – e de campo, como o Datafolha. Estas são mais precisas, embora em momentos extraordinários, sejam rapidamente superadas. O tracking, por outro lado, costuma captar mais rapidamente as tendências. Entre as duas o que não pode ocorrer são divergências de ordem de grandeza e de curvas. Se houver, indicam erros de amostragem, período de coleta ou de método, dentre outros.

O tracking tucano e o Datafolha estão convergindo.

Mesmo se for aplicado um deflator que simule a situação mais desfavorável para Serra, esticando para cima a margem de erro da situacionista e para baixo a situação dos oposicionistas, ainda assim a soma de Serra e Marina ultrapassa Dilma, já fora da margem de erro. No tracking tucano, desde que a petista disparou na liderança, nunca a diferença entre Dilma e Serra foi tão pequena. Apenas sete pontos.

Querem mais boas novas?

Segundo nosso amigo da equipe de marketing dos tucanos, a situação de Geraldo Alckmin é bastante confortável. Ora Geraldo tem 51% e Mercadante 26%. Ora o tucano tem 49% e o petista 24%. Com os dados de hoje e as tendências captadas, nossa fonte não vê, hoje, possibilidade de um segundo turno na disputa paulista. Para que esse quadro sofra reversão serão necessários um ou mais fatos extraordinários. A sensibilidade política indica que, por enquanto, a sucessão paulista não está diante desse tipo de acontecimento.

Voltando ao plano nacional.

Dilma vai ter que rebolar muito para evitar um segundo turno, na avaliação do nosso amigo marqueteiro: “Existe hoje uma tendência clara de segundo turno e nós todos sabemos o quanto é difícil reverter uma tendência na disputa eleitoral. Sofremos isto na pele. Isto só acontece se surgirem fatos novos que abalem a convicção do eleitor. Não creio que mesmo um apelo sentimental de Lula venha a ser o fato novo capaz de levar sua candidata à vitória já no primeiro turno”.

Nosso amigo acredita que até o sábado (dia em que serão publicadas as últimas pesquisas) o Datafolha terá números iguais ao do tracking tucano. “E uma questão de tempo”, diz ele.

Tudo muito bom, tudo muito bem. O tracking revela fotografias e tendências, do momento ou para um pouco além do imediato, nada mais.

Chegamos ao quadro de hoje através de muito suor e, por que não dizer, também de lágrimas. Nada indica que, sem muito mais suor, ele se concretize nas urnas de domingo.

Portanto, caça aos votos !!!

Análise sobre o Datafolha.

{ Posted on 02:59 by Edmar Lyra Filho }
A pesquisa Datafolha confirmou o que eu já vinha falando aqui no blog e também no Twitter. A possibilidade de segundo turno é totalmente factível.

O Datafolha aponta em votos válidos: Dilma 51%, Serra 32%, Marina 16%, demais 1%.

Para se ter uma ideia, em 2006, numa pesquisa realizada no dia 27/09 daquele ano, Lula aparecia com 49%, Alckmin 33%, Heloísa Helena 8%, Cristovam Buarque 2%.

Lula possuía naquela época 53% das intenções de votos válidos contra 47% dos seus adversários.

Lula terminou a eleição com 48,6% dos votos válidos, enquanto Alckmin chegou a 41,6% e Heloísa Helena chegou aos 6,85%.

Dilma teria hoje 46%, Serra 28%, Marina 14% pelo Datafolha.

Numa simulação de segundo turno Dilma teria 52%, Serra 39%.

Dificilmente não teremos segundo turno, creio que o Datafolha deva apresentar mais uma pesquisa antes do pleito e esta deve apontar uma proximidade maior no segundo turno entre Dilma e Serra.

Na minha concepção, o segundo turno já é fato consumado porque Dilma tem caído sistematicamente, enquanto Serra se mantém estável e Marina cresce bem.

Alckmin em 2006 tinha 33% das intenções de voto, chegou a 41%, um crescimento de 7 pontos. É o que deve ocorrer com Serra, ele deverá terminar a eleição com algo em torno de 35% dos votos válidos, enquanto Marina deverá ter 18% e os demais 2%. Consequentemente, Dilma ficará 45% dos votos.

A existência do segundo turno é uma meia derrota para o PT, porque Dilma tem caído vertiginosamente, e para o PSDB é uma meia vitória. Não tenho a menor dúvida que as simulações de segundo turno após o pleito já apontarão proximidade entre Serra e Dilma, tendo o primeiro chances reais de vitória.

Datafolha aponta segundo turno entre Dilma e Serra.

{ Posted on 02:52 by Edmar Lyra Filho }
Folha.com

A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.

Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.

Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% - e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral.

Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%.

Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16%, ante os 14% que tinha na última pesquisa, realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.

Houve queda ou oscilação negativa para a candidata escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade.

Uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda.

Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro. Foi quando o escândalo envolvendo tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra.

De lá para cá, o total das intenções de voto em Dilma caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.

Considerando somente os votos válidos, a diferença entre Dilma e os demais candidatos despencou de 14 pontos há duas semanas para dois pontos agora.

A pesquisa mostra também que houve forte "desembarque" da candidatura Dilma entre as mulheres (queda de 47% para 42%) e entre os eleitores mais escolarizados, com curso superior.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto. Agora, tem 52%. Serra, que antes tinha 38%, agora tem 39%.

Coluna Gazeta Nossa primeira quinzena de outubro.

{ Posted on 00:17 by Edmar Lyra Filho }
Os partidos pós-eleição.
Com o fim da eleição no primeiro turno, tivemos definidas as bancadas nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado. Partidos como o PMDB e o PT a nível nacional cresceram consideravelmente, aumentaram suas bancadas e se tornaram forças legislativas. No Senado, por exemplo, o Presidente Lula teve dificuldades para governar porque não tinha maioria. Dessa vez o PT e o PMDB possuem grandes bancadas e ditarão as regras do país a partir de 2011 no Legislativo. O PSB, partido mediano, também cresceu em termos de Deputados e Senadores, algo interessante porque o coloca como uma alternativa ao projeto do PT e também do PSDB que manteve consideravelmente seu espaço político. O PV com a candidatura de Marina Silva e diversos candidatos a Governos Estaduais, Senado, Deputados Estaduais e Federais ganhou respaldo na sociedade. Com certeza é um partido que terá o que mostrar e o que dizer ao povo brasileiro nas próximas eleições. O PTB, PR, PPS e alguns outros partidos ficarão como estão, são meras legendas partidárias que nem crescem nem diminuem. Já o DEM pode se dizer que é um morto-vivo, é um partido que cada vez mais perde filiados, adeptos e simpatizantes. O DEM se tornou um partido pesado e muito mal visto pela sociedade brasileira. Lula disse que precisava extirpar o DEM da política, mas nem precisou, o DEM se acabou por ele mesmo. Porque não tem quadros qualificados e muito menos bandeiras que possam ganhar respaldo na sociedade. É um partido que não fará falta se for extirpado, como disse o Presidente Lula. Não é porque seus posicionamentos são ineficazes e não reverberam na opinião pública, além de ser uma verdadeira capitania hereditária. Onde o sobrenome prevalece na sigla que já foi ARENA, PDS e PFL. Aqui em Pernambuco o DEM foi praticamente dizimado, bem como na maior parte do Brasil. Um outro ponto a ser observado é o fato de que legendas nanicas estão cada vez mais ocupando espaços. Para se ter uma ideia, em 2008 as legendas nanicas elegeram praticamente metade da Câmara Municipal do Recife e em 2010 não foi diferente. Este fenômeno se dá por uma falta de identidade dos partidos políticos com a sociedade e o processo eleitoral que viabiliza que candidatos com pouco votos se elejam em detrimento dos que têm mais votos. A sociedade cada vez mais vota nas pessoas do que no partido ou nas ideias, e isso é algo muito ruim para a democracia porque apenas personaliza o voto, colocando em segundo plano projetos e propostas partidárias para o país. Isso continuará a ocorrer nas próximas eleições, caso a reforma política não saia e não se exija cláusula de barreira, voto em lista fechada, financiamento público de campanha, voto distrital, dentre outras propostas.
2012 - Passadas as eleições para Deputados, os olhos serão voltados para o pleito de 2012.
Jaboatão - Fernando Rodovalho (PRTB) e André Campos (PT) se preparam para enfrentar o Prefeito Elias Gomes (PSDB).
Cabo - Betinho Gomes (PSDB) já é pré-candidato a Prefeito do município contra o candidato que será apoiado pelo atual Prefeito Lula Cabral (PTB).
Recife - João Paulo e João da Costa (PT) brigam pela indicação do partido para serem o candidato a Prefeito, o PSB de Eduardo Campos que tem Fernando Bezerra Coelho e Danilo Cabral pode disputar em faixa própria, pelo PPS com o apoio do PSDB e do PMN surge Raul Jungmann, Raul Henry tentará ser candidato pelo PMDB e Mendonça tentará ser o candidato pelo moribundo DEM.
Olinda - Na cidade histórica, surge Renildo Calheiros (PCdoB) que deve tentar a reeleição, mas tem uma gestão muito mal-avaliada o que pode obrigá-lo a ser substituído por Luciana Santos (PCd0B), surge o candidato Alf, que já tentou por diversas vezes e não conseguiu se eleger, pode ter uma chance, Jacilda Urquiza (PMDB) que deve tentar voltar a ser Prefeita e Arlindo Siqueira (PSL) pode tentar novamente.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina